Foto de Fitness e Wellness

Fitness e Wellness

Jademilson Silva

Exercício físico na gestação: preparo para o parto, recuperação e saúde da mãe e do bebê

Foto: Freepik

A gestação é um período de profundas mudanças fisiológicas e emocionais. Nesse cenário, o exercício físico tem ganhado protagonismo como aliado da saúde materna e fetal, ajudando a preparar o corpo para o parto e a recuperação pós-parto. Cada vez mais respaldado por evidências científicas, o treinamento orientado deixou de ser visto como risco e passou a ser recomendado como parte do cuidado integral com a mulher.

Segundo a profissional de Educação Física Carol Montezuma, a atividade física funciona como um verdadeiro modulador sistêmico durante a gestação, promovendo adaptações que tornam o organismo mais eficiente para enfrentar as demandas desse período.

“O exercício melhora a capacidade cardiorrespiratória, a eficiência circulatória e o controle glicêmico, fatores associados à redução de riscos como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia”, explica.

A prática regular fortalece os músculos, melhora a consciência corporal e amplia a tolerância ao esforço, que são fatores decisivos durante o trabalho de parto. “Um corpo condicionado apresenta melhor controle respiratório e maior resistência ao esforço, o que influencia diretamente a experiência do parto”, destaca Carol. O fortalecimento do core e da musculatura estabilizadora também ajuda a sustentar as mudanças posturais típicas da gravidez, reduzindo dores e desconfortos.

Durante a gravidez, o organismo passa por transformações importantes que exigem ajustes no treino:

  • Aumento da frequência cardíaca e do volume plasmático
  • Ação da relaxina, que gera maior frouxidão ligamentar
  • Elevação do diafragma e sensação de falta de ar precoce
  • Mudança do centro de gravidade e impacto no equilíbrio

“Por isso, a individualização é essencial. O treino precisa acompanhar as adaptações do corpo”, reforça a especialista.

Um dos pontos-chave do treinamento na gestação é o fortalecimento do assoalho pélvico.

“Essa musculatura precisa ser funcional: capaz de contrair e relaxar. Um assoalho pélvico bem treinado está associado a menor incidência de lacerações, melhor fase expulsiva e menor risco de incontinência urinária no pós-parto”, explica.

A recuperação também é beneficiada, com melhora da continência e suporte dos órgãos pélvicos.

Mesmo mulheres que nunca treinaram podem iniciar atividades físicas durante a gestação, desde que com liberação médica e acompanhamento profissional.

“Iniciar a atividade física na gravidez traz benefícios mesmo para quem era sedentária. O importante é começar de forma progressiva e segura”, afirma Carol.

  • Intensidade moderada
  • Exercícios de baixo impacto
  • Monitoramento de sinais de desconforto

Indicados: caminhadas, mobilidade e força moderada
Evitar: alta intensidade e impacto excessivo

Indicados: força moderada, postura e estabilidade
Evitar: exercícios prolongados em posição supina

Indicados: mobilidade pélvica, respiração e força funcional
Evitar: movimentos com risco de queda e impacto

“A progressão deve respeitar a resposta individual, não apenas o trimestre”, ressalta.

O treino de força é considerado seguro e recomendado, desde que com controle de carga e execução adequada.

“O objetivo não é performance, mas funcionalidade. Evitamos manobras de Valsalva e exaustão muscular”, explica.

Já os exercícios na água oferecem benefícios extras:

  • Redução de impacto articular
  • Melhora do retorno venoso
  • Redução de edema
  • Maior conforto térmico

A intensidade recomendada é moderada, monitorada por:

  • Escala de esforço entre 12 e 14 (Borg)
  • Teste da fala: conseguir conversar durante o exercício

Sinais de alerta que exigem interrupção imediata:

  • Sangramento
  • Dor intensa
  • Tontura
  • Falta de ar
  • Contrações

Mulheres fisicamente ativas tendem a apresentar recuperação funcional mais eficiente, menos dores e menor risco de depressão pós-parto.

“O condicionamento prévio funciona como uma reserva fisiológica para o organismo”, explica Carol.

Nas primeiras semanas, a prioridade é:

  • Exercícios respiratórios
  • Ativação do assoalho pélvico
  • Fortalecimento do core profundo

Retorno às atividades:

  • Parto normal: exercícios leves entre 2 e 4 semanas; intensos após 45 dias
  • Cesárea: geralmente entre 6 e 8 semanas

Pode começar a treinar grávida?
Sim, com liberação médica e orientação profissional.

Intensidade ideal:
Moderada, com conforto e segurança.

Exercícios essenciais:
Respiração, fortalecimento do core, mobilidade e assoalho pélvico.

Exercícios mais seguros:
Caminhada, treino de força moderado, exercícios aquáticos.

Quando parar o treino:
Sangramento, dor intensa, tontura, falta de ar ou contrações.

Com acompanhamento adequado, o exercício físico se consolida como um dos pilares do cuidado com a gestante, promovendo saúde, segurança e bem-estar para mãe e bebê.

Circuito
WhatsApp Image 2026 05 04 at 16.05.31
“Respirar não pode esperar”: exames gratuitos das 8h às 16h, até sexta-feira (08)

Na Semana de Atenção à Asma, a Rede Ális, liderada por Waldemir Antunes Neto, faz campanha nas suas quatro unidades de saúde: Ilha do Leite, Piedade, Caruaru e Cabo de Santo Agostinho. No Cabo, a ação acontece no momento de reinauguração da clínica, que passa a contar com uma melhoria na estrutura dos consultórios, recepção e salas de teste. A unidade conta com alergologistas, otorrinolaringologistas, pneumologistas e dermatologistas que participam da campanha “Respirar não pode esperar”, com a oferta de exames gratuitos das 8h às 16h, até sexta-feira (08).


Fisio
I Encontro Científico em Reumatologia e Fisioterapia da UNIT

Para tratar os avanços científicos, práticas clínicas e estratégias de cuidado voltadas às doenças reumáticas, o Centro Universitário Tiradentes – Unit, na Imbiribeira, realiza, nesta quinta-feira (07), o I Encontro Científico em Reumatologia e Fisioterapia. Aberto ao público, o evento acontecerá das 9h às 12h, na biblioteca da instituição de ensino, e reunirá estudantes, professores e profissionais da área da saúde. “A fisioterapia tem um papel fundamental porque ajuda não só a controlar a dor, mas prevenir deformidades, preservar o movimento e manter a função, principalmente para as atividades de vida diárias”, ressaltou Marinilda Santana, fisioterapeuta e professora do curso de Fisioterapia de Unit. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia, mais de 15 milhões de brasileiros enfrentam esse tipo de mal, que não ataca apenas idosos. Podem também afetar pessoas com idade entre os 35 e 40 anos e comprometer o funcionamento de órgãos. Inscrições: https://shre.ink/77Nx


Caminhada
Caminhada do Dia das Mães

O Colégio Imaculado Coração de Maria realiza, no dia 9 de maio, a tradicional Caminhada do Dia das Mães pela orla de Olinda. Aberto ao público, o evento convida a comunidade para uma manhã de bem-estar, convivência e atividade física ao ar livre. A concentração acontece às 7h, na sede da instituição, com saída prevista para as 8h após bênção especial. O percurso será animado por mini trio elétrico e contará com pontos de hidratação e distribuição de frutas. Ao final, os participantes participam de sessão de alongamento conduzida por professores de esportes.

Serviço
Caminhada do Dia das Mães
Data: 9 de maio
Horário: Concentração às 7h | Saída às 8h
Local: Colégio Imaculado Coração de Maria – Olinda
Inscrição: Gratuita e aberta ao público

review
WhatsApp Image 2026 04 29 at 17.50.26
O Ortopedista Gabriel Monteiro

O Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife sediou um curso pioneiro voltado à cirurgia de pé e tornozelo, reunindo especialistas de várias regiões do país para uma imersão intensiva em técnica, ciência e prática cirúrgica. A iniciativa foi conduzida pelo ortopedista Gabriel Monteiro, em parceria com Fernandes Arteiro, e marcou um avanço relevante na formação médica na capital pernambucana. O evento contou com o apoio das empresas Tag Medic e Tech Import Implantes, reforçando o compromisso com a atualização científica e o aprimoramento contínuo da ortopedia e consolidando Recife como um polo em expansão no cenário nacional.

Algomais Acontece
WhatsApp Image 2026 05 05 at 08.00.46
2º Congresso Pernambucano de Especialidades Pediátricas, promovido pela Sociedade de Pediatria de Pernambuco (SOPEPE)

O Recife será palco de um dos principais encontros científicos da área médica em 2026. O 2º Congresso Pernambucano de Especialidades Pediátricas, promovido pela Sociedade de Pediatria de Pernambuco (SOPEPE), reunirá profissionais de saúde, especialistas, pesquisadores e estudantes para discutir avanços, práticas clínicas e desafios no cuidado à saúde da criança e do adolescente. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas de forma online, por meio do site oficial do evento: https://conpedpe.com.br/2026/.

O evento será realizado entre os dias 28 e 30 de maio de 2026, a partir das 8h, no RioMar Eventos, no RioMar Recife, consolidando-se como um importante espaço de atualização científica, troca de experiências e integração entre diferentes áreas da pediatria.  O congresso contará com uma programação abrangente, incluindo palestras, mesas-redondas e debates com especialistas renomados, abordando diversas subespecialidades pediátricas e temas atuais da prática médica.

Com o tema “Pediatria em Transformação: da Evidência à Prática Integrada”, o encontro nasce alinhado às profundas mudanças que vêm redefinindo a atuação pediátrica. Em um cenário marcado por avanços científicos acelerados, novas tecnologias e desafios emergentes, a edição propõe conectar o conhecimento de ponta à realidade assistencial, promovendo uma abordagem que une rigor científico, aplicabilidade clínica e integração entre especialidades.

A programação foi cuidadosamente estruturada para contemplar temas atuais e relevantes, como doenças agudas e crônicas, saúde mental, neurodesenvolvimento e inovação tecnológica, além de discussões práticas que fazem parte do cotidiano do pediatra nos diferentes níveis de atenção à saúde. O evento também reforça a importância da atuação multidisciplinar e da construção de um cuidado coordenado, centrado na criança e no adolescente em sua integralidade, considerando suas singularidades e o contexto familiar e social.

A presidente da SOPEPE, Alexsandra Costa, destaca a relevância estratégica do encontro para o fortalecimento da pediatria no estado e no país. “O congresso vai muito além da atualização científica. Ele é um espaço de construção coletiva, onde diferentes especialidades dialogam em prol de uma assistência mais qualificada, integrada e resolutiva para crianças e adolescentes. Estamos reunindo profissionais de referência nacional para discutir temas que fazem parte da realidade diária dos pediatras, desde os desafios do atendimento até as inovações que vêm transformando a prática clínica”, afirma.

A médica também ressalta o compromisso do encontro com a formação contínua e humanizada dos profissionais. “Nosso objetivo é oferecer um ambiente que estimule não apenas o conhecimento técnico, mas também a reflexão sobre o cuidado integral. A pediatria exige sensibilidade, atualização constante e uma visão ampliada da saúde, e o congresso foi pensado exatamente para fortalecer esses pilares entre os participantes”, completa.

O congresso se propõe a ser um ambiente de troca de experiências, fortalecimento de conexões e construção coletiva de caminhos para uma pediatria cada vez mais resolutiva, humana e alinhada aos desafios do presente e do futuro. 

No portal, os interessados também podem acessar a programação completa, conhecer os palestrantes e obter mais informações sobre submissão de trabalhos científicos. Mais informações: https://conpedpe.com.br/2026/.

Serviço

Evento: 2º Congresso Pernambucano de Especialidades Pediátricas

Data: 28, 29 e 30 de maio de 2026

Local: RioMar Eventos, Recife (PE)

Inscrições: https://conpedpe.com.br/2026/

Mais informações: https://conpedpe.com.br/2026

Mais Saude
Foto1
Momento de troca de informações

O crescimento expressivo dos diagnósticos de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade tem ampliado o acesso à informação e ao tratamento, mas também acendeu um alerta entre especialistas sobre interpretações superficiais e avaliações precipitadas. Esse foi o eixo central do encontro TDAH na Vitrine: Moda ou Diagnóstico, realizado no Recife e voltado a médicos e profissionais da saúde.

O evento integra uma série nacional de discussões e reúne especialistas para analisar avanços científicos, desafios clínicos e a importância de qualificar o debate público sobre o transtorno.

De acordo com o neurologista infantil Rubens Wajnsztejn, o aumento dos diagnósticos está diretamente relacionado à evolução dos critérios clínicos e ao avanço das pesquisas, especialmente na área genética. Segundo ele, o TDAH é um transtorno de origem neurobiológica e genética, cuja compreensão científica evoluiu significativamente nas últimas décadas.

Com mais informação disponível, famílias e adultos passaram a reconhecer sintomas e buscar avaliação especializada com maior frequência, ampliando o acesso ao tratamento e melhorando o prognóstico de pacientes. A disseminação do conhecimento tem contribuído para reduzir estigmas e incentivar a busca por cuidado qualificado.

Apesar dos avanços, o cenário brasileiro apresenta desafios importantes. A escassez de especialistas em diversas regiões compromete a qualidade das avaliações e dificulta o diagnóstico completo. Em alguns municípios, a rede de saúde conta com poucos profissionais, o que favorece tanto a subnotificação quanto diagnósticos realizados sem a profundidade necessária.

Esse contexto evidencia a necessidade de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso a equipes multidisciplinares, consideradas essenciais para uma avaliação adequada.

Outro ponto enfatizado durante o encontro foi que o tratamento do TDAH exige abordagem integrada. A medicação pode ser uma ferramenta importante, mas não atua de forma isolada. Escola, família, ambiente de trabalho e acompanhamento terapêutico fazem parte do processo.

Os especialistas reforçaram que não existe solução imediata ou única. Resultados consistentes dependem da combinação de estratégias terapêuticas, adaptação do ambiente e orientação contínua.

O encontro também abordou o preconceito relacionado ao uso de medicamentos para condições neurobiológicas. A ausência de exames laboratoriais capazes de confirmar o transtorno contribui para dúvidas e resistência ao tratamento, diferentemente de outras condições médicas que possuem marcadores biológicos diretos.

A informação baseada em evidências foi apontada como ferramenta essencial para reduzir barreiras e ampliar a compreensão pública.

Durante a programação, especialistas discutiram ainda questionamentos recentes sobre a classificação do Transtorno do Espectro Autista. O conceito de espectro, criado para simplificar diagnósticos, passou a ser debatido por pesquisadores devido à amplitude do termo e às possíveis interpretações equivocadas.

A discussão envolve impactos sociais, educacionais e terapêuticos, especialmente na distribuição de recursos e no acesso a tratamentos.

Para a gerente de produtos SNC da Cellera Farma, Erika Inacio, a iniciativa buscou estimular uma conversa baseada em evidências científicas e fortalecer decisões mais seguras na prática clínica. O consenso entre os participantes foi claro: ampliar a conscientização é positivo, mas exige responsabilidade. O diagnóstico do TDAH é clínico e complexo, e a prática baseada em evidências continua sendo o caminho mais seguro para garantir tratamento adequado e qualidade de vida aos pacientes.

Algomais Assinatura
Deixe seu comentário

Assine nossa Newsletter

No ononno ono ononononono ononono onononononononononnon

ezstandalone.cmd.push(function() { ezstandalone.showAds(125) });