Agentes De IA Já São Configurados Por 60% Dos Profissionais Brasileiros - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco
Agentes de IA já são configurados por 60% dos profissionais brasileiros

Mais do que apenas utilizar ferramentas de inteligência artificial, a maioria dos profissionais brasileiros já avançou para a configuração de agentes de IA no ambiente de trabalho. Segundo estudo da Adapta, maior ecossistema de IA generativa do país, 6 em cada 10 entrevistados afirmam configurar agentes para atividades específicas, indicando uma nova etapa de maturidade no uso corporativo da tecnologia. Dentro desse grupo, 28,4% já combinam diferentes tecnologias ou desenvolvem seus próprios agentes nas organizações.

O movimento acompanha uma tendência mais ampla nas empresas brasileiras. Um levantamento do Google Cloud mostra que 62% das lideranças no país, entre CEOs e diretores, já utilizam agentes de IA em suas operações, reforçando o papel central da tecnologia nas estratégias corporativas. Os dados sugerem que a inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar parte estruturante dos processos e decisões empresariais.

O avanço no domínio dos agentes está diretamente ligado aos investimentos em capacitação. De acordo com a pesquisa da Adapta, 37,2% dos profissionais receberam treinamentos frequentes em IA ao longo de 2025, enquanto cerca de 34% tiveram acesso a cursos introdutórios e materiais de apoio, como trilhas e tutoriais internos. Esse esforço formativo contribuiu para que quase metade dos entrevistados utilize ferramentas prontas de IA no dia a dia e 34,4% já apliquem a tecnologia de forma estratégica, desenvolvendo soluções próprias e novos fluxos de trabalho.

"Os dados ratificam que quando as pessoas passam de usuárias para arquitetas da inteligência artificial, a tecnologia deixa de ser apenas automação e vira ampliação de potência humana. Configurar agentes é um ato de autoria, é transformar a IA em extensão do pensamento, da criatividade e da capacidade de decisão. O que estamos vendo no Brasil não é só maturidade técnica, é maturidade cultural, porque profissionais começam a usar a IA não para substituir seu trabalho, mas para liberar tempo, energia e inteligência para aquilo que é genuinamente humano, como estratégia, sensibilidade, visão sistêmica e inovação. Isso só se consolida quando o aprendizado é prático, vivo e experimental, porque é nesse contato direto que a IA deixa de ser promessa e passa a ser ferramenta de emancipação criativa e produtiva", avalia Rafael Toscano, doutor em Ciência da Computação e Secretário Executivo de Ciência, Tecnologia e Negócios na Secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia (SECTI) do Recife.

Rafael Toscano
Rafael Toscano, da Secti

Quando o recorte se volta especificamente para agentes de IA, o nível de adoção também se destaca. Apenas 7,4% dos profissionais afirmam não utilizá-los no trabalho. A maioria opera em níveis intermediários ou avançados, seja configurando agentes para tarefas específicas (34,6%), seja combinando diferentes agentes ou desenvolvendo soluções internas (28,4%). A percepção sobre a liderança acompanha esse cenário: para 71,6% dos respondentes, seus gestores diretos possuem conhecimento intermediário ou avançado em IA, integrando tecnologias generativas às rotinas e decisões.

Apesar dos avanços, os profissionais apontam limitações nas capacitações oferecidas pelas empresas. O excesso de teoria e a superficialidade dos conteúdos foram os principais problemas citados, o que reforça a demanda por treinamentos mais práticos. Para 2026, 53,8% dos entrevistados desejam aprender a usar ferramentas e agentes de IA de forma aplicada. “A demanda reforça que, para avançar no nível de maturidade digital, as empresas precisarão investir menos em teoria genérica e mais em experiências hands-on, capazes de acelerar a autonomia e a experimentação dentro das equipes”, comenta Eduardo Coelho, Head de Marketing da Adapta.

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Eduardo Coelho, da Adapta
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