Maquiagem, Glitter E Pomadas Para Cabelo No Carnaval Exigem Cuidados Para Não Comprometer A Saúde Dos Olhos - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco
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Jademilson Silva

Maquiagem, glitter e pomadas para cabelo no Carnaval exigem cuidados para não comprometer a saúde dos olhos

Ana Catarina Delgado é oftalmologista

Maquiagem colorida, glitter espalhado pelo corpo e cabelos bem modelados fazem parte do visual de muitos foliões nas prévias e durante o Carnaval. Embora esses itens ajudem a compor looks criativos e cheios de personalidade, o uso inadequado pode trazer riscos à saúde, especialmente para os olhos, e acabar comprometendo a diversão.

Segundo a oftalmologista Ana Catarina Delgado, do grupo Oftalmo Zona Sul, o aumento no uso de maquiagens, glitters, sprays fixadores e pomadas modeladoras nesta época do ano exige atenção redobrada. “Esses produtos costumam ser usados para criar visuais diferentes, mas, quando não são adequados ou aplicados corretamente, podem oferecer riscos importantes, sobretudo para a região dos olhos”, alerta.

FW Glitter
Muito cuidado ao colocar glitter na região dos olhos - Foto: Divulgação

Itens como glitter e maquiagens que não são aprovados para uso próximo aos olhos podem causar irritações, inflamações e até ferimentos na córnea. Já as pomadas modeladoras para cabelo, bastante utilizadas para fixar penteados durante longas horas de festa, representam um risco ainda maior. Com o suor e o calor, esses produtos podem escorrer para os olhos e já foram associados a casos de queimaduras oculares graves, conjuntivite química e até perda da visão. Por isso, os oftalmologistas desaconselham o uso dessas pomadas e orientam que, quando necessário, elas sejam substituídas por géis específicos para cabelo, de boa procedência e aprovados pela Anvisa, que possuem formulações mais leves e menos tóxicas.

Diante de qualquer sinal de irritação ocular, como ardência, sensação de areia nos olhos ou lacrimejamento intenso, a recomendação é lavar os olhos imediatamente e de forma abundante com água mineral, utilizando cerca de dois litros. Caso os sintomas persistam, é fundamental procurar atendimento oftalmológico o mais rápido possível.

Quem utiliza lentes de contato também deve redobrar os cuidados durante o Carnaval. A orientação é priorizar lentes de uso único, que devem ser descartadas ao chegar em casa, além de manter uma higiene rigorosa no manuseio. A especialista reforça a importância de evitar maquiagens com glitters grossos, que podem se soltar e cair nos olhos, e lembra que as lentes devem ser colocadas antes da maquiagem, reduzindo o risco de contaminação.

Independentemente do uso de lentes de contato, todos os foliões devem retirar completamente a maquiagem antes de descansar. Esse cuidado simples ajuda a preservar a saúde dos olhos para o dia seguinte, garantindo que a folia continue com segurança, afinal, o Carnaval não dura apenas um dia.


• Evite glitter grosso e maquiagens sem indicação para uso na região dos olhos
• Não utilize pomadas modeladoras para cabelo; prefira gel capilar aprovado pela Anvisa
• Em caso de ardência ou irritação, lave os olhos com água mineral em abundância
• Usuários de lentes de contato devem optar por lentes descartáveis de uso único
• Coloque as lentes antes da maquiagem e redobre a higiene ao manuseá-las
• Retire toda a maquiagem antes de dormir para evitar infecções e inflamações


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A médica radiologista Cecília Vieira Leite ganhou prêmio de reconhecimento mundial

A médica radiologista Cecília Vieira Leite, recifense e atualmente atuando em Santiago de Compostela, na Espanha, acaba de conquistar um prêmio no Congresso Americano de Radiologia, realizado em Chicago. Considerado o maior evento de radiologia do mundo, com cerca de 38 mil participantes, o congresso reconheceu o trabalho da especialista sobre radiologia de precisão no manejo dos tumores neuroendócrinos, selecionado entre mais de dois mil projetos apresentados.

Os tumores neuroendócrinos, embora raros, vêm apresentando crescimento significativo na incidência e ocorrem principalmente no pâncreas, intestino delgado e pulmão. Esses tumores exigem acompanhamento individualizado, com diferentes estudos de imagem diagnóstica e o uso de técnicas específicas tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento.


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A tadalafila atua no aumento do fluxo sanguíneo para o pênis, facilitando a ereção apenas na presença de estímulo sexual.

Com a chegada do Carnaval, época de maior consumo de álcool e aumento das relações ocasionais, a atenção à saúde sexual ganha destaque. Além da prevenção das infecções sexualmente transmissíveis, especialistas alertam para um comportamento que vem se tornando comum nessa época do ano: o uso recreativo da tadalafila, medicamento indicado para disfunção erétil, consumido sem prescrição médica por pessoas jovens e saudáveis.

A tadalafila atua no aumento do fluxo sanguíneo para o pênis, facilitando a ereção apenas na presença de estímulo sexual. Apesar da eficácia comprovada em pacientes com indicação clínica, o uso sem necessidade médica envolve riscos importantes. Segundo o urologista Eugênio Lustosa, existe a falsa percepção de que o medicamento é inofensivo ou funciona como um estimulante sexual. “A tadalafila interfere diretamente no sistema cardiovascular e não deve ser utilizada sem avaliação médica”, explica.

Urologista Eugenio Lustosa Foto Pedro Franca
O urologista Eugênio Lustosa diz que a tadalafila só deve ser utilizada com orientação médica

A automedicação pode provocar efeitos colaterais como dor de cabeça intensa, tontura, queda da pressão arterial, rubor facial e congestão nasal. Em situações mais graves, principalmente quando associada ao consumo excessivo de álcool ou a outras substâncias, o uso da tadalafila pode desencadear eventos cardiovasculares, como arritmias, infarto e acidente vascular cerebral, especialmente em pessoas com doenças cardíacas ainda não diagnosticadas.

Outro risco relevante é o priapismo, caracterizado por ereção prolongada e dolorosa, que pode causar danos permanentes ao tecido peniano se não houver atendimento médico imediato. O uso frequente sem indicação também pode levar à dependência psicológica, com impacto negativo na saúde sexual e aumento da ansiedade de desempenho.

O médico chama atenção ainda para o risco de medicamentos falsificados, comuns no mercado informal e em vendas online irregulares, que podem conter doses inadequadas ou substâncias desconhecidas, elevando o risco de efeitos adversos.

Em um período em que a saúde sexual costuma estar em pauta, o alerta vai além do uso do preservativo. O consumo consciente de medicamentos é parte essencial do autocuidado. A orientação médica é fundamental para garantir segurança, prevenir complicações e preservar a saúde durante e após o Carnaval.


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