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Jademilson Silva

Autismo exige olhar ampliado da sociedade e reforça importância do diagnóstico precoce

Abril Azul: multiplicidades de estímulos no desenvolvimento da pessoa autista

De acordo com estimativas internacionais, existem mais de 70 milhões de pessoas com autismo no mundo. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) impacta principalmente a forma como o indivíduo se comunica, interage socialmente e percebe o ambiente ao seu redor.

Victor Eustaquio
Victor Eustáquio é neurocientista e diretor da Clínica Somar

A incidência é maior em meninos. A cada quatro diagnósticos, aproximadamente um ocorre em meninas. Diante desse cenário, compreender o autismo deixou de ser uma pauta apenas das famílias diretamente afetadas. A sociedade como um todo precisa aprender a conviver com a neurodiversidade, já que pessoas autistas estão cada vez mais presentes em todos os ambientes sociais.

No próximo dia 2 de abril, o mundo celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Segundo Victor Eustáquio, Neurocientista e diretor da Clínica Somar, o aumento no número de diagnósticos observado nas últimas décadas não significa necessariamente que o autismo esteja surgindo mais.

“O autismo sempre existiu. O que mudou foi a forma de compreender e diagnosticar. Antigamente, acreditava-se que o autismo era apenas aquele quadro mais grave, com características muito evidentes. Hoje sabemos que se trata de um espectro muito mais amplo”, explica. Ele ressalta que o diagnóstico do autismo é clínico, ou seja, não é identificado por exames laboratoriais, mas por meio da observação especializada do desenvolvimento da criança. “Um profissional bem preparado consegue identificar sinais importantes ainda nos primeiros anos de vida. Muitas vezes, por volta de um ano e meio já é possível perceber indicadores relevantes no desenvolvimento”.

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O cuidado deve ser multidisciplinar

O conceito de espectro ampliou significativamente os critérios diagnósticos. Atualmente, os níveis de suporte são classificados em três categorias. Nível 1, necessidade de suporte leve. Nível 2, suporte moderado. Nível 3, maior necessidade de suporte. Esse entendimento mais amplo contribuiu para um aumento nas estatísticas.

Segundo dados do CDC, os números evoluíram significativamente ao longo das décadas. Na década de 1970, aproximadamente 1 caso a cada 100 mil crianças. Em 2020 foi registrado 1 a cada 54. Em 2022 a relação foi 1 a cada 46 e, em 2024, 1 a cada 36 crianças.

Para especialistas, esses números reforçam que o autismo se tornou uma importante questão de saúde pública global. Embora não exista cura para o autismo, existem intervenções terapêuticas capazes de promover avanços significativos no desenvolvimento e na qualidade de vida da pessoa autista.

“As intervenções precisam ser individualizadas. Trabalhamos aspectos como comunicação, atenção, coordenação motora, lateralidade, equilíbrio e interação social. Cada criança possui características únicas e o atendimento precisa respeitar essas particularidades”, afirma Victor.

Outro aspecto relevante são as comorbidades frequentemente associadas ao TEA, como TDAH, dificuldades de atenção, hiperatividade, dislexia e outros transtornos do neurodesenvolvimento.

“Quando existem múltiplas condições associadas, a abordagem terapêutica precisa ser ainda mais específica. Atender de forma generalizada simplesmente não funciona”, destaca.

Na Clínica Somar, uma das estratégias utilizadas para estimular o desenvolvimento social e sensorial das crianças é a reprodução de ambientes naturais e sociais dentro da própria clínica. Entre as atividades, as crianças participam de interações com a natureza, como o cuidado com viveiros de pássaros.

“Nosso objetivo é aproximar a criança de experiências que ela encontrará no mundo real, como escola, praia, praças e outros espaços sociais, favorecendo o desenvolvimento da interação e da autonomia”, explica.

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Na prática, a técnica já vem sendo aplicada em diferentes contextos esportivos, inclusive no futebol profissional, com foco na tomada de decisão, atenção e controle emocional durante as partidas

A neuromodulação tem ganhado espaço no universo esportivo como uma aliada no aprimoramento do desempenho, tanto de atletas de alta performance quanto de pessoas que praticam atividade física regularmente. A técnica atua diretamente no sistema nervoso central, promovendo ajustes em áreas cerebrais ligadas à concentração, motivação e comportamento.

Suzan Almeida, psicóloga e diretora da clínica Neu Cérebro e Performance, explica que os benefícios vão além do rendimento esportivo. “A neuromodulação melhora não apenas atletas de alta performance, mas também pessoas que estão iniciando ou mantendo uma rotina de exercícios. Ao modular o cérebro, conseguimos aumentar o foco no que precisa ser feito e melhorar a adesão ao treino”, afirma.

Na prática, a técnica já vem sendo aplicada em diferentes contextos esportivos, inclusive no futebol profissional, com foco na tomada de decisão, atenção e controle emocional durante as partidas.

“A gente consegue atuar em áreas cerebrais importantes, especialmente na região frontal, que está ligada à mudança de comportamento. Isso faz com que a pessoa tenha mais disciplina, mais disposição e passe a buscar o exercício de forma mais consistente, transformando a atividade física em parte da rotina”, completa.

Com abordagem individualizada, a neuromodulação é  uma estratégia para quem busca performance, constância e equilíbrio no dia a dia.

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Além dos produtos clássicos, a nova loja oferece portfólio com itens tecnológicos

A Adidas inaugura nova loja no Shopping Guararapes, reforçando sua estratégia de expansão no Nordeste e presença em pontos estratégicos do varejo nacional. De acordo com Afrânio Plutarco, lojista à frente da nova unidade, a escolha do empreendimento se deu pela relevância do shopping na Região Metropolitana do Recife, considerado um dos principais centros de compras da região e, até então, um dos grandes espaços onde a marca ainda não estava presente.

A nova unidade segue os padrões globais da Adidas, com layout moderno e foco na experiência do consumidor. A proposta é oferecer um ambiente onde o cliente encontre sempre novidades e produtos que despertem interesse, incentivando a recorrência e o vínculo com a marca.

Para Phyllype Pires, superintendente do Shopping Guararapes, a chegada da marca reforça o posicionamento do empreendimento. “Ter a Adidas no nosso mix é extremamente importante. Estamos falando de uma marca consagrada mundialmente e muito querida pelos nossos clientes, que fortalece ainda mais a experiência de consumo que buscamos oferecer”, destaca.

No portfólio, os consumidores terão acesso a produtos com alta tecnologia, especialmente voltados para o universo do running, com destaque para o modelo Adidas Adizero EVO SL. Outro destaque é o clássico Adidas Samba, um dos itens mais procurados da marca em todo o mundo.

Mais Saude
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Câncer de útero: diagnóstico precoce salva vidas

O câncer de colo do útero é o quarto tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e do Ministério da Saúde. Apesar de ser uma das poucas neoplasias com método eficaz de prevenção por meio de vacina, a doença ainda apresenta elevada incidência e mortalidade, figurando entre as mais frequentes na população feminina, com estimativa de 15,38 casos a cada 100 mil mulheres em 2025.

A principal causa está relacionada à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), um vírus sexualmente transmissível. A vacinação é considerada a forma mais eficaz de prevenção, mas a cobertura vacinal ainda é baixa no país, mesmo sendo oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

De acordo com a ginecologista oncológica Iolanda Matias, Santa Joana Recife, fatores socioeconômicos também influenciam o cenário. “Esse tipo de câncer ainda é uma realidade muito preocupante no Brasil e no mundo, pois está fortemente associado a mulheres de baixa renda, com menor acesso aos serviços de saúde. Os números pioraram após a pandemia, quando houve interrupção da cadeia de prevenção, incluindo a vacinação”, explica.

Entre os principais fatores de risco estão o início precoce da vida sexual, múltiplos parceiros, histórico de infecções sexualmente transmissíveis, tabagismo, imunidade comprometida e múltiplas gestações.

Nos estágios iniciais, o câncer de colo do útero é silencioso, o que dificulta o diagnóstico precoce. “Desde a infecção pelo HPV até o desenvolvimento do câncer podem se passar de 10 a 15 anos. Quando surgem sintomas, como corrimento com odor, dor lombar persistente, emagrecimento sem causa aparente, anemia e sangramento vaginal anormal, geralmente a doença já está em estágio avançado”, alerta a especialista.

Nem toda infecção por HPV evolui para câncer. Existem diversos tipos do vírus, sendo alguns oncogênicos e outros não. Os tipos 16 e 18 estão entre os mais associados ao desenvolvimento da doença.

“O risco está principalmente entre mulheres infectadas por tipos oncogênicos que não realizam acompanhamento ou tratamento das lesões precursoras”, explica Iolanda Matias.

Mesmo sendo silencioso no início, o câncer de colo do útero pode ser identificado precocemente por meio do exame preventivo, o Papanicolau, disponível gratuitamente no SUS.

“A mulher deve iniciar o rastreamento após o início da vida sexual. A partir dos 25 anos, o exame deve ser realizado regularmente, e a partir dos 30 anos torna-se ainda mais essencial para mulheres sexualmente ativas”, orienta a médica.

O tratamento depende do estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Quando diagnosticado precocemente, o índice de cura pode se aproximar de 100 por cento.

  • Vacinação contra o HPV na faixa etária recomendada
  • Realização regular do exame preventivo (Papanicolau)
  • Uso de preservativos nas relações sexuais
  • Acompanhamento ginecológico periódico
  • Evitar tabagismo e manter hábitos de vida saudáveis 

Identificação e tratamento precoce de lesões precursorasAlém das medidas específicas de prevenção, o estilo de vida saudável desempenha papel essencial na redução do risco de diversos tipos de câncer. A prática regular de atividade física, a manutenção de uma alimentação equilibrada, a qualidade do sono e o controle do estresse contribuem para o bom funcionamento do organismo e fortalecimento do sistema imunológico. Durante o tratamento oncológico, com acompanhamento especializado, manter o corpo ativo e em movimento também pode auxiliar na recuperação, na preservação da massa muscular e na melhora da qualidade de vida.


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