Notas que curam: como a musicoterapia transforma vidas – Revista Algomais – a revista de Pernambuco
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Jademilson Silva

Notas que curam: como a musicoterapia transforma vidas

Cláudia Oliveira é musicoterapeuta

A musicoterapia tem mostrado ser uma ferramenta eficaz em várias áreas da saúde e do bem-estar, proporcionando benefícios físicos, emocionais e sociais significativos. A sua aplicação é vasta, indo desde o tratamento de condições de saúde mental até a reabilitação física, mostrando que a música tem realmente o poder de curar e transformar vidas. Conversamos com a musicoterapeuta Cláudia Oliveira sobre os benefícios da prática em diversas condições de saúde.

“Como a terapia baseada na música é uma prática extremamente antiga, podem-se encontrar na literatura algumas diferenças nas definições, mas musicoterapia é essencialmente um tratamento que utiliza elementos musicais para sua execução. Estes elementos são melodia, harmonia e ritmo. Para além dos tratamentos de saúde, a musicoterapia pode ser utilizada em outras áreas, como a educação, por exemplo, facilitando a comunicação e a aprendizagem”, informa a musicoterapeuta Cláudia Oliveira.

A musicoterapia é uma abordagem versátil e adaptável, que utiliza a música de diversas maneiras para promover a saúde e o bem-estar. Seja através da criação, escuta ou movimento, a música tem o poder de conectar, curar e transformar vidas.

“A musicoterapia contempla desde à promoção de saúde, prevenção de doenças e seus agravos, como também pode atuar na reabilitação de diferentes situações de saúde, desde a saúde física, com a utilização do ritmo para engajar uma pessoa com deficiência em determinado movimento que ela precisa desenvolver, como questões mentais e emocionais. Vai depender da necessidade do sujeito e do direcionamento feito pelo musicoterapeuta”, diz Cláudia.

A musicoterapia oferece muitos benefícios e é extremamente eficaz em várias áreas da saúde e bem-estar. Aqui estão alguns dos principais benefícios da musicoterapia

“Os benefícios estão relacionados à multiplicidade de áreas atingidas pela música em termos emocionais e neurobiológicos. Uma música pode atingir um conjunto de centros cerebrais que comumente não seriam estimulados conjuntamente, sendo muitos benefícios relacionados à estimulação da memória, atenção, sequenciamento de tarefas, planejamento que vai do planejamento mental ao planejamento motor, além de reforçar o engajamento afetivo, trazendo motivação para as pessoas envolvidas”, revela.

O início é sempre uma avaliação das necessidades da pessoa ou do grupo. Quando o musicoterapeuta identifica estas demandas, é importante conhecer o repertório musical dos sujeitos e as preferências para assim direcionar as atividades com sons, ritmos, movimentos e experiências sonoras para alcançar os objetivos terapêuticos. Isso não acontece em um único momento, é preciso que haja continuidade do processo para que a sessão seja terapêutica de forma mais efetiva.

Em sessões de musicoterapia, uma variedade de instrumentos musicais é usada para atender às necessidades específicas dos pacientes. A escolha dos instrumentos pode depender dos objetivos terapêuticos, das preferências dos pacientes e do contexto da terapia.

“Falar sobre os instrumentos é bem interessante, pois muitas pessoas pensam que um profissional musicoterapeuta deve ser músico ou tocar instrumentos com excelência. Mas isso não precisa necessariamente acontecer. É preciso, sim, ter experiência e noção de instrumentos, mas como foi falado, são os elementos musicais que serão utilizados. O uso dos instrumentos vai depender do profissional, do local e da demanda. Pela facilidade de acesso são muito utilizados os violões, tambores pequenos, flautas, maracás e teclados. Também pode haver confecção de instrumentos sonoros simples”, avalia Cláudia Oliveira.

A escolha da música na musicoterapia é uma combinação de arte e ciência, onde o musicoterapeuta usa tanto seu conhecimento técnico quanto sua sensibilidade clínica para selecionar músicas que melhor atendam às necessidades individuais dos pacientes. Essa abordagem personalizada maximiza os benefícios terapêuticos da música.

“É preciso conhecer a experiência e as preferências musicais da pessoa atendida. A partir daí são introduzidos os recursos terapêuticos. O paciente pode ter a experiência de tocar o instrumento, não existe uma regra, tudo vai depender do objetivo que se quer alcançar. Por exemplo, manusear uma baqueta para compor um ritmo, alcançar uma altura ou realizar uma sequência de movimentos é excelente para pessoas com comprometimento neurológico como Doença de Parkinson ou paralisia cerebral. Em outros casos, ouvir sons e envolver-se em movimentos é suficiente para o processo, sem precisar necessariamente tocar o instrumento”, informa a musicoterapeuta.

Atualmente existem em média 28 métodos de intervenção baseados em evidência que são considerados eficazes para o tratamento de pessoas com autismo e a musicoterapia está incluída dentre estas.

“Inclusive os planos de saúde já estão liberando sessões de musicoterapia para a população autista. A terapia com música auxilia na comunicação, interação social, aprendizagem, atenção e na regulação sensorial e emocional”, frisa.

A música serve como uma ferramenta poderosa para facilitar a comunicação, a interação social e o desenvolvimento global de pessoas com autismo.

Um Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma emergência médica causada pela interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro, resultando em danos às células cerebrais.

“É um ótimo recurso, justamente porque as sequelas advindas de um Acidente Vascular Cerebral ou encefálico podem ser de diversas ordens, desde problemas na comunicação, problemas motores, sensoriais e cognitivos. A musicoterapia pode atuar nestas áreas afetadas”, diz.

É importante reforçar que a musicoterapia não substitui outros tratamentos como medicação, fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional, dentre outros.

Atualmente no Brasil, a formação em musicoterapia é multiprofissional, ou seja, a pessoa deve ter nível superior e realizar uma pós-graduação em musicoterapia. Também existem cursos de graduação na área, então o musicoterapeuta pode ser um profissional com especialização na área ou graduado. A profissão foi regulamentada neste ano de 2024 e abre uma exceção para alguns profissionais com expertise prática que já vinham trabalhando com musicoterapia há mais de 5 anos antes da lei para poderem atuar como musicoterapeutas.

“A musicoterapia é multiprofissional. Como é uma área que diferentes profissões podem se especializar, cada musicoterapeuta pode ter sua habilidade com maior potencial para determinada intervenção, como ocorre em qualquer profissão. Por exemplo, um médico ortopedista conhece sobre o sistema circulatório humano, mas não vai atuar de forma aprofundada nesta área.  Da mesma forma, um musicoterapeuta graduado em psicologia terá possivelmente um melhor manejo da musicoterapia nas questões emocionais. Um pedagogo, enfermeiro ou fisioterapeuta poderão atuar de maneiras diferenciadas, mas todos dentro do escopo de conhecimento e formação da musicoterapia. Minha experiência inicial é proveniente da terapia ocupacional, que é minha graduação, então utilizo a formação de musicoterapia para ampliar a atuação neuro funcional e cognitiva”, finaliza Cláudia Oliveira.

A música é mais do que uma arte; é uma ferramenta poderosa que, por meio da musicoterapia, transforma vidas, promovendo saúde, bem-estar e conexão emocional.


Paulo Ferro é CEO da trevistec – Foto: Divulgação

A trevistec nasceu em Olinda, Região Metropolitana do Recife (RMR), em 2021, é distribuída para todo o Brasil. Hoje tem o maior mix de produtos tecnológicos masculinos do mercado, atendendo desde a prática de atividades físicas, looks casuais e esporte fino. Conversamos com o CEO da empresa, Paulo Ferro, que destaca o uso de tecidos tecnológicos, na prática de treinos e esportes.

Quais são os benefícios dos tecidos tecnológicos em roupas de academia em comparação com os tecidos tradicionais?

Os benefícios são muitos, no caso da trevistec, vem desde a escolha da fibra, usamos a poliamida, que apesar de ser sintético tem a melhor regulação térmica se comparado ao poliéster, amplamente utilizado pelas grandes marcas esportivas. E junto a essa grande evolução que já traz uma série de benefícios, além de conforto térmico, que é não amassar e não desbotar, incluímos a tecnologia antibacteriana e antiviral, que protege contra odores vírus e bactérias, é uma propriedade acessível à cadeia têxtil, mas pouco explorada, pois traz um custo maior. E por falta de competência na comunicação, não encontramos com facilidade que a tecnologia emana, um cristal bioativo, que ajuda na circulação da pele, ajudando e contribuindo muito, na prática da atividade esportiva, diminuição de risco de lesões e ajudando na recuperação muscular.

Como os tecidos tecnológicos nas roupas de academia ajudam no desempenho esportivo e no conforto durante o treino?

Com toda certeza, com esses benefícios acima ajuda demais na performance e hoje está bem acessível.

Quais são as características-chave dos tecidos tecnológicos que os tornam ideais para atividades físicas?

Rápida absorção de suor, regulagem térmica, auxílio na circulação.

Quais são os cuidados e a manutenção recomendados para roupas de academia feitas com tecidos tecnológicos?

Cuidados simples, lavar em água morna com sabão líquido normal, e deixar secar na sombra.  Não pode passar ferro nem usar secadora ou água quente.

Qual é o impacto ambiental da produção e descarte de roupas de academia com tecido tecnológico, e quais são os esforços para tornar essa indústria mais sustentável?

O grande auxílio é que as roupas são 3x mais duráveis reduzindo o descarte. E a sua produção usa bem menos água que o normal.

Feiras Fitness e de Nutrição acontecerão no Recife Expo Center – Foto: Dani Maia

Juliana Medeiros, CEO da Recife Prommo, organizadora dos eventos Recifitness e Recife Nutrition, informou os local das feiras neste ano: Recife Expo Center, no Cais de Santa Rita, bairro de São José, centro do Recife. “A nossa expectativa é fazer a maior feira de todos os tempos, em um lugar moderno e central. Ainda temos espaço para expositores, mas já estão se encerrando”, diz Juliana Medeiros. Os principais itens da feira: maquinários de academias, roupas fitness, equipamentos de ginástica, suplementação, alimentação saudável, tecnologia, além de dezenas de worhshop, batalha de dança e crossfit. @recifitness


Programa ATIVA PE é lançado pelo Governo do Estado

Programa Ativa PE promoverá atividades físicas nos municípios do Estado – Foto: Canva

O Governo do Estado lançou o Programa Ativa PE. A iniciativa tem o objetivo de promover a prática esportiva entre a população dos municípios pernambucanos, com atividades físicas promovidas em, no mínimo, três turnos diários, totalizando 40 horas semanais. O Ativa PE será implementado no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS). As cidades participantes devem seguir os eixos de trabalho do programa, que atenderá pessoas de 11 a 59 anos, além de idosos, gestantes, puérperas, pessoas com deficiência e portadores de doenças crônicas.


Importância do aleitamento materno e certificação do RHP pela Fiocruz

Campanha Nacional de Doação de Leite Humano – Foto: Canva

O leite materno é essencial para o desenvolvimento dos recém-nascidos, especialmente prematuros que precisam ganhar peso e fortalecer o sistema imunológico. A doação de leite materno é vital para garantir a nutrição desses bebês. Durante o mês de maio, o Ministério da Saúde promove a Campanha Nacional de Doação de Leite Humano. Em meio a esta campanha, o Banco de Leite Humano do Real Hospital Português, no Recife, foi certificado pelo Programa de Certificação Fiocruz de Bancos de Leite Humano (PCFioBLH), reafirmando a excelência e a humanização no atendimento.


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