Estado teve a terceira maior alta do Nordeste no acumulado até agosto de 2026, segundo indicador da Serasa Experian. Demanda avançou em todas as unidades da federação da região.
A procura das empresas por crédito cresceu 13,4% em Pernambuco no acumulado dos 12 meses até agosto de 2026, segundo o Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian. O resultado foi o terceiro maior do Nordeste, atrás apenas da Paraíba, que registrou avanço de 19,6%, e de Alagoas, com 13,7%. O Piauí apareceu em seguida, com crescimento de 10,6%. Todas as unidades da federação nordestinas apresentaram alta no período.
Demanda nacional cresce 11,2%
No Brasil, a busca das empresas por recursos financeiros avançou 11,2% em 12 meses. As micro e pequenas empresas lideraram o crescimento por porte, com alta de 11,4%, seguidas pelas grandes empresas, com 8,1%, e pelas médias, com 4,9%. Na comparação entre agosto de 2026 e o mesmo mês de 2025, a demanda empresarial por crédito aumentou 5,3%.

Crédito ajuda empresas na gestão do caixa
Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o movimento ocorre mesmo diante de condições financeiras mais restritivas. “A procura por crédito continua sendo impulsionada pela necessidade de gestão de caixa das empresas. Em um ambiente de juros elevados, desaceleração da atividade e inadimplência recorde, muitas companhias, sobretudo as pequenas e médias, têm recorrido a financiamento para administrar o descasamento entre o ciclo de recebimentos e as despesas operacionais, pressionando a demanda por recursos de curto prazo.”
Serviços e agropecuária puxam crescimento
Todos os setores analisados apresentaram aumento na procura por crédito no acumulado dos 12 meses até agosto. Serviços liderou, com expansão de 17%, seguido pela agropecuária, com 16,2%. A indústria registrou crescimento de 8,4%, enquanto o comércio teve alta de 6,8%. Na comparação anual, entre agosto de 2025 e agosto de 2026, a agropecuária teve o maior avanço, de 13,8%, seguida por serviços, com 11,3%, comércio, com 1,3%, e indústria, com 0,3%.

