Economia

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Como fugir de pirâmides financeiras? (por João Echiburu)

Neste artigo vou compartilhar algumas dicas importantes para evitar cair em pirâmides financeiras. É fundamental entender como esses esquemas funcionam e estar atento para não cair em promessas falsas de altos rendimentos. Em geral, as pirâmides prometem aos investidores altos rendimentos (muito acima do mercado), distribuição periódica dos lucros com pouca (ou nenhuma) variação e sem que seja necessário assumir riscos elevados. No entanto, essas promessas costumam ser falsas e os “lucros” são nada mais nada menos do que a entrada de novos investidores no esquema. Junto com as promessas vem o personagem. O filme costuma se repetir na figura das pessoas que estão à frente das pirâmides: são pessoas que esbanjam riqueza através de carros esportivos, relógios caros, lanchas e viagens. Tudo sempre muito divulgado em redes sociais. O propósito é criar uma imagem de sucesso e conquistar mais investidores que estão buscando exatamente aquela vida. No início tudo parece funcionar conforme o prometido: investimento feito e altos retornos sendo pagos em conta mensalmente, por exemplo. E é exatamente nessa fase que os investidores se encorajam para colocar mais dinheiro e fazer o trabalho de divulgação gratuito. Algumas duram mais, outras menos, mas posso afirmar que o destino de toda pirâmide financeira é quebrar. É importante frisar: não estamos falando de projetos ou negócios que simplesmente não deram certo. O ponto aqui é alertar para empreitadas fraudulentas que já nasceram para dar errado. Mesmo com diversos casos similares ao longo de décadas, chama a atenção a quantidade de casos divulgados recentemente pela mídia de pirâmides com volumes relevantes chegando a centenas de milhões de reais, como foram os casos envolvendo jogadores de futebol com uma pirâmide no Acre e outra com maior presença em Campina Grande, mas que já atuava em boa parte do Brasil. Também há algo nesses casos recentes que me chamam a atenção: as atuais pirâmides não tentam sequer forjar um lastro econômico factível para explicar aos investidores. Há algumas décadas ocorreram fraudes similares com grupos “empresariais” prometendo altos rendimentos oriundos de atividade pecuária e, nesses casos, havia toda uma construção de um contexto econômico para justificar os lucros. No fim das contas também era fraude, mas o que vejo atualmente, na maior parte dos casos, são golpes cujo lastro são operações com criptomoedas. Essas operações, na verdade, jamais chegam a ocorrer. Servem apenas como pano de fundo para um enredo misterioso e distante do grande público, mas mesmo que alguém se proponha a fazer operações dessa natureza, jamais terá como garantir qualquer tipo de lucro e muito menos com frequência mensal de pagamentos em conta. Que fique claro: não estou fazendo uma crítica aqui a qualquer criptomoeda, mas sim ao artificio utilizado pelos fraudadores. Para evitar cair em golpes como esses, é importante seguir algumas dicas básicas: Pesquise sobre a empresa ou o investimento antes de colocar dinheiro neles. Verifique se a empresa está registrada nos órgãos reguladores, se há reclamações de outros investidores e se os rendimentos prometidos são condizentes com a realidade do mercado. Desconfie de promessas de altos rendimentos. Se for em pouco tempo pior ainda. Não se deixe levar por pressão de vendedores ou pessoas que tentam convencê-lo a investir o mais rápido possível. Tome decisões de investimento com calma e de forma consciente. Fique atento a promessas que utilizem operações com criptomoedas como lastro. Por ser um mercado muito volátil (altos e baixos), sempre haverá alguma criptomoeda em alta que o golpista utilizará como exemplo de operação realizada. Lembre-se de que, ao investir, é importante assumir riscos calculados e escolher opções de investimento que sejam adequadas ao seu perfil e aos seus objetivos financeiros. Evite se deixar levar por promessas mirabolantes e fique atento às fraudes financeiras que podem prejudicar seriamente suas finanças e sua saúde. João Echiburu, economista e sócio da Dapes Investimentos

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A humanidade não pode abrir mão da evolução da inteligência artificial

A inteligência artificial será o assunto da semana, do mês, do ano e das próximas décadas. Em casa, na escola, na faculdade, no trabalho e no bar a discussão acerca de suas aplicações e limites éticos apenas começou. Mas por que precisamos falar tanto sobre esse tema? A IA é boa ou ruim? A humanidade precisa mesmo dessa tecnologia? Antes de tudo, é preciso entender por que esse debate é importante para o presente e para o futuro. O primeiro aspecto é que, quando comparamos a inteligência artificial com outras tecnologias que se tornaram populares (eletricidade, computador, internet, smartphones), nunca antes na história uma delas teve o potencial de ser tão intensa, rápida e transformadora. Isso porque as aplicações de IA promovem, ao mesmo tempo, aumento de produtividade, de qualidade e de escala, em uma comparação desproporcional com outras tecnologias. O segundo aspecto é a falta de barreiras naturais para disseminação da inteligência artificial, como outras tecnologias enfrentaram no passado. A expansão da eletricidade e da internet, por exemplo, aos diversos lugares do mundo, durou muitas décadas até serem consideradas de uso geral. A IA, em contraponto, pode estar nos celulares, nas casas, nas fábricas, no comércio, nos hospitais, nas geladeiras, nas lâmpadas, nos carros e em outras máquinas em um tempo muito menor. Em outras palavras, o impacto da inteligência artificial é amplo. Não apenas pela sua capacidade de transformação profunda, como também pela sua velocidade de expansão, pois a base para que ela se reproduza já está disponível. É um “arrasa quarteirão” em que chega e se instala. Uma grande ameaça aos empregos e ao estilo de vida atual da nossa sociedade, que se enraizou na lógica de que o trabalho é o que dignifica o ser humano, como afirmou Max Weber. Indo mais além nesse impacto, a inteligência artificial é capaz até de “hackear” a linguagem humana, como alerta Yuval Harari, historiador e filósofo israelense. Para ele, esse é o principal aspecto que nos diferenciou das outras espécies e nos permitiu evoluir ao longo da existência. Essa ameaça, na minha visão, é a maior delas e merece uma discussão à parte. Mas, como tudo na vida, a inteligência artificial também é dual. Tem dois lados e serve ao propósito para o qual a designamos. Seja para o bem ou para o mal. Assim como aconteceu com a energia atômica que matou pessoas, quando usada pelos militares em Nagasaki e Hiroshima, e salvou vidas, quando utilizada pela medicina em exames de raio-x, tratamento do câncer e tantas outras aplicações. Olhando pela perspectiva do bem, o benefício da inteligência artificial para a humanidade pode ser maior do que imaginamos, inclusive, quando houver o alinhamento à computação quântica. Essa tecnologia é cerca de 100 milhões de vezes mais rápida do que um computador comum. Nessa direção, não é difícil perceber o grande salto que a humanidade tem o potencial de dar quando cálculos complexos, que levariam 10 mil anos para serem resolvidos, puderem ser processados em segundos. Então, o principal ponto no debate ético sobre a inteligência artificial não está na tecnologia em si, nem se ela pode assumir consciência, nem em quantos empregos serão eliminados. Até porque, usando o exemplo da energia atômica, ela foi mais benéfica do que maléfica ao longo da história. O centro do debate deveria estar no que queremos e precisamos da IA e na formulação do seu propósito, com a devida regulação, é claro. Portanto, na minha visão, barrar a evolução da inteligência artificial não é o caminho. Não acredito que essa seja a solução, como tem sido proposto por alguns cientistas. Impedir a evolução da IA, mesmo que temporariamente, é impedir a evolução da espécie humana. Vimos isso acontecer quando a ciência foi perseguida como um mal a ser curado na Idade Média, o período da história em que a coletividade menos evoluiu. A inteligência artificial, ao que tudo indica, inaugura uma nova era para a humanidade. Guardado o contexto histórico, a IA pode ter a mesma importância que o Renascimento, liderado pela ciência, teve em sua época e nos fez chegar aonde estamos hoje: discutindo o próximo nível de nossa evolução. Por isso, não podemos abrir mão da inteligência artificial.

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Eletrobras Chesf abre 2ª chamada para startups

A Eletrobras Chesf lançou a 2ª Chamada Aberta para Startups. Serão avaliadas empresas que desenvolvam soluções de Mínimo Produto Viável (MVP), para automatizar processos da Companhia, nas áreas de Gestão de Suprimentos e Engenharia e Construção. As inscrições estão abertas até o dia 1º de maio, e podem ser feitas pelo site www.umbuh.com.br . O investimento previsto para esta etapa é na ordem de R$ 240 mil. A ação é coordenada pela área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) da Companhia, por meio do HUB de Inovação (UmBUH), que une as expertises da Companhia, do Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI) e grupo de engenheiros e gestores de inovação com o objetivo de implementar o maior ambiente de inovação do semiárido brasileiro voltado ao setor de energia.

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Complexo de Suape terá suporte internacional para desenvolver hidrogênio verde

(Do Complexo de Suape) O projeto faz parte da primeira fase da chamada bilateral Brasil-Alemanha pelo Senai e pela Federação Alemã de Associações de Pesquisa Industrial (AIF) O centro de testagem de projetos inovadores com foco no combustível do futuro do Complexo de Suape, o TechHub, foi um dos projetos selecionados pela chamada bilateral Brasil-Alemanha para desenvolver tecnologias destinadas à produção de hidrogênio verde (H2V). O anúncio foi divulgado durante a Feira de Hannover, no norte da Alemanha, que será encerrada nesta sexta (20). O evento reuniu representantes de diversas instituições e autoridades ligadas ao setor. O montante total de financiamento será de R$ 21 milhões. “Ser selecionado para participar de um projeto tão importante para a sustentabilidade no planeta é uma grande conquista para nosso complexo. É um caminho sem volta. O cuidado com o meio ambiente é uma das nossas prioridades e com a consolidação do TechHub, vamos empreender todos os esforços para nos tornar referência internacional na produção do combustível do futuro”, afirma o diretor-presidente de Suape, Marcio Guiot. Os projetos selecionados vão ser submetidos a uma segunda fase, prevista para ter início em julho próximo, com resultado divulgado em setembro. As propostas escolhidas terão que ser desenvolvidas no prazo de 12 a 36 meses, com início previsto para 2024. A coordenação será realizada pelo Instituto Senai de Inovação em Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). “Vamos construir algo inovador, pioneiro e sustentável para o planeta. A ideia é transformar o Complexo de Suape em um laboratório vivo de pesquisa, desenvolvimento e inovação com foco no combustível sustentável, nos tornando uma matriz energética limpa, com imensa capacidade de produção, tanto para consumo próprio, quanto para distribuição para o Nordeste, outras partes do país e até exterior”, ressalta o diretor de Sustentabilidade do atracadouro pernambucano, Carlos Cavalcanti. Além do TechHub de Suape, que será desenvolvido pelo Senai-Pernambuco, as aplicações vão se concentrar em mais dois polos de desenvolvimento tecnológico no Brasil, como o Parque Senai Cimatec, na Bahia, e o Centro Verde de Hidrogênio de Balbina, no Amazonas. O objetivo é conectar projetos de transição energética em andamento, para aceleração de rotas tecnológicas e conexão com empresas produtoras e off-takers (consumidores) de hidrogênio verde. “Uma grande oportunidade para o Brasil, dado que temos a matriz energética mais limpa do mundo e uma capacidade impressionante de produção de hidrogênio verde para consumo próprio e para distribuição mundial”, avalia o diretor de Inovação e Tecnologia do Senai, Jefferson Gomes, que participa da feira em Hannover. REINO UNIDO O Reino Unido é outro parceiro importante para o desenvolvimento de pesquisas e produção de hidrogênio verde. A largada para essa importante empreitada binacional foi dada, em março deste ano, durante a realização do Hydrogen Opportunities in Brazil, ocorrido em Londres, capital britânica. Na oportunidade, o diretor-presidente da Suape, Marcio Guiot, e o diretor de Sustentabilidade da empresa, Carlos Cavalcanti, tiveram a oportunidade de apresentar o potencial estratégico de Suape e os projetos de H2V em andamento e previstos no complexo para uma plateia composta por empresários do setor de energias renováveis e pesquisadores da área. “A conexão é fundamental para mapear as oportunidades em toda cadeia de valor do H2V e estabelecer parcerias com centros de pesquisa de energias renováveis do mundo”, pontua Carlos Cavalcanti.

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Empresários do Comércio Tradicional mostram otimismo para o Dia das Mães 2023

(Da Fecomércio-PE) Sondagem da Fecomércio Pernambuco mostra que 78,2% dos pernambucanos querem celebrar a data e desses, 50,6% vão presentear as suas mães com produtos que variam entre roupas, calçados, perfumes e cosméticos Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco, Fecomércio PE, o feriado de Dia das Mães de 2023 promete ser movimentado até o último momento no Estado, com a expectativa de que 78,2% dos pernambucanos celebrem uma das datas mais importantes para o comércio. É o que demonstra a “Sondagem de Opinião do Dia das Mães 2023”, realizada pela Federação junto a CEPLAN, entre os dias 3 e 7 de abril, em 17 cidades pernambucanas que se destacam por ser forte comércio. A pesquisa também observou que a proporção de pessoas que pretendem comemorar diminui à medida que a faixa etária aumenta, variando de 85% entre os mais jovens (18-29 anos) a 63,7% entre as pessoas com mais de 50 anos. Ao analisar a renda familiar, o percentual de comemoração varia de 82% para famílias que possuem acima de 5 salários-mínimos e 75% para a faixa de renda entre 1 e 2 salários mínimos. Quanto às formas de comemoração, 50,6% dos pernambucanos irão presentear alguém, 41,3% comemorarão em casa, 16,7% frequentarão restaurantes e 7,4% viajarão. A pesquisa de Dia das Mães 2023 mediu a proporção de consumidores que pretendem comemorar a data, como eles planejam comemorar, quanto pretendem gastar em presentes, como vão pagar, onde vão fazer as compras e o que pretendem comprar. A pesquisa também investiga os gastos em restaurantes, bares e lanchonetes, e os motivos pelos quais algumas pessoas não pretendem comemorar a data. Além disso, a sondagem fez o recorte entre homens e mulheres, faixas etárias a partir de 18 anos até acima de 50 anos e classes de renda mensal domiciliar a partir de 1 salário-mínimo até acima de 5 salários mínimos, para os consumidores. Também foram consultados, sobre a perspectiva do empresariado pernambucano, empresários e gestores do varejo restrito, incluindo hipermercados, supermercados, vestuário, calçados, bolsas, artigos de cama, mesa e banho, móveis e eletrodomésticos, farmácias, perfumarias e cosméticos, livrarias e papelarias, informática e comunicação, e outros artigos de uso pessoal e doméstico, incluindo lojas de departamento. Também foram considerados os serviços de alimentação, como restaurantes, bares e lanchonetes, levando em conta se estão localizados em endereços de comércio tradicional ou em espaços de shopping centers. Em relação ao momento de compra dos presentes, 54% dos consumidores que pretendem presentear planejam efetivar a compra na mesma semana do Dia das Mães, e 19,2% pretendem realizá-la duas semanas antes. A efetivação das compras em cima da hora é mais preponderante entre os jovens (18-29 anos), dos quais 58,8% pretendem efetivar a compra na mesma semana da comemoração. Já o preço médio dos presentes foi estimado em R$170 por consumidor, variando de R$162 entre as mulheres a R$179 entre os homens. A faixa etária mais jovem (18-29 anos) estima um consumo médio de R$178, que diminui com o avanço da idade, atingindo R$149 na faixa dos 50 anos. O gasto médio em restaurantes e lanchonetes foi estimado em R$193, variando de R$151 para aqueles que recebem entre 1 e 2 salários-mínimos, R$168 para quem recebe entre 2 e 5 salários-mínimos e R$250 para quem recebe mais de 5 salários-mínimos. Quanto aos locais/canais de compra dos presentes, 45,4% dos consumidores pretendem efetivar suas compras no comércio tradicional, 39,7% em shopping centers e 14,6% por meio do comércio eletrônico. A forma de pagamento mais utilizada para presentear no Dia das Mães será o cartão de crédito. A intenção de utilizar essa forma de pagamento a prazo é de 38,1% para a faixa de renda mais baixa (entre 1 e 2 salários-mínimos) e alcança 65,4% entre aqueles com renda familiar acima de 5 salários-mínimos. Sobre os itens mais procurados pelos consumidores, destacam-se roupas (31,9%), perfumes e cosméticos (29,1%), calçados (15,6%) e bolsas e carteiras (12,2%). São presentes com menor valor econômico adicionado, que comprometem menos o orçamento, mas não deixam a data comemorativa passar em branco. De acordo com uma pesquisa realizada, os estabelecimentos comerciais tradicionais localizados em corredores de comércio locais pretendem contratar colaboradores temporários. A proporção de estabelecimentos em shoppings que pretendem realizar essas contratações é de 12,1%, valor próximo ao de lojas de varejo tradicionais, que é de 15,8%. Quando analisamos os serviços alimentícios, a proporção de estabelecimentos que pretendem contratar temporários é de 30,7% para estabelecimentos tradicionais e 5,4% para estabelecimentos em shoppings. Em média, espera-se a contratação de três pessoas por estabelecimento nos shoppings, tanto no varejo quanto nas praças de alimentação, enquanto no comércio tradicional espera-se a contratação de quatro trabalhadores temporários por estabelecimento, em média, tanto no varejo quanto nos serviços alimentícios. Dos estabelecimentos varejistas em shoppings, 68,8% pretendem adotar estratégias para aumentar o volume de vendas, enquanto 72,7% dos estabelecimentos de alimentação seguem a mesma linha. Nos estabelecimentos tradicionais, 77,2% dos serviços de alimentação pretendem adotar alguma estratégia para vendas, enquanto apenas 59% das lojas varejistas farão o mesmo. A estratégia mais adotada pelos empresários do comércio tradicional será o uso da internet ou redes sociais, com 59% dos varejistas e 64% dos estabelecimentos de alimentação utilizando essa abordagem. Por outro lado, nos shoppings, o varejo (62%) focará mais em ações especiais para o Dia das Mães, enquanto a alimentação (44%) dará ênfase na qualificação dos funcionários. A expectativa de desempenho nas vendas para o Dia das Mães deste ano é otimista entre os empresários do varejo de shopping, com 83,5% acreditando que venderão mais do que em 2022. Já entre os empresários de alimentação, 73,9% acreditam que venderão mais do que no ano anterior. No entanto, esse otimismo é reduzido quando analisamos o comércio tradicional, com apenas 72,8% dos varejistas tradicionais acreditando que suas vendas superarão o Dia das Mães do ano passado, enquanto apenas 71,3% dos empresários de alimentação compartilham dessa mesma perspectiva. O principal motivo citado para a expectativa de aumento nas vendas é a melhoria do comércio após

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Após três anos, confiança do empresário industrial de Pernambuco despenca no mês de abril 

(Da Fiepe) As condições atuais e as expectativas com relação ao futuro puxaram o índice para baixo A confiança dos empresários pernambucanos do setor industrial não está nada boa. É o que indica o levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) feito neste mês de abril. Conforme os dados, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) apresentou queda, recuando 6,9 pontos percentuais e atingindo 49,1 pontos.   Com isso, ele volta ao cenário de desconfiança após quase três anos. A última vez em que o índice ficou abaixo dos 50 pontos foi em junho de 2020, no auge da pandemia e quando o ICEI apontava 42,5 pontos. “O nosso setor está em compasso de espera, aguardando que a economia reaja, a partir do aumento da demanda, da queda dos juros e que a inadimplência das famílias melhore, para que elas possam aquecer o consumo”, explicou o economista da FIEPE, Cézar Andrade.   Analisando os números, observa-se que o Índice de Condições Atuais, que capta a avaliação dos empresários da indústria sobre a situação corrente dos negócios, apresentou queda 2,8 pontos na passagem mensal, atingindo 42,8 pontos. Ou seja, a confiança do empresário industrial está ainda mais abalada em relação às condições atuais da economia.   Em comparação com o mesmo período do ano passado, o índice recuou 8,2 pontos. Naquela época, o índice era de 51 pontos. Com isso, a confiança em relação às condições atuais da economia fica abaixo da média histórica que é de 48,57 pontos.  Já o Índice de Expectativas dos empresários, que, normalmente, é o que eleva a confiança do empresário industrial de Pernambuco, foi a grande surpresa. No mês em questão, despencou 6,5 pontos, passando de 58,8 para 52,3 pontos, ficando ainda mais próximo da linha divisória dos 50 pontos, revelando que o otimismo dos empresários pernambucanos para os próximos seis meses está menos intenso.  CONJUNTURA –Mesmo com a queda no cenário local, o indicador encontra-se acima do resultado nacional, que apresentou queda de 1,1 ponto percentual no mês em questão e atingiu 48,8 pontos, permanecendo no cenário de desconfiança. Porém, em relação ao sentimento das indústrias nordestinas, de modo geral, a confiança anda mais abalada. Para elas, a confiança está um pouco melhor, com um índice de 51 pontos.   Sistema FIEPE – Mantido pelo setor industrial, atua no desenvolvimento de soluções para trazer ainda mais competitividade ao segmento. Além da FIEPE – que realiza a defesa de interesse do setor produtivo – conta ainda com o SESI, o SENAI e o IEL. Pelo SESI-PE, são oferecidos serviços de saúde e educação básica para os industriários, familiares e comunidade geral. O SENAI-PE, além de formação profissional, atua em metrologia e ensaios, consultorias e inovação. O IEL-PE foca na carreira profissional dos trabalhadores, desde a seleção de estagiários e profissionais, até a capacitação deles realizada pela sua Escola de Negócios. 

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Indústrias Reunidas Raymundo da Fonte ampliarão parque fabril em Paulista

(Com informações da Prefeitura de Paulista) As Indústrias Reunidas Raymundo da Fonte se preparam para investir aproximadamente R$ 100 milhões no município de Paulista para expansão do seu parque fabril. A expectativa dos investidores é de gerar cerca de 100 novos empregos. A ampliação do empreendimento vai abrigar as novas linhas de produtos desenvolvidos pela empresa, a qual será finalizada num prazo estimado de 1 ano e seis meses. “Nossa parceria com o município já é de muitos anos e estamos muito seguros na quantidade de investimentos aplicados na cidade. Agradecemos por toda cooperação demonstrada pela gestão municipal, no sentido dos processos de licenciamento para cumprir todas as etapas do projeto”, ressaltou o advogado do grupo Aluísio Batista. O secretário de Projetos Especiais, Jorge Carreiro, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Agropecuária e Pesca do município, Raimundo Lopes, se reuniram nesta semana com os empreendedores.

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Cesar e Robert Half anunciam parceria para alavancar profissionais do nordeste

Cesar e Robert Half avaliam perspectivas do mercado de tecnologia por meio de um recorte específico do Índice de Confiança Robert Half, que aborda também aspectos como felicidade no trabalho e necessidade de segundo idioma. Na foto acima, o CEO do Cesar, Eduardo Peixoto, e o vice-presidente para Contas Estratégicas da Robert Half, Alexandre Attauah. Na disputa por talentos, o modelo de trabalho é um ponto fundamental na área de tecnologia da informação e influencia muito a retenção dos colaboradores. É o que revela o recorte específico para o setor da 23ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), estudo trimestral desenvolvido com o intuito de monitorar o sentimento dos profissionais qualificados (a partir dos 25 anos e com ensino superior completo). Na pesquisa, 37% dos profissionais de TI empregados preferem o trabalho integralmente remoto, um resultado 19% maior do que o apresentado na amostra unificada. Outros 55% dizem aceitar o modelo híbrido, com dois dias presenciais na semana, em comparação com 74% no total de profissões da pesquisa. Conforme os colaboradores, 62% estão dispostos a buscar um novo emprego caso a empresa opte pelo retorno 100% presencial, versus 58% no consolidado. Para 35% dos profissionais de tecnologia, a questão é determinante a ponto de cogitarem não seguir na empresa. Já 27% consideram a escolha relevante, mas não decisiva. Convidado a comentar esses resultados, Eduardo Peixoto, CEO do Cesar – instituição que forma profissionais e impulsiona organizações, potencializando suas estratégias digitais –, lembra que o cenário muda para os profissionais que estão desempregados e buscam uma recolocação imediata. “Para 78% deles, seria possível aceitar uma proposta de trabalho ao menos parcialmente remota. Esse é um dado interessante porque especialistas apontam que há benefícios tangíveis nas trocas entre funcionários no trabalho presencial. Em especial para novos entrantes nas empresas, essa interação pode ser ainda mais vantajosa e acelerar a adaptação dos novos colaboradores”, afirma. Contexto incerto contribui para cenário mais pessimista A flexibilidade na escolha de modelo de trabalho para o profissional de TI em busca de recolocação pode ser explicada pelo fato de estarem mais inseguros do que os desempregados de outras áreas. Entre aqueles cuja última atuação profissional se deu em empresas de tecnologia, 65% avaliam a situação do mercado de trabalho nessa área como ruim ou muito ruim. No comparativo com o resultado consolidado, 54% dos entrevistados fizeram o mesmo diagnóstico. Ao analisar a situação futura, a tendência se mantém. Enquanto 33% dos desempregados se sentem confiantes na conquista da recolocação nos próximos seis meses, apenas 17% dos profissionais de tecnologia compartilham a mesma opinião.Sob outro ponto de vista, os profissionais de TI que estão empregados se encontram um pouco mais otimistas do que os colaboradores de outros segmentos. Com relação à área de atuação, 62% dos entrevistados avaliam a conjuntura como boa ou muito boa. No resultado consolidado, 42% dos empregados se sentem assim. Entretanto, quando questionados sobre a confiança em se manter no atual emprego, 47% dos profissionais de TI disseram ser alta ou muito alta. Entre os demais entrevistados, 55% apresentaram alta confiança. “Após anos de forte ascensão, as recentes ondas de demissões nas big techs colaboraram para que os profissionais de tecnologia se sintam mais inseguros. No entanto, é importante frisar que o setor, como um todo, segue bastante aquecido e a tendência é que se mantenha assim no longo prazo. É preciso ter claro que os últimos anos evidenciaram a relevância da tecnologia para todo e qualquer segmento e isso não deve mudar”, observa Alexandre Attauah, vice-presidente para Contas Estratégicas da Robert Half. Profissionais de tecnologia são mais felizes O recorte da pesquisa para o setor também indica que 85% dos profissionais de TI se sentem, em geral, felizes com o trabalho e relacionam essa satisfação com fatores como amor pela profissão, sentimento de realização profissional, ser tratado com igualdade e respeito, bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional e orgulho da organização. No consolidado, o valor é de 79%.“Chama a atenção o alto índice de satisfação dos colaboradores empregados, tanto em tecnologia como no geral. Isso deve ser valorizado e levado adiante pela alta liderança das empresas. Um melhor clima organizacional ajuda em fatores como atração de talentos e melhoria na produtividade. Para os profissionais de tecnologia da informação, práticas de ESG são vistas como de suma relevância dentro das empresas, pois estão atreladas a esforços para a educação dos colaboradores e políticas diferenciadas de atração/retenção dos profissionais”, diz Eduardo Peixoto. “Percebemos também que para os profissionais empregados é muito importante poder contar com ao menos uma opção de trabalho remoto, um fator enxergado como qualidade de vida por muitos deles, sendo relevante mantê-lo para a boa percepção dos profissionais”, completa.Fluência em um segundo idioma é fundamental Com a quebra das barreiras geográficas, o segundo idioma se torna cada vez mais exigido para cargos de todos os níveis hierárquicos. Conforme os recrutadores de empresas de tecnologia, 62% demandam domínio ou nível avançado em outro idioma além da língua portuguesa. Na amostra unificada, o percentual é de 44%.“Por mais que possa parecer repetitivo, o domínio de um segundo idioma muitas vezes é barreira de contratação de ótimos profissionais com excelentes perfis e habilidades técnicas apuradas. Não é à toa que 66% daqueles em busca por recolocação admitem já ter perdido alguma oportunidade de trabalho pela falta de fluência em outra língua. Falar inglês é essencial, pois as empresas estão cada vez mais conectadas globalmente, buscando talentos dentro e fora do País, e o profissional que se sair bem nesse quesito, além de expandir seu conhecimento, terá um enorme diferencial competitivo para melhorar seu cargo ou salário”, reforça Reiva Melo, executiva de Vendas da Robert Half no Nordeste.

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Banco do Nordeste, Porto Digital e Prefeitura do Recife assinam convênio de R$ 895 mil

Banco do Nordeste (BNB), Porto Digital, e Prefeitura do Recife assinam convênio de R$ 895 mil para oferecer bolsa permanência a estudantes do Programa Embarque Digital. Serão oferecidas bolsas no valor mensal de R$ 248,39 durante oito meses a 250 alunos de nível superior que participam do Programa. Os recursos serão utilizados pelos jovens em situação de vulnerabilidade social para o pagamento de despesas, evitando a evasão escolar. Cerca de R$ 645,8 mil serão liberados pelo BNB, e o Porto Digital oferecerá contrapartida não financeira. O projeto prevê ainda formação suplementar com 60 vagas para o desenvolvimento de habilidades comportamentais e técnicas. O acordo foi assinado nesta semana entre o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Paulo Câmara, o prefeito da cidade do Recife, João Campos, e o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena. “A gente está aqui para mudar a imaginação do Recife e para a cidade servir de exemplo primeiro para Pernambuco e depois para o Nordeste e Brasil. Há 23 anos, o Porto Digital era composto apenas por cinco empresas e cinquenta pessoas. Atualmente, somos 360 empresas, 17,2 mil pessoas e temos R$ 4,7 bilhões de faturamento. Por causa de parceiros como a Prefeitura do Recife e o Banco do Nordeste nós conseguimos transformar vidas”, comemorou o professor Sílvio Meira, um dos fundadores e atual presidente do Porto Digital, que esteve presente no evento.

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Inteligência Artificial: vantagem ou perigo?

*Por Rafael Dantas A inteligência artificial (IA) parecia um assunto para um futuro muito distante. Tema de filmes ou no máximo do interesse de um segmento muito restrito de profissionais de tecnologia. No entanto, em poucos meses, especialmente após o surgimento do ChatGPT, o mundo entrou em polvorosa com seus potenciais avanços e ameaças. A suspensão do desenvolvimento e a regulação da sua aplicação entraram na pauta política e empresarial. Mas, afinal, quais as promessas da IA para a humanidade e até que ponto devemos nos preocupar com ela? As experiências e aplicações da IA não são uma novidade. Mas a aceleração do desenvolvimento dessas tecnologias e os seus efeitos na sociedade é que estão fascinando e assustando a sociedade e o mercado. Só na versão atual do ChatGPT já surgiram discussões sobre a escrita de artigos científicos pela máquina ou mesmo a polêmica aprovação de provas do robô no Exame de Licenciamento Médico dos Estados Unidos. O uso de IA pela Midjourney para criar uma imagem do Papa Francisco com um casaco fashion criou um alerta também para o impacto dessa tecnologia na criação de fake news, muito mais difíceis de serem verificadas. A grande questão dessas experiências é que estamos observando apenas os primeiros passos de uma aplicação mais popular da IA com o domínio da linguagem, a exemplo do que foram os primeiros computadores pessoais ou as versões iniciais do celular. O grau de transformação que elas podem provocar em um mundo que nem é sólido, nem líquido, mas “multiexplosivo” de tensões econômicas e políticas ainda é imprevisível. *Leia a reportagem completa na edição 213 da Revista Algomais: assine.algomais.com

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