Cultura e história

Raimundo Carrero em romances que se entrelaçam

Em comemoração aos 70 anos de um dos maiores escritores de Pernambuco, Cepe Editora lança edição definitiva da tetralogia de Raimundo Carrero, Condenados à vida, dia 21 de julho, durante o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), no qual o autor é homenageado. No dia 4 de agosto, é a vez do Recife receber o lançamento na Fundaj. A pré-venda já começou! Os mesmos personagens circulam de maneiras diferentes por quatro romances do escritor salgueirense Raimundo Carrero, 70 anos. Em comemoração à data redonda que completou em dezembro passado um dos maiores escritores pernambucanos, a Cepe Editora reuniu na tetralogia Condenados à vida o já esgotado Maçã Agreste (1989), O amor não tem bons sentimentos (2007), Somos pedras que se consomem (1995), e Tangolomango (2013). O lançamento ocorrerá dia 21 de julho, durante a 28ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns, onde Carrero será homenageado. Pré-venda já foi iniciada! Foi a partir de Maçã Agreste que Carrero começou a narrar as histórias da família Cavalcanti do Rêgo – Dolores, Ernesto, Leonardo, Raquel, Guilhermina, Jeremias, Matheus, Ísis e Biba. Parentes que se relacionam e se destróem sexualmente, tendo a cronologia da decadência da elite nordestina da cana de açúcar diante da industrialização como pano de fundo. E que, ao praticarem relações incestuosas, mostram o desejo de não se misturarem com classes ‘inferiores’. “Na nossa família não precisamos nem de outros beijos, nem de outros abraços”, diz trecho do livro. O declínio moral e econômico combina com a decrepitude visual do centro e dos subúrbios do Recife, cidade-cenário da narrativa. “A crítica corrosiva ao falso moralismo, à instituição familiar, à religião e à sociedade vai permeando as psicoses, taras e idiossincrasias dos personagens, que vão se revelando, cada um à sua maneira, em um ambiente de assassinato, estupro e luxúria ”, resume Carrero. O autor confessa que esses perfis foram criados com inspiração na realidade. A experiência de 40 anos como jornalista deu a Carrero o repertório para construir quadros aparentemente absurdos de família, mas que se encontram nos jornais diariamente. “Reuni recortes e transformei em episódios literários”. Na obra, destaque para o prefácio inédito do também escritor, jornalista e crítico literário carioca José Castello, que anteriormente resenhou quase todos os livros dessa tetralogia, com exceção de Maçã Agreste, considerado por Carrero sua obra mais importante e, no entanto, menos conhecida. “A leitura desses quatro grandes romances de Carrero dilacera. Rasga a proteção íntima que costumamos usar para nos defender do mundo. A verdade é: eles nos atordoam. Enquanto relia os quatro livros, senti, muitas vezes, uma mistura desconfortável de espanto e horror”, descreve Castello em seu prefácio. Membro da Academia Pernambucana de Letras, Raimundo Carrero é um dos escritores mais premiados do País. Já ganhou o Prêmio Jabuti, mais importante prêmio literário do Brasil; dois troféus da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA); e dois prêmios Machado de Assis da Biblioteca Nacional. Em Pernambuco é vencedor dos prêmios José Condé e Lucilo Varejão. Seus livros já foram traduzidos para o francês, português, espanhol, romeno e búlgaro.   Serviço Condenados à vida (tetralogia de Raimundo Carrero) Preço: R$ 80 (livro impresso com capa especial de acetato) E-book: R$ 24

Raimundo Carrero em romances que se entrelaçam Read More »

Arquivo Público de Pernambuco inaugura exposição do cronista Hermilo Borba Filho

“Hermilo, um cronista dos anos 1970” é a nova exposição do Arquivo Público de Pernambuco. A abertura será nesta quarta-feira, 18 de julho, às 18h30, no Arquivo, na Rua do Imperador, 371, Santo Antônio, com a realização de uma mesa redonda, composta por Leda Alves, Joca Souza Leão e Juareiz Correya. Coube ao Arquivo louvar o viés cronista de Hermilo, já que é a instituição que guarda em sua Hemeroteca todas as edições de jornais em que Hermilo publicou suas crônicas. Entre 1971 e 1976, a imprensa escrita de Pernambuco veiculava semanalmente crônicas de Hermilo Borba Filho, especialmente nos jornais Diário de Pernambuco e Jornal da Cidade. A pesquisa para as crônicas que serão expostas foram feitas a partir do livro Hermilo Borba Filho: Louvações, Encantamentos e Outras Crônicas, organizado por Leda Alves, Juareiz Correya e Jaci Bezerra. O temário eleito por Hermilo em suas crônicas é bastante rico: debruça-se sobre as cenas cotidianas do Recife nos anos 1970; sobre sua terra natal, Palmares; sobre a cultura pernambucana e suas expressões no teatro, música, folguedos populares, entre outros assuntos. A exposição reúne imagens do autor e edições de jornais pernambucanos com suas crônicas que circularam nos anos 1970. O Arquivo Público de Pernambuco é a instituição que guarda em sua Hemeroteca todas as edições de jornais em que Hermilo publicou suas crônicas, veiculadas semanalmente, entre 1971 e 1976, especialmente nos jornais Diário de Pernambuco e Jornal da Cidade. Ou seja, o visitante terá acesso aos jornais da época que difundiram o cronista Hermilo Borba Filho. A exposição, que ficará aberta ao público até o dia 31 de outubro, tem o apoio cultural da CEPE, Companhia Editora de Pernambuco.   Serviço: Exposição “Hermilo, um cronista dos anos 1970 Período: 18 de julho a 31 de outubro de 2018.   Abertura: Quarta-feira, 18 de julho, 18h30 Mesa Redonda com Leda Alves, Joca Souza Leão e Juareiz Correya. Local: Arquivo Público Estadual Rua do Imperador Pedro II, 371, Santo Antônio, Recife

Arquivo Público de Pernambuco inaugura exposição do cronista Hermilo Borba Filho Read More »

Exposição Caleidoscópio chega ao Recife

A partir do próximo dia 9 de junho, o Museu do Trem, no centro do Recife, vai receber a exposição Caleidoscópio que reúne três artistas de diferentes gerações numa mostra conjunta. Daniel Santiago, representante da geração 1960, Gil Vicente, dos anos 1970, e Marcelo Silveira, da década de 1980. Apesar de terem despontado na cena artística em momentos distintos e trabalharem com uma poética também diferente, pode-se buscar pontos de convergência e diálogo entre eles. A mostra, que tem curadoria de Joana D´Arc Lima, e é patrocinada pelo Funcultura, fica em temporada até 29 de julho. A exposição já passou por Petrolina e Garanhuns e encerra sua circulação agora no Recife. Os três artistas guardam entre eles uma conversa, uma proximidade e uma cumplicidade notadamente revelada nessa exposição pelo ato de produzir imagens com base no gesto de criação lúdico e experimental. Em suas trajetórias e experiências de formação, as biografias desses criadores se entrelaçam na dinâmica do campo artístico em Pernambuco, convivem juntos, estabelecem proximidades e distancias, similitudes e diferenças, se tocam em muitos fazeres das artes visuais contemporânea e da história da arte brasileira. Frequentaram os mesmos espaços de formação da cidade do Recife em épocas diferenciadas, exphttp://portal.idireto.com/wp-content/uploads/2016/11/img_85201463.jpgam juntos, ocuparam os espaços de exibição, enfim, habitam o mesmo território. Todos os três, à sua maneira, produziram em alguns dos seus trabalhos invenções lúdicas e maneiras de brincar com os materiais, com formas, espaços e com os participantes, o que a curadora chamou de poética lúdica. Nessa esteira interpretativa consideramos que o brincar tem uma analogia direta com as imagens produzidas pelo caleidoscópio. “As múltiplas visões, possibilitadas pela transformação contínua de combinações e encontros de formas, cores e composições, numa rede de relações harmônicas, se assemelham à forma de encarar a vida sob a perspectiva das possibilidades, da sensibilidade, da criação, da invenção e reinvenção do mundo. A ideia de caleidoscópio, como brinquedo de adulto e criança ao mesmo tempo, com suas infinitas combinações, cai bem com a ideia de conhecimento, como algo plural (que também contêm o singular) dos diversos pontos de vista de uma mesma realidade. Brincar – por que não dizer? – é uma forma mais bela de se ver o mundo!”, explica Joana D´Arc. O mote para a exposição foi a potencialidade do caleidoscópio, que forma imagens virtuais à medida que o objeto é manipulado manualmente. Trata-se de um instrumento óptico que serve para criar efeitos visuais simétricos com o auxílio de um conjunto de espelhos e vidros coloridos. “Imagens fragmentadas, fraturadas, irreais, obtidas por meio da manipulação do outro e ou do gesto dos artistas interessam estar presentes nessa exposição. Juntar, justapor, manipular, inventar, enganar o olhar, construir um fractal – estrutura geométrica complexa cujas propriedades, em geral, repetem-se em qualquer escala – são gestos que resultam em trabalhos que estarão presentes na exposição”, detalha a curadora. O artista Daniel Santiago criou o seu próprio caleidoscópio (uma escultura de madeira com espelhos, 120 x 50 cm). A obra é um objeto interativo que o público poderá manusear produzindo uma sorte de imagens. Um vídeo apresenta ao público um experimento de Daniel, que colocou uma câmara fotográfica dentro do caleidoscópio e transformou-a no seu personagem central, na sua Câmera Atriz, como foi batizada a obra. Gil Vicente vai expor a série de desenhos recentes Espelho Meu, a série Cartemas (que se inspira em Aloísio Magalhães e traz a ideia do duplo) e uma coleção de pequenos objetos escultóricos. Marcelo Silveira acompanha os colegas e também propõe um trabalho que aposta na variação das imagens, algo que está no cerne do conceito de Caleidoscópio, porém perturbando o espaço físico da mostra. Ele apresenta uma obra inédita composta de 18 portas que se entrelaçam e formam um grande círculo, formando um espaço que só pode ser alcançado pelo olhar que sorrateiramente espreita por meio de brechas. Novamente aqui a força do olhar e do movimento do corpo são colocados em movimento na busca de ver o que não se pode alcançar com os pés. Também Marcelo Silveira construirá uma” espécie de caleidoscópio” dentro do espaço expositivo. Uma grande parede espelhada será composta por ele, numa tentativa de transformar o espaço físico que abrigará a mostra num grande caleido que captura os movimentos dos visitantes e os demais trabalhos dos artistas presentes. Uma pequena instalação com placas de acrílico (quase um penetrável) será instalada no espaço, provocando sempre o olhar e o movimento do corpo. O formato final dessa montagem é sempre uma surpresa, pois a exposição Caleidoscópio tira partido do espaço físico. Certamente o resultado será diferente das montagens feitas em Petrolina e em Garanhuns. “As múltiplas visões, possibilitadas pela transformação contínua de combinações e encontros de formas, cores e composições, numa rede de relações harmônicas, se assemelham à forma de encarar a vida sob a perspectiva das possibilidades, da sensibilidade, da criação, da invenção e reinvenção do mundo”, pondera Joana D´Arc. Etimologicamente, a palavra caleidoscópio se originou a partir da junção dos termos gregos kallós (“belo”, “bonito”); eidos (“imagem”); e skopeo (“olhar para”, “observar”). Assim, o significado original da palavra grega seria “ver belas imagens”. A partir dessas referências, a proposta da mostra é reunir processos criativos e poéticas de três artistas para sobrepô-las em suas identidades comuns e nas suas diferenças. Segundo a curadora, as ideias de sobreposições de poéticas, o fazer junto, a cooperação, o fundir-se, o associar-se e o separar-se serão operados enquanto movimentos de criações coletivas. “Todas essas dimensões que permitem as invenções coletivas e as visibilidades individuais serão ampliadas para o público visitante, que será entendido como participador das obras construídas ampliando, por meio de seu toque e gesto, sentidos de cada um dos trabalhos expostos. Um jogo entre artista, participador, funcionários. Achamos que a arte, em seu horizonte maior, serve para aproximar, juntar, sobrepor, separar e abrir conversas. Por isso Caleidoscópio nos parece importante no contexto atual da contemporaneidade”, detalha Joana D’ Arc. Caleidoscópio – Daniel Santiago, Gil Vicente e Marcelo Silveira Curadoria: Joana D´Arc Lima Vernissage: 9 de

Exposição Caleidoscópio chega ao Recife Read More »

Exposição ‘Caleidoscópio’ participa da ação Um dia de Férias – Museu do Trem

No próximo sábado, dia 14 de julho, a exposição Caleidoscópio participa da ação Um dia de Férias- Museu do Trem, das 10h às 16h30, na gare do museu. A proposta, desse dia de atividades é aproximar o público do espaço, fazendo-o interagir tanto com o acervo da instituição, quanto com a exposição temporária. Para isso, foram organizadas três oficinas, para os mais variados públicos.  O artista Marcelo Silveira comandará a oficina Calidoscópio, cujo objetivo é produzir o objeto calidoscópio. Essa atividade pretende diversificar as possibilidades de percepção do espaço do museu, em seus mais variados olhares. O artista vai propor que sejam espalhados espelhos nos espaços do museu, de modo que revelem detalhes e imagens que num primeiro momento não são perceptíveis. Quem participar da oficina poderá mergulhar no universo trabalhado pela mostra Caleidoscópio que passei justamente pelas múltiplas possibilidades de uma imagem. A programação conta com uma oficina de confecção de fantoche em caixa de leite, com colagem e pintura, ministrada pela equipe do educativo do museu, e voltada para crianças. E também uma outra de Frottage, técnica que consiste em extrair do relevo de uma superfície sua forma. Nesta atividade, o acervo de placas do museu estará disponível para que, por meio do uso da Frottage, seja possível a construção textual da experiência vivida com a visita, dando ao público a possibilidade de registrar suas impressões. Além das oficinas, ao longo do dia, acontecerão diversas visitas guiadas, tanto para a exposição do museu quanto para a mostra Caleidoscópio. Haverá também a possibilidade de visita especial para deficientes auditivos, toda em libra. A proposta é que após o recorrido pelo espaço expositivo eles também possam participar da oficina de Frottage e deixar suas impressões sobre a experiência.   Serviço Caleidoscópio – Daniel Santiago, Gil Vicente e Marcelo Silveira Curadoria: Joana D´Arc Lima Visitação: Até 29 de julho de 2018 Museu do Trem: Rua Floriano Peixoto, s/n, São José Horário: Terça a sexta, das 9h às 17h, sábados das 10h às 17h, e domingo das 10h às 14h.    

Exposição ‘Caleidoscópio’ participa da ação Um dia de Férias – Museu do Trem Read More »

Jardim do Museu Murillo La Greca recebe intervenção verde Muda Tudo neste sábado

O sábado (14) será verde no Museu Murillo La Greca. O jardim do equipamento receberá, das 9h às 12h, a intervenção Muda Tudo, para plantar nas cabeças e corações recifenses ideias e práticas ecológicas. Na ocasião, a horta do museu ganhará mudas de árvores frutíferas, além de plantas comestíveis e de uso medicinal, tudo orgânico. Durante o evento, haverá ainda troca de sementes ou mudas de ervas medicinais e de outras plantas, roda de conversa, lanche e música. A ideia, é dos artistas Asia Komariva e Leonardo Siqueira. O mutirão ecológico, idealizado pelos artistas Asia Komariva e Leonardo Siqueira, receberá como convidada a enfermeira Elisabete Santana, especialista em Saúde da Família. Ela trabalha a saúde coletiva e o cuidado, a partir de conhecimentos populares e de ervas medicinais e vai poder compartilhar as suas experiências com o grupo. Qualquer pessoa de qualquer idade pode participar da intervenção e, quem puder, deve levar ferramentas para usar durante o trabalho no jardim, canga, mudas e sementes. O Muda Tudo é fruto do Práticas Desviantes, evento bimestral que promove ocupações artísticas no jardim do La Greca. E embrião de práticas transformadoras. Serviço Muda Tudo Data: Sábado (14), das 9h às 12h Local: Museu Murillo La Greca, na Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 366, Parnamirim Mais informações: educativommlg@gmail.com ou (81) 3355-3128/29

Jardim do Museu Murillo La Greca recebe intervenção verde Muda Tudo neste sábado Read More »

Melk Zda faz palestra hoje na Fenearte

Nesse sétimo dia de Fenearte (10), o estilista Melk Zda ministrará palestra no Espaço Interferência Janete Costa sobre o processo criativo utilizando o artesanato às 18h. A diversão musical ficará por conta dos grupos Banda Mirim Daira Leida às 18h, Coco de Nininha às 19h e Maracatu Aurora Africana às 20h. No Mezanino, o Mamulengo Riso da Criança se apresentará para as crianças às 17h. Na Passarela Fenearte, será a vez da Secretaria da Mulher de Pernambuco apresentar suas criações em dois desfiles, às 18h e 19h. As oficinas Brincante Cavalo Marinho, Iniciação na Rabeca, Vestindo o Caboclo de Lança, Mamulengos e tipos de costura, crochê, tapeçaria seguem sendo realizadas no mezanino até o último dia de feira. A segunda-feira (09) surpreeendeu e recebeu público estimado em 25 mil pessoas. E quem passou pela feira conferiu artesanato de todo preço. Com R$ 1 é possível comprar um saco de doces do tipo “nego bom” no estande de Vicência ou porta copos bordados e delicados no estande 239 de Limoeiro. No Espaço dos Índios encontram-se colheres de pau e acessórios a partir de R$ 2.  No Espaço de Pernambuco no PAB, um Divino Espírito Santo ou porta moedas de palha saem por R$ 5. Paninhos de prato são R$ 10 no estande 137 e na Alameda dos Mestres os porta copos do Mestre J. Borges também saem pelo mesmo preço. A programação cultural no primeiro dia da semana ficou por conta da Pisada do Mestre, Cila do Coco e Zequinha 8 Baixos. No mezanino, as crianças divertiram-se com as Mamulengos Arte da Alegria do Mestre Abel. No Espaço Interferência Janete Costa, o arquiteto alagoano, Rodrigo Ambrósio, trouxe uma reflexão sobre suas criações a sua origem nordestina. Na Passarela Fenearte, os alunos da Unibra e Unifavip Wyden trouxeram tons terrosos e uma grande homenagem a Mestre Salustiano com elementos que remeteram a uma vida de canto e história.

Melk Zda faz palestra hoje na Fenearte Read More »

Fenearte promove hoje palestras e oficinas

O segundo-dia de feira da Fenearte (Feira Nacional de Negócios do Artesanato) segue com programação intensa. Duas palestras movimentam o Espaço Interferência Janete Costa: “Artesanato de Raiz & Mercado”, às 14h, com Sonia Quintella, presidente do conselho Artesol SP e “A Gente Transforma”, às 18h, com Marcelo Rosenbaum, designer paulista. No mezanino, serão realizadas oficinas de Cavalo Marinho, Rabeca, bordados de caboclo de lança, modelagem de mamulengos com material reciclado e amigurumis, tapeçaria, crochê, tricô e customização. No palco principal, a música ficará por conta do Maracambuco às 18h, com Edmilson do Coco às 19h e com Dona Glorinha do Coco, às 20h. No mezanino infantil, a diversão fica por conta das “Histórias Fantásticas”, com a CIA AGORA EU ERA, às 17h A feira foi aberta, oficialmente, ontem (4), no Centro de Convenções de Olinda. Com uma grande homenagem ao Mestre Salustiano, o evento, que segue até o próximo dia 15, recebeu um grande público de cerca de 10 mil pessoas em seu primeiro dia de realização. Quem passou por lá se surpreendeu com as novidades deste ano, entre elas o polo gastronômico que abriga 15 marcas de cervejas locais, o consagrado Bar do Seu Luna e o espaço Legado Mestre Salu, uma mostra com exibição de figurinos do Maracatu Piaba de Ouro, estandartes e peças do acervo da família Salustiano. O Governador Paulo Câmara e a primeira dama, Ana Luiza, realizaram a abertura oficial da Fenearte, percorreram corredores da feira e cumprimentaram os artesãos pernambucanos que representam cerca de 80% do total de expositores do evento. Com investimento de R$ 5 milhões e expectativa de movimentação financeira próxima de R$ 43 milhões, a feira espera atrair um público de 300 mil pessoas. São mais de 800 estandes que reúnem uma rica produção artesanal local de todos os estados da Federação Brasileira e mais 22 países, numa área de 30 mil m². Logo no primeiro dia da feira, o público foi recepcionado por bonecos gigantes, estandartes e pelo Maracatu Piaba de Ouro. No palco da Praça de Alimentação, os shows ficaram por conta do Cavalo Marinho Boi da Luz, Coco do Pneu e Geração Salu – Espetáculo Trupecada.

Fenearte promove hoje palestras e oficinas Read More »

Recife receberá a 8 ½ Festa do Cinema Italiano

A cidade de Recife (PE) volta a ser palco do festival 8 ½ Festa do Cinema Italiano, que traz mais uma vez ao Brasil uma seleção ambiciosa e exclusiva, com os melhores e mais interessantes filmes da recente produção italiana. A mostra será realizada de 2 a 8 de agosto 2018 em mais onze cidades do País. Em Recife os filmes serão exibidos no Cinema São Luiz. O 8 ½ Festa do Cinema Italiano é um evento organizado no Brasil pela Associação Il Sorpasso em colaboração com Mottironi Editore e com o apoio institucional da Embaixada da Itália em Brasília, dos Institutos Italianos de Cultura de São Paulo e Rio de Janeiro e do Cinecittà Luce. Além disso, conta ainda com a colaboração da rede de Consulados Italianos em todas as cidades que recebem o festival no Brasil. O 8 ½ Festa do Cinema Italiano é patrocinado pela Florense, empresa de grande renome internacional no ramo mobiliário de alta qualidade e por Pasta Garofalo, histórica marca de massa de Gragnano ligada ao mundo da cultura e um dos produtores mais apreciados pelos italianos. Depois de dez anos de sucesso em dezenas de cidades lusófonas e em três continentes diferentes, 8 ½ Festa do Cinema Italiano encontrou espaço para se tornar um evento de grande relevância também no Brasil. Além do número de cidades, aumentaram também o número de filmes apresentados e as sessões programadas, serão quase 300 em uma semana de exibição. Cresceram os números e cresceu também a qualidade da nossa seleção. Estão garantidas as premières de importantes filmes, que fizeram grande sucesso nos mais importantes festivais internacionais, como Fortunata, de Sergio Castellitto, protagonizado por Jasmine Trinca, prêmio de Melhor Atriz na Mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes; Nico 1988, de Susanna Nicchiarelli, vencedor da Mostra Orizzonti, no Festival de Veneza; e Dogman, de Matteo Garrone, filme de grande impacto, aplaudido na competição do Festival de Cannes deste ano, que deu a Marcello Fonte a Palma de Ouro de Melhor Ator. Não esquecemos o último filme co-realizado por Vittorio Taviani, Uma Questão Pessoal, baseado no livro de Beppe Fenoglio. A Ternura, intenso drama de Gianni Amelio, e A Vida em Família, de Eduardo Winspeare, apresentado no último Festival de Veneza. Assim como Emma, de Silvio Soldini, com uma notável interpretação de Valeria Golino no papel de uma deficiente visual. Há espaço também na programação para os maiores sucessos de público da mais recente temporada na Itália, como A Garota na Névoa, de Donato Carrisi, um suspense policial protagonizado por Toni Servillo. O último filme de Gabriele Muccino, Aqui por Casa Tudo Bem, e também Made in Italy, realizado por Luciano Ligabue, um dos mais conhecidos cantores e compositores da Itália. Sem falar de Pobres, mas Ricos, de Fabio Brizzi, divertidíssima comédia sobre uma família que se torna inesperadamente riquíssima. Vale destacar ainda que o 8 ½ Festa do Cinema Italiano exibe todos os filmes da sua programação simultaneamente em todas as doze cidades onde ocorre, sempre com pelo menos dois filmes em cartaz por dia. Além disso, a maioria dos títulos apresentados têm distribuição garantida em território nacional e entrarão em cartaz nos próximos meses. Mais novidades, a programação definitiva com os filmes e os convidados serão anunciadas nas próximas semanas no website oficial: www.festadocinemaitaliano.com.br SINOPSES DOS FILMES DOGMAN Matteo Garrone ITÁLIA // 2018 //100’// OV// LEG.BR Marcello é um homem franzino e tranquilo que trabalha em um modesto petshop na periferia de Roma. Mantém uma ambígua relação de submissão com Simone, um ex-boxeador que aterroriza o bairro inteiro. Mas após mais uma prepotência do violento amigo, Marcello planeja uma terrível vingança. Baseado em uma das páginas das crônicas mais sangrentas do recente passado italiano, Dogman consegue tornar-se um inquietante retrato sobre a Itália dos dias de hoje, onde não existe a solidariedade e a lei vigente é a do mais forte. Palma de Ouro em Cannes pela magnífica interpretação de Marcello Fonte. EMMA (IL COLORE NASCOSTO DELLE COSE) Silvio Soldini ITÁLIA // 2017 //115’// OV// LEG.BR Teo é um homem criativo, seguro de si, trabalha em uma grande agência de publicidade e vive rodeado de mulheres. Mas um dia conhece Emma, uma médica osteopata, que faz das suas limitações as suas melhores qualidades. Emma, que desde criança possui deficiência visual, utiliza os outros sentidos para interagir com o mundo à sua volta. Uma história de amor única, tenra e original, onde os protagonistas aprendem a deixar-se conduzir em uma escuridão que não provoca medo. Apresentado no Festival de Veneza, o filme conta com uma grande atuação de Valeria Golino, em um papel exigente, mas perfeitamente interpretado. A VIDA EM FAMÍLIA (LA VITA EM COMUNE) Eduardo Winspeare ITÁLIA // 2017 //110’// OV// LEG.BR Em Disperata, uma pequena cidade no sul da Itália, o melancólico Filippo Pisanelli se sente terrivelmente incompetente em seu papel de prefeito. Somente seu amor pela poesia e sua paixão pelas leituras que faz aos detentos da região dão algum alívio a seu estado de depressão. Na prisão, ele conhece Pati, um ladrão de galinhas também nascido em Disperata. O ladrão e seu irmão sonhavam em se tornar os chefes da máfia de Capo di Leuca, mas o encontro com a literatura muda tudo e uma amizade incomum surge entre os três, potencializando escolhas corajosas. Um dos filmes mais bem acolhidos no Festival de Veneza 2017. NICO, 1988 Susanna Nicchiarelli ITÁLIA // 2017 // 93’// OV: Inglês/ Alemão/ Checo // LEG.BR Vencedor da Mostra Orizzonti no Festival de Veneza, Nico, 1988 é uma cinebiografia musical sobre a última fase da vida de Nico, ícone feminino dos Velvet Underground e musa de Andy Warhol. O filme retrata a vocalista naquela que seria a sua última turnê solo, enquanto tenta restabelecer a relação com o filho e lidar com a sua dependência química e depressão. Retratar uma figura tão icônica como a de Nico não se previa tarefa fácil, mas Susanna Nicchiarelli conseguiu um excelente resultado através de um filme onde o fragmento é mais

Recife receberá a 8 ½ Festa do Cinema Italiano Read More »

Contos e encantos no museu: grupo ‘As Trovadoras’ apresenta programação gratuita no MEPE

Para quebrar o paradigma dado aos museus e aproximar cada vez mais as crianças do universo fantástico das Artes, o grupo As Trovadoras estreia ‘Contos e Encantos no Museu’. Com incentivo do Funcultura, o projeto propõe dois encontros mensais, no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), com acesso gratuito. A ideia do ‘Contos e Encantos no Museu’ é fazer um intercâmbio entre as artes visuais e a literatura oral, na qual histórias, poemas, canções e a arte de interpretar dialogam com as obras expostas no MEPE, para apresentar ao público infantil um mix cultural. “Enquanto os adultos considerarem o museu um espaço de coisa morta, mais remota será a possibilidade de a criança ressignificar esta visão. Nós queremos levar para as crianças a ideia de que o museu é um espaço de troca, descoberta, produção de sentido, criação, espaços de memória, de história, de vida”, explica Camila Puntel, uma das integrantes do grupo, que ainda conta com Bruna Peixoto e Adélia Flô. A programação do projeto está dividida em dois encontros mensais. O “Cardápio Cultural”, que deverá acontecer na primeira quinzena de cada mês, com apresentações artísticas abordando as datas comemorativas e folclóricas daquele período, com acesso gratuito e aberto ao público. Já no “Contos no Museu”, que acontecerá sempre na última quarta-feira do mês, o grupo fará intervenções com poemas, histórias e canções que falem sobre as obras expostas no MEPE. Este último será exclusivo para alunos de escolas públicas. Nas apresentações As Trovadoras usam de recursos lúdicos como bonecos de pano, artesanatos, instrumentos musicais que se transformam em personagens, entre tantos outros. Excepcionalmente neste primeiro mês, serão dois encontros do Cardápio Cultural, nos dias 7 e 15 de julho, a partir das 10h, no Museu do Estado de Pernambuco. No dia 7, a temática será “Poesias Brincantes”, com brincadeiras de antigamente – cantigas de roda, brincadeiras de rua, cantigas – embaladas por canções populares e composição do grupo. A estreia do projeto contará com a acessibilidade do tradutor de libras. “Poesias da Natureza” será a temática do dia 15. Nessa proposta o grupo, com suas cestas de piquenique, promove um piquenique de poesia voltado para o tema sustentabilidade e cuidados com a natureza. Com um repertório musical que canta as belezas naturais e o amor pela natureza o trio vai soltando as poesias e encantando o público infantil e também adulto. “Crianças, jovens e adultos irão viver dias de aventuras e descobertas nesse espaço fantástico que é o Museu do Estado, onde poesia, música, histórias, quadros, objetos se misturam com obras de artistas daqui e dacolá numa grande e incrível ciranda das artes. A porta está aberta para todo o público”, convida Bruna Peixoto.

Contos e encantos no museu: grupo ‘As Trovadoras’ apresenta programação gratuita no MEPE Read More »

Sebrae-PE lança grife na 19ª Fenearte

Em 2018, o Sebrae-PE inova sua forma de atuação na maior feira de artesanato da América Latina, a Fenearte, para valorizar ainda mais o artesanato local e os empreendedores do setor. Entre as novidades, está o lançamento de uma coleção, a RHISOPHORA, criada a partir do trabalho de 30 artesãos pernambucanos e de uma mentoria feita pelo designer nacionalmente conhecido Marcelo Ronsenbaum. A coleção apresenta a identidade e as raízes locais, com um enfoque de mercado e peças exclusivas.  A exposição acontecerá durante todos os dias da feira, de 04 a 15 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. A grife RHISOPHORA foi criada em conjunto por trinta artesãos urbanos, com diferentes talentos e especialidades, ao longo de uma mentoria de três meses consecutivos de Marcelo Rosenbaum. Nessa atividade, que foi intitulada Jornada Criativa, buscou-se reconectar os artesãos com suas ancestralidades e inserir um olhar de mercado em suas produções. “Quando fui convidado pelo Sebrae Pernambuco para fazer essa mentoria, a ideia era que eu entendesse o trabalho, a vocação, as metodologias dos trinta artesãos e, a partir desse encontro, que estimulasse a identidade pernambucana no trabalho deles, trazendo isso ainda mais para fora. Criamos uma coleção que pode ser levada para o mercado nacional e, quem sabe, para o mundo também”, afirma Rosenbaum. O Sebrae-PE ocupará 540m² na 19ª Fenearte. No local, foram reservados 6m² de destaque para a exposição da marca RHISOPHORA. O espaço foi idealizado pelo próprio Rosenbaum, para que valorizasse as peças da grife e dialogasse com elas. Marcelo também colaborou com a idealização do restante do espaço do Sebrae, proporcionando uma relação com a exposição. Todos os produtos da exposição poderão ser comprados nos estandes de cada artesão. Após a Fenearte, a coleção vai percorrer todo o estado de Pernambuco, passando pelo rio Capibaribe, Litoral, Zona da Mata, Agreste e Sertão. Os trinta artesãos participantes da Jornada Criativa e envolvidos no projeto RHISOPHORA: Eduardo Amorim, Edson Santos, Bruna Spinelli, Cícero Morais, Cláudia Pontual, GG pedrosa, Valcira da Rocha, Eriberto Lima, Josenilda Soares, Maria das Neves, Maria Ribeiro, Andréa Lucena, Márcia Cavalcanti, Renata Jatobá, Nadja Lima, Elizete Barreto, Simone Andrade, José Maurício de Lima, Rafaela Mendes, Viviane Locatelli, Míriam Gonçalves, Áurea Souza, Madalena Amorim, Carolina Leal, Cândida Lins, Íldima Lima, Taciana Pontual, Lorane Barreto. JORNADA CRIATIVA – O Sebrae-PE convidou Marcelo Rosenbaum, designer com experiência no desenvolvimento de grandes projetos de valorização de culturas, artesanatos e produtos regionais, e conhecido principalmente pelos seus trabalhos no programa de televisão Decora (GNT) e no quadro Lar Doce Lar (Caldeirão do Huck – TV Globo), para fazer uma mentoria com 30 artesãos pernambucanos. A Consultoria especializada em Design de Produto foi nomeada Jornada Criativa, e contou com encontros constantes ao longo de três meses para a criação de uma linha de produtos que transmitam a identidade cultural pernambucana, concebida com foco no mercado. Dessa mentoria surgiu a coleção RHISOPHORA, que retrata a flor do mangue e carrega a cara, as cores e a ancestralidade da terra dos altos coqueiros, fazendo referências diretas às raízes locais e apresentando identidade e história em seu DNA.  

Sebrae-PE lança grife na 19ª Fenearte Read More »