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Jademilson Silva

Neuromodulação ganha espaço na saúde mental e amplia possibilidades terapêuticas

Suzan Almeida é psicóloga e mestre em clínica médica - Foto: Luiz Fabiano

A busca por abordagens mais eficazes na saúde mental tem impulsionado o avanço de técnicas que vão além dos modelos tradicionais de tratamento. Nesse cenário, a neuromodulação vem se consolidando como uma alternativa terapêutica promissora, ao atuar diretamente nos circuitos cerebrais responsáveis por funções como memória, atenção, sono e regulação emocional.

Diferentemente de abordagens exclusivamente medicamentosas ou psicoterapêuticas, a neuromodulação utiliza recursos tecnológicos para modular a atividade cerebral, promovendo ajustes que impactam diretamente o funcionamento do cérebro. A técnica tem sido aplicada em casos de ansiedade, depressão, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), insônia e também em quadros de comprometimento cognitivo, especialmente em idosos.

A neuromodulação consiste em um conjunto de técnicas que estimulam áreas específicas do cérebro, com o objetivo de reorganizar padrões de funcionamento considerados disfuncionais. Entre os métodos mais utilizados estão o neurofeedback, a estimulação magnética transcraniana e a estimulação por corrente elétrica de baixa intensidade.

Na prática, essas tecnologias permitem atuar diretamente nas ondas cerebrais, promovendo equilíbrio e melhor desempenho das funções cognitivas. “A neuromodulação permite atuar diretamente nos circuitos cerebrais responsáveis pela memória, atenção e regulação emocional. Isso amplia as possibilidades terapêuticas tanto para pacientes neurodivergentes quanto para idosos com comprometimento cognitivo”, explica Suzan Almeida, psicóloga, especialista em neuropsicologia e neurofeedback, mestre em clínica médica e diretora da Clínica Neu Cérebro e Performance

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Neuromodulação no uso para tratamento da depressão – Foto: Luiz Fabiano

Estudos que apontam a eficácia da neuromodulação em diferentes contextos clínicos. Pesquisas indicam que parte significativa dos pacientes com depressão, por exemplo, não alcança remissão completa com tratamentos convencionais, o que reforça a necessidade de estratégias complementares.

Nesse contexto, técnicas como a estimulação magnética transcraniana têm apresentado resultados positivos, especialmente em casos de depressão resistente, além de benefícios em dor neuropática e em funções cognitivas de pacientes com comprometimento leve e doenças neurodegenerativas.

De acordo com Suzan Almeida, os ganhos podem ser percebidos em diversas áreas do funcionamento cerebral. “Quando a gente modula as ondas cerebrais, conseguimos melhorar o sono, o foco, a ansiedade e até funções executivas, como planejamento e organização. É um impacto direto na performance cerebral”, destaca.

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Um dos equipamentos da técnica – Foto: Luiz Fabiano

Um dos diferenciais da neuromodulação é a possibilidade de personalizar o tratamento de acordo com o funcionamento cerebral de cada indivíduo. Com o apoio de equipamentos específicos, os profissionais conseguem monitorar a atividade cerebral e ajustar as intervenções de forma mais precisa.

Hoje conseguimos personalizar o cuidado a partir do funcionamento cerebral individual. O tratamento deixa de ser generalista e passa a ser orientado por dados objetivos”, afirma Suzan Almeida.

Essa abordagem amplia as possibilidades terapêuticas, especialmente em casos em que os tratamentos tradicionais não apresentam os resultados esperados. A neuromodulação também tem sido utilizada como complemento a outras estratégias, potencializando os efeitos e promovendo melhor qualidade de vida.

Entre os públicos que mais se beneficiam da técnica estão os idosos com queixas relacionadas à memória e ao declínio cognitivo. Embora não reverta doenças degenerativas, a neuromodulação pode contribuir para desacelerar a progressão dos sintomas e preservar a autonomia por mais tempo.

Quando o paciente apresenta perda de memória, conseguimos melhorar o ritmo dessa evolução, oferecendo mais qualidade de vida e mais tempo com autonomia”, explica a especialista.

Além disso, a técnica também tem impacto significativo em adultos e jovens, especialmente na melhora da concentração, no controle da ansiedade e na regulação do sono, fatores cada vez mais desafiadores na rotina contemporânea.

Estudos científicos internacionais reforçam o avanço da neuromodulação como alternativa terapêutica para diferentes condições clínicas. Um ensaio multicêntrico publicado na revista científica The Lancet Psychiatry demonstrou que a estimulação cerebral profunda pode reduzir de forma significativa os sintomas de pacientes com depressão resistente aos tratamentos convencionais, com casos de remissão sustentada ao longo do acompanhamento. Já um estudo randomizado divulgado pelo New England Journal of Medicine evidenciou que a estimulação da medula espinhal promove maior controle da dor neuropática quando associada ao tratamento tradicional, além de melhorar a qualidade de vida e a funcionalidade dos pacientes, consolidando a neuromodulação como uma estratégia promissora e cada vez mais respaldada pela ciência.

Algomais Acontece
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Teófilo Freitas e seus filhos Clóvis e Luiz Guilherme Freitas. A equipe chega com uma nova clínica oftalmológica no Recife – Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira, 23, será inaugurada a Viw Oftalmologia, a clínica dos médicos Teófilo Freitas e seus filhos Clóvis e Luiz Guilherme Freitas. A família de oftalmologistas é referência no tratamento de catarata, glaucoma e uveíte, e presta um atendimento personalizado, onde o próprio médico realiza os exames que levam ao diagnóstico. Instalada na Av. 17 de Agosto, em Casa Forte, a Viw chega com uma proposta acolhedora aliada a equipamentos de alta tecnologia, o que reforça o padrão de alta qualidade dos seus profissionais.

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Leitura
Mês da leitura no Colégio Imaculada Coração de Maria

O Colégio Imaculado Coração de Maria, em Olinda, celebra o Mês da Leitura com o projeto Piquenique & Circuito Literário, iniciativa que aposta em experiências sensoriais para incentivar o hábito da leitura e reduzir o tempo de telas entre crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. A programação inclui o “Guarda-Chuva Literário”, instalação com poemas inspirados em autores como Monteiro Lobato e Ruth Rocha, além de um piquenique de leitura que transforma a biblioteca em espaço de convivência e imaginação, reforçando o livro como ferramenta de socialização, criatividade e desenvolvimento.


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Médico João Bosco: primeiros exames devem chegar à população ainda neste semestre

O Banco do Nordeste liberou R$ 15 milhões para um projeto de pesquisa e inovação da NeoGenomica Análises Genômicas, sediada no Recife, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos. A iniciativa apoia o desenvolvimento de tecnologias que integram exames genéticos e inteligência artificial para ampliar a medicina de precisão e antecipar diagnósticos, especialmente na prevenção do câncer. Entre as soluções previstas estão testes voltados à longevidade, plataformas de oncologia de precisão e exames neonatais ampliados capazes de identificar predisposições antes do surgimento dos sintomas. A expectativa é que os primeiros exames cheguem à população ainda neste semestre, utilizando metodologias que prometem análises mais completas com custos reduzidos. O projeto também gera impactos econômicos e científicos, com a atuação direta de cerca de 30 pesquisadores, entre mestres e doutores, e a injeção de mais de R$ 5 milhões na economia local por meio da aquisição de materiais e contratação de serviços.

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A novidade conta com 4 opções de aparelhos dedicados ao treino cardiovascular

Life Fitness / Hammer Strength anuncia sua nova linha de equipamentos para cardio dedicada para esses espaços. Os aparelhos foram pensados para ambientes menores e de multiuso, sem comprometer a experiência que cada um proporciona. “Com a Atmos, nos preocupamos em garantir que os usuários tenham uma experiência confortável mesmo com as restrições que os espaços menores possuem, sem afetar na qualidade e design dos equipamentos”, afirma a direção da empresa. O objetivo é criar um treino com alto desempenho e tecnologia, capaz de proporcionar interação e imersão no momento de cada atividade. A novidade conta com 4 opções de aparelhos dedicados ao treino cardiovascular, sendo duas bicicletas, uma esteira e um elíptico. Todos contam com painéis digitais inteligentes, que fornecem conteúdos envolventes e intuitivos.

Mais Saude
Idoso
Envelhecimento da população: maior demanda por profissionais de saúde

O Brasil vive uma transformação demográfica acelerada: a população idosa (acima de 60 anos) saltou de 14 milhões em 2010 para mais de 32 milhões em 2025, segundo o IBGE. Daqui a 45 anos, os brasileiros com mais de 60 anos deverão corresponder a cerca de 37,8% da população do país, ou 75,3 milhões de pessoas idosas, de acordo com projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a Organização das Nações Unidas (ONU) informa que o Brasil é a sexta nação com o maior número de idosos no mundo. Então, quem atua no setor de saúde tem de estar preparado para a grande demanda que está por vir.

Nesse sentido, as Unidades básicas de saúde(UBS); postos de saúde; Unidades de Pronto Atendimento (UPAs); hospitais; gestão de serviços de saúde; docência; consultórios e clínicas especializadas são campos de atuação do profissional enfermeiro. Além desses, ganham destaque áreas como o atendimento domiciliar (home care), assistência em instituições de longa permanência para idosos, empresas (na promoção de saúde ocupacional), escolas e até mesmo na gestão e auditoria em saúde.

A atenção primária, considerada porta de entrada do sistema de saúde, é o campo de atuação do enfermeiro. Nesse contexto, ele assume papel estratégico no acompanhamento contínuo de pacientes, na prevenção de doenças e na promoção da saúde, contribuindo diretamente para a redução do adoecimento da população, o que, em alguma medida, diminui a sobrecarga nos hospitais e emergências.

O avanço do envelhecimento populacional, aliado ao aumento de doenças crônicas e à ampliação do acesso aos serviços de saúde, exige do enfermeiro qualificação contínua para atuar em diferentes frentes de cuidado e tem impulsionado a demanda por profissionais da enfermagem em todo o país. A tendência é que, nos próximos anos, o mercado de trabalho para enfermeiros se torne ainda mais aquecido, exigindo não apenas maior número de profissionais, mas também qualificação cada vez mais especializada.

De acordo com a coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Pernambucana de Saúde, professora Maria Cristina Figueira, o cenário exige profissionais cada vez mais preparados para lidar com demandas complexas. “A enfermagem está no centro de todo o cuidado na saúde do ser humano. Com o envelhecimento da população e o aumento das doenças crônicas e degenerativas, o enfermeiro precisa desenvolver competências técnicas, humanistas, científicas, habilidades essas necessárias para entender e cuidar da população”, afirma.

A professora ressalta que a formação contínua é um diferencial competitivo para todo enfermeiro. “Não basta apenas a graduação. É fundamental que o profissional busque especialização como mestrado profissional, pós-graduação e cursos de aperfeiçoamento, para que esteja atento às inovações tecnológicas na área da saúde, como a telemedicina e o uso de prontuários eletrônicos”, completa Maria Cristina Figueira.

Além da qualificação técnica, habilidades como gestão de equipes, tomada de decisão e capacidade de atuar em diferentes contextos também ganham relevância. Isso porque o enfermeiro ocupa posições de liderança da equipe de enfermagem e muitas vezes, coordenação de serviços de saúde.

Neste cenário promissor, a enfermagem se consolida como uma das carreiras mais essenciais para o futuro do país. Diante das transformações demográficas e dos novos desafios da saúde pública, investir na formação e na valorização desses profissionais será fundamental para garantir um atendimento de qualidade à população.

Com essa tendência de transformação demográfica acelerada, impulsionada por maior expectativa de vida (hoje em 76 anos) e queda na taxa de natalidade, cria um “bônus demográfico invertido” que pressiona o mercado de trabalho em saúde. O Ministério da Saúde estima que o país precisará de 500 mil novos enfermeiros até 2030 para atender o SUS e o setor privado. Clínicas de longa permanência, home care e telesaúde crescem 15% ao ano, gerando vagas em regiões como Sudeste e Nordeste.


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