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Jademilson Silva

Semaglutida, liraglutida e tirzepatida: entenda as diferenças e os efeitos no corpo


A popularização das chamadas “canetas emagrecedoras” colocou medicamentos como semaglutida, liraglutida e tirzepatida no centro das discussões sobre emagrecimento. Embora tenham mecanismos semelhantes e atuem sobre hormônios envolvidos no controle da fome, da saciedade e da glicose, as três substâncias não são iguais. Elas apresentam diferenças importantes na forma como interagem com os receptores, na duração da ação e nos resultados observados nos estudos clínicos.

A farmacêutica e pós-graduada em Farmácia Clínica e Hospitalar Camilla Buregio explica que semaglutida e liraglutida são agonistas do receptor de GLP-1, enquanto a tirzepatida atua simultaneamente sobre os receptores de GLP-1 e GIP. Essa diferença ajuda a compreender por que os medicamentos podem produzir respostas distintas no organismo.

“A liraglutida e a semaglutida atuam sobre o receptor de GLP-1. A principal diferença entre elas está na duração da ação. A liraglutida possui meia-vida de aproximadamente 13 horas e, por isso, é administrada diariamente. Já a semaglutida foi desenvolvida para permanecer mais tempo no organismo e permite a administração semanal”, explica Camilla.

A tirzepatida, por sua vez, é uma molécula de ação dupla. Além do GLP-1, estimula o receptor do GIP, hormônio envolvido na regulação da glicose e do metabolismo energético. A atividade combinada reduz a ingestão calórica e melhora a resposta do organismo à insulina.

O GLP-1 é um hormônio produzido naturalmente pelo organismo e participa da regulação do apetite e da ingestão de alimentos. Quando seus receptores são ativados pelos medicamentos, há aumento da sensação de saciedade, redução da fome, diminuição da ingestão calórica e retardo do esvaziamento gástrico.

“Esses medicamentos não atuam simplesmente ‘queimando gordura’. Eles modificam diversos sinais envolvidos na regulação do apetite, da glicose e da digestão. A pessoa tende a sentir menos fome, fica satisfeita com uma quantidade menor de alimento e passa mais tempo até sentir necessidade de comer novamente”, explica a farmacêutica.

No cérebro, os receptores envolvidos na ação dessas substâncias estão presentes em regiões relacionadas à regulação do apetite. O efeito não deve ser entendido literalmente como um medicamento que “engana” o cérebro, mas como uma alteração dos sinais fisiológicos envolvidos na fome e na saciedade.

A tirzepatida acrescenta a ação sobre o GIP. A combinação das duas vias contribui para reduzir a ingestão de alimentos e melhorar parâmetros metabólicos.

As diferenças de resultado também aparecem nos estudos clínicos. No SURMOUNT-5, publicado no The New England Journal of Medicine em 2025, adultos com obesidade e sem diabetes tipo 2 receberam as doses máximas toleradas de tirzepatida ou semaglutida durante 72 semanas. A redução média do peso foi de 20,2% com tirzepatida e 13,7% com semaglutida. A redução média da circunferência da cintura foi de 18,4 cm e 13,0 cm, respectivamente.

O resultado descreve aquele grupo estudado e não significa que uma substância seja automaticamente a mais adequada para todos os pacientes.

“Os resultados dos estudos são importantes para compreender a potência média das diferentes moléculas, mas não devem ser transformados em uma regra individual. A escolha do tratamento depende do quadro clínico, dos objetivos terapêuticos, das contraindicações, dos efeitos adversos e da resposta de cada paciente”, afirma Camilla Buregio.

Uma das principais dúvidas de quem utiliza esses medicamentos é o que acontece quando o tratamento é interrompido. O reganho de peso pode ocorrer porque o efeito farmacológico sobre o apetite e a ingestão alimentar deixa de existir. Além disso, o organismo possui mecanismos fisiológicos que dificultam a manutenção de uma perda de peso significativa.

No prolongamento do estudo STEP 1, participantes que haviam usado semaglutida 2,4 mg durante 68 semanas recuperaram, em média, cerca de dois terços do peso perdido no período de um ano após a interrupção. A perda média inicial havia sido de 17,3% do peso corporal, e os participantes recuperaram 11,6 pontos percentuais durante o período sem tratamento.

O STEP 4 chegou a uma conclusão semelhante por outro desenho de estudo. Depois de uma fase inicial de tratamento, participantes que continuaram com semaglutida mantiveram a perda e perderam mais peso, enquanto aqueles que passaram para placebo recuperaram peso ao longo das 48 semanas seguintes.

Camilla Buregio ressalta que esse fenômeno não deve ser explicado simplesmente como uma “falha” do paciente.

“O reganho de peso após a suspensão não significa falta de disciplina. A obesidade é uma condição crônica e o organismo possui mecanismos de defesa que favorecem a recuperação do peso perdido. Quando o medicamento é retirado, o efeito sobre a saciedade e a ingestão alimentar também desaparece. Por isso, a decisão de interromper ou manter o tratamento precisa fazer parte do planejamento clínico”, afirma.

Outro efeito importante dos agonistas de GLP-1 e da tirzepatida é o retardo do esvaziamento gástrico. O alimento permanece mais tempo no estômago, contribuindo para uma sensação prolongada de saciedade.

Esse efeito, entretanto, pode se tornar clinicamente relevante em algumas pessoas. As bulas e alertas regulatórios reconhecem reações gastrointestinais importantes e recomendam cautela em pacientes com gastroparesia grave.

“O retardo do esvaziamento gástrico faz parte do mecanismo dessas substâncias, mas não significa que o estômago ficará paralisado em quem utiliza o medicamento. Gastroparesia é uma condição clínica específica e precisa ser diferenciada dos sintomas gastrointestinais mais comuns, como náuseas, constipação, sensação de estômago cheio e vômitos”, esclarece Camilla Buregio.

Vômitos persistentes, dor abdominal intensa ou dificuldade para manter líquidos merecem avaliação médica. Também é importante informar o uso desses medicamentos antes de procedimentos com anestesia ou sedação profunda, devido ao risco de conteúdo gástrico residual e aspiração.



A presença desses sintomas não significa necessariamente gastroparesia, mas justifica avaliação profissional para identificar a causa.

A redução do peso corporal promovida por esses medicamentos envolve principalmente a diminuição da massa de gordura, mas também pode haver perda de massa magra. Isso acontece porque qualquer processo de emagrecimento significativo pode reduzir componentes da massa corporal livre de gordura.

A redução da ingestão alimentar pode contribuir para esse processo quando a pessoa passa a consumir menos energia e proteína do que necessita. Por isso, a preservação da massa muscular deve fazer parte da estratégia de tratamento.

“O objetivo não deve ser apenas observar o número na balança. É importante preservar a massa muscular durante o emagrecimento. Alimentação adequada, ingestão suficiente de proteína, treinamento de força e acompanhamento individualizado são estratégias importantes para reduzir a perda de massa magra”, orienta a farmacêutica Camilla.

A recomendação também é coerente com o princípio de que o medicamento deve ser utilizado como parte de uma abordagem mais ampla. As indicações para controle de peso associam os medicamentos a alimentação adequada e aumento da atividade física.

As moléculas atuam sobre os mesmos receptores independentemente do motivo pelo qual foram prescritas. O que muda é o contexto metabólico de quem recebe o tratamento e, principalmente, a relação entre benefícios, riscos e indicação clínica.

Os grandes estudos de semaglutida para controle de peso foram realizados predominantemente em pessoas com sobrepeso ou obesidade, dentro de critérios específicos. No STEP 1, uma análise posterior mostrou que participantes com IMC abaixo de 35 kg/m² tiveram redução média de 16,2% do peso, enquanto aqueles com IMC igual ou superior a 35 kg/m² apresentaram redução média de 14,0%.

Trata-se de uma análise de subgrupos de um estudo realizado em uma população elegível para tratamento, e não de evidência de que o medicamento deva ser utilizado por pessoas com peso normal para fins exclusivamente estéticos.

“Não se deve transformar uma ferramenta terapêutica destinada ao tratamento de condições específicas em uma solução estética universal. A avaliação precisa considerar o estado de saúde, o histórico do paciente, os medicamentos utilizados, os riscos e o objetivo do tratamento”, afirma Camila Buregio.

Semaglutida, liraglutida e tirzepatida não são simplesmente medicamentos para ‘tirar a fome’. Elas interferem em mecanismos fisiológicos relacionados ao apetite, à saciedade, à glicose e ao funcionamento gastrointestinal.

A dose não deve ser acelerada por conta própria. A titulação gradual é utilizada para permitir adaptação do organismo e reduzir a ocorrência de efeitos adversos gastrointestinais.

O tratamento não substitui alimentação e atividade física. O uso para controle de peso está associado a mudanças no estilo de vida.

A suspensão também precisa ser planejada. Estudos mostram que parte importante do peso perdido pode ser recuperada depois da retirada da semaglutida, reforçando a necessidade de acompanhamento no longo prazo.

Massa muscular importa. Emagrecer com preservação da massa magra exige atenção à alimentação, proteína e treinamento de força.

Sintomas gastrointestinais persistentes precisam ser investigados. Náuseas e alterações intestinais podem ocorrer, mas sintomas intensos ou prolongados não devem ser banalizados.

O avanço dessas terapias mudou a forma como a medicina entende o tratamento farmacológico do excesso de peso, mas os resultados dos estudos também mostram que não se trata de uma intervenção isolada ou necessariamente de curta duração. A escolha entre liraglutida, semaglutida, tirzepatida ou outra estratégia depende do quadro clínico e deve considerar eficácia, segurança, tolerabilidade, indicação e acompanhamento.

No cenário atual, portanto, a principal diferença entre as três moléculas não está apenas na velocidade com que a balança muda. Está na maneira como cada uma interfere em diferentes sinais do organismo e em como esses efeitos se encaixam na necessidade clínica de cada paciente.


Acontece


Outubro Rosa
Os diretores do Intensiva Day Hospital, Luciano Ferreira e Maristela Machado, estiveram com Maria Pia Peter na Associação de Mulheres Artesãs Flor de Barro, no Alto do Moura, para conversar com as artesãs sobre a construção do Turbante Solidário 2026.

O Intensiva Day Hospital vai incorporar à programação do Outubro Rosa 2026 o projeto Turbante Solidário, iniciativa idealizada por Maria Pia Peter que une cuidado, solidariedade, arte e valorização da autoestima de pacientes oncológicos. Neste ano, a ação ganha uma identidade especialmente ligada a Caruaru: o barro será o fio condutor do projeto, com a participação de mulheres artesãs do Alto do Moura.

Os diretores do Intensiva Day Hospital, Luciano Ferreira e Maristela Machado, estiveram com Maria Pia Peter na Associação de Mulheres Artesãs Flor de Barro, no Alto do Moura, para conversar com as artesãs sobre a construção do Turbante Solidário 2026.

A proposta é que as mulheres da associação criem turbantes em barro, estabelecendo um diálogo entre o símbolo utilizado pelo projeto e uma das mais importantes expressões da cultura popular de Caruaru. As peças integrarão uma exposição que será apresentada à sociedade durante o mês de outubro, nas dependências do Intensiva Day Hospital.

Idealizado por Maria Pia Peter, o Turbante Solidário nasceu a partir da união de histórias marcadas pelo enfrentamento ao câncer, pela solidariedade e pelo trabalho voluntário.

Em sua concepção original, o projeto reuniu a história de uma paciente oncológica que, durante o próprio tratamento, mobilizou a arrecadação de perucas para doação a instituições no Brasil e em Nova York, e a trajetória de uma voluntária que há mais de três décadas confecciona perucas e turbantes destinados a pacientes oncológicos.

A iniciativa transformou esses elementos em uma representação de acolhimento, protagonismo do paciente e valorização da autoestima. Agora, ao ser abraçado pelo Intensiva Day Hospital, o projeto ganha uma leitura regional e aproxima o Outubro Rosa de uma das principais referências culturais do Agreste pernambucano.

Para Maria Pia, cada elemento que integra o Turbante Solidário carrega as histórias das pessoas envolvidas na ação. A proposta parte da compreensão de que o cuidado também pode ser construído por meio de redes de solidariedade, afeto e pertencimento.

A participação das artesãs amplia esse conceito. Em vez de apenas reproduzir o turbante, a edição de 2026 pretende transformar o barro em uma linguagem para falar sobre acolhimento, força feminina e esperança.

Durante o encontro desta, Luciano Ferreira e Maristela Machado também receberam duas peças produzidas pelas artesãs: um anjo, da Mestre Margô, e uma abraçadeira, da Mestra Nicinha Otília. Os presentes simbolizaram o início dessa aproximação entre o hospital e as mulheres que participarão da construção artística do projeto.

Para o Intensiva Day Hospital, a iniciativa também reforça a proposta de desenvolver, durante o Outubro Rosa, ações que ultrapassem a abordagem exclusivamente clínica e coloquem o cuidado e a experiência do paciente no centro das discussões.

A exposição do Turbante Solidário 2026 será realizada em outubro nas dependências do Intensiva Day Hospital, em Caruaru. A programação e os detalhes da apresentação das obras serão divulgados posteriormente.


Dia da Luz
Atendimento médico e odontológico estão entre os serviços oferecidos durante o 4º Dia Luz, ação social que espera receber cerca de 200 pessoas em situação de rua e vulnerabilidade no Recife

Uma ação social voltada a pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social vai oferecer atendimento médico e odontológico gratuito, além de serviços de assistência e cuidados pessoais, no Recife. O 4º Dia Luz, promovido pelo grupo Luz nas Ruas, será realizado no dia 26 de setembro, das 7h às 17h, na Catedral da Reconciliação (RECON), na Imbiribeira. A organização espera receber aproximadamente 200 pessoas.

A assistência à saúde será um dos principais eixos da programação. Durante o dia, os participantes poderão ter acesso a atendimento médico e odontológico, ampliando o contato com profissionais de saúde para pessoas que enfrentam dificuldades de acesso a serviços básicos. A programação também inclui assistência jurídica, escuta, alimentação e cuidados pessoais.

O trabalho do Luz nas Ruas ocorre durante todo o ano, com ações semanais direcionadas à população em situação de rua do Recife. Para o Dia Luz, a estrutura é ampliada. Um ônibus percorrerá diferentes pontos da cidade para transportar os participantes até a Catedral da Reconciliação, onde serão recebidos para um dia de cuidados e atendimento.

Para Maria Solano, responsável pela organização do Dia Luz, a iniciativa busca oferecer uma abordagem integral. “O Dia Luz nasceu do desejo de fazer mais por quem vive nas ruas. Não queremos apenas entregar alimento, mas oferecer cuidado, atenção, escuta e dignidade. É um dia em que essas pessoas são recebidas, cuidadas e lembradas de que têm valor”, afirma.

A programação será realizada durante dez horas, com a expectativa de atender cerca de 200 pessoas. A iniciativa reúne profissionais de saúde, voluntários e parceiros em uma estrutura que busca concentrar, em um único dia, serviços que podem contribuir para o cuidado e a dignidade de pessoas em situação de vulnerabilidade.


Mais Saúde


| Dados mostram que a dorsalgia foi a principal causa de concessão de auxílio por incapacidade temporária em 2025; especialista alerta para profissões que mais geram dores crônicas e como preservar a saúde de trabalhadores 

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Segundo o médico especialista em dor Lúcio Gusmão, fundador da Rede CADE (Centro Avançado de Dor e Especialidades), a maioria desses quadros não surge de forma repentina, mas é resultado de pequenos desgastes acumulados ao longo dos anos

Dados recentes da Previdência Social mostram que a dorsalgia liderou as concessões de auxílio por incapacidade temporária em 2025, com 237.113 benefícios, seguida pelos transtornos dos discos intervertebrais, responsáveis por outros 208.727 afastamentos. O cenário evidencia o impacto crescente das doenças musculoesqueléticas sobre trabalhadores, empresas e o sistema previdenciário. 

Os números refletem uma realidade presente em diferentes setores da economia. Jornadas prolongadas na mesma posição, e postos de trabalho inadequados estão entre os principais fatores associados ao desenvolvimento de problemas na coluna. Fatores que exigem tratamentos prolongados, fisioterapia e, por vezes, períodos extensos de recuperação. 

Segundo o médico especialista em dor Lúcio Gusmão, fundador da Rede CADE (Centro Avançado de Dor e Especialidades), a maioria desses quadros não surge de forma repentina, mas é resultado de pequenos desgastes acumulados ao longo dos anos. 

“Grande parte dos pacientes chega ao consultório depois de conviver durante muito tempo com desconfortos considerados normais. A dorsalgia é o termo usado para descrever a dor na coluna, enquanto os transtornos dos discos intervertebrais atingem as estruturas localizadas entre uma vértebra e outra, que são amortecedores de impacto naturais da coluna. Quando esses discos sofrem desgaste ou lesões, como acontece nos casos de hérnia de disco, a dor tende a ser mais intensa e pode até irradiar para braços ou pernas”, explica. 

O especialista destaca que a coluna funciona como o principal eixo de sustentação do corpo e sofre diretamente os impactos de hábitos inadequados mantidos diariamente. 

“A coluna funciona como um prédio sustentado por diversos pilares. Esses pilares são os músculos que ajudam a distribuir a carga do corpo de maneira equilibrada. Quando permanecemos muito tempo na mesma postura ou realizamos esforços repetitivos sem períodos de recuperação, alguns desses músculos passam a trabalhar acima da capacidade, enquanto outros deixam de cumprir seu papel. Ao longo do tempo, esse estresse contínuo favorece inflamações e pode desenvolver um quadro de dor crônica”, afirma. 

Embora fatores individuais e genéticos influenciem a saúde da coluna, o ambiente de trabalho deve ter papel preventivo nas doenças ocupacionais. Para o especialista, investir em ergonomia e em hábitos saudáveis representa uma estratégia importante tanto para preservar a saúde dos colaboradores quanto para reduzir o absenteísmo. 

“As empresas precisam compreender que investir em prevenção não é apenas uma questão de bem-estar, mas também de sustentabilidade do negócio. Ambientes ergonomicamente adequados, pausas programadas, benefícios de incentivo à atividade física e orientação sobre postura ajudam a reduzir afastamentos, diminuem perdas de produtividade e preservam profissionais qualificados”, ressalta. 

Quanto a dicas para o trabalhador, o médico Lúcio aponta que pequenas mudanças na rotina já podem produzir resultados significativos: “Levantar-se periodicamente, alternar posições durante o expediente, ajustar corretamente cadeiras, mesas e monitores e fazer alongamentos simples já diminuem a sobrecarga sobre a coluna e reduzem o risco de desenvolver dores crônicas”. 

Embora qualquer trabalhador possa desenvolver problemas na coluna, certas atividades apresentam maior predisposição devido às exigências da rotina. Pessoas que permanecem longos períodos sentadas em frente ao computador, dentistas que trabalham inclinados sobre os pacientes e trabalhadores da construção civil que realizam levantamento constante de cargas figuram entre grupos mais suscetíveis. 

“Nesses casos, a musculatura permanece tensionada por muitas horas, há maior compressão e ocorre um desgaste progressivo das estruturas responsáveis pela estabilidade do corpo. O acompanhamento médico contínuo é fundamental nesse cenário para tornar a rotina saudável”, explica Lúcio

Além dos problemas na coluna, as lesões por esforço repetitivo (LER/DORT) também continuam entre as principais causas de afastamento do trabalho. Segundo a Previdência Social, 135.093 benefícios foram concedidos em 2025 em decorrência de lesões que acometem ombros, braços, punhos e mãos. 

De acordo com o especialista, esses quadros são frequentes em professores, cabeleireiros e manicures, os quais trabalham diariamente com habilidades manuais. 

“Dor não faz parte da profissão. Seja na coluna, nos ombros ou nos punhos, o trabalhador não deve encarar o desconforto como algo normal da rotina. Quanto mais cedo houver intervenção, maiores são as chances de evitar lesões permanentes e manter a capacidade funcional ao longo da vida profissional”, finaliza Lúcio Gusmão


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