Alterações hormonais, predisposição genética e hábitos de vida estão entre os fatores associados ao surgimento da doença após os 25 anos, segundo a dermatologista Janayna Kelly
A acne tem atingido um número crescente de mulheres entre 25 e 45 anos, que procuram atendimento dermatológico para tratar espinhas persistentes ou que surgem pela primeira vez na fase adulta. Conhecida como acne da mulher adulta, a condição está relacionada a alterações hormonais, estresse, predisposição genética e hábitos de vida. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a acne está entre as doenças de pele mais frequentes no país e pode persistir ou aparecer na vida adulta, especialmente entre as mulheres.
Segundo a dermatologista Dra. Janayna Kelly, da PAD Saúde, a acne adulta apresenta características diferentes da observada na adolescência. “É comum que as lesões apareçam principalmente na região do queixo, mandíbula e pescoço, muitas vezes associadas às oscilações hormonais do ciclo menstrual, à síndrome dos ovários policísticos, ao uso de determinados medicamentos ou ao estresse prolongado”, explica. Além das lesões inflamatórias, o problema pode provocar manchas, cicatrizes e impactos na autoestima e no bem estar emocional.
A especialista destaca que o estresse também pode contribuir para o agravamento do quadro. “Quando estamos sob tensão constante, o organismo aumenta a produção de cortisol, hormônio que pode estimular a oleosidade da pele e favorecer o surgimento das espinhas. É uma resposta do corpo que influencia diretamente a saúde da pele”, afirma. Ela também alerta para os riscos da automedicação e do uso de produtos indicados para adolescentes ou recomendados nas redes sociais. “Cada tipo de acne possui uma causa diferente. O tratamento deve ser individualizado e pode incluir mudanças na rotina de cuidados, medicamentos tópicos, controle hormonal e, em alguns casos, medicamentos por via oral. A automedicação pode agravar o quadro e aumentar o risco de manchas e cicatrizes permanentes”, alerta.
Além do acompanhamento com dermatologista, hábitos como alimentação equilibrada, sono de qualidade, controle do estresse e uso de produtos adequados ao tipo de pele podem contribuir para o tratamento. Para Dra. Janayna Kelly, o diagnóstico precoce é importante para evitar sequelas. “Não se trata apenas de uma questão estética. A acne pode afetar a autoconfiança, os relacionamentos e até o desempenho profissional de muitas mulheres. Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores são as chances de controlar a doença e evitar sequelas”, destaca. A especialista acrescenta que “Conviver com acne não deve ser encarado como algo normal ou inevitável. Hoje existem tratamentos seguros e eficazes que devolvem não apenas a saúde da pele, mas também a qualidade de vida e a autoestima das pacientes”, conclui.


