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Pacote de corte de gastos prevê economia de R$ 327 bi em cinco anos

Em 2025 e 2026, proposta estima redução de gastos de R$ 71,9 bi. Foto: Agência Brasil (Da Agência Brasil) A economia estimada pelo pacote de corte de gastos obrigatórios está estimada em R$ 71,9 bilhões em 2025 e 2026 e em R$ 327 bilhões de 2025 a 2030, informou nesta quinta-feira (28) o Ministério da Fazenda. A pasta está detalhando as medidas anunciadas na noite de quarta (27) pelo ministro Fernando Haddad. Segundo os cálculos, a economia ano a ano está estimada da seguinte forma: R$ 30,6 bilhões em 2025; R$ 41,3 bilhões em 2026; R$ 49,2 bilhões em 2027; R$ 57,5 bilhões em 2028; R$ 68,6 bilhões em 2029; e R$ 79,9 bilhões em 2030. O Ministério da Fazenda ressaltou que as projeções são preliminares. O ministério também divulgou a estimativa de impacto fiscal positivo conforme o tipo de proposta a ser enviada ao Congresso. A proposta de emenda à Constituição (PEC), que poderá ser incluída em outra PEC que já tramita no Parlamento, permitirá economia de R$ 11,1 bilhões em 2025; R$ 13,4 bilhões em 2026; R$ 16,9 bilhões em 2027; R$ 20,7 bilhões em 2028; R$ 24,3 bilhões em 2029; e R$ 28,4 bilhões em 2030. A PEC tratará dos seguintes pontos: abono salarial, Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), autorização para ajuste orçamentário em subsídios e subvenções e variação de recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Serão tratados por meio de projetos de lei (complementar ou ordinário) os seguintes temas: teto para reajustes no salário mínimo, restrições na concessão do Bolsa Família e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), repasses da Lei Aldir Blanc, biometria para a concessão de novos benefícios sociais e para atualizações cadastrais e correção de distorções na previdência dos militares. As propostas a serem tratadas por projetos de lei resultarão em economia de R$ 11,7 bilhões em 2025; R$ 19,2 bilhões em 2026; R$ 24 bilhões em 2027; R$ 30,1 bilhões em 2028; R$ 37,3 bilhões em 2029; e R$ 44,5 bilhões em 2030. Emendas e concursos Medidas como o escalonamento de concursos e provimento de vagas em 2025, que podem ser feitas internamente pelo governo, terão impacto de R$ 1 bilhão por ano de 2025 a 2030. As mudanças nas regras de emendas parlamentares garantirão economia de R$ 6,7 bilhões em 2025; R$ 7,7 bilhões em 2026; R$ 7,3 bilhões em 2027; R$ 5,6 bilhões em 2028; e de R$ 6 bilhões em 2029 e em 2030. Parte das mudanças nas regras para as emendas foi sancionada recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Agenda TGI analisa os desafios da "escassez" e aponta alertas para o País e para Pernambuco

Francisco Cunha e Fábio Menezes foram os palestrantes da noite. O evento contou ainda com a participação cultural do Ária Social e do representante do Banco do Nordeste do Brasil Neydson Moura, gerente executivo da superintendência estadual de Pernambuco   O que o futuro reserva para o mundo, o Brasil, o Nordeste, Pernambuco e o Recife no ano de 2025? Em um contexto de rápidas transformações, como lidar com as mudanças climáticas, as instabilidades geopolíticas e a disrupção digital, que remodelam economias e sociedades de forma inédita? Esses questionamentos foram o ponto de partida para a palestra “Escassez: crise imediata e soluções que precisamos encontrar”, conduzida por Francisco Cunha, consultor e sócio-fundador da TGI Consultoria. O evento integrou a 26ª edição da Agenda TGI | Painel 2025, realizada no Teatro RioMar, na noite de 26 de novembro. Mais que uma retrospectiva os sócios da TGI apresentaram análises importantes de diversos cenários de escassez vividos pelo mundo, pelo Brasil, por Pernambuco e pela sua capital.  A cobertura completa do evento será publicada na próxima edição da Revista Algomais, mas destaco algumas pautas que tem ganhado força nos alertas feitos pela consultoria.   MEIO AMBIENTE   A agenda das mudanças climáticas se tornou prioritária. Quem acompanha o Painel Mensal da Agenda TGI já identificava como o tema ganhou protagonismo no debate nacional e global. A tragédia do Rio Grande do Sul, as queimadas pelo Brasil e uma série de outras calamidades pelo mundo foram destacadas no conjunto de desafios que a sociedade precisa se preparar. A perspectiva futurista da crise climática, das projeções para 2050 ou 20100, já chegou.  “Vivemos uma verdadeira ebulição global”, alertou Cunha, relembrando o que já disse o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres: a era do aquecimento global acabou, mas a era da ebulição global chegou, com grandes enchentes, incêndios e um calor escaldante. No Nordeste, as mudanças climáticas intensificam um cenário preocupante: a formação da primeira zona árida da região, que avança sobre áreas do já desafiador semiárido no polígono da seca. Essa transformação climática representa um impacto significativo, ampliando os desafios para a sustentabilidade econômica, a segurança hídrica e a qualidade de vida das populações locais.   DISRUPÇÃO DIGITAL   As transformações que a Inteligência Artificial têm provocado nos negócios e em diversos outros aspectos sociais, como no emprego, foram destacadas por Fábio Menezes. Impressionam os dados de substituição da mão de obra pela revolução digital e também o elevado tempo que passamos diante de dispositivos como o celular ou o computador. Os consultores destacaram uma urgência em compreender essa acelerada adaptação do mundo, bem como encontrar as soluções para as consequências dela.   NARCOTRÁFICO   O avanço do narcotráfico já foi destacado na Agenda TGI do ano passado, mas com tons bem mais suaves. Neste ano, Francisco Cunha ressaltou o risco do País se tornar um "narcoestado", caso não haja um enfrentamento desse problema que tem se infiltrado na política e nos negócios. “São facções que estão tomando conta de negócios para lavar o dinheiro do crime e se fortalecer como instituição. Não se tem enfrentado isso como deveria ser feito. Há necessidade de um movimento nacional. Não se pode ter limites estaduais; é algo de abrangência maior”, alertou. Ele destacou avanços como o uso de criptomoedas e aplicações financeiras envolvendo grandes volumes de capital. No entanto, chamou atenção para episódios recentes, como o assassinato de um delator do PCC em frente ao Aeroporto de Guarulhos, o maior da América Latina. Esse incidente escancara a violência associada ao domínio do crime organizado, um fator que pode comprometer a confiança e os investimentos internacionais no Brasil.   PANORAMA ESTADUAL E DO RECIFE Sobre Pernambuco, Francisco Cunha destacou as importantes pesquisas que a TGI vem desenvolvendo há 30 anos, como "Pernambuco Afortunado", "Pernambuco Competitivo" e "Pernambuco Desafiado", as quais forneceram subsídios importantes para o projeto "Pernambuco 2035", levando a um entendimento mais profundo da realidade do estado. O modelo de desenvolvimento de Pernambuco, gerado em meados do Século XX pelo Padre Lebret, após todos esses anos, mostra-nos que esse modelo foi esgotado, mesmo com a criação de Suape. E, por isso, vem a necessidade da Transnordestina para fazer o porto de Suape ter, de fato, a sua função e interligar os grandes centros. “Sem uma ferrovia que dê suporte ao porto, na retaguarda, não existe função para ele além do âmbito regional. Todos os grandes portos no mundo contam com uma malha ferroviária a seu serviço”, reforçou Cunha. Assim, faz-se necessário redesenhar um outro modelo de desenvolvimento e competitividade para Pernambuco. Dentro disso, foi criado o projeto "Pernambuco em Perspectiva", uma série de eventos que vem analisando aspectos importantes que articulam ciência, empreendedorismo, tecnologia, sustentabilidade, educação de salta qualidade, entre outras áreas. Os extremos discutidos em âmbito mundial, nacional, regional e estadual pesam ainda no município. O Recife iniciou um processo de planejamento no qual se insere o projeto Parque Capibaribe e o projeto "Recife Cidade-Parque", que sinaliza para o aniversário da cidade de 500 anos. “A visão de futuro é ter uma cidade estruturada para enfrentar o aumento do nível do mar, controlar as enchentes e estar pronta para todas as dificuldades.”

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IPTU 2025: prazo final para indicar imóveis com descontos se encerra dia 30

Recifenses podem aproveitar créditos de notas fiscais para abatimentos no tributo até o fim deste mês   O prazo para indicação de imóveis que receberão descontos no IPTU 2025 termina neste sábado, dia 30 de novembro. A população do Recife que acumulou créditos ao incluir o CPF na Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) pode utilizá-los para reduzir o valor do tributo. O processo é simples e pode ser feito pelo aplicativo Conecta Recife ou no Portal Recife em Dia. Até o momento, quase 20 mil imóveis já foram cadastrados, totalizando R$ 4,5 milhões em descontos para o próximo ano. De acordo com Maíra Fischer, secretária de Finanças do Recife, a iniciativa facilita o acesso aos benefícios. “Tanto a consulta quanto a indicação são ações muito simples e estão disponíveis pelo celular. Vale a pena acessar, porque os créditos valem por cinco anos, e pode haver saldo que a pessoa nem lembra. A única restrição é que o imóvel indicado não pode estar inadimplente”, explica. O desconto pode chegar a 50%, e créditos excedentes podem ser utilizados em outros imóveis que estejam em dia. Para realizar a indicação, basta acessar o ícone "IPTU 2025 - Indique aqui o seu imóvel" no Conecta Recife ou seguir as etapas indicadas no Portal Recife em Dia. É possível abater créditos em imóveis próprios, alugados, comerciais ou residenciais, desde que estejam localizados na capital e sem dívidas. No caso de saldo insuficiente, o contribuinte pode optar por acumular créditos para anos futuros, dentro da validade de cinco anos. Além disso, a Prefeitura oferece outras vantagens, como o desconto de 10% para pagamento em cota única e renegociação de dívidas com abatimentos nos juros e multas. Negociar até o fim de novembro também habilita o contribuinte a receber o desconto máximo do IPTU 2025. Serviço Aplicativo Conecta Recife: disponível nas lojas de aplicativos. Portal Recife em Dia: recifeemdia.recife.pe.gov.br. Prazo final para indicação: 30 de novembro de 2024.

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Serviços no Brasil avançam, mas Pernambuco registra queda em setembro

Volume de serviços no estado aponta retração, enquanto índice nacional segue em alta Em setembro de 2024, o volume de serviços no Brasil apresentou crescimento de 1% em comparação ao mês anterior, mantendo o avanço observado em períodos anteriores. Em comparação a maio, o aumento foi de 1,7%, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. Esse resultado sinaliza uma retomada no setor, que vinha de uma ligeira queda de 0,4% em agosto. No entanto, o setor em Pernambuco enfrentou um cenário oposto, registrando um declínio de 1% em relação a agosto, impactando o crescimento acumulado anual. O turismo, componente significativo para o setor de serviços, também teve resultados mistos em setembro. O índice de atividades turísticas no Brasil cresceu 0,5%, com o Rio de Janeiro se destacando devido a grandes eventos, como um festival musical. No entanto, em Pernambuco, o turismo mostrou retração de 2% em relação ao mês anterior, embora acumule alta de 3,1% no ano. Esse desempenho reforça o desafio para o setor turístico estadual de sustentar o crescimento em meio a variações mensais. Óticas Diniz amplia presença em Pernambuco com nova unidade em Olinda A Óticas Diniz, maior rede de óticas com capital 100% nacional e mais de mil unidades no Brasil, inaugurou uma nova loja no Mix Matheus Peixinhos, localizado na avenida Presidente Kennedy, nº 3092, no bairro de Peixinhos, Pernambuco. Esta abertura fortalece a presença da marca na região e marca o início da gestão de Thiago Falcão à frente da unidade, profissional com duas décadas de experiência no setor óptico. O mercado de saúde, beleza e bem-estar, que inclui o segmento óptico, apresentou um crescimento expressivo em 2024, alcançando mais de R$ 14 bilhões em faturamento no primeiro trimestre, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Este avanço representa um aumento de 24,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, destacando a força e o potencial do setor no país. Sodiê Doces inaugura primeira loja em Caruaru e expande presença no Nordeste A Sodiê Doces, maior rede de bolos artesanais do Brasil, inaugurou sua primeira loja em Pernambuco, na cidade de Caruaru, no dia 8 de novembro. Localizada na Avenida Professor José Leão. Com essa abertura, a franquia fortalece sua atuação no Nordeste, onde já conta com 14 lojas em estados como Alagoas, Bahia e Ceará. Com um ambiente acolhedor e design moderno, a nova loja oferece um cardápio com mais de 80 sabores de bolos, além de doces, salgados e bebidas exclusivas. “Estamos felizes em fazer parte da Sodiê Doces, trazendo produtos de alta qualidade para a cidade”, comenta o proprietário Humberto Moura. A loja funcionará de segunda a sábado, das 10h às 19h, e aos domingos e feriados, das 10h às 15h. iFood e Sebrae/PE promovem evento para fortalecer pequenos negócios no Recife O evento "iFood Empreenda Recife", promovido pelo iFood em parceria com o Sebrae/PE, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Recife e a Abrasel/PE, reuniu pequenos e médios empreendedores do setor de alimentação na segunda-feira (11/11). Realizado na sede do Sebrae, na Ilha do Retiro, o encontro contou com palestras de especialistas e autoridades, incluindo Guilherme Paiva, head de Políticas Públicas do iFood, e a secretária Joana Portela Florencio, abordando temas como a regulamentação do trabalho por plataformas digitais e estratégias para otimizar os negócios. Guilherme Paiva destacou o impacto do iFood em Pernambuco, onde há 11 mil estabelecimentos parceiros, sendo 7 mil MEIs. Leonardo Carolino, gerente do Sebrae para a Região Metropolitana do Recife, afirmou que o evento foi fundamental para debater políticas públicas que promovam um ambiente favorável ao desenvolvimento dos pequenos negócios, essenciais para a economia local. Aeroporto de Petrolina espera alta de passageiros no feriado da Proclamação da República Para o feriado prolongado da Proclamação da República, entre 15 e 18 de novembro, o Aeroporto de Petrolina, administrado pela CCR Aeroportos, estima receber mais de 4.600 passageiros. Com a expectativa de 36 pousos e decolagens, a movimentação será intensa, e o terminal está preparado após reformas que ampliaram o conforto e a oferta de serviços, segundo Jamerson Vasconcelos, gerente do aeroporto.  “O Aeroporto de Petrolina está preparado para receber todos que passarem pelos nossos portões. A reforma entregue esse ano trouxe um terminal mais moderno e confortável, ampliou o leque de pontos comerciais e tornou a estadia ainda mais confortável para os viajantes. Seguimos trabalhando intensamente para que os passageiros embarquem e desembarquem com tranquilidade no sertão pernambucano”, afirma o gerente.

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Administrar conflitos: uma realidade da liderança

Um dos principais papéis da liderança é, sem sombra de dúvida, administrar os diversos conflitos que surgem no dia a dia das empresas, já que quando não administrados adequadamente podem impactar diretamente no desempenho dos profissionais, no clima de trabalho e nos resultados empresariais. Com frequência, os líderes relatam dificuldade de lidar com essas situações e demandam, muitas vezes, soluções mágicas para eliminá-las. É preciso compreender que o conflito é inerente à vida, inclusive, das empresas e é um grande indutor de transformações e mudanças, portanto, não é possível eliminá-lo mas, sim, administrá-lo como matéria-prima da ação de qualquer liderança. Apesar de ser vital para o crescimento da empresa, lidar com conflitos gera muito desconforto e, em algumas situações, até sofrimento. Isso porque temos a fantasia de um ideal de harmonia impossível de ser alcançado e o entendimento equivocado de que conflitos significam brigas, por isso frequentemente as pessoas reagem com preconceito, negando ou tentando evitar. Esses comportamentos funcionam como uma espécie de mecanismos defensivos para se proteger. Porém, não tratar ou evitar situações de discordância, confronto de ideias e divergências não favorece o trabalho do líder, pelo contrário, tende à criação de sintomas (que são reações deslocadas dos conflitos) que surgem como atitudes de acomodação, desmotivação, falta de cuidado com a atividade desenvolvida, irritação, entre tantos outros, que podem gerar um descrédito em relação ao líder e maiores demandas de retrabalho, além de tensão no ambiente de trabalho. Mas, afinal, como o líder pode administrar essas situações? Primeiro, entender que qualquer coisa pode ser objeto de conflito (espaços físicos, atribuições confusas, estilos e competências diferentes, recursos etc.) e é a forma como cada um vivencia subjetivamente as situações que fará o conflito ser mais intenso ou não. Depois, admitir que há o conflito sem dramas ou omissões e criar um espaço seguro para que os envolvidos possam falar de suas percepções sem receio de serem punidos. Nesses momentos, o líder precisa ter disponibilidade para escutar, abertura para o diálogo e reforçar com todos a importância de tratar a situação de modo facilitador (sem acusações, afrontas ou desrespeito). É papel da liderança compreender adequadamente a natureza do conflito, o que está em jogo e procurar ser imparcial para facilitar a condução da situação na busca por soluções possíveis para a realidade da empresa, alinhadas às definições institucionais e que, de preferência, sejam construídas em conjunto. Quando o líder tornar uma prática tratar os conflitos e administrá-los bem junto à sua equipe, o resultado é sempre positivo, como uma maior maturidade do grupo, criação de vínculos de confiança, ampliação da autonomia dos envolvidos, além de um clima de trabalho mais saudável. *Carolina Holanda é sócia da TGI Consultoria

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"A eficiência na gestão municipal e capacitação na captação de recursos são fundamentais"

Presidente da Amupe e prefeito de Paudalho, Marcelo Gouveia, fala dos desafios dos gestores municipais diante das consequências da Reforma Tributária e da reoneração da alíquota da Previdência Social. Também informa as iniciativas da associação para auxiliá-los nessas questões e nas ações que visam contribuir com a qualidade da gestão e com a obtenção de investimentos. Os municípios pernambucanos e brasileiros enfrentam uma série de desafios de gestão e de orçamento, conforme ex plicou Marcello Gouveia, presidente da Amupe (Associação Municipalista de Pernambuco) e prefeito de Paudalho. Entre as preocupações que estão no radar das prefeituras, ele destacou a discussão da reforma tributária e as reonerações previdenciá rias, que impactam diretamente as finanças municipais e de mandam ajustes nas estratégias de arrecadação e gestão. Para enfrentar esses obstáculos, ele considera que é fundamental fortalecer o movimento municipalista brasileiro, bem como a própria capacitação dos gestores e de suas equipes, preparando-os para lidar com as complexidades fiscais e legais que afetam o trabalho das prefeituras. Além de discutir esses desafios, em entrevista ao repórter Rafael Dantas, o prefeito apresentou iniciativas da Amupe voltadas para o fortalecimento das administrações locais. A entidade também está implantando um setor de captação de recursos e planeja um núcleo de engenharia, que deve funcionar já no começo de 2025, para auxiliar municípios menores em obras de infraestrutura. Com essas iniciativas, a entidade busca não só otimizar a gestão pública, mas também ampliar o acesso a novas fontes de financiamento para atender às demandas da população. Nesta semana, em Gravatá, Gouveia espera receber aproximadamente 150 prefeitos, recém-eleitos ou reeleitos no Seminário Novos Gestores, nos dias 11 e 12. Diante dos 185 municípios pernambucanos, a adesão esperada ao evento, focado em capacitação, supera os 80% de representatividade dos gestores que estarão à frente das prefeituras do Estado a partir de janeiro de 2025. Hoje, o que o senhor apontaria como o maior desafio para a gestão dos municípios? O maior desafio ainda é a Reforma Tributária. Ela vai nortear os rumos do Brasil nos próximos 20 anos. Neste momento, a CNM (Confederação Nacional dos Municípios) e a Amupe estão de olho principalmente nos movimentos da aprovação das leis complementares da reforma. Outra preocupação central é a questão previdenciária. Ela permanece como um dos grandes de desafios, pois foi aprovado entre o ano passado e este ano a desoneração, mas também terá reoneração. É preciso aumentar a arrecadação dos municípios para conseguir pagar o acréscimo das reonerações nas previdências do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Outro desafio é para a capacitação e formação dos novos quadros e de gestores municipais para dar continuidade ao trabalho das prefeituras que estão encerrando seus ciclos. Como o senhor mencionou, algumas das bandeiras dos prefeitos são as dívidas previdenciárias e a desoneração da folha de pagamento dos municípios. Houve avanços e retrocessos nesse debate acerca das alíquotas pedidas pelos prefeitos. Como estão essas questões atualmente? A alíquota do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para os municípios caiu de 20% para 8%. Mas ela será reonerada a partir de 2025 de forma gradual. No ano que vem será 12%. Depois, em 2026, ela vai subir para 16%. A partir de 2027, essa alíquota vai retornar aos 20%. Então, será uma reoneração da contribuição previdenciária distribuída nos próximos anos. Isso é um grande desafio para os municípios. Neste ano tivemos uma melhor condição nas arrecadações relativas ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e um aumento do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) que nos deu condição de gerirmos as prefeituras de uma maneira mais equilibrada. Mas, os municípios precisam encontrar formas de aumentar as suas arrecadações para dar continuidade ao trabalho dos prefeitos atuais, atendendo às demandas da população que afetam diretamente na qualidade de vida dos municípios. O Seminário Novos Gestores, da Amupe, que acontecerá nesta semana, tem como um dos objetivos capacitar o prefeito e a sua equipe. Quais são as demandas que eles enfrentam na gestão e que requerem capacitação? A capacitação é necessária em todos aspectos. Um exemplo: muitos prefeitos têm origem na iniciativa privada, como é o meu caso. Eu vim do ramo da construção civil. Quando chegamos na prefeitura, temos boa vontade, sabemos o que queremos fazer na gestão, mas temos que enfrentar amarras legais sobre o que pode ser feito e como precisa ser feito. Então, é importante desenvolver essas capacitações em diversas áreas, de forma até transversal. O gestor precisa estar preparado para gerir a saúde, a educação, compreender a Lei de Responsabilidade Fiscal, são muitos temas. Então é importante ter uma visão geral da gestão municipal. Além de contribuir para a capacitação, que resultados vocês esperam obter com a realização desse congresso com os prefeitos? Há estimativa de quantas pessoas estarão presentes? O nosso principal foco nesse evento é formação e capacitação, bem como o fortalecimento do movimento municipalista. Este ano, é um momento de apresentar a Amupe aos novos gestores que foram recém-eleitos. Nossa expectativa é receber 150 prefeitos. A Amupe é uma instituição que se aproxima de cinco décadas de atuação no Estado. Quais os serviços ou apoios que ela oferece aos municípios? O principal serviço da Amupe é representar os municípios em causas que eles não conseguem enfrentar sozinhos. Pautas em que é preciso uma ação coletiva. Por isso, a Amupe, em Pernambuco, e a CNM, no País, trabalham em causas junto ao Congresso Nacional, ao Governo do Estado, ou mesmo aos órgãos de controle. É uma atuação representativa dos gestores municipais. Embora representem todos os municípios, é uma atuação que tem um foco maior nas pequenas cidades? Atendemos aos pequenos e médios municípios mas as conquistas que buscamos atendem a todos, como foi o exemplo da redistribuição do ICMS em Pernambuco, que atendeu os maiores e menores. A conta que foi proposta é feita pela arrecadação per capita. Isso foi um pleito que partiu da Amupe. Nenhum município sozinho lutando obteria êxito. Essa representatividade é nesse sentido. É nesse sentido que estamos também no Congresso Nacional,

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Pernambuco consolida balança comercial positiva, mas registra queda nas exportações

Setor automotivo e produtos derivados ainda lideram exportações, enquanto Argentina se torna principal destino *Por Rafael Dantas Pernambuco está prestes a completar uma década com uma balança comercial positiva. As operações da Stellantis e dos sistemistas do pólo automotivo são fundamentais nesse cenário.  “No histórico de Pernambuco, um dos grandes motivadores desta inversão da dinâmica de internacionalização é o inicio do polo automotivo em Goiana. O início da produção e exportação de veículos aumentou muito o volume financeiro das exportações em função do valor agregado dos carros, contribuindo fortemente na mudança radical da pauta exportadora”, destacou João Canto. Além da exportação de automóveis, outros protagonistas dessa pauta exportadora são os produtos derivados de petróleo, químicos, vidros, baterias automotivas, cerâmicas, alimentos, frutas, entre outros, além do tradicional açúcar. No entanto, as exportações no Estado após atingirem o pico em 2022 estão em queda desde então. Apesar disso, o saldo comercial segue positivo, devido a uma queda também nas importações. “As importações vêm caindo desde 2022, de fato. Entre 2023 e 2022, a queda foi de 11%. Em 2024, o dado projetado em relação a 2023 é de uma nova baixa de 8,7%”, afirmou João Canto, vice-presidente do Iperid. Entre 2016 e 2023, houve um aumento também do número de players entre as  médias e grandes empresas no Estado. “Houve um leve crescimento, de 181 empresas em 2016 para 203 em 2023. Embora o crescimento seja menos expressivo que nas pequenas empresas, ele reflete uma possível expansão industrial”, afirma a coordenadora do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEPE, Sthefany Miyeko. Mesmo com um número total de exportadores no Estado de aproximadamente 300 empresas, Urbano Nóbrega, da Agência Condepe-Fidem destaca que o volume de negócios está concentrado em pouquíssimos setores. “Os principais itens da nossa pauta são os óleos combustíveis, os veículos passageiros, açúcar e melaços, além das frutas. Nesses quatro grupos de produtos estão mais de 70% das nossas exportações”. Outra mudança recente no cenário de exportações de Pernambuco é no destino. Até o ano passado, Singapura era o País que mais recebia os produtos do Estado. Porém, em 2024 a liderança volta ser da Argentina. Uma curiosidade da experiência pernambucana nas exportações é sobre a China. O gigante asiático, que é o principal destino da maioria dos produtos brasileiros e líder de muitos estados, aparece em 2024 apenas como o 15° destino dos produtos made in Pernambuco. *Rafael Dantas é repórter da Revista Algomais e assina as colunas Pernambuco Antigamente e Gente & Negócios (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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Porto Digital contribui para a internacionalização do setor

Programa em Aveiro abre portas para startups de Pernambuco no mercado europeu e amplia parcerias internacionais *Por Rafael Dantas O setor de tecnologia da informação é um dos que têm maior facilidade de entrar no mercado internacional. Várias startups que nasceram no Bairro do Recife fizeram sua história pelo mundo, como a Tempest. A empresa, que foi vendida para a Embraer em 2023, tem uma forte atuação no Reino Unido e já chegou a prestar serviços de segurança para os Jogos Olímpicos de Tóquio. No setor de TI, a experiência mais comum é de internacionalização do que de exportação. Enquanto exportar significa vender produtos ou serviços ao exterior sem modificar necessariamente operações locais, a internacionalização envolve a criação de estruturas, como filiais e parcerias no exterior, permitindo adaptar produtos e serviços às necessidades locais. O Porto Digital tem incentivado as empresas pernambucanas a desenvolverem sua jornada de internacionalização a partir de Portugal, onde foi estruturado um escritório na cidade de Aveiro. A escolha do local foi devido a várias características semelhantes ao Recife, além de ser uma porta de entrada no cobiçado mercado europeu. “Muitas das empresas que estão aqui no Porto Digital já acessam esses mercados internacionais. Isso não é algo novo para a gente, o nosso desafio é contribuir para que elas montem unidades também fora. Esse movimento de ir para Portugal foi para facilitar a vida dessas empresas, com a presença desse distrito de inovação em Aveiro”, conta Mariana Pincovsky, a vice-presidente do Porto Digital Europa. O escritório tem atuado para acessar alguns fundos internacionais, que não seriam permitidos sem a operação em solo português. “A gente já conseguiu o primeiro investimento da Comunidade Europeia, um projeto de € 250 mil voltado para capacitação de capital humano. A gente sabe que há crédito, muito financiamento a fundo perdido para essa área de tecnologia de inovação”, destaca Mariana. O Porto Digital Europa rodou um programa piloto em parceria com o Sebrae, que proporcionou mentorias durante quatro meses de preparação remota, sendo seguido por seis meses de presença física em Aveiro. A experiência acelerou a adaptação no mercado português, que tem como característica também ser bastante burocrático. Nesse programa foram embarcadas as empresas Capyba, Di2Win, HapGesso, Itecnov, Loc, Loomi, MAPI, Mindware, Moonite Games e VM Code. Fora do programa, estão ainda no Porto Digital Europa o CESAR, a Uaify, a Evollux, a Kymo e a Mesa. Recentemente, uma outra parceria foi assinada, desta vez com o Governo do Estado. A governadora Raquel Lyra lançou um edital para apoiar as empresas no programa de aceleração do Porto Digital, que segue o modelo do projeto piloto, mas com um foco em empresas pernambucanas. O programa representa um investimento em inovação e expansão de negócios no exterior. A iniciativa receberá investimentos de R$ 2,5 milhões. "Com essa parceria, a inovação que desenvolvemos em Pernambuco pode gerar impacto global, e isso representa um marco importante para o ecossistema local", afirma Mariana Pincovsky. A Di2Win, empresa pernambucana de tecnologia, faz sua imersão para o mercado internacional por meio do apoio do Porto Digital Europa. Fundada com uma visão global, a Di2Win aposta na internacionalização como um passo estratégico para atender à demanda por soluções de automação de processos em países de língua portuguesa. A iniciativa busca explorar sinergias culturais e econômicas, especialmente na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), facilitando a entrada em mercados como Angola, Cabo Verde e Açores, além de Portugal. Nesse processo de expansão, a Di2Win já firmou parcerias estratégicas e se prepara para atender clientes no setor imobiliário e industrial, focando na digitalização e automação de processos. Para Paulo Tadeu, CEO da Di2Win, a escolha de Portugal como base na Europa foi uma decisão estratégica, já que o país oferece incentivos para transformação digital e possui uma demanda crescente por inovação tecnológica, apoiada pelo programa Portugal 2030. "Portugal enxerga o valor da tecnologia como alavanca de desenvolvimento, principalmente na automação e transformação digital. Nossa primeira experiência tem sido positiva e percebemos que essa ponte com o mercado europeu pode ampliar nossa capacidade de atuar em mercados de língua portuguesa," vislumbra Paulo Tadeu. Ele ressaltou ainda que a Di2Win busca contribuir para a digitalização em setores que ainda são dependentes de processos manuais e que a escolha por Portugal também representa um passo importante para conectar o Brasil e a Europa em uma mesma visão de transformação tecnológica. *Rafael Dantas é repórter da Revista Algomais e assina as colunas Pernambuco Antigamente e Gente & Negócios (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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Pernambuco lidera geração de empregos no Nordeste com mais de 17 mil novas vagas

Estado acumula 113 mil novos postos de trabalho desde o início de 2023, destacando-se como o terceiro maior gerador de empregos no Brasil. Foto: Miva Filho Pernambuco se consolidou como o maior gerador de empregos do Nordeste pelo segundo mês consecutivo, com um saldo positivo de 17.851 postos de trabalho em setembro, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro em nível nacional. Desde o início do ano, o estado já alcançou 61.699 novas carteiras assinadas, totalizando 113.062 empregos formais desde janeiro de 2023, conforme dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Para a governadora em exercício, Priscila Krause, os resultados refletem o investimento em políticas para geração de emprego e renda no estado. “Com quase 18 mil postos de trabalho em setembro, Pernambuco se consolida como o maior gerador de empregos do Nordeste e o terceiro maior do Brasil. Desde janeiro de 2023, mais de 113 mil empregos foram criados no Estado”, afirmou Priscila, destacando o impacto positivo desses números no consumo da população. Os dados de setembro mostram que os cinco grandes setores econômicos de Pernambuco tiveram saldos positivos, com destaque para a Indústria (6.786 novas vagas), Serviços (4.823) e Agropecuária (3.415). Na Indústria, a fabricação de produtos alimentícios foi responsável por 4.167 novas oportunidades, impulsionando o resultado do setor. Comércio e Construção também contribuíram, com 1.528 e 1.300 empregos, respectivamente. A secretária de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco, Amanda Aires, frisou a importância das ações de capacitação para garantir a ocupação das vagas criadas. “O Governo de Pernambuco tem intensificado os esforços para apoiar empresas e trabalhadores, aquecendo o nosso ambiente de negócios”, afirmou Amanda, mencionando o próximo Feirão de Empregos, que acontecerá no Recife, na próxima terça-feira.

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Pernambuco lança programa de aceleração de startups no Porto Digital Europa

Iniciativa visa fortalecer a presença de empresas pernambucanas de tecnologia no mercado europeu, com investimento de R$ 2,5 milhões em capacitação e suporte internacional A governadora Raquel Lyra lançou em Portugal o Programa de Aceleração e Internacionalização de Negócios, uma ação pioneira do governo de Pernambuco para impulsionar a atuação global de startups tecnológicas do estado. Com investimento de R$ 2,5 milhões, o programa, sediado no Porto Digital Europa em Aveiro, apoiará dez empresas pernambucanas por ano, durante quatro anos, em seu processo de expansão e formalização no mercado europeu. O programa tem como meta ampliar o alcance das startups no mercado internacional e, para isso, inclui uma jornada empreendedora com etapas de diagnóstico e formação online realizadas no Brasil e uma imersão presencial em Portugal. "Estamos lançando o edital do programa de aceleração no valor de R$ 2,5 milhões para trabalharmos por quatro anos e isso é apenas o começo", afirmou Raquel Lyra, destacando a importância da parceria com o Porto Digital para garantir um planejamento estratégico voltado ao desenvolvimento de políticas públicas focadas no mercado internacional. Além do suporte para formalização em território europeu, as startups contarão com mentorias personalizadas e acesso a uma rede de contatos e fontes de financiamento. Para Heraldo Ourem, diretor de inovação do Porto Digital, a iniciativa está alinhada aos planos do governo de Pernambuco. "É uma honra receber a governadora Raquel Lyra no Porto Digital Europa, uma iniciativa que tem total conexão com os planos do Estado. Esperamos contribuir e desenvolver oportunidades para as pessoas, com mais negócios, tecnologia e inovação", disse. O lançamento também marcou a estreia do Plano de Formação Modulares e Certificadas do Porto Digital Europa, que vai capacitar profissionais em tecnologias como inteligência artificial e blockchain. Com duração de 36 meses, o plano terá capacidade para 1.950 participantes, em modalidades presenciais e à distância, consolidando o Porto Digital Europa como um hub de inovação e conexão empresarial no continente europeu.

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