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Academia para quem não gosta de academia

Quando as contas apertam, um dos primeiros itens a ser cortado do orçamento é a academia. Uma pesquisa do SPC Brasil, no auge da crise, revelou que 26% dos brasileiros deixaram de malhar para economizar. Esse efeito passou longe da Unic Espaço de Metas, que atravessou os anos da recessão brasileira crescendo em faturamento numa média de 12% a 13% ao ano. Só em 2017, o desempenho superou em 14,5% o resultado do ano anterior. Para continuar ganhando novos alunos, a empresa inaugura em 2018 uma unidade no Paço Alfândega, com a proposta de unir o cuidado com a saúde e o lazer.

Para fechar 2017 com mais de 1,7 mil alunos, o grande segredo da empresa é atuar numa segmentação de público. “Nossa estratégia é nos posicionarmos à margem do mercado de academias. A maioria tem sua imagem atrelada ao fisiculturismo ou alto rendimento. Isso exclui pessoas que estão em busca simplesmente de resultados mais saudáveis para o seu corpo”, afirmou o sócio Gabriel Perrusi. O público-alvo da Unic não são os jovens. Atualmente, 73% dos frequentadores das suas unidades estão na faixa entre 35 e 55 anos. “Nossa meta é, até 2020, ter esse mesmo percentual para um público de 40 a 60 anos”, afirma.

Uma das vantagens da Unic em trabalhar com esse público, segundo o sócio da empresa, é a maior fidelidade. Diversas pesquisas nesse universo apontam que a média de retenção de alunos no Brasil está entre 30% e 35% ao mês. Ou seja, a cada 100 alunos, mais de 60 desistem nos três primeiros meses. Um fenômeno que é perceptível no público mais jovem. Enquanto o público mais maduro, em geral, segundo Perrusi, é menos suscetível a desistir do cuidado com o corpo ou abandonar a academia por questões econômicas.

Para atingir esse target, a Unic investe numa ambientação em atendimento bem diferentes dos espaços tradicionais para malhar. Seu cliente, por exemplo, não ouve o bate-estaca da música eletrônica enquanto malha, a trilha sonora é no estilo da MPB de Chico Buarque e Caetano Veloso. “Nosso espaço físico também é menor que o das academias tradicionais. Privilegiamos mais a área para convivência. Além disso, algumas alas são adaptadas para grupos específicos, como idosos, pessoas com problemas ósseos, mulheres com problemas na região pélvica. São segmentos dentro do nosso negócio”, declara Perrusi.

A personalização da malhação é outra proposta da empresa. Cada profissional atende no máximo seis pessoas. “Abrimos mão da margem de lucro para realizar um atendimento diferente e oferecer para cada pessoa o treinamento que ela precisa. A ficha de treino é escrita à mão pelo professor”, explica. Com o limite de alunos por professor, cada unidade atende no máximo 500 pessoas.

A empresa nasceu em 2007, no bairro do Parnamirim, abrindo a primeira filial três anos depois, em Casa Forte. Em 2012 a empresa abriu um espaço corporativo, a Unic Celpe, atendendo os funcionários do grupo Celpe Neoenergia. Para crescer a clientela e chegar no público da Zona Sul, há 4 anos, no início da crise, foi inaugurada uma Unic no Pina. A filial foi a que mais cresceu no ano passado, com aumento no faturamento de 18,5% e de alunos em 12%.

O próximo passo de expansão será a abertura de uma unidade no Paço Alfândega. Além de seguir com os princípios do atendimento personalizado que levaram à consolidação das suas primeiras sedes, a Unic pretende inovar trazendo para a academia o conceito fit for fun. Com a ideia de conquistar o público mais jovem, composto de profissionais que atuam nas empresas do Porto Digital, o novo espaço deverá incrementar diversão ao exercício físico. “As pessoas entram nas academias em busca de emagrecimento, performance ou por doença. Queremos abrir a porta da diversão para os que trabalham o dia inteiro na ilha terem um horário para associar diversão e o cuidado com a saúde. É uma proposta bem inovadora”. A filial será a maior do grupo, tendo capacidade de atender até mil clientes. O novo espaço deve empregar 35 novos profissionais.

Com a abertura da Unic Paço Alfândega, a empresa projeta terminar o ano de 2018 com 2.300 alunos. A meta é ousada: ampliar o número de clientes em mais de 30%. A recuperação econômica do País e o crescente interesse da população num estilo de vida fitness são dois fatores que contribuem para as boas perspectivas da academia.

*Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com)

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