Benefícios das atividades aquáticas na terceira idade

Com a vida agitada e corrida dos dias contemporâneos, viver bem e envelhecer com saúde é um desafio para muitas pessoas. Mas alguns exercícios podem ajudar a alcançar uma longevidade com qualidade. As atividades aquáticas são algumas das opções de ótimas aliadas de quem deseja ter uma vida saudável, pois podem ser praticadas em todas as fases da vida, principalmente na terceira idade.

“Na história da humanidade a água sempre esteve presente em suas mais diferentes ações, seja como irrigação, hidratação, ambiente onde fornece alimentos, como forma de defesa, como ambiente propício ao fim terapêutico, formativo e performance”, explica o professor da pós-graduação em natação e atividades aquáticas da Faculdade IDE Sérgio Abreu.

Como toda atividade física, elas também fazem com que a pessoa alcance seus objetivos numa visão que venha a favorecer uma vida saudável. De acordo com Sérgio, as atividades aquáticas podem ajudar a alcançar uma boa qualidade de vida porque a sua influência fisiológica a torna uma protagonista na prevenção da saúde, através de seus elementos próprios, como: a hidrostática, que é o corpo em repouso; a hidrodinâmica, o corpo em movimento; e termodinâmica, que é a troca de calor com o meio ambiente.

Existem diferentes tipos de atividades aquáticas e deve ser observada qual delas você se identifica mais e praticá-la com regularidade. “As principais seriam a natação e a hidroginástica, mas o mais importante numa visão de saúde é o contato com ambiente aquático. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), qualquer atividade física independente do meio, para ter seu efeito saudável deve ser praticada em um mínimo de 150 minutos semanais”, orienta o professor.

As atividades aquáticas possuem baixo impacto nas articulações, por isso são excelentes também para quem sofre com lesões. “O impacto é inibido pela força de empuxo, que atua sobre os corpos com densidade menor que a água, favorecendo a diminuição da força de gravidade possibilitando a flutuação, fazendo com que este corpo tenha 10% do seu peso neste ambiente. Esta condição favorece o relaxamento muscular, diminuição das compressões articulares que consequentemente diminuem dores e tensões”, relata o educador.

Chegar bem na terceira idade é o desejo de todo mundo e ainda mais se houver uma forma de prevenir as doenças do envelhecimento. E os exercícios dentro d’água podem auxiliar neste sentido. “A ajuda é como elemento de prevenção, pois quando realizado de forma moderada numa visão de saúde prepara seu corpo e sistemas, para os malefícios do envelhecimento sedentário. E ajuda a prevenir problemas, já que sua prática leva a um controle das doenças circulatórias, pressão arterial, doenças respiratórias e as dislipidemias, que são as gorduras no sangue”, conta o docente da Faculdade IDE.

Alguns problemas nas articulações e nos ossos começam a surgir quando chegamos a velhice e chegam a incomodar até mesmo a mobilidade dos idosos. A prática de atividades na água podem diminuir os sintomas. “No caso das doenças articulares, com a atividade aquática em um ambiente propício, com temperatura e profundidade ideal, será benéfico para estas patologias”, explica Sérgio.

O melhor tipo de atividade para os idosos varia de acordo com cada caso, por isso, é importante ter um acompanhamento profissional e seguir as indicações. “O contato com a água de uma forma em geral é saudável e sem contraindicações, mas o que é importante salientar é a sensibilidade do profissional que atua com este público para saber o momento do avançar no passo a passo”, relata.

Contraindicações

Mesmo sendo uma atividade com baixo impacto e com muitos benefícios para a saúde, assim como qualquer atividade física, existem alguns casos que não é prudente seguir com a prática regular e somente a avaliação médica pode dizer se o idoso pode ou não continuar. “Após a realização de uma avaliação médica e havendo uma liberação para a prática da atividade física ele estará liberado para a prática da atividade aquática”, esclarece o professor Faculdade IDE.

“A princípio, a atividade aquática não tem contraindicação o que pode e deve ser necessário é uma atenção maior no caso do idoso portador de epilepsia. O caso da osteoporose também não será interessante, pois para essa patologia é recomendada a prática de atividades que venham favorecer uma reposição dos osteoblastos e para isto seria necessária uma atividade que promova pelo menos impacto moderado, sendo recomendada a musculação”, alerta Sérgio.

“Pode acontecer também de algumas pessoas terem problemas dermatológicos ou alergia ao cloro e aí não poderem estar em piscina. Mas, nesses casos, não é a atividade que não pode ser realizada, mas o meio em que ocorre”, finaliza o professor da pós-graduação em natação e atividades aquáticas sobre as contraindicações das atividades aquáticas na terceira idade.

* O professor da pós-graduação em natação e atividades aquáticas da Faculdade IDE Sérgio Abreu tem mestrado em Ciência da Educação pela Universidade Lusófona (Lisboa), especialização em bases teóricas da avaliação e prescrição do exercício físico pela Faculdade IDE e especialização em fisiologia do exercício pela Universidade Veiga de Almeida e Ciência da Educação pela Faculdade de Teologia. É também coordenador de esporte e professor de natação do Colégio Grande Passo e da Escola Primeiro Passo, além de coordenador do Circuito Estadual de Natação (Troféu União das Águas).

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