Estudo mostra que oposição à proposta pode reduzir votos em 2026 e revela alto apoio regional, apesar do baixo nível de informação sobre o tema
Uma pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados indica que 48% dos moradores do Nordeste afirmam que as chances de votar em um deputado ou senador em 2026 diminuiriam caso o parlamentar seja contrário ao fim da escala 6×1. Desse total, 35% disseram que as chances seriam muito menores e 13% um pouco menores. O percentual é superior à média nacional (44%) e o mais alto entre as regiões, superando Sudeste (46%), Norte (38%), Sul (37%) e Centro-Oeste (31%).
Além disso, 15% dos entrevistados afirmaram que as chances de voto aumentariam muito (9%) ou um pouco (6%) se o parlamentar se posicionar a favor do fim da escala 6×1. Para 28%, o posicionamento não influenciaria a decisão eleitoral, enquanto 10% não souberam responder. Segundo a análise da empresa, “Os dados mostram que, no Nordeste, o debate sobre o fim da escala 6×1 já aparece como um tema com relevância eleitoral acima da média nacional. A combinação entre maior apoio à proposta e maior disposição de considerar o posicionamento dos parlamentares no voto sugere que a pauta é percebida de forma concreta pelo eleitor da região”.
O levantamento também mostra que 66% dos nordestinos se declaram favoráveis ao fim da jornada de seis dias de trabalho para apenas um de descanso. O índice é superior à média nacional, de 63%, e praticamente igual ao do Sudeste, que registra 67%. Outros 20% se disseram contrários à proposta, 3% não são nem a favor nem contra, e 10% não souberam responder.
Apesar do elevado apoio, o nível de conhecimento sobre a proposta ainda é baixo. Apenas 7% dos moradores do Nordeste afirmaram que entendem muito das discussões sobre o fim da escala 6×1, percentual inferior à média nacional (12%) e ao observado nas regiões Sul (9%), Norte (15%) e Sudeste (18%). A maioria (46%) declarou acompanhar e compreender pouco o tema, enquanto outros 46% nunca ouviram falar da proposta.
A pesquisa foi realizada entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro, com 2.021 entrevistados a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.


