Cultura e história

Conservatório Pernambucano de Música abre as portas para 8º Festival de Música Instrumental

O Conservatório Pernambucano de Música realiza, neste fim de semana, a 8ª edição do Festival de Música Instrumental. Com intuito de divulgar a música instrumental de caráter popular, o evento leva ao espaço nomes de destaque no cenário nacional, bem como artistas pernambucanos consagrados, em apresentações gratuitas. “É uma grande satisfação conseguirmos manter o festival em nosso calendário. Promover a música instrumental de caráter popular é uma forma de mostrar a pluralidade do Conservatório. Somos uma escola de música erudita, mas também popular. O foco é a excelência nos diversos gêneros musicais”, destaca a gerente geral da instituição, Roseane Hazin. Nesta sexta-feira (29), a partir das 18h30, se apresentam o pianista Amaro Freitas (PE) e o gaitista Gabriel Grossi (DF). Este último será acompanhado pelo pianista Eduardo Farias (RJ). Já no sábado (30), será a vez do Granduo Brasil (PE) e do Ítalo Sales Quarteto (PE), a partir das 17h. Graduado em Produção Fonográfica, o recifense Amaro Freitas trilha carreira também como pianista, tecladista, compositor e arranjador. Atualmente, se prepara para lançar o segundo álbum da carreira, sucessor do aclamado Sangue Negro (2016). Diferente do que costuma apresentar com o Amaro Freitas Trio, no qual é acompanhado por contrabaixo e bateria, ele vai explorar repertório para piano solo, composto majoritariamente por músicas autorais. Mas haverá espaço para uma releitura de Lamento Sertanejo, do saudoso Dominguinhos. “Nessa música eu vou usar a estrutura toda do piano, ou seja, tentar tirar som das cordas, criar efeitos dentro da caixa acústica do instrumento. Tento trazer essa imagem desse ‘lamento’ através das sonoridades que eu posso tirar do piano”, explica o músico. “Vou tocar a música Norte, do Sangue Negro, mas com leitura diferente da que é feita no disco, e também outras três canções inéditas. Estas trabalham muito arquitetura, improvisação instantânea e a matemática da independência das mãos”. Dessas três inéditas, Amaro conta que duas farão parte do novo trabalho em estúdio, gravado com o trio. O lançamento está marcado para o fim do segundo semestre, primeiro fora e depois dentro do Brasil. O público que comparecer ao festival, portanto, pode esperar um show marcado pelas caraterísticas das melodias, do lírico, mas também um piano “frenético, percussivo e instigante”, navegando entre mistério e intensidade. Também atração da sexta-feira, o renomado gaitista brasiliense Gabriel Grossi traz para Recife bagagem recheada por 11 discos lançados, além de gravações e participações em shows de grandes nomes da música nacional e internacional, dentre os quais Hermeto Pascoal, Hamilton de Holanda e Dave Matthews. Para a apresentação aqui, o músico contará com a companhia especial do pianista carioca Eduardo Farias, em formato de duo. Eduardo é um dos mais requisitados pianistas da nova safra nacional e já foi parceiro de João Donato e Yamandu Costa, dentre outros. No sábado, o Granduo Brasil, do clarinetista Ângelo Lima e do violonista Rafael Meira, transitará por elementos que remetem à identidade da música brasileira, desde a valsa até o samba. O projeto foi formado em 2014, como resultado dos encontros que intermediavam as aulas da graduação de ambos na Licenciatura em Música da Universidade Federal de Pernambuco e tem como foco a valorização da música brasileira através da “reinvenção do novo”. Encerra o festival o Ítalo Sales Quarteto, executando as canções de Dorsal, disco autoral de estreia em que o frontman e guitarrista se debruça por diversas influências vindas música popular do Recife, de Pernambuco, do Brasil e do mundo. SERVIÇO: 8ª Festival de Música Instrumental do Conservatório Pernambucano de Música – Sexta (18h30) e sábado (17h), no Auditório Cussy de Almeida (Av. João de Barros, 594, Santo Amaro). Gratuito. Informações: 3183-3411 e www.conservatorio.pe.gov.br.

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Orquestra Criança Cidadã estreia grupos de câmara no projeto Música na Igreja neste domingo (1º)

Neste domingo (1º), às 17h, a Orquestra Criança Cidadã estreia dois grupos de câmara na Igreja da Madre de Deus, dentro do projeto Música na Igreja, promovido pela Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Turismo e Lazer da Prefeitura do Recife. O Trio Optus e o Quarteto Vivace apresentam duas peças de alta magnitude do período clássico – época que abrange composições escritas entre 1750 e 1810, aproximadamente. Ambas as partituras foram indicada aos alunos pelo maestro Nilson Galvão Jr., diretor musical da OCC. A entrada é gratuita. O Quarteto Vivace – formado por André Luiz Serapião (violino I), Luhan Lucena (violino II), Cícero Bezerra (viola) e Miquéias Santana (violoncelo) — interpreta o Quarteto em sol maior, op. 76 n° 1, do austríaco Franz Joseph Haydn (1732-1809). Escrito em 1797, esse quarteto abre uma série de seis obras de Haydn para a mesma formação instrumental dedicadas ao conde húngaro Joseph Georg von Erdődy (1754–1824). “Esse quarteto o maestro nos deu com a intenção de fortalecer o aprendizado na música de câmera e está sendo muito produtivo estudá-lo. Como é o nosso primeiro recital, estamos buscando entrosamento, mas também expondo as qualidades individuais do grupo, e ficamos muito felizes por tocar Haydn”, conta o spalla André Luiz. O quarteto está ensaiando a partitura durante dois dias da semana: às segundas, com supervisão do professor de violino Thiago Formiga, e às quintas, com o maestro Nilson Galvão. Já o conjunto integrado por Micaele Cristina (violino), Letícia Ferreira (viola) e Davyd França (violoncelo), o Trio Optus, tem como missão tocar o Trio de cordas em ré maior, op. 09, n° 2, de Ludwig van Beethoven (1770-1827). Concebidos em 1796, os três trios do do célebre compositor alemão catalogados sob o número 9 foram concluídos dois anos mais tarde. O primeiro trio de Beethoven, no entanto, nasceu como op. 3. Para Micaele Cristina, a indicação da peça feita pelo maestro, foi uma surpresa muito bem-vinda. “Está sendo um desafio fazer esse trio, que é bastante difícil. A gente combinou com o prof. Formiga de passarmos a partitura com ele toda sexta”, comenta a violinista. Ela, Letícia e Davyd ensaiam juntos também às quartas, em casa, no bairro do Coque. “Estamos concentrados só nessa peça. Já tocamos juntos, outras vezes — arranjos de músicas populares que a gente sempre toca. Agora é a primeira vez com música de câmara mesmo”, completa Micaele. “Buscando oferecer oportunidades diversificadas e gratuitas de lazer e cultura para o recifense e os turistas que visitam nossa cidade, o Música na Igreja acontece no primeiro domingo de cada mês e a cada edição apresenta uma atração diferente de orquestra ou grupo instrumental.”, explica Ana Paula Vilaça, Secretária de Turismo, Esportes e Lazer da Prefeitura do Recife. MÚSICA DE CÂMARA – Na tradição da música clássica, chama-se de música de câmara aquela executada por pequenos grupos instrumentais, de dois a nove integrantes: duos, trios, quartetos até nonetos. Conjuntos de dez a vinte instrumentistas já configuram orquestras de câmara. De todo modo, o nome “câmara” vem das câmaras (recintos) palacianas, onde esse repertório era costumeiramente tocada. Trata-se de uma tradição musical que requer plenos entrosamento e atenção entre os músicos, além de maior proximidade e concentração da plateia — um universo essencialmente intimista, se comparado à ópera e à música sinfônica.

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Rock Na Calçada celebra a nova música independente no Recife

Abrindo espaço para bandas e artistas de destaque do circuito independente do Nordeste, o festival Rock Na Calçada (RNC) realiza sua 23ª edição neste próximo sábado (30/06), com um dia inteiro de shows na Torre Malakoff, a partir das 14h. O evento, palco oficial do Festival Big Dia da Música no Recife, reunirá nove artistas e grupos promissores da cena cultural de Pernambuco e Paraíba para apresentações gratuitas ao público, além de uma grande atração de fechamento. Consolidado enquanto vitrine das novidades da música independente, o festival segue firme com sua proposta de dar espaço e voz à arte produzida de forma alternativa. Serão mais de 5 horas dedicadas a revelar novas sonoridades em show-cases de nove artistas e bandas que vêm ganhando notoriedade localmente – Atroça, Carol Ribeiro, Coxas d’Amélia, Fernandes, Lucas Torres, Madalena Moog, Meiofree, Sea of Monsters e Will2Kill. A noite terminará com um grande show do cantor Romero Ferro. Com capacidade para 1,2 mil pessoas, o RNC conta com um programação eclética, que celebra a diversidade de ritmos – hip-hop, experimental, pop rock, blues, MPB, metal, entre outros – mostrando a capacidade criativa e inventiva da arte feita no Nordeste. “Apesar de trazer a palavra rock no nome do festival, o RNC é democrático e preza por abraçar toda forma de arte que traga novos ares à nossa cena musical”, afirma Du Lopes, produtor à frente do RNC. O evento contará também com loja oficial com itens personalizados do festival, comércio de artesanato, bar e restaurante, fortalecendo a economia criativa local. Nos intervalos das bandas, o som fica a cargo da DJ Cláudia Summer. Após as apresentações, a festa ganha continuidade no bar Apolo 17, em um after comandado pelos DJs Magayver Loop, Pepe Jordão e Juvenil Silva. O Rock Na Calçada acontece por realização da produtora Cubo8, com apoio e anuência da Secult e da Fundarpe. SOBRE O BIG DIA – Como palco do Big Dia da Música (BDDM), maior festival em rede do Brasil, o Rock Na Calçada entrará pela primeira vez para o circuito nacional. Isso porque os shows no Recife compõem a grade oficial do Big Dia e acontecem em simultaneidade com outras apresentações em Rio de Janeiro e Cabo Frio (RJ); São Luís (MA); Uberlândia (MG); e São Paulo (SP) – esta última sede do festival, com 23 palcos espalhados pela cidade. O festival acontece desde 2015, sendo esta a 4ª edição do Big Dia. A nível nacional, o BDDM já recebeu em seus palcos Linn da Quebrada, Ludovic, Mombojó, Negro Leo, As Bahias e a Cozinha Mineira, Mahmundi e O Terno. SOBRE O RNC – O protagonismo do Rock Na Calçada já se mostra visivelmente em seus três anos de atividades. O projeto acontece desde 2016 de forma itinerante, levando música independente a espaços públicos do Recife e Região Metropolitana, onde geralmente a arte não chega. Em 2018, a 23ª edição acontece pela primeira vez dentro da programação do Big Dia Da Música, projetando a iniciativa nacionalmente. Entre os destaques que já tocaram no RNC estão nomes relevantes no cenário musical independente, como Zeca Viana, Guido (SP), Graxa Hugo dos Santos (PI), Combo X, Lamento Negro e Juvenil Silva. O festival também foi responsável por revelar bandas a exemplo de Verdes & Valterianos, Os Aquamans e Incepsônica. SERVIÇO: 23ª Edição do Rock Na Calçada – Polo Recife no Big Dia da Música Quando: sábado, 30 de junho de 2018 Onde: Torre Malakoff (Praça do Arsenal da Marinha, S/N – Bairro do Recife, Recife/PE) Horário: A partir das 14h Entrada gratuita. PROGRAMAÇÃO: Torre Malakoff (Praça Arsenal da Marinha): 14h – 14h35 Carol Ribeiro (PE) 14h50 – 15h25: Coxas D’Amélia (PE) 15h40 – 16h15: Atroça (PE) 16h30 – 17h05: Sea of Monsters (PB) 17h20 – 17h55: Meiofree (PB) 18h10 – 18h45: Fernandes (PE) 19h – 19h35: Lucas Torres (PE) 19h50 – 20h25: Will2Kill (PE) 20h40 – 21h15: Madalena Moog (PB) 21h30 – 22h10: Romero Ferro (PE) Apolo 17 (Rua do Apolo, 170, Bairro do Recife): 22h30 – 0h: Magayver Loop 0h – 01:30: Pepe Jordão 01h30 – 03h: Juvenil Silva

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Nostalgia acalantada na obra de Fátima Quintas

*Por Paulo Caldas Tempos Perdidos – Memórias, Edições Bagaço, 2018, são sentimentos e emoções revividas transformadas em livro pela escritora Fátima Quintas, que vão além do primoroso projeto visual. O conteúdo intimista da publicação contempla, ao mesmo tempo, o universo vivenciado pelo recifense, com especial significado para os que já venceram as 60 primaveras. Do interior dos capítulos surge um Recife nostálgico, revelador de aspectos sociológicos, econômicos, artísticos, quando se vivia numa cidade mais lenta, menos estressante, mais romântica e menos pragmática. O texto traz o foco narrativo na primeira pessoa, característica peculiar do escrever da autora e já consagrado nas crônicas semanais curtidas pelos leitores do Jornal do Commercio, todos cativos da criatividade presente nos contos, ensaios e romances, dentre as suas 50 obras publicadas. O texto é requintado; bem-apessoado, obediente aos rigores gramaticais: “Não me recordo do nome da sua esposa, uma senhora forte, igualmente elegante, ‘dir-se-ia’ um casal distinto”. A crônica Ir ao Recife reproduz com fidelidade na mente de quem lê as vozes daquela hora: “deforete”, “fidalgo”, “garbo”, “encontros fortuitos”, o real significado de momentos indeléveis que permanecem vivos, apesar deste desembestado galope do tempo. No dobrar das páginas, entramos no seu mundo guardado: a casa, objetos, família e amigos. Esta voz intimista segreda ao leitor, na crônica Sussurros, nuances do tipo: “A vida nunca me aconteceu de dia, nunca à luz do sol, só à noite é que o mundo se resolve para mim, e lentamente”. E assim, vai conversando e na mesma crônica enfatiza: “O mundo de hoje não tem lugar para suspiros secretos. Soam como perda de tempo ou algo anacrônico, em pleno desuso”. No texto de Jamais esquecer, confessa: “Em mim, há pedaços tão vivos de passados, que os tempos não se separam em caixinhas isoladas de costura, cada uma com a sua função específica”. Há uma prática interessante no decorrer da leitura: a intertextualidade, com expressões de autores consagrados: Marguerite Yourcenar, Ernesto Sábato, Miguel Torga, Gilberto Freyre e Clarice Lispector, estes dois mais próximos da gente. Com sutil habilidade, Fátima Quintas nos apresenta, além de imagens bem desenhadas, o sentir dos sabores e odores, seja no Mercado da Encruzilhada ou na Casa Matos, virtude rara na arte literária, considerando que dispomos apenas da palavra escrita como instrumento de expressão. Ao fim, sentimos o cheiro e sabor da “cartola”, iguaria nativa preferida desde quando não havia a invasão dos hambúrgueres. *Paulo Caldas é escritor

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Fatos políticos do país ocupam o palco do Teatro Arraial

Uma das principais linguagens artísticas, a dança contemporânea, levará para o palco do Teatro Arraial Ariano Suassuna o debate sobre fatos políticos do país, indo desde a época da ditadura militar até os dias de hoje, com o espetáculo “Cárcere”. Concebido e coreografado por Ivana Motta e com direção de Marcela Aragão, a montagem é do Grupo Corpore de Dança, do Sesc Piedade, e será apresentada nesta sexta-feira (29/6) e no sábado (30/6), às 20h. Os ingressos custam R$ 20 e os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e estudantes pagam R$ 10. A apresentação de dança retrata a falta de liberdade, repressão e a violência, individual e coletiva, vivida no período da Ditadura Militar em 1964, estimulando o público a refletir sobre em que prisão se encontra. Com 45 minutos de duração, a montagem é formada pelas bailarinas Débora Freitas, Graci Costa, Ildete Mendonça, Luara Mendonça, Milla Flor e Vitória Mendes. A classificação etária é 12 anos. A montagem teve seu processo de criação iniciada em 2014 para lembrar os 50 anos do golpe e foi resultado de mais de um ano de dedicação, investigação e estudo do grupo Corpore sobre o tema. A classificação etária é 12 anos. Sesc – O Serviço Social do Comércio (Sesc) foi criado em 1946. Em Pernambuco, iniciou suas atividades em 1947. Oferece para os funcionários do comércio de bens, serviços e turismo, bem como para o público geral, a preços módicos ou gratuitamente, atividades nas áreas de educação, saúde, cultura, recreação, esporte, turismo e assistência social. Atualmente, existem 19 unidades do Sesc do Litoral ao Sertão do estado, incluindo dois hotéis, em Garanhuns e Triunfo. Essas unidades dispõem de escolas, equipamentos culturais (como teatros e galerias de arte), restaurantes, academias, quadras poliesportivas, campos de futebol, entre outros espaços e projetos. Para conhecer cada unidade, os projetos ou acessar a programação do mês do Sesc em Pernambuco, basta acessar www.sescpe.org.br. Serviço: Espetáculo Cárcere Data: 29 e 30 de junho de 2018 Local: Teatro Arraial Ariano Suassuna Horário: 20h Ingresso: R$ 20 e os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e estudantes pagam R$ 10.

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Práticas Desviantes acontece sábado (30) no Museu Murillo La Greca

Neste sábado (30), a partir das 16h, os jardins do Museu Murillo La Greca, em Parnamirim, estarão ocupados pela 2ª edição do Práticas Desviantes, uma proposta de compartilhamento de singularidades artísticas e de convite à habitação da área aberta do equipamento. O museu é gerido pela Prefeitura do Recife através da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife. A proposta do encontro, que vai receber nove artistas, é criar um espaço crítico que aborde os temas do isolamento, da morte social, do esquecimento da cidade e da invisibilidade de alguns corpos. A grande questão em causa é: como manter vivos, em tempos de crise, os vetores da ação, da organização coletiva e dos movimentos? Além dos trabalhos que foram selecionados por uma curadoria colaborativa entre a equipe do educativo do Museu Murillo La Greca e a pesquisadora independente Rita Vênus, haverá a participação da artista visual Lia Letícia. Ela apresentará uma proposta de reflexão sobre o espaço a partir de dispositivos e fala aberta às 18h. Na ocasião, também será lançado o livro de poesia “Quando as pétalas caem” de Tácio Russo, integrante do coletivo do Controverso Urbano; e as Djs da Infeccxiosas vão tocar nos intervalos das ações do evento que está previsto para terminar às 21h. Programação: Núbia La Nena Callejera – Eu Matei Gilberto Freyre (vídeo) Coletivo Encruzilhada – Alvos Móveis (vídeo) Lua Luz e David Santos – Transgressão (performance) Adelmo Vale – Macarrão ao Molho Negro (performance) Abiniel Nascimento – Aluga-se (intervenção) Gi Vatroi – Afronte (performance) Felipe Gondim – A cidade sob os pés? Os pés são a cidade! (lambe-lambe) Adélia Oliveira – A casa de número 0 (instalação) Luana Andrade – Dispositivo de Emergência (instalação) Serviço: Exposição Práticas Desviantes Visitação: Sábado (10), das 16h às 21h Local: Museu Murillo La Greca (Rua Leonardo Bezerra Cavalcante, 366, Parnamirim) Entrada gratuita Informações: 3355-3129

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Programação de Arcoverde segue até o dia 30

Depois de registrar, por dia de evento, 60 mil pessoas, Arcoverde dá continuidade às festividades juninas, que este ano homenageia a Banda de Pífanos Santa Luzia. O Polo Multicultural, na Praça da Bandeira, vai reunir diversos nomes da cena musical em shows gratuitos. Nesta sexta-feira (29), também no mesmo horário, sobem ao palco a dupla Icaro & Vitório, Paulinha &Silvânia e Farra dos 600. A última noite (sábado, 30) de festa no principal polo da cidade terá shows de Marzinho de Arcoverde, Carlos & Fábio e Márcia Fellipe. Além dos shows do palco principal, o público que estiver na cidade também terá acesso a outras manifestações culturais. No Polo das Artes, no Largo do Cecora, todos os dias, das 16h às 19h, há jogos e brincadeiras juninas. Após esse horário, há programação todos os dias até o fim da festividade. Amanhã (quinta-feira, 28), vão se apresentar o afoxé Ya Omi Ogunté e Sertão Maracatu. Na sexta (29), é a vez do Boi Diamante, Palhaçaria, Coco Trupé e Romero Ferro. No dia seguinte (30), o público poderá assistir Cavalhada Tamboril, Cabaré – Variedades Circenses, Seu Luiz Paixão e Em Canto e Poesia. O Polo da Poesia, no na Budega da Poesia, no Bairro de São Cristóvão, terá atividades a partir das 15h. Nesta sexta (29), vão se apresentar Diamante do Forró, Art Nordestina com Pé de Gréia e George Silva e os Pariceiros. No sábado (30), Contadores de Histórias, Coco Pisada Segura e Trio Chão Caboclo encerram a programação do palco. Na sexta (29), com início previsto para 22h, Giovane do Acordeon e Alberone e Balão Popular fazem show no espaço. Sábado (30) se apresentam, também a partir das 22h, Cintura de Pilão e Zé Corro e Forró Água de Coco. No Alto do Cruzeiro, o Polo Raízes do Coco tem programação no início da noite. Na sexta (29), se apresenta o Quebra Coco Aliança, Dirimbó e Sevy nascimento. Por fim, no sábado (30), a partir das 17h, o Samba de Coco das Irmãs Lopes abrem as atividades, seguidas de Fim de Feira e Claudio Rabeca. Exposições e oficinas também integra a programação junina deste ano. No Polo Estação da Cultura, na Estação da Cultura, duas exposições estão abertas para visitação: Infinito Olorum e Memória, Imagem e Ação, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Na sexta (29) e sábado (30), também haverá oficinas de Mobilidade em Perna de Pau, Percussão, Customização Junina e Grafitagem. Para quem gosta de rock e músicas alternativas, o Polo Rubens Pastor, ao lado da Escola de Referência em Ensino Médio Carlos Rios, nas imediações da Praça Winston Siqueira, terá programação com O Mago, Cordel Vagabundo e Zé Brown, a partir das 20h30 desta sexta-feira (29). No dia seguinte (30), às 21h40 sobe ao palco BCR, seguida de Joanatan Richard e Sistema de Protesto.

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Espetáculo Senhora de Engenho Entre a Cruz e a Torá se apresenta em julho em Camaragibe

O espetáculo Senhora de Engenho Entre a Cruz e a Torá comemora 06 anos de uma bela história, se apresentado nos dias 06 e 07 de julho,sexta-feira e sábado, ás 19h., no Casarão de Maria Amazonas, Camaragibe-PE. Nessas apresentações será feita também uma bela homenagem ao artista José Manoel da Silva Sobrinho (José Manoel). A peça participou de vários projetos e mostras onde recebeu prêmios, indicações e homenagens pela sua longa e belíssima trajetória. Podermos citar alguns como: VIII Festival Internacional de Teatro do Chile, 20º Janeiro de Grandes Espetáculos, Festival Cultural Hermilo Borba Filho/Palmares-PE, IV Festival de Teatro de Igarassu, Cultura Nossa, Pernambuco Fala Olinda, Mostra Curumim de Teatro no SESC Ler/ São Lourenço da Mata, Mostra Yapoatan de Teatro do SESC Piedade, apresentação para o SESC Nacional/DN no projeto Treinamento de Roteiros Inovadores do Turismo Social, Projeto Temporada SESC Goiana, XVI Todos Verão Teatro, Mostra de Teatro Sertão do Pajeú, II Festival de Cultural Risadinha, Outubro ou Nada/2ª Mostra de Teatro Alternativo do Recife e o Projeto A Porta Aberta na Escola de Arte João Pernambuco. O Espetáculo cumpriu temporadas no Casarão de Maria Amazonas, Teatro Marco Camarotti, Espaço Fiandeiros e Teatro Hermilo Borba Filho. Participou do projeto de Circulação de Teatro pelo FUNCULTURA no Rio de Janeiro, Caicó-RN, Brejo da Madre de Deus, Serra Talhada, Camaragibe e Recife. O Texto é baseado na história real, quase lendária, da portuguesa Branca Dias e de sua luta para se manter fiel a sua fé judaica. Enfrentando tanto Santa Inquisição em Portugal, o que lhe rendeu uma passagem pelo cárcere; quanto o preconceito e a intolerância no Brasil, na aurora da colonização (primeira metade do século XVI). Branca Dias é uma mulher forte e destemida, porém cheia de conflitos. Suas emoções intensas contra o seu senso de justiça, sua fé inabalável na Torá contra a culpa de ter que apresentar um credo religioso diferente. A Produção do espetáculo nessa comemoração de seis anos homenageia José Manoel da Silva Sobrinho, o nosso querido José Manoel, um dos artistas mais importante da história do teatro brasileiro como diretor, professor, ator, autor e produtor. Podermos citar alguns peças dirigidas por José Manoel: SISTEMA 25, Como a Lua, Ritos da Perversão, Com Panos e Lendas, Antígona, A Linda Rosa, Anjos de Guarda. Quero dar um destaque ao espetáculo SISTEMA 25 um dos mais belos e importantes da história do teatro brasileiro.

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Moçambicanos lutam pela sobrevivência em plena guerra civil no filme “Comboio de sal e açúcar”

*Houldine Nascimento A história de Moçambique é marcada por diversos conflitos. O país, localizado no sudeste africano, só se tornou independente de Portugal em 1975. Dois anos depois, os moçambicanos tiveram de conviver com uma duradoura guerra civil, que se estendeu até 1992. É nesse contexto que está “Comboio de sal e açúcar”, em cartaz nos cinemas brasileiros. A trama se passa em 1988. Um letreiro inicial ressalta que a população arrisca as vidas em trens carregados de sal que atravessam o território . O produto serve como moeda de troca com o país vizinho Malawi, rico em açúcar. Nessas viagens, o risco é enorme e os comboios são constantemente atacados por forças opositoras ao regime socialista. O diretor Licínio Azevedo — brasileiro radicado em Moçambique há mais de 30 anos — parte de uma história antes narrada por ele em livro. O foco é justamente uma dessas viagens. Um grupo de pessoas sai de Nampula (província no Norte do país) até Malawi. A infraestrutura é precária e, muitas vezes, os que são contrários ao regime destroem os trilhos. Neste cenário, Azevedo desenvolve diversos personagens. Alguns com o arco dramático mais complexo, como a enfermeira Rosa (Melanie de Vales Rafael), que está indo a um hospital para trabalhar. Nesse trajeto, ela faz amizade com algumas mulheres, a exemplo de Mariamu (Sabina Fonseca), que, assim como muitos, pega carona para trocar sal por açúcar e lutar pela subsistência. Na escolta, há militares. O tenente Taiar (Matamba Joaquim) é o mais sensível aos civis. Já o segundo-tenente Salomão (Thiago Justino), claramente um tipo, age com brutalidade. Num dos casos, toma a mulher de um dos passageiros e a violenta, além de agredir o homem. Para sair do papel, “Comboio de sal e açúcar” contou com verba de cinco países: Portugal, Moçambique, França, Brasil e África do Sul. É um produto tecnicamente bem realizado. As cenas dos ataques, no entanto, poderiam ser mais duradouras e terem uma melhor construção. De qualquer forma, filmes moçambicanos (feitos com raridade) são sempre bem-vindos. *Houldine Nascimento é jornalista

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Centro Cultural Judaico de Pernambuco promove lançamento do livro Viduy

O Centro Cultural Judaico de Pernambuco realiza o lançamento do livro Viduy, do poeta e dramaturgo Odmar Braga. Será nesta quarta feira, 27 de junho, na Sinagoga Kahal Zur Israel. Viduy são poemas-confissões sobre emoções e sentimentos do que é vivido. No prefácio, já se tem uma indicação do que se trata: “são de poemas de memória e testemunho”, diz a professora Matilda Koén-Sarano, pesquisadora da Universidade Ben Gurion e autoridade máxima na língua Ladino em Israel. O livro é escrito em Ladino que é a língua dos judeus da Península Ibérica, denominada também de Sefarad e, hoje, falada nos vários continentes. Com o lançamento desse livro, o Centro Cultural Judaico de Pernambuco inicia uma série de atividades ligadas ao Recife Sefarad. Um projeto cultural que desvela a importante relação de Recife com a memória Sefarad e a herança cultural da “Iberiacidade” no exílio. Durante o lançamento haverá apresentações dos professores convidados Jacques Ribemboim (UFRPE) e Renato Athias (UFPE) sobre a importância desse trabalho para a documentação e história do Recife. Serviço: Local: Sinagoga Kahal Zur Israel Rua do Bom Jesus, 197 – Recife Antigo Hora: Das 18h, com vendas e autógrafos | 19:30h Apresenções Mais Informações: Centro Cultural Judaico de Pernambuco: 3224-8351 Viduy, de Odmar Braga, preço de lançamento: R$ 20:00

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