Cultura e história

Sanfona e sucessos juninos marcam edição de São João do Piano tem P de Plaza

No São João os pernambucanos não dispensam o forró e, para aproveitar essa tradição, o projeto “Piano tem P de Plaza” traz uma atração especial para o mês de junho: o sanfonista Ricardo Belo que, ao lado do pianista Edson Santos, levará para o público um repertório composto por músicas de Alceu Valença, Dominguinhos, Petrúcio Amorim, Elba Ramalho e Luiz Gonzaga. Grandes sucessos como “Riacho do Navio”, “Forró no escuro” e “Pagode Russo” estão entre as canções que serão lembradas pelo sanfonista na sexta-feira (15/06), a partir das 17h, na Praça do Piano do Plaza Shopping. Atuando há três anos como sanfonista e participando pela segunda vez da edição junina do projeto, Ricardo Belo domina ritmos como xote, pé de serra e forró. Para o São João deste ano, o artista já está com participação agendada para shows ao lado de Almir Rouche e com a Orquestra Sonora. Além de tocar em concertos, o músico também atua em festas, formaturas e casamentos, a exemplo do matrimônio do cantor Péricles, realizado em julho de 2017. Para o próximo ano, ele planeja lançar um CD com músicas autorais intitulado Ricardo Belo e trio. Em mais de um ano do projeto, já passaram pelo “Piano tem P de Plaza” 18 músicos dos mais diversos tipos de instrumentos. A cantora Thaíse Gonçalves, o flautista Mozart Ramos da Costa, o violinista José Marcônio dos Santos da Costa, a violoncelista Rayelle Ingrid Vera Cruz Silva Muniz e o maestro Vasconcelos Júnior são alguns desses nomes. SERVIÇO: Piano tem P de Plaza Data: 15 de junho de 2018 Horário: 17h Local: Piso L3 Acesso Gratuito

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Recife Antigo recebe a 14ª Caminhada do Forró nesta quinta (14)

Considerada a abertura oficial dos festejos juninos no Recife, a 14ª Caminhada do Forró dará o passeio na roça por iniciado na capital pernambucana, nesta quinta-feira (14), a partir das 17h. O cortejo de sanfoneiros, zabumbeiros, tocadores de triângulo, forrozeiros e matutos de todos os cantos do estado tem concentração na Rua da Moeda, de onde segue pelas ruas Mariz de Barros, Rio Branco e Bom Jesus, até a Praça do Arsenal. É lá que a caminhada vira festa, com a apresentação de vários artistas no palco montado pela Prefeitura do Recife. Entre os nomes confirmados para a primeira noite de shows da temporada de forró na capital, estão: Josildo Sá, Maciel Melo, Nádia Maia, Petrúcio Amorim, Irah Caldeira, Terezinha do Acordeon, Liv Moraes, Pecinho Amorim, Luizinho de Serra, Rogério Rangel, André Macambira e Roberto Cruz, além de Beto Hortis, que vai lembrar forrozeiros inesquecíveis com sua sanfona, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Arlindo dos 8 Baixos. Mas o arrasta-pé está garantido desde a concentração, que será animada pela Forrovioca da Prefeitura do Recife, de onde Pecinho Amorim fará um esquenta para o público dançar até as 19h, quando o cortejo sairá, conduzido por 100 forrozeiros. A Caminhada do Forró é realizada pela Acontecer Projetos Culturais, com apoio da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife, e do Governo de Pernambuco, através da Fundarpe. Homenagem – Nesta 14ª edição, o evento presta uma homenagem a Josildo Sá, fiel à Caminhada desde seus primeiros passos no forró. O artista, nascido em Floresta e filho de sanfoneiro, participou ativamente de todas as edições do evento, cantando, divulgando e defendendo a cultura Nordestina. Serviço 14ª Caminhada do Forró Data: 14/06 Concentração: Rua da Moeda, às 17h Percurso: Ruas Mariz de Barros, Rio Branco e Bom Jesus, até a Praça do Arsenal

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Festival de Violeiros incrementa programação cultural no São João de Petrolina

A música popular e o som da viola tomaram conta da Concha Acústica de Petrolina na noite desta quarta-feira (13) durante o ’34º Festival de Violeiros da cidade. Crianças, jovens e adultos lotaram o espaço para prestigiar a noite de rimas e poesias do evento que faz parte do calendário junino e valoriza a cultura nordestina. O festival reuniu repentistas de Pernambuco, Paraíba e Piauí numa festa voltada às famílias de Petrolina. A dupla Antônio Severo e Paulo Maia abriu a noite de apresentações ao som da boa viola que encantou o público. Em seguida foi dado início às disputas onde foram premiados com troféus às quatro duplas participantes. Entre os critérios avaliados, a comissão julgadora avaliou a métrica, rima e oração. Segundo um dos organizadores do festival, Natanael Cordeiro, a arte da cantoria faz parte da cultura nordestina e ganha espaço importante no São João da cidade. “Divulgar a cantoria é divulgar nossa cultura. Ficamos honrados em perceber que este evento ganha espaço importante dentro do calendário junino de Petrolina”, disse. Além das duplas que participaram da disputa, o festival contou ainda com a apresentação extra de Rinaldo Aleixo e Dimas Fernandes. O 34º Festival de Violeiros é de realização da Associação dos Cantadores e Poetas do Vale do São Francisco, com o apoio da Prefeitura de Petrolina. Confira a premiação: 1° lugar: Zé Viola – Picos (PI) e Raulino Silva – Caruaru (PE) 2° lugar: Ivanildo Vilanova – Recife (PE) e Moacir Laurentino (Campina Grande –PB) 3° lugar: Francinaldo Oliveira – São José Belmonte (PE) e Maxinino Bezerra – Venturosa (PE) 4° lugar: Damião Enésio – Serra Talhada (PE) e Dê Caboclo – Conceição (PB)

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Projeto Quartas da Dança recebe espetáculo Pernambuco Falando para o Mundo

Mais uma quarta-feira dedicada à dança no Teatro Barreto Júnior. Hoje (13), a partir das 20h, o espetáculo Pernambuco Falando para o Mundo, do grupo Dança Pulsante, faz uma única apresentação dentro da programação do Quartas da Dança. Realizado pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e pela Fundação de Cultura Cidade do Recife, o projeto faculta a pauta do Barreto Júnior com condições facilitadas, para assegurar musculatura à dança na cidade. Mantido pelo Instituto Shopping Center Recife, o grupo vai realizar um verdadeiro passeio panorâmico pelas principais manifestações artísticas e culturais de Pernambuco através dos autos e folguedos populares dos ciclos natalino, junino e carnavalesco, como as danças dos arcos (galante), bumba-meu-boi e cavalo marinho, o xaxado, a sambada de coco, e a ciranda, o maracatu, o afoxé, caboclinhos e o eletrizante frevo. Os ingressos custam R$ 20 e estarão sendo vendidos na bilheteria do teatro. Quartas da Dança – Para assegurar palco e formar público para a dança na cidade, o projeto contempla grupos, companhias e artistas independentes, cobrando apenas 10% da arrecadação pela pauta do teatro. O projeto segue em cartaz nas quartas-feiras até o mês de novembro, com mais oito espetáculos na programação. Confira as datas: Junho – Dia 13: Pernambuco Falando para o Mundo, do Projeto Dança Pulsante, mantido pelo Instituto Shopping Center Recife Julho – Dias 4, 11, 18 e 22: Compassos, do Grupo Essências Flamenca Agosto – Dias 1, 8 e 15: Frevariando, da Cia de Frevo do Recife – Dias 22 e 29: Índios do Brasil, do Grupo Companhia Artística Jovens Encenam (AJÊ) Setembro – Dias 5, 12, 19 e 26: Falso Brilhante, da Outros Ares Cia de Dança Outubro – 3 e 10: Destremelar, do Grupo Destremelar – Dia 17: Magna, da Cia Mestiça de Cris Galdino – Dias 24 e 31: Se tu Soubesses, da Cia de Dança Ferreiras Novembro – 7 e 14: Duvido, da Cia Sopro de Zéfiro e Ária Social

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34º Concurso de Quadrilhas Juninas Adultas começa nesta terça (12), no Sítio Trindade

A partir de hoje (12), anarriê e alavantú serão as palavras de ordem no Sítio Trindade. No primeiro dia de eliminatórias do 34º Concurso de Quadrilhas Juninas Adultas, que estreia a programação junina daOrefeitura do Recife, irão se apresentar cinco grupos para concorrer a uma vaga na final. O concurso começa às 20h, com a apresentação da quadrilha Junina Renascer. E segue até as 23h30, com os grupos Junina Portal do Sertão, Arrocha o Nó, Raio de Sol e Junina Mistura Matuta. Até a próxima sexta (15), tem disputa todo dia no Pavilhão das Quadrilhas, montado dentro do Sitio Trindade. A competição recomeça no próximo dia 19 e segue até o dia 22, quando serão anunciadas as finalistas. Para a etapa final da competição, que também será realizada no Sítio Trindade, entre os próximos dias 29 e 30, passarão apenas 12 das 42 quadrilhas inscritas no concurso. As doze finalistas receberão prêmios de classificação no valor de R$ 3 mil, cada. E as cinco grandes vencedoras recebem, respectivamente: R$ 13 mil; R$ 9 mil; R$ 7 mil; R$ 6 mil; e R$ 5 mil. Concurso Infantil – A competição começa mais tarde para as quadrilhas juninas infantis. As eliminatórias serão nos dias 26 e 27 de junho, no Compaz Governador Eduardo Campos, localizado no Alto Santa Terezinha, a partir das 18h. A grande final do concurso será no dia 28 de junho, no Sítio Trindade, a partir das 18h. As seis finalistas receberão o prêmio de R$ 3 mil, por sua participação. E os três primeiros lugares receberão ainda premiações no valor de R$ 5 mil, R$ 4 mil e R$ 3 mil, respectivamente. Juntos, os dois concursos, realizados pela Secretaria de Cultura e pela Fundação de Cultura Cidade do Recife, distribuirão R$ 106 mil para a preservação de uma das mais coloridas e pulsantes tradições juninas do Nordeste. Confira a programação: 34º CONCURSO DE QUADRILHAS JUNINAS ADULTAS Dia 12/06 Local: Sítio Trindade 20h – Junina Renascer 20h45 – Junina Portal do Sertão 21h30 – Arrocha o Nó 22h15 – Raio de Sol 23h – Junina Mistura Matuta Dia 13/06 Local: Sítio Trindade 20h – Explosão Coroense 20h45 – Junina Xamego de Menina 21h30 – Tradição 22h15 – Junina Traque 23h – Lumiar Dia 14/06 Local: Sítio Trindade 20h – Junina Menina de Ouro 20h45 – Junina Coração 21h30 – Junina Brilho de Ouro 22h15 – Junina União 23h – Junina Flor de São João Dia 15/06 Local: Sítio Trindade 20h – Evolução 20h45 – Junina Matutada 21h30 – Origem Nordestina 22h15 – Zé Matuto 23h – Junina Tom Maior 23h45 – Brigões de Suape Dia 19/06 Local: Sítio Trindade 20h – Junina Mastruz com Leite 20h45 – Junina Fogueir’art 21h30 – Quadrilha Junina Quentão 22h15 – Junina Mandacaru 23h – Bacamarte Dia 20/06 Local: Sítio Trindade 20h – Junina Matutinho 20h45 – Flor da Sulanca 21h30 – Junina Traquejo 22h15 – Beija Flor 23h – Dona Matuta Dia 21/06 Local: Sítio Trindade 20h – Junina Cariri 20h45 – Mistura de Cor 21h30 – Junina Forró Fiá 22h15 – Vai Vai na Roça 23h – Cambalacho Dia 22/06 Local: Sítio Trindade 20h – Junina Xotear 20h45 – Estrela Matuta 21h30 – Chá de Zabumba 22h15 – Magia Matuta 23h – Junina Raízes 23h45 – Junina Zabumba

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Terça-feira é dia de explorar o Teatro de Santa Isabel

Terça-feira é dia de visitar o Teatro de Santa Isabel, conhecer as muitas histórias que o equipamento de 168 anos tem para contar e até virar personagem desse enredo. A partir das 15h de hoje (12), o projeto de educação patrimonial Teatrando! oferece a visita jogo Proscenium, uma programação gratuita, para públicos de todas as idades. O passeio por dentro e por fora, por cima e por baixo do teatro dura cerca de duas horas e conduz os visitantes por fortes emoções e desafios pelo palco e bastidores do teatro, sótão e até jardim, terminando no salão nobre, espaço pouco conhecido do público. Os cicerones da brincadeira são personagens encarnados e desencarnados, como o fantasmagórico maestro e o pipoqueiro “galeroso”. Além de serem convidados a testemunhar fatos importantes da história do equipamento, os participantes ainda precisam resolver enigmas, a partir de pistas fornecidas pelos atores. A visita, mistura de jogo, teatro, emoção e história, é conduzida pelos atores Alexandre Sampaio, Bruna Luiza Barros, Douglas Duan, Ellis Regina, Kadydja Erlen, Luciana Lemos, Paulo de Pontes e Rafael Dyon. O enredo é de Analice Croccia, Célio Pontes e Quiercles Santana. A direção geral da visita espetáculo é de Célio Pontes e Quiercles Santana. E a direção musical é de André Freitas. O projeto Teatrando! foi criado pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, e é executado pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão – IDG, com patrocínio do Santander, através da Lei Rouanet, para garantir ao público recifense intimidade com um dos mais bonitos e antigos equipamentos culturais da cidade. A visita Proscenium! é indicada para maiores de 10 anos e precisa de inscrição prévia, que pode e deve ser feita pelos telefones 3355-3323 ou 3355-3324. O projeto segue em cartaz no Teatro de Santa Isabel até agosto.

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Clube das Pás resgata tradição com Grande Baile dos Namorados na terça-feira (12)

Resgatando uma tradição de mais de 30 anos o Clube das Pás prepara um Dia dos Namorados todo especial com a volta do tradicional Grande Baile dos Namorados, nesta terça-feira (12). Sobem ao palco do clube a Banda Como Antigamente, a cantora Wilma Araújo e Orquestra das Pás que abre a programação com os maiores clássicos da música romântica a partir das 17h. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada). O Clube Carnavalesco Misto das Pás fica na Rua Odorico Mendes, nº 263 – Campo Grande, Recife. Mais informações pelo telefone (81) 3242-7522. SERVIÇO: Grande Baile dos Namorados Local: Clube das Pás, na Rua Odorico Mendes, nº 263 – Campo Grande, Recife Terça-feira (12) | 17h Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia entrada) Informações: (81) 3242-7522

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“Aladim, o Musical Recife” abre sessão extra às 17h no sábado (16)

A produção de “Aladim, o Musical-Recife”, abriu uma sessão extra no sábado (16) para a reestreia da montagem pernambucana que volta aos palcos com enredo repaginado. A partir de agora o público terá dois horários disponíveis, às 17h e às 20h. As apresentações irão acontecer no palco do Teatro do Shopping Rio Mar, no Recife. A releitura do conto clássico ganhou um formato de musical desde o ano passado feito pela produtora Nível 241. O enredo original da história conta com uma adaptação no conteúdo destacando os costumes da região do Nordeste. Baseado no conto clássico “Aladim e a Lâmpada Maravilhosa” de Antoine Galland, que faz parte do livro “As Mil e uma noites”, o espetáculo conta a história do pobre menino Aladim que ao longo da história encontra uma lâmpada mágica, onde dentro vive um poderoso Gênio, capaz de realizar três desejos. Aladim enxerga nele a possibilidade da realização dos seus sonhos, um deles conquistar a princesa Jasmine. A montagem local conta com elenco renovado de 28 artistas. Entre os papéis principais, a princesa Jasmine, que será interpretada por Camila Bastos, enquanto Victor Leal dará vida ao Aladim. O Gênio será vivido por Kleber Valentim. O espetáculo tem a direção geral dos produtores Ana Letícia Lopes e Gabriel Lopes. A direção artística é assinada por Emmanuel Matheus, a direção coreográfica de Stepson Smith. Os assentos para a plateia alta e baixa podem ser adquiridos no valor de R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia). Os valores do balcão nobre variam entre R$80,00 (inteira) e R$40,00 (meia). Os bilhetes já estão disponíveis na internet (https://www.teatroriomarrecife.com.br/programacao.php?id=283&evento=ALADIM) ou na bilheteria do Teatro RioMar Recife. “A Nível 241 busca inserir a região do Nordeste como um dos polos de produção do gênero de teatro musical do país. Estamos ansiosos para levar nosso trabalho para teatros de outros estados. Preparamos um espetáculo para todas as idades. O público vai acompanhar um musical que destaca a cultura do nordeste, valorizando os costumes e tradições do povo que mora nessas regiões”, revela a produtora musical Ana Letícia Lopes. Ainda sem datas definidas, a turnê pelo Nordeste deve iniciar os trabalhos ainda no mês de junho. Até agosto, o Musical chegará aos estados da Paraíba (PB), Alagoas (AL), Rio Grande do Norte (RN) e Ceará (CE). SERVIÇO: Aladim, o Musical Recife abre sessão extra às 17h no sábado (16) Quando: 16 junho de 2018, às 17h e às 20h Entrada: a partir de R$ 40,00, bilhetes podem ser adquiridos pela internet (https://www.teatroriomarrecife.com.br/programacao.php?id=283&evento=ALADIM) ou na bilheteria do Teatro RioMar Recife Local: Av. República do Líbano, 251 – Pina, no Recife Mais informações: (81) 3128.0568 e (81) 3132.4477

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Em “Los territorios”, diretor brinca com o real e o imaginário

*Por Houldine Nascimento Co-produção entre Brasil e Argentina, o filme “Los territorios” chega ao circuito comercial brasileiro acima de qualquer tipo de classificação. Uma obra difícil de definir, o primeiro longa-metragem do cineasta argentino Iván Granovsky brinca com o real e a ficção na extensa jornada que o herói – o próprio Iván – faz por diversos lugares do mundo. A partir do ataque ao jornal francês Charlie Hebdo, em Paris, Granovsky decide partir para áreas onde ocorrem conflitos de várias ordens. No seu roteiro, além da França, Argentina, Espanha, Grécia, Palestina, Israel, Alemanha, Portugal e o Brasil, especificamente Brasília, na onda do impeachment de Dilma Rousseff, e São Paulo, quando entrevista o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com um humor de fina ironia, Iván tira sarro de si ao colocar seu personagem como um homem fútil que ainda está perdido na vida. O pai dele, Martin Granovsky, é um jornalista de prestígio na Argentina e foi correspondente internacional por muitos anos. Na cabeça do filho, quando o pai viajava ao exterior, ia cobrir guerras pelo planeta, mas a frustração vem ao saber que Martin não era repórter de guerra. Fazer o que o seu pai nunca fez. “Ir ao front”, como ressalta Iván, passa a ser sua motivação. Diante disso, ele entrevista algumas lideranças políticas, vai até o País Basco e chega a conversar com o jogador argentino Ezequiel Lavezzi, à época atleta do Paris Saint-Germain. O encontro com o conterrâneo gera questões sobre o papel do entrevistador. Deveria ir a fundo nas perguntas, como inquirir o entrevistado sobre os donos do clube, ou não ousar? Outro momento divertido da produção são as cartas que a mãe envia ao herói, que usa os cartões de crédito dela para viajar e se alimentar, no que é, evidentemente, o lado ficcional desta produção que tenta abarcar o mundo e seus conflitos. Uma tarefa arriscada e que torna o filme disperso em alguns momentos. No fim das contas, a moral de “Los territorios” é que seguimos como uma Torre de Babel e ninguém se entende.

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Arquiteto e artesão: parceria de sucesso

Nos últimos anos ocorreu uma valorização do artesanato na decoração de ambientes. Fascinados pela beleza das peças feitas à mão, consumidores (muitos de alto poder aquisitivo) apreciam não apenas o seu uso figurativo, mas também a originalidade e a identidade que elas oferecem. Ao incluir a arte popular nos seus projetos, os arquitetos foram grandes responsáveis pela entrada das criações dos mestres artesãos nos interiores das casas e escritórios. Para o arquiteto Carlos Augusto Lyra, quando se utiliza um produto artesanal na decoração, o ambiente ganha personalidade. “É como se fosse uma impressão digital, uma vez que não existe um trabalho igual ao outro”, explica Lyra. “O material usado também traz uma proposta diferente para o espaço. Por exemplo, o uso da madeira em um móvel da casa vai tornar o cômodo mais rústico e autêntico”, ressalta Lyra, dono de uma coleção de mais de sete mil obras de artistas plásticos consagrados e de artesãos. Ao conferir identidade à decoração, o artesanato traz consigo toda história de quem o confeccionou, valorizando a cultura da região onde foi criado. Como no caso da artesã Aparecida de Lima Silva, mais conhecida como Mestra Cida, residente do município de Belo Jardim, no Agreste pernambucano. Ela começou aos 8 anos produzindo panelas de barro para ajudar a mãe na cozinha, mas nos últimos 12 anos, tem usado as mãos e o talento para esculpir peças de decoração. Entre as obras estão adornos em formatos de calangos, panelas e pratos decorativos, a partir de R$ 15 podendo chegar a R$ 150. De origem humilde, Mestra Cida jamais imaginou que teria suas peças vendidas a pessoas abastadas, como empresários. Na Fenearte (Feira Nacional de Negócios do Artesanato) ela comercializa sua arte na Alameda dos Mestres, privilegiado espaço do evento, onde expõem os mais importantes artistas populares do Estado. “Antes eu sentia falta de um reconhecimento do trabalho artesanal, mas depois que vi 500 peças minhas vendidas na feira, mudei essa visão”, comemora. O sucesso de Cida deve-se muito ao pioneirismo da arquiteta Janete Costa, falecida em 2008. Pernambucana, de Garanhuns, ela defendia a ideia de que a arquitetura deveria expressar a identidade de uma região. Por isso, lutou para associar o erudito ao popular, provando que era possível integrar os dois elementos em um só ambiente. “Parte desse movimento que existe hoje de uso do artesanato na decoração e de valorização da cultura regional deve-se às lutas travadas por ela”, afirma Roberta Borsói, filha de Janete. Esse compromisso social lhe deu o título de melhor arquiteta por três anos consecutivos pelo IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) e, em 2011, uma galeria de arte com seu nome no Recife, além de reconhecimento mundial. Saudosa, Roberta lembra das vezes que acompanhava a mãe na feira de artesanato em Caruaru. “Ela sempre comprava bonecos de pano para os quatro filhos e aos poucos fomos aprendendo a gostar e admirar as peças artesanais”, recorda. O resultado dessa infância imersa no universo da arte foi que todos os filhos se envolveram em curadoria e pesquisa na área. Roberta Borsoi, por exemplo, é arquiteta e há 15 anos dá continuidade ao projeto idealizado por sua mãe, o Espaço de Interferência Janete Costa. Situado logo na entrada da Fenearte, o local de 180m² mostra o ambiente de residência ou escritório decorado com peças de artesanato, unindo decoração e arte popular. “É uma maneira de beneficiar artesãos que contam com a visibilidade dessa área para dar sequência ao seu trabalho”, explica Roberta, que assina a curadoria do projeto juntamente com Bete Paes. Ao atuar na linha dos ideais difundidos pela arquiteta, O Imaginário é um laboratório de Pesquisa em Extensão da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que surgiu nos anos 2000 com o objetivo de tornar a atividade artesanal sustentável. Oferece uma espécie de assessoria aos artesãos para que eles desenvolvam a consciência empreendedora para tornar seus negócios viáveis, levando em conta o design associado à produção, mas também à comunicação, à gestão e ao mercado. Sem, contudo, perder o espírito da tradição artesanal. “Acreditamos que o artesanato traz originalidade e agrega valor ao ambiente para além do meramente material, enaltecendo o bem cultural de uma região”, afirma Ana Maria Queiroz de Andrade, coordenadora do laboratório. No Cabo de Santo Agostinho, por exemplo, O Imaginário realizou uma oficina no Centro de Artesanato para atender às necessidades dos artesãos. Eles aprenderam técnicas como a de esmaltar o barro. Hoje eles conseguem se sustentar por conta própria a partir do que aprenderam, como é o caso de Severino Antônio de Lima, mais conhecido como Mestre Nena. Até então, ele fazia apenas materiais utilitários. Depois da intervenção do laboratório, direcionou seu trabalho para a produção de peças decorativas. “Passei a produzir obras em barro e argila, como pinhas de enfeite, pêndulos e luminárias vitrificadas”, diz o artesão. Mestre Nena comemora hoje a guinada que deu ao deixar de produzir filtros de barros, cujo valor era dez vezes inferior ao cobrado pelos objetos de decoração que cria. O preço das peças costuma variar de R$ 25 a R$ 400 e ele chega a comercializar 300 peças num mês, faturando um montante de R$ 15 mil mensais. “Quando vendia produtos utilitários, eu trabalhava no vermelho, mas desde que passei a produzir as peças para decoração consegui conquistar vários clientes, inclusive de outros Estados”, enfatiza. A valorização do artesanato como peça decorativa em Pernambuco teve um grande impulso com o surgimento da Fenearte. Carlos Augusto Lyra, coordenador da feira, ressalta a importância do evento. “É um encontro de muitas trocas de informações, de pessoas que vem de várias localidades. Funciona como uma vitrine para esses artesãos, onde eles podem conversar com o consumidor e ter um feedback do seu trabalho”, avalia Lyra. “O que se observa também é que a cada edição novos artistas surgem com um trabalho rico e autoral”, acrescenta o arquiteto. A 19º edição da Fenearte já tem data certa para acontecer: de 4 a 15 de julho no Centro de Convenções de Pernambuco. Este

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