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Jademilson Silva

Auditoria e regulação de exames geram debate na saúde suplementar

Tecnologia em prol da saúde - Foto: Canva

Exames são ferramentas essenciais para o diagnóstico, a prevenção e o acompanhamento de doenças. Do mais simples ao mais complexo, eles precisam passar por critério médico. Mas nem sempre apenas a solicitação do profissional garante que o paciente consiga realizar o procedimento. Na rede privada e nos planos de saúde, a chamada regulação ou autorização prévia,  se tornou um dos pontos mais debatidos da saúde suplementar. O mecanismo, que avalia a necessidade e a cobertura de exames, tem gerado críticas por possíveis atrasos e negativas.

29.04 medico
Médico Sormane Britto, especialista em health e inovação e COO da plataforma Novvus Regula

Segundo o médico Sormane Britto, especialista em health e inovação e COO da plataforma Novvus Regula, o modelo precisa ser aperfeiçoado para não comprometer o cuidado com o paciente. “Auditar e regular é necessário, mas isso não pode atrasar diagnósticos. Quando há indicação clínica, o tempo faz diferença no desfecho”, afirma.

A regulação é um processo adotado pelas operadoras de saúde para analisar solicitações médicas antes da liberação de determinados procedimentos. Já a auditoria médica atua como uma etapa complementar, responsável por avaliar tecnicamente a pertinência dessas solicitações, garantindo que estejam alinhadas a protocolos clínicos, diretrizes assistenciais e cobertura contratual. Esse conjunto de mecanismos busca organizar o sistema, evitar desperdícios e assegurar o uso adequado dos recursos. O modelo é permitido pela legislação brasileira e supervisionado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, responsável por estabelecer regras e diretrizes para o setor.

A legislação autoriza a exigência de autorização prévia, desde que não impeça o acesso do paciente ao atendimento. A análise deve considerar a indicação médica e seguir parâmetros técnicos reconhecidos. A auditoria médica também é prevista como instrumento de controle, especialmente em exames de maior custo ou complexidade.

  • Simples | até 3 dias úteis
  • Demais exames ambulatoriais | até 10 dias úteis
  • Procedimentos de maior complexidade | até 21 dias úteis
  • Urgência e emergência | imediata

Apesar das regras estabelecidas, relatos de demora e negativas ainda são frequentes, o que mantém o tema no centro das discussões entre pacientes, médicos e operadoras.

A principal crítica ao modelo é que a regulação, em vez de organizar o sistema, pode acabar se tornando uma barreira de acesso. “Existe uma linha muito tênue entre controlar custos e dificultar o diagnóstico. Quando o processo é burocrático demais, quem sofre é o paciente”, avalia Sormane Britto. Por outro lado, operadoras defendem que o mecanismo é essencial para evitar excessos e garantir a sustentabilidade financeira da saúde suplementar. No Sistema Único de Saúde, os mecanismos também são aplicados, mas com foco na organização do acesso. Centrais específicas classificam os pedidos conforme a gravidade dos casos e a disponibilidade de atendimento, o que pode resultar em filas e tempo de espera prolongado, especialmente para exames especializados.

A tecnologia desponta como uma aliada nesse cenário. A digitalização dos processos permite análises mais rápidas, integração de dados clínicos e maior transparência nas decisões, reduzindo a burocracia e possíveis conflitos entre médicos, pacientes e operadoras. “A tecnologia pode transformar a regulação e auditoria em um processo mais justo, mais ágil e baseado em evidências. Esse é o caminho”, destaca Sormane Britto. É nesse contexto que surge a plataforma Novvus Regula, uma solução voltada à modernização da regulação e auditoria em saúde. A ferramenta utiliza inteligência de dados e protocolos clínicos para apoiar a análise de solicitações médicas, tornando o processo mais rápido, padronizado e transparente. Com atuação focada na eficiência e na tomada de decisão baseada em evidências, a plataforma busca reduzir o tempo de resposta das operadoras, minimizar negativas indevidas e melhorar a comunicação entre médicos, pacientes e gestores de saúde. A proposta é substituir processos burocráticos e manuais por uma regulação mais inteligente e integrada. À frente da operação como COO, Sormane Britto destaca que a iniciativa nasce justamente da necessidade de equilibrar controle e acesso. “A ideia é trazer mais agilidade sem perder o rigor técnico. A tecnologia permite analisar melhor, em menos tempo e com mais segurança”, conclui.

Circuito
29.04 . corrida
Segunda edição da Self Run Recife

A segunda edição da Self Run Recife acontece no dia 10 de maio, com largada no Forte do Brum, reunindo percursos de 5 km, 10 km e 15 km. A etapa abre o circuito Nordeste 2026, que seguirá ainda por Natal (31 de maio), São Luís (22 de novembro) e Teresina (29 de novembro). Durante o percurso, atrações musicais animam os corredores e, na chegada, a Banda D’Breck encerra a prova. Inscrições seguem abertas por R$ 170, com 15% de desconto para alunos e personal trainers da rede. A retirada dos kits ocorre de 7 a 9 de maio na unidade Selfit Ferreira Costa da Tamarineira, na Estrada do Arraial.


29.04 Hemope
Campanha Hemovida

O Grande Recife Consórcio de Transporte lançou, em parceria com a Fundação Hemope, a campanha Hemovida para reforçar os estoques de sangue. A iniciativa, idealizada pelo Conorte, disponibiliza transporte gratuito para grupos de doadores até a sede do Hemope, no bairro das Graças, no Recife. A proposta é mobilizar empresas a organizar grupos de 15 a 20 colaboradores para doações previamente agendadas, com deslocamento garantido por transporte exclusivo. A campanha atende os 14 municípios da Região Metropolitana. Para participar, as empresas devem preencher formulário no portal virtual.granderecife.pe.gov.br/hemovida. A primeira mobilização ocorre nesta quarta-feira (29), com colaboradores do próprio Consórcio. Para doar, é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg, estar em boas condições de saúde, evitar álcool nas 12 horas anteriores e apresentar documento oficial com foto.


29.04 Alma Humana
A alma humana, você e o universo de Jung

A analista junguiana Manuelle Andreani ministra a palestra “Notas sobre Depressão na Contemporaneidade” na quinta-feira (7), às 19h, no Centro Cultural MHM, em Recife. O encontro aborda desafios da saúde mental, impactos emocionais da vida contemporânea e a compreensão simbólica da depressão sob a ótica da psicologia analítica. O ingresso inclui visita à exposição “A alma humana, você e o universo de Jung”.


Algomais Blocos Negocios
29.04 clinica caruaru
Núcleo de Onconlogia do Agreste

O Núcleo de Oncologia do Agreste completa 16 anos de atuação em Caruaru com atendimento oncológico baseado em protocolos científicos, equipe multidisciplinar e estrutura para consultas especializadas, terapias antineoplásicas e imunobiológicos. A direção médica de Débora Porto informa que o modelo inclui acompanhamento por enfermeira navegadora, preparo e administração de medicamentos com controle técnico e seguimento de pacientes durante internações hospitalares.


29.04 cerpe
Cerpe amplia a presença no Recife

O Cerpe amplia a presença no Recife com novas unidades do conceito Cerpe Prime nos bairros da Jaqueira, Casa Forte, Espinheiro, Boa Viagem e Piedade, reforçando a atuação no segmento premium com foco em tecnologia, conforto e serviços como coleta privativa, vacinação, espaço kids, café e estacionamento gratuito. A expansão integra a estratégia da Dasa e amplia a oferta de exames e atendimento personalizado na capital pernambucana. A rede, fundada em 1969, soma 66 unidades e mantém investimentos em inteligência artificial e sistemas integrados para resultados ágeis. O diretor regional Gustavo Bosco e a médica Sylvia Hinrichsen destacam o foco em experiência do paciente e adesão aos cuidados preventivos em Recife.


Mais Saude
29.04 reabilitacao
As lesões medulares estão entre as condições neurológicas mais graves da medicina

As lesões medulares estão entre as condições neurológicas mais graves da medicina. De acordo com o National Institutes of Health, elas afetam de 250 mil a 500 mil pessoas por ano no mundo, com predominância no sexo masculino, que representa cerca de 80% dos casos, sobretudo entre jovens, embora a incidência em idosos esteja em crescimento. As novas alternativas terapêuticas, muitas ainda em fase de estudo, trazem perspectivas promissoras e ampliam o horizonte de tratamento. Diante dessas inovações, surge uma dúvida recorrente: qual é, hoje, o cuidado mais eficaz na recuperação desses pacientes?

Atualmente, a reabilitação multidisciplinar intensiva é um dos pilares centrais no cuidado de pessoas com lesão medular. A médica fisiatra Letícia Gomes de Barros, da Clínica Florence Recife, explica que a medula é responsável por transmitir as informações entre o cérebro e o corpo. Quando ocorre uma lesão, pode haver perda de movimentos, de sensibilidade e de funções essenciais, como o controle urinário e intestinal.

Segundo a especialista, o impacto da lesão vai muito além da mobilidade e exige o envolvimento de uma equipe multiprofissional formada por fisiatras, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas e educadores físicos. Entre as principais causas está o trauma raquimedular, geralmente provocado por quedas, acidentes de trânsito ou mergulhos em água rasa. Nesses casos, a reabilitação precoce e intensiva é determinante para a evolução clínica.

A reabilitação nas fases aguda e pós-aguda, realizada de forma intensiva, aproveita a capacidade de adaptação do sistema nervoso, conhecida como neuroplasticidade, especialmente nos primeiros meses após a lesão. Por isso, o processo não deve ser visto como complemento, mas como parte central do tratamento.

Associar a reabilitação apenas ao retorno da marcha é um equívoco. O processo envolve recuperação física, emocional e social, com foco na autonomia e na independência para as atividades do dia a dia. Isso inclui reaprender tarefas básicas, como se vestir e se alimentar, além de estimular a reinserção social, o retorno ao trabalho e o suporte psicológico. A reabilitação também desempenha papel fundamental na prevenção de complicações frequentes, como dor crônica, úlceras por pressão e infecções.

O avanço de novas terapias deve caminhar junto com estratégias já consolidadas, e não substituí-las. Embora novas substâncias e abordagens tragam perspectivas promissoras, elas ainda são consideradas complementares. Segundo Letícia Gomes de Barros, a inovação é bem-vinda quando segura e eficaz, mas a reabilitação continua sendo o elemento que transforma ganhos neurológicos em função real no cotidiano do paciente. É esse processo que traduz a recuperação em autonomia e qualidade de vida.

| Entenda as lesões medulares• Afetam de 250 mil a 500 mil pessoas por ano no mundo
• Predominam em homens jovens, mas crescem entre idosos
• Principais causas: quedas, acidentes de trânsito e mergulho em água rasa
• Podem provocar perda de movimento, sensibilidade e funções urinárias e intestinais
• Reabilitação precoce e intensiva é essencial para recuperação e prevenção de complicações


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