Meu véi, minha véia, vocês achavam que eu tinha virado pó no estalar de dedos do Thanos, é? Que nada! A verdade é que este Cabra Nerd que vos fala foi dar uma voltinha ali no Reino Quântico, errou a saída na placa da Agamenon e acabou caindo numa fenda do multiverso. A burocracia na fila da AVT (Autoridade de Variância Temporal) tava pior do que repartição pública em véspera de feriado, mas finalmente consegui o alvará pra voltar pra nossa linha do tempo na Revista Algomais!
Olhe a ironia do destino: mal botei a cara pra fora do portal e descobri que quem tá verdadeiramente perdido no multiverso não sou eu, é a dona Marvel! Repare, tá todo mundo falando desse tal de Doomsday, eita gota serena! É sobre o quê este filme? Homem, meu menino, ele começa com os mundos se acabando. Oxe, é filme ou documentário em tempo real? Pois é tanta guerra que está acontecendo, só não temos Vingadores! Ó, inocente, tu és um abestado mesmo.
Segundo as más línguas, depois do filme Ultimato, a Marvel começou a fazer um monte de filme, série, animação, tanta coisa e de um jeito que parecia com os filmes de super-heróis e os baseados em games da década de 1990, dá um dó só de pensar! E nessa onda, a galera não tava querendo ver mais nada, nem no cinema, nem no streaming (onde? Nas plataformas que passam os filmes e séries).
Por conta de outras broncas também, mudaram tudo e anunciaram Doomsday com o novo vilão, e este seria estrelado pelo cabra que fez o Tony Stark. Rapaz, todo mundo endoidou e começaram as teorias, as viagens de que o Homem de Ferro era outra coisa… Mas e vão ressuscitar o homem?! Oi? É muita viagem, misericórdia! Mas vem cá: isso é genialidade estratégica ou é o famoso ‘bateu o desespero’?
Para entender o tamanho da bronca que vem por aí, a gente precisa olhar para os quadrinhos originais que serviram de inspiração para os irmãos Russo, os diretores, misturando o saudosismo dos velhos tempos com a loucura tecnológica de hoje.
A primeira grande referência é a clássica Guerras Secretas de 1984, escrita por Jim Shooter, pense numa relíquia de colecionador! O mote é a reunião dos maiores heróis e vilões num Mundo de Batalha criado por uma entidade cósmica só para ver o circo pular e a peleja rolar solta, bem no estilo dos fliperamas onde a gente gastava todas as fichas no Street Fighter, o que reflete na nossa sede infinita por crossovers, né mesmo, Fortnite?

Já a segunda grande inspiração é a fase moderna e sofisticada de Time Runs Out e das Guerras Secretas de 2015, escrita por Jonathan Hickman, onde o multiverso inteiro colide através de incursões implacáveis, uma bagaceira de fim de mundo que lembra bem o trânsito emperrado da Agamenon Magalhães em horário de pico. É nessa fase que o Doutor Destino, o Victor von Doom, assume um papel da gota, costurando os pedaços restantes dos universos esfarelados para se tornar o deus e imperador absoluto de sua própria realidade, moldada a ferro e fogo. Acho que tem muito presidente doido pra fazer isso, né mesmo!

Como o povo começou a se tremer todo, parecendo que tá farmando aura de tanta ansiedade com o multiverso, e como não é abestada, faltando poucos meses para a grande estreia de Vingadores: Doutor Destino (Doomsday) em dezembro, a Marvel resolveu aplicar uma tática de guerra comercial e nostalgia pura, lançando nos cinemas o relançamento Vingadores: Ultimato Encore, uma versão repaginada do clássico de 2019 com direito a uma remasterização marota e quatro cenas extras inéditas que funcionam como uma verdadeira ponte para bagunçar a cabeça da gente antes de Doomsday.
A primeira cena extra estende o final emocionante do filme ao mostrar Steve Rogers e Peggy Carter aproveitando a paz recém-conquistada, bem de boa, mas a calmaria é interrompida por uma campainha na porta de casa. Para a surpresa da gente, quem aparece vestindo o uniforme da Autoridade de Variância Temporal (TVA) é o próprio Loki, misericórdia! Ele avisa com um tom misterioso que pode ajudar os dois.
Repare, essa aparição joga lenha na fogueira ao sugerir que a escolha de Steve de ficar no passado violou as regras sagradas do tempo, levantando a dúvida se o Deus das Histórias foi buscá-los para salvá-los de uma aniquilação iminente ou se o velho Capitão que conhecemos no presente esconde um segredo terrível sobre como sobreviveu às ramificações temporais. Mas também pode ser o filho dele com a Peggy, pois seria o resultado de uma variante do Steve, e isso não tinha nem passado na cabeça de Aquele Que Permanece, o cabra que criou a AVT, minha nossa!
A segunda cena extra nos leva direto a um bunker subterrâneo isolado, onde Bruce Banner tenta desesperadamente desenvolver um novo soro de supressão gama após eventos estressantes recentes. A gravação em vídeo começa a dar pane quando luzes esverdeadas piscam e o temido Doutor Destino invade o local, pelo amor do pai, me arrepiei todinho!
A sequência mostra Victor von Doom decretando friamente que veio “coletar” o cientista antes de ouvirmos o rugido do Hulk e vermos marcas de runas latverianas místicas no chão, o que desenha o cenário perfeito para explicar a ausência inicial do Golias Esmeralda nas grandes batalhas e sugere que o vilão planeja usar a força bruta e a mente de Banner como peças-chave em sua dominação multiversal. Ou será que ele vai usar a força do Hulk para impor sua autoridade aos derrotados no seu Mundo-Batalha?
A terceira cena extra muda o foco para a grandiosa sede da TVA, onde Mobius e Ouroboros… que nomes são esses, meu véi? Voltando: eles percebem com desespero que os monitores começam a piscar freneticamente com alertas em massa de colisões dimensionais, culminando na constatação aterrorizante de O.B. de que o multiverso inteiro está colapsando em uma destruição simultânea de centenas de realidades. Cabosse, quem poderá nos defender???
Essa colisão generalizada, envolvendo o universo dos X-Men da Fox e o Quarteto Fantástico, não é um acidente isolado, mas sim o resultado catastrófico de todas as viagens temporais que os Vingadores fizeram no passado, servindo como a justificativa definitiva para a união forçada de todas essas franquias em Doomsday. Em uma das cenas, mostra claramente o universo do Homem-Aranha do Tobey Maguire, onde o Wolverine e o Deadpool vão destruir para salvar outro universo, meu véi, tô besta!
Terminou não! A quarta e última cena extra, posicionada após os créditos, resgata um som icônico que a gente já conhecia lá do primeiro filme do Homem de Ferro em 2008, mostrando em flashes rápidos o próprio Doutor Destino moldando e forjando a marteladas a sua clássica máscara metálica de ferro, me arrepiei todinho agora! Essa cena joga o maior suspense da fase ao alimentar a especulação de que Victor von Doom pode ser, na verdade, uma variante de Tony Stark vinda de outra realidade, unindo o passado glorioso da Saga do Infinito ao terror do novo vilão encarnado por Robert Downey Jr., deixando a cabritada com a pulga atrás da orelha até dezembro.
Meu véi, minha véia, com estreia marcada para 17 de dezembro, Vingadores: Doomsday promete abalar o multiverso, literalmente, trazendo uma história que guarda segredos a sete chaves, mas que escancara a realidade esfarelando sob o domínio de um Victor von Doom ditando as regras em meio aos escombros dimensionais.

Não sei se vai dar bom pra Marvel, mas eles já liberaram a pré-venda e fui dar uma espiada, minha nossa, não tem mais sala disponível, pense! De vez em quando eles abrem um horário doido e você precisa comprar para não ficar de fora. Até pensei em pular no mundo quântico para pegar meu ingresso, mas nessa hora o Loki apareceu e falou para eu não criar outra variante, pois o planeta Terra já tem treta demais e os Vingadores não vão desatar mais este nó.
Olha, se ligue, meu véi, minha véia: este conto é a volta da saga do Cabra Nerd, que retornou do multiverso para discutir e te falar sobre o universo nerdístico que todos nós amamos.