Arquivos Urbanismo - Página 27 de 93 - Revista Algomais - a revista de Pernambuco

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Walt Disney inventou a Disneylândia, o Recife não precisa inventar nada!

*Por Francisco Cunha Walter Elias Disney (1901-1966), conhecido como Walt Disney, fundou a Disneylândia para dar vida a uma cidade da fantasia, onde todos os personagens e cenários são inventados e se constituem num absoluto sucesso de público e renda há décadas. Já o Recife, não precisa inventar nada porque todos os seus personagens e cenários são reais e pertencem à história que está literalmente em cada esquina do seu Centro. Aliás, desde a pré-história, os depoimentos dos primeiros colonizadores dão conta de que toda a região do delta do Capibaribe era densamente povoada, com diversas aldeias indígenas que ficavam perto dos locais de coleta de alimentos (peixes, crustáceos e demais abundantes frutos do mar, bem como frutas como caju, pitanga, mangaba, todas encontradas em profusão nas matas da planície e na beira-mar). Inclusive, a crônica histórica dá conta de que o próprio Duarte Coelho Pereira, nosso primeiro donatário, teve que expulsar uma aldeia inteira dos índios caetés do alto de Olinda (a “Marim dos Caetés”) para se instalar lá e fundar a nossa primeira capital. A partir da colonização, a relação de personagens notáveis é imensa. Desde os franceses contrabandistas de pau-brasil; passando pelos piratas liderados por James Lancaster; a invasão holandesa, com seu rosário de personagens de todos os tipos, inclusive os mais ilustre deles, Maurício de Nassau; os judeus que moraram na Rua do Bom Jesus e, de volta para os Países Baixos, se perderam, foram parar em Nova Amsterdam e fundaram a colônia judaica de Nova York, a maior do mundo; os heróis da Insurreição e da Restauração Pernambucana; os mercadores que promoveram uma guerra com a “nobreza da terra” de Olinda (só ela, um rosário interminável de personagens), talvez a única entre cidades no Brasil, a “Guerra dos Mascates”; os artistas e artesãos que construíram um dos maiores acervos barrocos religiosos do mundo; os religiosos que povoaram as igrejas e os conventos das mais variadas confrarias e ordens religiosas que imperaram depois da expulsão dos holandeses; os mártires e heróis das revoluções de 1817, de 1824 e de 1848, sem falar das diversas outras menores durante o “Século da Revoluções” (XIX); o naturalista Charles Darwin (que esteve no Recife em 1836); o Conde da Boa Vista (Francisco do Rego Barros), reformador notável do Recife, patrono da vinda de Louis Vouthier (engenheiro revolucionário francês que construiu o Teatro Santa Isabel); Francisco Saturnino de Brito, herói do saneamento nacional, que saneou 100% do Recife na primeira década do século XX; os reformadores dos Bairros do Recife e de Santo Antônio na primeira metade do século XX; sem falar em toda a plêiade de personagens do Império e da República (mulheres e homens públicos, artistas, poetas, empresários) que povoaram o Recife, inclusive a primeira experiência de arquitetura moderna no Brasil com Luiz Nunes, Burle Marx e Joaquim Cardozo); e muitos e muitos outros… Isso tudo, sem citar os ambientes urbanos e edificados com exemplares ainda presentes na paisagem da cidade ou facilmente resconstituíveis pela profusão de imagens ilustrativas (pinturas, gravuras, fotografias), por si sós, cenários que, rigorosamente, nada têm de fantasiosos porque reais. Essa breve relação mostra o pontencial extraordinário que o Recife tem, em especial o seu Centro, para ser mais do que uma cidade da fantasia, uma cidade da história e da cultura, com fantasia, sim, por que não? Com atrações em cada canto, ancoradas na riquíssima história que temos. Para isso, necessário se faz todo um esforço liderado pelo poder público mas que precisa ser encampado e prestigiado pelos que temos conhecimento desta possibilidade e pudemos contribuir com a nossa vontade para torná-la realidade. Nós não precisamos criar nenhuma Disneylândia. Nós já a temos. Só precisamos animá-la e colocar para funcionar. Pode ser um sucesso maior do que sua congênere fantasiosa norte-americana. Um parque temático real: o da fantástica história do Recife! *Francisco Cunha é arquiteto e consultor

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Sandro Jose da Silva Galinheiro Movel

Suape entrega 100 quintais ecoprodutivos para famílias da região

Desenvolvido em parceria com a Cáritas Brasileira Regional NE 2, programa beneficia comunidades dos municípios localizados no território estratégico da estatal portuária (Do Complexo de Suape) “Esse projeto ficará marcado em nossas vidas. Estamos vivendo uma crise na agricultura familiar e não está fácil sobreviver. Esse programa chegou em boa hora. É uma benção”. O comentário do agricultor Sandro José da Silva, residente em Ipojuca e um dos cem primeiros beneficiados com o Projeto Quintais Ecoprodutivos traduz o sentimento das famílias contempladas com a iniciativa socioambiental empreendida pelo Complexo Industrial Portuário de Suape, em parceria com a Cáritas Brasileira Regional NE 2, instituição vinculada à Igreja Católica que ganhou a licitação para o desenvolvimento do programa. A solenidade de entrega da primeira etapa do projeto ocorreu na manhã desta terça-feira (23), no auditório do Centro Administrativo do atracadouro pernambucano, beneficiando moradores do Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Sirinhaém. Lançado em outubro de 2021, o Quintais Ecoprodutivos pretende mudar a realidade de 300 famílias residentes em comunidades carentes, através da implantação de hortas suspensas, galinheiros móveis, fornos ecológicos, cisternas, entre outras ecotecnologias geradoras de alimentos para consumo próprio e comercialização do excedente. Dezenas de pessoas participaram do evento, entre representantes de Suape, da Cáritas, das prefeituras envolvidas e beneficiados com o programa. “Estamos muito felizes com os resultados dos projetos socioambientais implementados no complexo, pois estão melhorando a vida de muitos moradores da região. Um dos nossos compromissos é promover o desenvolvimento econômico em equilíbrio com a sustentabilidade do território estratégico de Suape e o Projeto Quintais Ecoprodutivos é um exemplo bem-sucedido para o desenvolvimento da agricultura familiar e a geração de renda com a implantação de pequenos negócios”, afirmou o diretor-presidente da estatal, Roberto Gusmão. Para Edna Maria da Silva, moradora de Sirinhaém, o forno ecológico implantado em sua residência chegou em boa hora. “Uma salvação para esses dias difíceis. Eu cozinhava no chão. Sou muito agradecida à empresa Suape e ao pessoal da Cáritas. Agora poderei cozinhar, vender meus quitutes e garantir renda sem precisar gastar para comprar gás de cozinha, que está caríssimo. Com certeza, a vida da minha família vai melhorar muito”, garantiu, entusiasmada. OFICINAS Para implantar os quintais ecoprodutivos, o programa contou com a realização de oficinas de capacitação técnica para que os beneficiados aprendessem a desenvolver a atividade sustentável e a administrar o negócio. “A ideia é fazer com que as famílias aprendam os conceitos de sustentabilidade e apliquem no dia a dia. Estamos orgulhosos de ter beneficiado tantas famílias em situação de vulnerabilidade social. É um alento saber que agora terão segurança alimentar”, ressaltou o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Suape, Carlos André Cavalcanti. “Agora, eu e minha família, vamos consumir verduras livres de agrotóxicos cultivadas diretamente na minha casa. Isso só foi possível graças ao projeto e estou muito feliz em poder realizar esse sonho”, comemorou a dona de casa Mária Quitéria, moradora de Nova Vila Claudete, no Cabo de Santo Agostinho. “A horta suspensa agora é uma realidade em minha casa graças ao Porto de Suape”, enfatizou. NOVAS ENTREGAS As próximas 200 entregas estão previstas para acontecer em setembro e outubro deste ano, atendendo famílias residentes também em Escada, Moreno, Ribeirão e Rio Formoso. “Suape tem compromisso com as famílias residentes no território e essa é mais uma capacitação que a empresa vem promovendo para fortalecer a inclusão socioprodutiva, gerando, cada vez mais, oportunidades para fomentar as microeconomias da região”, concluiu a coordenadora do Quintais Ecoprodutivos, Rafaella Viana.

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PROJCOMPAZ

Prefeitura do Recife inicia construção do Compaz Ibura

(Da Prefeitura do Recife) Quinta unidade da fábrica de cidadania chega com investimento de R$ 10,8 milhões e prazo de duração da obra estimada em 14 meses A Prefeitura do Recife dá mais um passo para combater a violência na cidade com ações de inclusão social e o fortalecimento comunitário, valorizando a Cultura de Paz. Nesta quinta-feira (18), o prefeito João Campos realizou uma vistoria no canteiro das obras do Compaz Paulo Freire, na divisa dos bairros do Ibura e Cohab. Com investimento de R$ 10,8 milhões e prazo de duração da obra estimado em 14 meses, a intervenção é coordenada pelo Gabinete de Projetos Especiais, em parceria com a Secretaria de Segurança Cidadã, que administra as unidades. A cidade já conta com quatro equipamentos desta iniciativa que recebeu este ano o principal prêmio da ONU para políticas públicas. "Vamos fazer aqui o Compaz mais alto que o Recife já viu. Serão quatro andares e mais de 3.300 metros quadrados. Aqui, vim com o coração cheio de emoção. O dia de hoje mistura muita coisa", declarou, emocionado, o prefeito João Campos. "Quando a gente tiver esse Compaz do Ibura pronto, vamos ter a oportunidade de ver essas crianças daqui, dos seus 3 aos 15 anos de idade, todo dia, podendo vir aqui à tarde e colocar um livro na mão. Uma criança que passar a sua juventude lendo, entrando numa biblioteca, nunca vai portar uma arma para cometer um crime. Tenho certeza disso. Temos que defender isso, porque o símbolo do Brasil não pode ser uma arma. Tem que ser um livro, um lápis, uma escola, uma biblioteca. Em vez de falar em violência, vamos construir oportunidades", cravou. O Compaz possuirá 3.326m² de área construída distribuídos em quatro pavimentos, proporcionando para a região serviços prioritários de atendimento básico à população como Procon, CRAS e CREAS, Central de CadÚnico, Junta Militar e Atendimento à Mulher. Haverá também projetos para fortalecer o social e o pedagógico voltados para cidadania, cultura de paz e não violência, através de salas de estudos no contraturno escolar, Unidades de Tecnologia na Educação e Cidadania (UTEC's), espaço para a primeira infância – bebeteca (espaço de leitura especialmente voltado para bebês), e atividades esportivas e culturais, danças, artes e multidisciplinares, auditório e mirante. "Hoje, Recife, e particularmente o povo do Ibura e bairros vizinhos, começa a receber um equipamento que tem sido referência no Brasil inteiro e tem transformado notadamente a vida das pessoas", disse Murilo Cavalcanti, secretário de Segurança Cidadã. "Tudo através da arte, da educação, da promoção da cidadania, da mediação de conflitos, da cultura do esporte e do lazer. O Compaz é isso: o centro comunitário da paz. É uma política pública reconhecida no Brasil e premiada internacionalmente. Com certeza, vai transformar a vida das pessoas que mais precisam dessas políticas na vida", acrescentou. O Centro Comunitário da Paz (Compaz) foi concebido com foco na prevenção à violência, inclusão social e fortalecimento comunitário. Baseado em experiências colombianas de urbanismo social e de outras fontes de espaços de cidadania, conhecidos como "Fábricas de Cidadania", os equipamentos se destacam tanto pela estrutura, quanto pelos serviços e atendimentos oferecidos. O Compaz é gerido pela Secretaria de Segurança Cidadã da Prefeitura do Recife e possui sob sua coordenação quatro unidades em funcionamento: Compaz Governador Eduardo Campos, primeiro a ser construído e fica no Alto Santa Terezinha; Compaz Escritor Ariano Suassuna foi o segundo e fica localizado no bairro do Cordeiro; o bairro da Caxangá também conta com uma unidade, o Compaz Governador Miguel Arraes; e no coração da comunidade do Coque, no bairro de Joana Bezerra, fica o Compaz Dom Hélder Câmara. Vizinha do equipamento que está em construção, Thainá Estevam, 28 anos, está feliz com o início das obras. "O Compaz vai beneficiar muita gente, principalmente os jovens. Terá muita coisa para ocupar a cabeça das crianças. Tenho duas filhas. Andrea Maria, 3 anos, e Clara, de 5 meses. Com certeza, será uma ferramenta muito boa para elas. Toda essa área será valorizada. Aqui era uma quadra sem nada. Era estacionamento de carro velho. Com o Compaz, tudo isso muda", comemorou. ONU - Pela excelência no serviço prestado à população, a Rede Compaz vem se destacando mundialmente em premiações, como em 2019, foi escolhido como o melhor projeto de redução de desigualdade social do País, pelo Programa Cidades Sustentáveis e pela Oxfam Brasil. O prêmio tem como finalidade reconhecer projetos nacionais de larga escala social, que tenham impacto em vários setores. Recentemente, em junho de 2022, ganhou o Prêmio de Serviço Público das Nações Unidas que melhor contempla os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e excelência no serviço público. Os equipamentos municipais foram avaliados por critérios da ONU como iniciativa de relevância e qualidade, servindo de referência internacional no atendimento à população. O reconhecimento das políticas do Compaz ocorreu por causa da correlação entre a localização dos centros e a redução das taxas de criminalidade nessas áreas. Os beneficiários diretos e indiretos das quatro unidades do Compaz em operação hoje são residentes em um raio de 3 km de cada equipamento, e correspondem a 30,3% da população do Recife. Duas unidades foram avaliadas. No Compaz Ariano Suassuna, no Cordeiro, a média móvel mensal de crimes violentos e letais dolosos revelou uma queda de -5,8% dois anos após o lançamento do equipamento. No Compaz Eduardo Campos, no Alto Santa Terezinha, a queda foi ainda mais expressiva: -13,8%. FOTOS: Edson Holanda / PCR

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Travessias do Capibaribe

*Por Marcos Baptista Andrade Em agosto celebramos duas datas muito significativas para a cidade e para o planeta. O Dia do Ciclista, no próximo dia 19, e o Dia do Pedestre, no último dia 08. De uns anos pra cá o debate sobre a importância da mobilidade ativa vem ganhando espaço e se tornando, aos poucos, políticas públicas e se transformando em ações concretas. O aumento do número de ciclovias e ciclofaixas e a melhoria da conexão entre elas é a face mais visível dessa mudança. É importante destacar que ainda falta um longo caminho de conscientização da população, especialmente os usuários de carro, de que essa é uma tendência mundial e sem volta. Cada vez mais os carros deixarão de ser os protagonistas da mobilidade dando espaço ao transporte público (que precisa se tornar plenamente sustentável em poucos anos) e à mobilidade ativa (a pé, bicicleta, patins, skate…). Espernear porque vagas de estacionamento são suprimidas para dar espaço a uma ciclofaixa ou para a ampliação de uma calçada é algo completamente desalinhado com o futuro do planeta. Ao invés disso a sociedade deveria brigar por um transporte público de qualidade e por uma cidade caminhável e ciclável. Neste sentido, é importante destacar o lançamento do Travessias do Capibaribe, um concurso nacional para o projeto de 2 pontes sobre o Rio Capibaribe, exclusivamente para o transporte ativo, além da urbanização de suas cabeceiras e ampliação de ciclovias conectando-as às já existentes. O Rio Capibaribe, nosso maior ativo ambiental, quando não conecta as suas duas margens termina funcionando como uma barreira dificultadora da integração e desenvolvimento equilibrado da cidade. Entre as pontes Torre-Parnamirim e a BR-101 só existe uma conexão dentre as margens: uma ponte para pedestres bastante precária. Não por acaso é justamente nesse trecho, que existe a maior desigualdade social entre elas. De um lado Casa Forte, Santana, Poço da Panela, Monteiro e Apipucos. Do outro Iputinga, Caiara, Detran e Cordeiro. Margens e bairros com realidades muito distintas em termos de oferta de serviço público e infraestrutura urbana. Por isso é tão urgente fazermos essas conexões. Além das duas pontes citadas, uma está em construção (Monteiro-Iputinga) e uma outra em breve será construída ligando os bairros de Casa Forte ao Cordeiro. Todas essas iniciativas se conectam e estão alinhadas com o Parque Capibaribe e com o conceito de Cidade Parque, presente no planejamento de longo prazo da cidade, o Plano Recife 500 Anos. Tanto o Plano quanto o concurso são projetos coordenados pela ARIES – Agência Recife para Inovação e Estratégia. O Plano, construído de forma participativa, expressa o desejo de em que cidade as moradoras e moradores do Recife querem viver em 2037, quando completaremos 5 séculos de fundação. * MARCOS BAPTISTA ANDRADE é arquiteto e presidente da Agência Recife para Inovação e Estratégia

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Chega a 23 o número de Academias Recife, agora com nova unidade em San Martin

(Da Prefeitura do Recife - Fotos: Edson Holanda/PCR) Recife passará a contar com a 23ª unidade da Academia Recife, com o novo equipamento no bairro de San Martin, na Praça Noel Rodrigues. As atividades iniciam nesta quarta-feira (17). A instalação é uma parceria entre a Prefeitura do Recife e o Governo do Estado, com a Secretaria de Esportes fazendo a gestão. Vale salientar que todas, agora, passam a oferecer acompanhamento nutricional para os usuários, como destacou o prefeito, João Campos, na nova unidade neste sábado (13). Serão 10 atendimentos por turno, realizados com o auxílio de um estagiário da área. As avaliações passarão pelo mapeamento de aspectos nutricionais e a prescrição de dietas. O projeto funciona de segunda a sexta, das 5h30 às 9h30 e das 17h às 21h; aos sábados, das 6h às 10h. "Há pouco mais de seis meses, passei aqui num domingo, pedalando. Gosto de fazer isso para ver o Recife, o que precisa ser corrigido. Eu e o Perrusi (secretário executivo de Fomento ao Esporte) paramos aqui e pensamos: dá certinho uma Academia Recife", rememorou o prefeito João Campos. "Foi quando decidimos atender a esse pedido da comunidade. Trazer um equipamento público de qualidade. Nenhuma cidade do Brasil tem uma academia desse nível que entregamos." A implantação da unidade contou com interlocução do deputado federal Felipe Carreras. O projeto Academia Recife conta com outras 22 unidades espalhadas pela cidade e atende aproximadamente 5.000 pessoas, diariamente. Todas elas terão acompanhamento nutricional. Os equipamentos são de aço inoxidável, gratuitos e estão localizadas na Avenida Boa Viagem, Lagoa do Araçá, IPSEP, Ibura, Engenho do Meio, Várzea, Coque, Santo Amaro, Praça do Hipódromo, Parque Santana, Parque da Jaqueira, Torre, Parque Macaxeira, Água Fria, Guabiraba, Mustardinha, Barro, Casa Amarela, Parque do Caiara, UR-7/Várzea, Bidu Krause, Parque Santos Dumont. "É primordial que a gente associe a prática de exercícios físicos à boa alimentação. Quando somamos isso, quem ganha é a população, com mais qualidade de vida. Além disso, atacamos diretamente a desigualdade social", explica Rodrigo Coutinho, secretário de Esportes. "Em academia particulares, é fácil encontrar serviço de nutrição. Agora, entregamos isso de graça para toda a população recifense, que vai se mexer e ainda ter esse acompanhamento sobre a qualidade da alimentação", concluiu.

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Recife sedia 4ª Conferência Brasileira de Mudança do Clima

A 4ª edição da CBMC reúne organizações não governamentais, movimentos sociais, povos tradicionais, comunidade científica e os setores público e privado, para construir caminhos para o enfrentamento à emergência climática. Pernambuco segue se consolidando como o estado brasileiro do clima, e recebe pela segunda vez a Conferência Brasileira de Mudança do Clima, no dia 09 de Agosto, no Cais do Sertão, Bairro do Recife. Este encontro anual e apartidário, é uma conexão entre os diversos atores, através de um processo colaborativo de construção de conteúdo, resultando na formulação de compromissos comuns, para influenciar o protagonismo da agenda de clima e indicar caminhos para a tomada de decisão, no enfrentamento à emergência climática. De acordo com a Secretária Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Inamara Mélo, o local escolhido para sediar esta 4ª edição da CBMC, reafirma a vanguarda de Pernambuco na implantação de políticas públicas para o enfrentamento à mudança do clima, conservação, conscientização ambiental e desenvolvimento sustentável. "Nos últimos anos, consolidamos aqui em nosso Estado, iniciativas importantes para enfrentar as dificuldades impostas pelas mudanças climáticas, como o Inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa e um robusto Plano de Descarbonização, o Programa Refloresta PE, o Projeto para consolidação das Unidades de Conservação (UCs PE), o zoneamento de áreas suscetíveis à desertificação e estamos bem perto de zerar os lixões. Portanto, nada mais significativo do que celebrarmos estes avanços com a realização da CBMC, buscando impulsionar todos os setores para que possamos continuar avançando. E fica aqui o convite para a participação de todos neste importante momento de construção de caminhos para o enfrentamento às mudanças climáticas", convidou Inamara. A CBMC promove diálogos e atividades, propondo o progressivo aumento de ambição climática, das ações para adaptação e descarbonização da economia do país. A Conferência surgiu como uma oportunidade de promover o diálogo sobre como retomar a trilha da responsabilidade climática, da participação da sociedade, da consolidação de pactos internos, de fortalecimento e de ampliação da agenda climática, buscando efetivar os compromissos assumidos internacionalmente e traduzidos na NDC brasileira. A inscrição e a programação da conferência estão disponíveis no site do evento: https://www.climabrasil.org.br

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Pontes danificadas pelas chuvas são reconstruídas com ajuda de reeducandos, em Olinda

Algumas pontes localizadas em comunidades de Olinda foram destruídas com o volume de chuvas dos últimos meses. Para reconstruir essas estruturas importantes na interligação dos bairros, a prefeitura conta com a ajuda de um grupo de reeducandos, acompanhados pelo Patronato Penitenciário e pela Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), ambos ligados à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH). O grupo realiza serviços de pedreiro, ajudante de pedreiro, pintor, marceneiro, e são coordenados por uma equipe de engenharia. Acabaram de concluir uma ponte na comunidade do V8 e outras quatro também ficarão novas com a ajuda dos reeducandos: mais uma no V8, duas no bairro de Beira Rio, e uma na localidade de Chã Grande. O trabalho é realizado através de convênio entre o Patronato Penitenciário e a Seres e a Secretaria Executiva de Defesa Civil, que ainda conta com esse público na manutenção de escadarias e na contenção das áreas de morro na cidade. Eles trabalham de segunda-feira a sábado, e pelos serviços são remunerados com um salário mínimo (R$ 1.212,00), ajuda de alimentação e transporte. Segundo o secretário-executivo de Justiça e Promoção dos Direitos do Consumidor, Waldemar Borges Filho, os cumpridores de pena que trabalham não são regidos pela CLT o que desobriga o empregador dos encargos trabalhistas, possibilitando uma redução na folha de pagamento de 40%. “Além dessas vantagens o emprego possibilita a reinserção social e no mercado de trabalho dessas pessoas, muitas vezes, excluídas da sociedade. Os resultados têm sido muito positivos para os reeducandos e para quem contrata", concluiu Borges.

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Prefeitura entrega primeiro lote de quiosques da orla de Boa Viagem e Pina

Neste final de semana, seis quiosques foram entregues. Atualmente, além destes, 18 estão em obras, devendo ser entregues para os quiosqueiros simultaneamente à medida que as novas estruturas sejam finalizadas.  (Foto: Edson Holanda) O prefeito João Campos entregou os seis primeiros quiosques da orla de Boa Viagem e do Pina. Com um investimento de R$ 8,6 milhões, os novos equipamentos fazem parte da primeira etapa do projeto, que conta com o total de 60 quiosques. O plano prevê a intervenção em 10 etapas, com obras acontecendo, simultaneamente, em seis quiosques por vez. Em agosto, os recifenses e turistas vão poder desfrutar dos novos equipamentos que contemplam os quiosques de números 60, 59, 58, 56, 54 e 44. As obras estão sendo realizadas de acordo com o que foi acordado e aprovado junto à Associação dos Barraqueiros de Coco do Recife (ABCR) e são coordenadas pelo Gabinete de Projetos Especiais com a parceria da Secretaria de Política Urbana e Licenciamento.  Com as obras finalizadas do primeiro lote e conforme firmado no termo de compromisso, caberá aos quiosqueiros acionar as concessionárias para fazer os ligamentos necessários de energia e água para dar início ao funcionamento e atendimento ao público,  que deve acontecer dentro de aproximadamente dez dias. “Estou aqui com Sandro, primeiro permissionário a receber a chave do novo quiosque e assinar o aditivo do contrato. Agora ele tem alguns dias para acionar a Compesa e a Neoenergia para fazer as ligações e começar o funcionamento. Hoje a gente está entregando seis quiosques, além desses seis, já há mais 18 em obras. Já temos contratos para os 60 que vamos fazer nos próximos meses, 100% vai ser entregue. Tudo feito com muito diálogo, ouvindo e atendendo as necessidades dos permissionários, já que eles são os que mais entendem sobre o que precisa ser feito”, comentou João Campos ao fazer a entrega das chaves aos primeiros beneficiados.  Atualmente 18 quiosques estão em execução, gerando um avanço de 20% na intervenção global e com geração de mais de 100 empregos diretos na construção civil. Assim, em paralelo, acontece a execução de obras simultâneas dos quiosques de lote 2 (53, 52, 51, 50, 48 e 46), com 71% da obra já executada; lote 3 (55, 40, 39, 38, 37, 29), com 37% da obra em andamento e lote 4 conta com o início da colocação de tapumes nas antigas estruturas. Outra iniciativa tomada pela Prefeitura é que 12 quiosques dos lotes 2 e 3 não precisarão ter suas atividades comerciais paralisadas durante as próximas construções. Esses quiosques permanecem em funcionamento até que as obras sejam finalizadas e as novas estruturas sejam entregues. Com a adequação dos quiosques, há calçamento livre na orla, a faixa de passeio aumentou e as condições para a prática de corridas e caminhadas estão melhores. O fluxo cruzado foi evitado com o deslocamento da arborização e de infraestuturas existentes no local, sem causar prejuízos ao trabalho dos comerciantes. Para Josiane Miranda, presidente da Associação dos Barraqueiros de Coco do Recife há mais de quatros anos, o conceito da orla do Recife muda com as transformações que estão sendo realizadas pela Prefeitura. “Eu estou muito feliz porque o dia de hoje representa uma conquista, não só minha, mas dos associados e dos recifenses. É um momento histórico, estou sem palavras, vem aí um novo conceito de orla, um novo conceito de quiosque”, disse ela. “Eu recebo esses quiosques com muita alegria. Eu agradeço a Deus e ao prefeito João Campos, porque sem eles nada disso seria possível. Agradeço também a todos os envolvidos nesse projeto, como a Secretaria de Política Urbana e Licenciamento e o Gabinete de Projetos Especiais. Está tudo muito bonito”, acrescentou Josiane. De acordo com Fernando Lopes, 57 anos, comerciante responsável pelo quiosque número 59, os novos quiosques representam uma alegria não só para ele, mas para todos os que vivem na cidade. “Trabalho aqui há 10 anos e para mim, com o novo quiosque, muda tudo. Antes o quiosque era frágil e facilitava os arrombamentos. Agora tem mais segurança. O quiosque de antes era de vidro e a gente colocava grades para proteção e a maresia estragava as ferragens rapidamente. Não vamos mais ter esse trabalho com grades”, explicou Fernando. “Está muito bonito, temos as cerâmicas aqui, estrutura linda. E a cerâmica facilita para a gente limpar e lavar tudo. Estou muito feliz, ambiente bonito, bacana e limpo. Só quero agradecer agora, lutamos muito e agora chegou o momento”, completou ele. Já para o ciclista e frequentador da orla de Boa Viagem, Fernando Rocha, 55 anos, é um prazer poder pedalar na Avenida Boa Viagem e contemplar as novas estruturas dos quiosques. “Eu ando de bicicleta aqui há 7 anos, diariamente. Eu acho que a mudança foi muito boa, antes estava desorganizado. Ficou um clima melhor, está muito bom. Com os novos quiosques, mais pessoas vão para a orla, principalmente no verão. Eu moro perto, no bairro de Prazeres, vou continuar vindo”, contou ele.  PROJETO - Os novos quiosques da orla têm tamanho padrão de 39,8 metros quadrados de área coberta, sendo 12,14 metros quadrados de área interna - maiores que as estruturas atuais. A ideia do projeto é realizar a transição entre o ambiente natural da praia e o construído - calçadão e avenida - mantendo aspectos de segurança, durabilidade, manutenção, funcionalidade e acessibilidade. O sistema de lajes de concreto de alto desempenho garante a segurança e a durabilidade aos quiosques, e facilitam a manutenção. A acessibilidade está contemplada - os equipamentos têm balcão acessível para atendimento de cadeirantes. O projeto tem forte identidade recifense, com a preservação da herança arquitetônica, da memória urbana e da cultura popular da cidade. A laje plana projetada dialoga com a linha do horizonte da praia. O concreto pigmentado na cor areia confere originalidade e contemporaneidade ao conjunto dos quiosques, como encontrado no Museu Cais do Sertão em Recife, no Paço das Artes em São Paulo, no Museu Casa Paula Rego em Portugal, ou mesmo, no Museu Iberê Camargo em

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Recife capta mais R$ 300 milhões para investir prioritariamente em infraestrutura

Recurso foi captado e liberado via operação de crédito junto ao Banco de Brasília, em condições favoráveis de financiamento (Da Prefeitura do Recife) A Prefeitura do Recife viabilizou o montante de R$ 300 milhões a serem aplicados em obras de infraestrutura para minimizar os impactos causados pelas fortes chuvas, além de novos projetos e ações de prevenção. O recurso chega ao cofre municipal via operação de crédito assinada junto ao Banco de Brasília (BR), nesta quinta-feira (28), pelo prefeito João Campos. Mais de 65% do território da cidade são compostos por áreas de morros e a Prefeitura vem impulsionando os trabalhos e as obras de contenção de encostas, uma importante intervenção que tem por objetivo a estabilidade das construções em regiões de morros e a prevenção contra deslizamentos. A prioridade da Prefeitura é garantir a segurança da população e, assim, melhorar a acessibilidade e a mobilidade dos que residem nas áreas de risco. “Seguimos reforçando a capacidade de investimento do Recife. Acabamos de assinar o contrato da operação de crédito, no valor de R$ 300 milhões, que firmamos com o Banco Regional de Brasília (BRB), para o financiamento de um grande conjunto de obras na nossa cidade. Muitas dessas intervenções serão realizadas nas áreas mais atingidas pelo maior desastre climático da história da nossa cidade, ocorrido em maio”, explicou o prefeito. “Já nos primeiros meses da nossa gestão, iniciamos uma série de ajustes fiscais que nos permitiram melhorar a nota de crédito do Recife. Isso nos deu a possibilidade de buscar recursos para o enfrentamento dos maiores desafios que precisamos encarar. Quero agradecer ao presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pela celeridade que conduziu todos os trâmites para que essa operação possa ajudar a tirar do papel projetos tão importantes para o Recife”, continuou João Campos. De acordo com a secretária Maíra Fischer, trata-se de um recurso importante, que vai permitir intensificar os trabalhos que vão garantir a segurança das pessoas em suas moradias. “Captar recursos para este fim tem sido um caminho buscado desde o início da gestão do prefeito João Campos. Mesmo com projetos aprovados e licitados, os repasses federais não chegaram e exigiu da nossa parte um esforço ainda maior para buscar operações de crédito para viabilizar as atividades nos morros. Agora, a gente consegue mais um gás financeiro para entregá-las”, destaca. MAIS RECURSOS - Em visita ao ministro do Desenvolvimento Regional, Daniel Ferreira, em junho deste ano, o prefeito e a secretária de Finanças Maíra Fischer reforçaram o fato de o Recife possuir recursos autorizados, frutos de convênios antigos com a pasta, mas que ainda não chegaram. São montantes relevantes, na ordem de R$ 74 milhões, destinados a um objetivo necessário, como obras de infraestrutura, de contenção de encostas, além de projetos habitacionais na cidade. Além do pedido de liberação desse recurso, foram solicitados mais R$ 500 milhões, sendo R$ 300 milhões para trabalhos em áreas de risco e R$ 200 milhões para a construção de unidades habitacionais. São 9 mil pontos de risco no Recife atualmente, que exigem uma permanente força-tarefa do Município. EQUILÍBRIO FISCAL - O equilíbrio fiscal e o rigor aplicado nas contas públicas do Município têm garantido o acesso do Recife a importantes linhas de crédito em instituições financeiras nacionais e internacionais. O Recife atingiu a nota B na Capacidade de Pagamento (Capag) na avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), órgão do Governo Federal que analisa o comportamento fiscal de estados e municípios. A pontuação é resultado de um esforço que integrou diversas secretarias da gestão municipal, capitaneado pela Secretaria de Finanças (Sefin). O Recife se credenciou para realizar operações de crédito em bancos nacionais e internacionais, acessando linhas de financiamento com juros mais baixos e prazos vantajosos.

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