Calor excessivo já é o principal impacto das mudanças climáticas para moradores do Recife

(Com informações da Agência Brasil | Ilustração de abertura do ChatGPT)

O calor excessivo já é o principal impacto das mudanças climáticas na vida dos moradores do Recife. É o que mostra a pesquisa Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec. Segundo o levantamento, 55% dos recifenses apontam as altas temperaturas como o efeito climático que mais afeta seu cotidiano, percentual acima da média das dez capitais pesquisadas, de 49%.

A capital pernambucana aparece ao lado de cidades como Fortaleza (57%), Rio de Janeiro (56%), Manaus (55%) e Belém (54%), onde o calor também lidera as preocupações da população. A exceção entre as capitais pesquisadas é Porto Alegre, onde as enchentes ocupam a primeira posição.

No Recife, outros impactos aparecem em patamares bem menores. A poluição do ar foi apontada por 12% dos entrevistados, seguida pelo aumento do preço dos alimentos (11%) e pelas enchentes (8%). Os dados sugerem que o aquecimento do clima deixou de ser uma preocupação abstrata e passou a ser percebido diretamente na rotina dos moradores, influenciando o bem-estar e a qualidade de vida da população.

Durante a apresentação da pesquisa, o coordenador-geral do Programa Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, destacou que houve uma mudança na percepção da população sobre os desafios urbanos. Segundo ele, temas ambientais passaram a ocupar espaço crescente nas preocupações dos brasileiros, refletindo os efeitos cada vez mais evidentes das mudanças climáticas nas cidades.

A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima e deputada federal Marina Silva também defendeu uma atuação mais ampla dos governos diante do cenário atual. “Não é só questão de adaptar e mitigar, mas de transformar em modelo sustentável de desenvolvimento”, argumentou durante o lançamento do estudo.

Os resultados reforçam a percepção de que os efeitos da crise climática já fazem parte do cotidiano dos recifenses, especialmente por meio das temperaturas mais elevadas. Mais do que uma projeção para o futuro, o aquecimento global já é uma realidade sentida pela população da capital pernambucana.

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