A Internet das Coisas avança no setor de saúde no Brasil, impulsionando as healthtechs com monitoramento remoto, cuidado preventivo e gestão baseada em dados, ao mesmo tempo em que exige atenção à segurança e à LGPD.
A Internet das Coisas, tecnologia que conecta dispositivos físicos, sensores e plataformas digitais para troca contínua de dados, vem se consolidando como uma das principais alavancas de inovação no setor de saúde no Brasil. No ecossistema das healthtechs, esse avanço cria novas possibilidades.

“A Internet das Coisas viabiliza a coleta e análise contínua de dados em tempo real, criando um novo paradigma para o cuidado assistencial, a gestão de serviços e a tomada de decisão baseada em evidências”, afirma Sormane Britto, médico ortopedista, especialista em healthtech e inovação.
No cuidado direto ao paciente, a tecnologia amplia a capacidade de monitoramento clínico e operacional. Segundo Sormane, o modelo de cuidado mais preventivo e contínuo, é especialmente relevante em um país de dimensões continentais como o Brasil.
“Dispositivos vestíveis, sensores biométricos e equipamentos médicos conectados possibilitam o acompanhamento remoto de pacientes crônicos, idosos e pós-operatórios, reduzindo internações evitáveis e promovendo um modelo de cuidado mais preventivo e contínuo”, destaca.
O especialista lembra que é preciso também ter outro cuidado. A adoção dessas soluções exige atenção à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece regras para a coleta, o tratamento, o armazenamento e o compartilhamento de dados pessoais e sensíveis, como as informações de saúde. “O sucesso dessa transformação dependerá da integração entre tecnologia, governança, regulação e visão estratégica de longo prazo”, conclui Sormane Britto.

