Pesquisa Anual de Comércio do IBGE mostra liderança do varejo na geração de empregos e maior capacidade do atacado na criação de riqueza
Pernambuco encerrou 2024 com 50.728 empresas comerciais, o equivalente a 16,8% do total existente no Nordeste, segundo a Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgada pelo IBGE. O Estado também registrou 65.097 unidades locais com receita de revenda, receita bruta de R$ 245,6 bilhões, margem de comercialização de R$ 42,8 bilhões e um contingente de 326.992 pessoas ocupadas no setor. Os resultados mostram a participação do comércio pernambucano na economia regional e evidenciam diferenças entre os segmentos que compõem a atividade.
Varejo lidera em empregos e atacado em receitas
A pesquisa aponta que o comércio varejista concentra a maior parte da estrutura empresarial do Estado, com 38.929 empresas e 238.415 pessoas ocupadas. Já o comércio atacadista, embora reúna menos empresas, apresentou maior receita média por estabelecimento, de R$ 13,3 milhões, acima dos R$ 6,2 milhões registrados pelo comércio de veículos e dos R$ 3 milhões do varejo. O atacado também liderou a margem média de comercialização entre os segmentos, enquanto o varejo respondeu pelo maior volume total desse indicador, reflexo da extensa rede de estabelecimentos espalhada pelo Estado.
Especialista destaca equilíbrio entre os segmentos
Para o economista Demorval dos Santos, coordenador comercial e de marketing da Faculdade Católica Imaculada Conceição do Recife (FICR), os números divulgados pelo IBGE confirmam a relevância do comércio para a economia pernambucana. “Os dados do IBGE reforçam uma percepção que vivenciamos diariamente. O comércio continua sendo um dos principais pilares da economia pernambucana para a promoção do crescimento econômico. O protagonismo do varejo na geração de empregos e a força do atacado na criação de riqueza mostram que o desenvolvimento depende de um ecossistema comercial equilibrado e competitivo. O próximo passo é investir em produtividade, inovação tecnológica, qualificação profissional e diversidade para transformar bons indicadores em crescimento sustentável e melhoria da qualidade de vida da população.”

Mudança metodológica impede comparação com anos anteriores
O IBGE informa que a edição de 2024 da Pesquisa Anual de Comércio passou por alterações metodológicas em razão da mudança nas bases administrativas utilizadas para identificar empresas em atividade. Com isso, a série histórica foi interrompida e os resultados não podem ser comparados diretamente com os de anos anteriores. Nesta divulgação, as comparações são restritas às unidades da Federação e aos diferentes segmentos do comércio.

