II Festival Noturno anuncia filmes selecionados e abre inscrições para oficina gratuita de crítica cinematográfica
II Noturno – Festival Internacional de Cinema do Recife reúne 19 curtas-metragens de diferentes regiões do país

O II Noturno – Festival Internacional de Cinema do Recife divulgou os 19 curtas-metragens selecionados para sua mostra competitiva nacional. Com curadoria de Barbara Bello, Lenine Oliveira e Otávio Osaki, a seleção reúne obras de diferentes regiões do Brasil, evidenciando a diversidade de estéticas, linguagens e modos de produção que atravessam o cinema brasileiro contemporâneo. As exibições acontecem nos dias 28 e 29 de agosto, no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco – Derby e no Cinema São Luiz, com entrada gratuita.

A mostra competitiva reafirma a proposta do Noturno de colocar o curta-metragem no centro de sua programação, oferecendo ao público um panorama da produção recente do país e promovendo o encontro entre diferentes gerações, territórios e experiências cinematográficas. Os filmes selecionados dialogam com a experimentação formal, o cinema de invenção e narrativas que tensionam as fronteiras entre ficção, documentário, ensaio e performance.

Integram a seleção os filmes Pequeno Jogo, de Sofia Tomic (SP); Matanga, de Rebeca Francoff (RS); O Holocausto Nuclear Não Será Televisionado, de Petter Baiestorf (SC); Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS); CRASH, de Gabriela Mureb (RJ); O Sexo Nosso de Cada Dia, de Francisco Glauter (AL); Pânico na Praia Vermelha, de Marcos Gabriel Faria (RJ); Braço Forte, de Rubens Fabricio Anzolin e João Fernando Chagas (RS); Sem Título #11: Um Analecto à Mula, de Carlos Adriano (SP); 2 Assassinatos em Setembro, de Cora Monteiro (PE); A Praga do Resíduo Verde, de Ramon Mota Coutinho (BA); Ver Céu no Chão, de Isabel Veiga (RJ/CE); Lux, de Nicolas Thomé Zetune (SP); Cinzenta: Inventários da Chaminé, de Natália Reis (MG); Caldeirão, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI); Dando um Ninja na Vida – Pesadelo no Vale da Lua, de Telephone Colorido e Moluscos Lama (PE); Tela Quente, de Silvino Mendonça (DF); Entrevista com Fantasmas, de Lincoln Péricles (LK) (SP/RS); e Trivakra, de Sofia Angst (RJ).

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Além da programação de filmes, o festival promove a oficina gratuita Crítica como Colagem, ministrada pela crítica e programadora mineira Helena Elias. Realizada entre os dias 27 e 29 de agosto, na Sala Aloísio Magalhães, do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, a atividade propõe uma reflexão prática e teórica sobre a escrita crítica a partir dos filmes exibidos no próprio festival. As inscrições vão até o dia 31/07, e estão abertas no site www.noturnofestival.com.

Ao longo de três encontros, os participantes discutirão diferentes tradições da crítica cinematográfica, realizarão exercícios de escrita e desenvolverão textos inspirados nas sessões do Noturno. A oficina parte da ideia de que a crítica pode ser construída como uma colagem, reunindo fragmentos de imagens, textos, memórias, teorias e experiências para produzir novas formas de pensamento sobre o cinema. Os textos produzidos durante a atividade serão debatidos coletivamente e integrarão o catálogo oficial do festival.

Helena Elias é formada e mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e atua como crítica, pesquisadora e programadora de cinema. Publicou textos em revistas especializadas como Cinética, Camarescura, Barril e Descompasso, além de integrar a equipe de curadoria e direção artística do FENDA – Festival Experimental de Artes Fílmicas.

Sessão de Abertura

A programação do II Noturno também contará com uma sessão de abertura dedicada ao cinema pernambucano, aproximando diferentes temporalidades e gestos de invenção. A exibição reúne obras de Jomard Muniz de Britto, Paulo Caldas e do coletivo Surto & Deslumbramento, estabelecendo um diálogo entre distintas gerações de realizadores que transformaram o cinema produzido em Pernambuco.

Entre os destaques está a estreia recifense de Cerimônia (2026), de Fabio Ramalho, André Antônio e Chico Lacerda. Em parceria com o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), o festival também apresenta a nova cópia restaurada de Chá (1987), de Paulo Caldas. A sessão será marcada ainda pela primeira exibição em Pernambuco da restauração digital em 2K de Inventário de Um Feudalismo Cultural Nordestino ou Fricção Histórico-Existencial (1978), obra de Jomard Muniz de Britto que inspira o próprio nome e a concepção artística do festival.

A restauração do filme de Jomard é uma realização da Cinelimite e da Sessão INDETERMINAÇÕES, com financiamento do Itaú Cultural e apoio da Mnemosine Serviços Audiovisuais. Inicialmente digitalizado pela Cinelimite, o Super 8 recebeu uma nova cópia em 2K por ocasião do programa Tudo aquilo que ferve, da Sessão INDETERMINAÇÕES, no Cinema do IMS Paulista. O processo foi realizado no Laboratório Digital Cinelimite, em Brasília, sob coordenação técnica de William Plotnick e consultoria da preservadora audiovisual Débora Butruce, a partir dos materiais preservados pelo projeto Jomard Muniz de Britto: Preservação, Pesquisa e Difusão. A restauração de som é assinada por José Luiz Sasso.

Idealizado pelos curadores Felipe André Silva, Felipe Karnakis e João Rêgo, o Noturno – Festival Internacional de Cinema do Recife é inspirado na obra Noturno em Re(cife) Maior, de Jomard Muniz de Britto, e tem como foco a valorização do curta-metragem, da experimentação cinematográfica e da formação de público. A segunda edição acontece entre os dias 27 e 30 de agosto, no Cinema São Luiz e no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, com programação gratuita.

Serviço:
II Noturno – Festival Internacional de Cinema do Recife
27 a 30 de agosto, no Cinema São Luiz & Cinema da Fundação Joaquim Nabuco
Entrada gratuita
Site: www.noturnofestival.com
Contato: noturnofestival@gmail.com
Instagram: @noturnofestival

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