Agreste vive pior momento da pandemia

Da Secretaria Estadual de Saúde

Os últimos indicadores epidemiológicos apontam que o Agreste de Pernambuco vivencia, atualmente, o seu pior momento de toda a pandemia da Covid-19. Em análise dos indicadores epidemiológicos da última semana e dos 15 dias anteriores, divulgada nesta quinta-feira (27/05), a 2ª macrorregião de Saúde registrou um aumento de 35% em apenas uma semana e de 55% em 15 dias nas solicitações de vagas de UTI para pacientes suspeitos ou confirmados para a doença na região. O cenário na localidade já está repercutindo, inclusive, nas outras macrorregiões.

Enquanto o Agreste registrou aumento de 35% e 55% nos pedidos de vagas de terapia intensiva na última semana e nos últimos 15 dias, o Estado inteiro notificou, no mesmo período, crescimento de 15% e 18% nas solicitações, respectivamente. “O Agreste vive, hoje, seu pior momento em toda pandemia, passando por uma situação de extrema gravidade. Nenhum sistema de saúde consegue suportar a velocidade de crescimento de demanda que observamos na região nesta última semana. A saturação da rede de saúde por lá já está repercutindo para as outras macrorregiões, gerando uma fila crescente na solicitação de vagas nos serviços”, alertou o secretário estadual, André Longo, durante coletiva de imprensa online na tarde de hoje.

As análises epidemiológicas apontam, ainda, que, em relação aos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), Pernambuco teve um aumento de 17% nas notificações em uma semana e de 22,5% em 15 dias. No mesmo período, a 2ª macrorregião de Saúde registrou aumento de 20% e 48%, respectivamente.

O secretário falou, ainda, que o Governo de Pernambuco também está atento à situação da Região Metropolitana e da Zona da Mata, já que a I Macrorregião de Saúde, em uma escala menor, também registrou dados preocupantes, com aumento de 9% nas solicitações de UTI em uma semana e de 9,8% em 15 dias. Além de crescimento de 15% e 16,7% nas notificações de SRAG em uma semana e 15 dias, respectivamente.

Longo lembrou que, além de respeito às medidas restritivas, é preciso uma mudança de comportamento da população. “Infelizmente, não aprendemos a conviver bem com o vírus. Até “rave” foi registrada no final de semana. E é por atitudes irresponsáveis como estas que voltamos a ter aceleração da doença. Precisamos reverter esta situação, o que só será possível com o engajamento e conscientização de todos. O curso da pandemia está em nossas mãos. Vocês podem contar com o trabalho diuturno do Governo de Pernambuco para salvar o máximo de vidas possíveis. E não hesitaremos em ampliar as medidas restritivas, se necessário. Nossas atitudes serão determinantes para o futuro e o controle da pandemia”, alertou.

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