Além dos eleitos, quem foram os vencedores de 2016? – Revista Algomais – a revista de Pernambuco

Além dos eleitos, quem foram os vencedores de 2016?

O acirramento das eleições, a dificuldade dos prefeitos em se reelegerem ou fazerem o sucessor e a apatia do eleitorado (com recordes de abstenção e de votos nulos) são algumas características do resultado das urnas desse domingo. Que o PT foi o maior derrotado, não há o que se falar. Com exceção do Recife, onde João Paulo conseguiu chegar no segundo turno, nenhum petista conseguiu avançar entre as capitais (e só venceu no primeiro turno no Rio Branco, Acre). O número total de prefeitos eleitos no País caiu de 11,5% para 4%. Mas quem poderíamos dizer que saiu ganhando no primeiro round de 2016?

O resultado no maior colégio eleitoral do País, com os 53% de João Dória, marcou um vitorioso que não teve seu nome nas urnas, o governador de São Paulo e pretenso candidato à presidência em 2018, Geraldo Alckmin. “A impressão que o grande vitorioso nacional é o PSDB e, nele, Geraldo Alckmin por conta da inusitada vitória em São Paulo. Ele sai forte para 2018. Apesar disso, do ponto de vista estritamente urbanístico, a vitória de Dória representa, num primeiro momento, um retrocesso enorme. ‘Acelera São Paulo’ com defesa do aumento da velocidade máxima, reduzida por Haddad, e a oposição ferrenha às ciclovias representam vários passos atrás no processo civilizatório urbano brasileiro”, avalia o consultor Francisco Cunha.

Os tucanos faturaram 791 prefeituras e venceram em 105 cidades a mais que em 2012. Sem contar as chances de conseguir mais espaço com o segundo turno. O PMDB, do presidente Michel Temer, segue absoluto, com o domínio de 1027 prefeituras, ampliando a gestão em 12 municípios. Um resultado que contribui para a solidez do presidente, que segue mal avaliado pela população e enfrentando protestos em todos os eventos públicos.

Com o vácuo deixado pelo PT, um partido que tem avançado é o PSOL, que chegou a dois segundos turnos em capitais: Rio de Janeiro, com Marcelo Freixo, e Edmilson Rodrigues, em Belém. Apesar do desempenho mínimo no Recife, onde Edilson Silva faturou apenas 2,1% dos votos, a legenda conseguiu fazer o primeiro vereador na cidade, o jornalista Ivan Moraes.

Protesto?

A abstenção de 17,50% superou o índice de 2012, que foi de 16,41%. A soma desses com os votos nulos e brancos conseguiriam “vencer” nove capitais no primeiro turno. No Rio de Janeiro eles chegaram a 42,54%. Em São Paulo, enquanto Dória alcançou 3.085.187 votos, esse eleitorado tem a representatividade de 3.096.304 votos. Em Belo horizonte, foram 741.915 brancos, nulos e abstenções frente a 395.952 do primeiro colocado, o tucano João Leite, que irá para o segundo turno. O voto de protesto, com a negação da participação no pleito (e superando a cultura do voto útil), é sem dúvida um dos grandes vencedores também de 2016.

 

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