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Fitness e Wellness

Jademilson Silva

Aplicativo usa tecnologia para ampliar apoio ao autismo 

Vanessa Vieira é a idealizadora do UNIR


O desenvolvimento infantil começa muito antes da alfabetização e vai além do ambiente escolar ou das sessões terapêuticas. Para especialistas, a participação da família é um dos fatores importantes para potencializar o aprendizado e favorecer a evolução de crianças com atrasos no desenvolvimento ou diagnóstico de transtornos do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Foi justamente para reduzir a distância entre o conhecimento científico e a rotina das famílias que a psicóloga, neurocientista e especialista em desenvolvimento infantil Vanessa Vieira desenvolveu a UNIR, uma plataforma digital criada para orientar pais e responsáveis por meio de estratégias fundamentadas em evidências científicas.

“Existe muito conteúdo disponível na internet, mas nem sempre ele é seguro ou baseado na ciência. Nossa proposta é transformar conhecimento técnico em orientação prática, acessível e confiável para que as famílias se sintam mais preparadas para participar do desenvolvimento dos filhos”, explica Vanessa.

Com mais de 18 anos de atuação na área do desenvolvimento infantil e do autismo, Vanessa construiu sua trajetória unindo prática clínica, pesquisa científica e formação continuada. Atualmente, também atua na produção de conteúdos educativos voltados a famílias, professores e profissionais da saúde, defendendo uma abordagem baseada em evidências, ética e acolhimento.

A especialista destaca que um dos maiores desafios enfrentados pelas famílias não está apenas no acesso ao tratamento, mas na continuidade das estratégias fora do consultório.

“O desenvolvimento acontece todos os dias. Quando os pais entendem seu papel dentro desse processo, eles deixam de ser apenas espectadores e passam a ser participantes ativos da evolução da criança”.

A proposta da plataforma é justamente fortalecer esse acompanhamento diário, oferecendo orientações organizadas, recursos educativos e ferramentas que auxiliam no monitoramento do desenvolvimento infantil, sempre respeitando as individualidades de cada criança e sem promessas de soluções milagrosas.

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Além da expansão da UNIR, Vanessa prepara para os próximos meses o lançamento de uma plataforma de cursos online voltada para famílias e profissionais da área, ampliando o acesso ao conhecimento científico sobre desenvolvimento infantil, autismo e treinamento parental. Para Vanessa, democratizar informação de qualidade é uma das formas mais eficazes de promover a inclusão.

“Quando a ciência chega às famílias de forma simples, clara e responsável, ela deixa de ser apenas conhecimento e passa a transformar vidas”, conclui.


Acontece


Saude e Bem estar alta dotacao
Evento trará referências nacionais do setor

O Recife recebe, nos dias 11 e 12 de setembro, o I Simpósio Dunamis-PE de Altas Habilidades/Superdotação e Dupla Excepcionalidade, encontro voltado a pais, responsáveis e profissionais que convivem ou atuam com pessoas com altas habilidades. A programação vai abordar temas relacionados à identificação, inclusão, desenvolvimento e aos desafios enfrentados por crianças e jovens superdotados, incluindo os casos de dupla excepcionalidade, quando as altas habilidades coexistem com transtornos ou deficiências. O evento reunirá referências nacionais na área, como Vanessa Pavani Mello, Olzeni Ribeiro, Diogo Mello e Carla Brolezze, em uma programação de conhecimento técnico, experiências práticas e orientação para famílias. A iniciativa também busca ampliar a discussão sobre o atendimento educacional e profissional desse público, contribuindo para reduzir preconceitos e melhorar a convivência com pessoas de altas habilidades e seus diferentes perfis.


Bosco
Conceito de bem-estar e qualidade para o espaço

Os salões de beleza estão indo além dos serviços tradicionais e partem para o conceito de bem-estar como parte do negócio. Nesse movimento, a Bosco celebrou sua reinauguração com uma nova proposta, que une beleza, sustentabilidade, natureza e cuidado. O evento reuniu imprensa, influenciadores, familiares, amigos, clientes e equipe para apresentar a nova fase da marca, que aposta em escolhas mais conscientes, produtos e experiências mais naturais e uma relação mais equilibrada com o meio ambiente. Para os proprietários João Bosco de Oliveira e Francisco Mardem de Oliveira, a transformação representa uma evolução do negócio, com foco em inovação, responsabilidade ambiental e bem-estar.


Entre Aspas



Urologista Eugenio Lustosa Divulgacao

Medos ainda afastam homens do urologista

Pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), realizada com 1.500 homens acima de 40 anos, mostra que o câncer é a principal preocupação entre as doenças urológicas, citado por 58% dos entrevistados, seguido pela impotência sexual, com 37%. O levantamento também aponta desinformação sobre a saúde masculina: 38% consideram normal ter dificuldade para urinar com o avanço da idade e 34% relacionam qualquer alteração na próstata ao câncer.

“Esses dados refletem uma realidade que ainda observamos nos consultórios. Muitos homens deixam de procurar o urologista por medo ou por acreditarem que determinados sintomas são naturais do envelhecimento. O acompanhamento médico regular é fundamental para identificar alterações precocemente e ampliar as possibilidades de tratamento”, alerta o urologista e cirurgião Eugênio Lustosa.


Mais Saúde


FW Revista Algomais 1
Amamentação: nutrição e cuidado

Muito antes de ser apenas a principal fonte de alimentação do bebê, a amamentação representa um dos primeiros gestos de cuidado, proteção e afeto entre mãe e filho. O contato durante o aleitamento contribui para fortalecer vínculos, transmitir segurança e favorecer o desenvolvimento da criança desde os primeiros dias de vida. É essa perspectiva integral que ganha destaque durante o Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

Na Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), especialistas de diferentes áreas chamam atenção para os impactos da amamentação na saúde física e emocional de mães e bebês. Psicologia, Nutrição, Odontologia e Enfermagem mostram, a partir de suas áreas de atuação, como o aleitamento pode contribuir para o desenvolvimento infantil e para uma experiência mais saudável no pós-parto.

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Especialistas comentam sobre o Agosto Dourado

O momento da amamentação envolve muito mais do que a oferta de nutrientes. Para a tutora do curso de Psicologia da FPS, Otovanilda Góis, o contato entre mãe e bebê durante o aleitamento proporciona experiências importantes para o desenvolvimento emocional.

“O contato visual, o toque, a voz e a disponibilidade emocional durante esse encontro fortalecem a sensação de segurança, acolhimento e pertencimento desde os primeiros dias de vida”, explica.

Esse processo, no entanto, nem sempre ocorre sem dificuldades. Questões relacionadas à pega, produção de leite, desconfortos físicos e inseguranças podem tornar o período desafiador para muitas mulheres. Por isso, o acolhimento e o suporte são considerados fundamentais para evitar que dificuldades pontuais se transformem em motivo para o abandono precoce da amamentação.

“Quem amamenta também precisa de cuidado. O apoio da família e dos profissionais de saúde permite que cada mulher vivencie essa experiência com respeito, segurança e sem julgamentos”, ressalta a psicóloga.

Além de contribuir para a formação do vínculo, o leite materno oferece nutrientes e componentes imunológicos importantes para o bebê. A Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e sua continuidade, de forma complementar, até os dois anos ou mais.

Segundo a tutora do curso de Nutrição da FPS, Lígia Pereira, o leite materno favorece o crescimento e o desenvolvimento infantil e oferece proteção contra diferentes doenças.

“O leite materno oferece fatores imunológicos importantes, favorece o crescimento saudável, contribui para o desenvolvimento da musculatura da face e da dentição e ajuda a prevenir doenças crônicas ao longo da vida”, afirma.

Os benefícios também alcançam a mulher. A amamentação pode contribuir para a recuperação do organismo após o parto, auxiliar no controle do peso e estar associada à redução do risco de algumas doenças.

Nesse período, a alimentação materna também merece atenção. Uma dieta equilibrada ajuda a preservar a saúde da mulher e faz parte dos cuidados necessários durante a lactação. Mais do que seguir restrições ou regras rígidas, a orientação é manter uma alimentação variada e adequada às necessidades individuais.

Os efeitos do aleitamento também estão relacionados ao desenvolvimento das estruturas da face e da boca do bebê. Durante a sucção no peito, o bebê realiza movimentos que estimulam a musculatura orofacial e contribuem para o desenvolvimento fisiológico dessas estruturas.

De acordo com a coordenadora do curso de Odontologia da FPS, Manoela Figueira, a amamentação favorece funções importantes, como respiração e deglutição.

“A amamentação permite que a respiração e a deglutição ocorram de maneira adequada, favorecendo o crescimento fisiológico da face e reduzindo o risco de problemas como respiração bucal e má oclusão dentária”, explica.

A prática também pode diminuir a necessidade de introdução precoce de bicos artificiais, cujo uso inadequado ou prolongado pode interferir no desenvolvimento da arcada dentária e das funções orais.

Para que a amamentação aconteça de maneira segura e confortável, a preparação pode começar ainda durante o pré-natal. Nesse processo, a equipe de Enfermagem tem papel importante na orientação das gestantes e no acompanhamento após o nascimento.

A coordenadora do curso de Enfermagem da FPS, Cristina Figueira, destaca que o suporte profissional envolve orientações sobre a pega correta, prevenção de dificuldades relacionadas à amamentação e acolhimento das necessidades emocionais da mulher.

“Esse acompanhamento reduz o desmame precoce e fortalece a saúde da mãe e do bebê. A enfermagem educa, acolhe e salva vidas incentivando o aleitamento exclusivo até os seis meses. Amamentar é saúde, é vínculo e é cuidado”, afirma.

Até 6 meses: a Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo nesse período.

A partir dos 6 meses: a alimentação complementar deve ser introduzida, mantendo-se a amamentação.

Até 2 anos ou mais: a OMS recomenda a continuidade do aleitamento materno junto à alimentação complementar.

Benefícios para o bebê: proteção imunológica, crescimento e desenvolvimento saudáveis e estímulo ao desenvolvimento das estruturas da face e da boca.

Benefícios para a mãe: contribuição para a recuperação após o parto, controle do peso e proteção contra algumas doenças.

Rede de apoio: família e profissionais de saúde podem contribuir para que a mulher enfrente as dificuldades da amamentação com mais segurança e acolhimento.

A amamentação é uma prática que reúne diferentes dimensões da saúde. O leite materno oferece nutrientes e proteção ao bebê, enquanto o contato durante o aleitamento fortalece vínculos e contribui para o desenvolvimento emocional. A sucção também participa da formação das estruturas orofaciais, e o acompanhamento profissional pode ajudar a mulher a superar dificuldades que surgem durante o processo.

Por isso, promover o aleitamento não significa apenas incentivar a mãe a amamentar. É também criar condições para que ela seja orientada, acolhida e tenha acesso ao suporte necessário desde a gestação. O Agosto Dourado reforça justamente essa perspectiva: amamentar é uma prática de saúde que envolve nutrição, desenvolvimento, vínculo, prevenção e cuidado com mãe e filho.



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