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Sdec Atitude

Governo de Pernambuco e empresários ampliam articulação para fortalecer a economia

Reunião entre SDEC e grupo Atitude Pernambuco destaca parcerias, inovação e geração de oportunidades no estado A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC) e representantes do grupo Atitude Pernambuco avançaram no diálogo sobre estratégias para impulsionar a economia estadual. Em reunião realizada nesta quinta-feira (9), a secretária Danielle Jar Souto e empresários discutiram caminhos para ampliar parcerias institucionais e fortalecer o ambiente de negócios no estado. Durante o encontro, a gestora destacou que os resultados positivos da economia pernambucana estão associados à articulação entre o setor público e a iniciativa privada. Também foram ressaltados avanços na infraestrutura logística, com ênfase na consolidação do Porto de Suape, além de iniciativas voltadas à interiorização do desenvolvimento e ao fortalecimento da agroindústria, da indústria e do setor de serviços. “Essa conjunção de atores viabiliza sonhos e transforma ideias em ações concretas. O setor privado possui características complementares ao Estado, e é nessa parceria que conseguimos avançar”, disse a secretária. O presidente da Copergás, Guilherme Cavalcanti, reforçou a importância da interlocução contínua entre governo e sociedade civil organizada, destacando o impacto dessas conexões para o desenvolvimento econômico. Segundo ele, o fortalecimento de iniciativas conjuntas é essencial para ampliar oportunidades e estimular novos negócios em Pernambuco. Já o presidente do Atitude Pernambuco, Halim Nagem, ressaltou o papel do relacionamento institucional na construção de soluções. “Com competência e relacionamento, conseguimos avançar em diversas frentes. Muitas vezes, o Estado precisa de conexões que ajudem a viabilizar soluções, inclusive fora de Pernambuco. O Atitude tem se colocado sempre à disposição para contribuir”, afirmou. Ao final do encontro, foi reafirmado o compromisso de ampliar a cooperação e fortalecer agendas ligadas à inovação, economia criativa e geração de emprego e renda no estado.

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Indústria de Pernambuco cresce 0,6% em fevereiro, mas avança 25% em relação a 2025

Alta é puxada por derivados de petróleo e metalurgia, enquanto alguns segmentos ainda registram queda A produção industrial de Pernambuco registrou crescimento de 0,6% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, do IBGE. Apesar do resultado positivo, o desempenho ficou abaixo da média nacional, que avançou 0,9% no período. Ainda assim, o setor mostra sinais consistentes de recuperação em relação ao ano passado. Na comparação com fevereiro de 2025, a indústria pernambucana apresentou forte alta de 25%, enquanto o acumulado no ano chegou a 26,4%. Já no recorte dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 2,7%, indicando retomada do setor, especialmente diante da base fraca registrada no início de 2025. O principal destaque foi o segmento de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, que registrou alta expressiva de 18.630,3% em relação a fevereiro do ano anterior. O desempenho é explicado pela paralisação de plantas industriais no mesmo período de 2025, o que reduziu drasticamente a base de comparação. A metalurgia também apresentou resultados robustos, com crescimento de 97,3% na comparação interanual e 118,2% no acumulado do ano. Por outro lado, alguns setores seguem em retração. A fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, caiu 21,8% frente a fevereiro de 2025 e acumula queda de 18,8% no ano. Já a produção de outros equipamentos de transporte teve recuo de 65,4% nos últimos 12 meses, enquanto a indústria química registrou queda de 1,4% na comparação anual e de 19,1% no acumulado em 12 meses. A PIM Regional acompanha, desde a década de 1970, o desempenho da indústria extrativa e de transformação em 17 estados e no Nordeste. A próxima divulgação, referente a março de 2026, está prevista para 13 de maio.

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Endividamento

Comprometimento de renda no Brasil chega a 78% no Nordeste

Levantamento da Serasa Experian aponta desigualdade regional e alto nível de despesas financeiras no orçamento das famílias O comprometimento da renda das famílias brasileiras varia entre 71,9% e 80,5% nas diferentes regiões do país, segundo levantamento da Serasa Experian. O maior nível foi registrado no Norte, onde os consumidores destinam, em média, 80,5% da renda a despesas financeiras, enquanto o menor índice aparece no Sul, com 71,9%, resultando em uma diferença de 8,6 pontos percentuais. O Nordeste apresenta o segundo maior comprometimento, com 78% da renda, seguido pelo Centro-Oeste (74,7%). Já o Sudeste (72,7%) e o Sul concentram os menores percentuais, indicando maior margem no orçamento. Os dados consideram tanto despesas básicas, como contas de água e energia, quanto gastos financeiros, incluindo empréstimos e uso de cartão de crédito. A disparidade também se reflete na renda média das regiões. O Sudeste lidera com R$ 4.448, seguido pelo Sul (R$ 4.308) e Centro-Oeste (R$ 4.296). Em contraste, o Norte registra renda média de R$ 3.018, enquanto o Nordeste tem o menor valor, de R$ 2.821 — uma diferença de R$ 1.627 entre os extremos. Na prática, o cenário revela que regiões com menor renda comprometem uma fatia maior do orçamento com despesas, reduzindo a capacidade de consumo, poupança e enfrentamento de imprevistos. “Em finanças pessoais, um comprometimento de renda na casa dos 80% é um risco elevado sobre o orçamento. Isso é um sinal de alerta, uma vez que a margem de manobra praticamente desaparece. Com tão pouca renda disponível após pagar despesas financeiras, cresce a dificuldade de absorver imprevistos, planejar compras maiores ou acessar crédito em condições mais favoráveis “, explica Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian. A análise histórica mostra que esse nível elevado de comprometimento persiste desde 2022, mesmo com o crescimento da renda média em todas as regiões — ainda que de forma desigual. “Os dados mostram que renda e despesas financeiras evoluíram praticamente no mesmo ritmo nos últimos anos, mantendo o comprometimento em patamares elevados. Esse cenário exige modelos de crédito cada vez mais precisos e responsáveis, baseados em inteligência de dados, para apoiar decisões alinhadas à realidade financeira de cada região”, afirma Eduardo Mônaco, vice-presidente de crédito e plataformas da Serasa Experian.

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taxa juros

Pernambuco registra alta de 15,6% na busca por crédito

Estado acompanha avanço regional da demanda por crédito, impulsionada principalmente por consumidores de menor renda A busca por crédito em Pernambuco cresceu 15,6% no acumulado dos 12 meses até janeiro de 2026, segundo o Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito da Serasa Experian. O resultado coloca o estado na quinta posição entre os maiores avanços do Nordeste, em um cenário de expansão generalizada da procura por recursos financeiros na região. Todas as Unidades Federativas nordestinas registraram aumento na demanda por crédito no período. Os maiores crescimentos foram observados em Alagoas (20,6%), Piauí (19,1%), Sergipe (17,7%) e Paraíba (17,6%), com Pernambuco aparecendo na sequência. No Brasil, a procura por crédito avançou 15,7% no mesmo intervalo. O movimento foi puxado, principalmente, pelas faixas de renda mais baixas: consumidores que ganham até dois salários mínimos registraram alta de 21,7%, a maior entre todos os grupos analisados. Já as rendas mais elevadas também apresentaram crescimento relevante, com variações de 19,8% (de 5 a 10 salários mínimos) e 19,2% (acima de 10 salários mínimos). Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o comportamento da demanda reflete as condições econômicas atuais. “A análise do acumulado em 12 meses indica que a demanda por crédito permanece resiliente, mesmo em um ambiente de juros elevados e maior restrição na concessão. No entanto, essa sustentação ocorre em um contexto de deterioração do perfil do crédito. Dados do Banco Central mostram uma desaceleração mais acentuada na concessão de linhas não rotativas, tradicionalmente associadas a juros mais baixos e prazos mais longos, enquanto as linhas rotativas, de custo significativamente mais elevado, apresentam maior resiliência na concessão. Esse padrão sugere que a manutenção do crédito está associada ao uso de instrumentos de curto prazo para recomposição de liquidez e ajuste do orçamento, especialmente entre consumidores de menor renda, em um contexto de desaceleração da atividade e maior pressão sobre a renda disponível.” Na comparação anual, a demanda por crédito no país cresceu 25,3% em janeiro de 2026 frente ao mesmo mês do ano anterior, mantendo-se em patamar elevado do ponto de vista histórico. O dado indica que, apesar das condições mais restritivas, a procura por crédito segue aquecida. A tendência que também se reflete em Pernambuco.

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Gestão pública eficiente depende de planejamento, tecnologia e qualificação do Estado, diz economista

Edgard Leonardo analisa gargalos em Pernambuco e aponta reformas estruturais para impulsionar desenvolvimento e reduzir desigualdades A busca por uma gestão pública mais eficiente e eficaz passa, necessariamente, pela capacidade do Estado de entregar resultados concretos à população, com uso racional dos recursos disponíveis. Para o economista Edgard Leonardo, esse modelo exige planejamento estratégico, foco em metas e uso intensivo de tecnologia, além de mecanismos de transparência e participação social que aproximem o poder público das demandas reais da sociedade. Na entrevista, o especialista avalia que Pernambuco ainda enfrenta entraves estruturais que limitam o desempenho da administração pública, como burocracia excessiva, desigualdades regionais e fragilidades na capacidade técnica de gestão, sobretudo nos municípios. Ao mesmo tempo, ele aponta caminhos para um salto de qualidade nas próximas décadas, com investimentos em infraestrutura, transformação digital e fortalecimento institucional como pilares para um novo ciclo de desenvolvimento no estado. Quando falamos de uma gestão pública eficaz e eficiente, de forma concreta, o que seria? Uma gestão pública eficaz e eficiente concretiza-se na capacidade do Estado de entregar bens e serviços de qualidade à população, utilizando de forma racional os recursos públicos disponíveis e alcançando os objetivos previamente definidos. Trata-se de um conceito ancorado no princípio da eficiência, incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro por meio do artigo 37 da Constituição Federal, especialmente após a Emenda Constitucional nº 19/1998. Do ponto de vista analítico, distingue-se eficácia de eficiência. A eficácia refere-se ao grau de alcance das metas e objetivos das políticas públicas, enquanto a eficiência diz respeito à relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados, ou seja, à capacidade de produzir mais e melhores resultados com menor custo relativo. Essa distinção é amplamente discutida na literatura de administração pública e foi reforçada pelas reformas inspiradas na chamada Nova Gestão Pública, que introduziu uma orientação mais clara para resultados, mensuração de desempenho e accountability. Na prática, uma gestão pública eficaz e eficiente se materializa por meio de três pilares principais. O primeiro é o planejamento estratégico associado à gestão por resultados, com definição clara de metas, monitoramento contínuo por indicadores e avaliação sistemática de impacto. O segundo é a otimização de recursos, que envolve o uso intensivo de tecnologias, digitalização de processos e aprimoramento dos mecanismos de controle e gestão fiscal. O terceiro é a transparência aliada à participação social, garantindo prestação de contas e alinhamento das políticas às reais necessidades da população. Experiências recentes no Brasil demonstram que esses elementos são viáveis e produzem resultados concretos quando implementados de forma integrada, evidenciando que a eficiência na gestão pública não é um ideal abstrato, mas um atributo alcançável mediante capacidade institucional e governança adequada. Quais os principais gargalos que enfrentamos na gestão pública aqui em Pernambuco atualmente? Os gargalos da gestão pública em Pernambuco refletem, em grande medida, desafios estruturais do federalismo brasileiro, combinados com especificidades regionais. Entre os principais entraves, destacam-se a burocracia excessiva, limitações de infraestrutura, desigualdades territoriais e fragilidades na capacitação técnica de gestores, especialmente no nível municipal. A burocracia administrativa ainda representa um obstáculo significativo à eficiência estatal. Procedimentos complexos e excessivamente formais, particularmente nas áreas de compras públicas e execução orçamentária, reduzem a agilidade da ação governamental e podem elevar custos. Embora a burocracia tenha função de controle e legalidade, sua rigidez, quando não acompanhada de modernização, compromete a capacidade de resposta do Estado. No campo estrutural, persistem limitações importantes de infraestrutura logística e produtiva. A baixa integração multimodal, gargalos no transporte e a lentidão na implementação de projetos estratégicos dificultam o escoamento da produção e reduzem a competitividade regional. Além disso, há forte concentração econômica em áreas específicas, como a Região Metropolitana do Recife e polos dinâmicos como Petrolina, enquanto grande parte do interior permanece dependente de transferências governamentais. Outro ponto crítico é a capacidade institucional dos entes subnacionais, especialmente das pequenas prefeituras. Muitos municípios enfrentam dificuldades na elaboração, execução e monitoramento de políticas públicas, em razão de limitações técnicas e gerenciais. Indicadores de gestão municipal apontam fragilidades recorrentes em áreas como planejamento, gestão fiscal e captação de recursos. Assim, os gargalos não se restringem à escassez de recursos, mas envolvem sobretudo desafios de governança, coordenação federativa e desenvolvimento de capacidades estatais. Quais reformas estruturais Pernambuco precisa enfrentar para dar um salto de qualidade na gestão pública nas próximas décadas? Para promover um salto qualitativo na gestão pública nas próximas décadas, Pernambuco precisa avançar em um conjunto de reformas estruturais interdependentes, que articulem modernização do Estado, desenvolvimento econômico e redução de desigualdades regionais. A primeira dimensão refere-se à infraestrutura logística e digital. A conclusão de projetos estratégicos de transporte, aliada à ampliação da conectividade digital e à universalização de serviços essenciais como saneamento, é fundamental para reduzir custos sistêmicos e ampliar a competitividade da economia estadual. Infraestrutura, nesse sentido, não é apenas um vetor econômico, mas também um elemento central de inclusão social. A segunda dimensão envolve a melhoria do ambiente de negócios, com foco na desburocratização e simplificação regulatória. A digitalização de serviços públicos, a modernização dos processos licitatórios e a redução de entraves administrativos são medidas que aumentam a produtividade, atraem investimentos e fortalecem a transparência. Pernambuco já dispõe de um ecossistema relevante de inovação, que pode ser melhor explorado como indutor de transformação do setor público. A terceira dimensão diz respeito à diversificação e interiorização do desenvolvimento econômico. O turismo, por exemplo, possui grande potencial, mas ainda é concentrado em áreas específicas do litoral. A estruturação de arranjos produtivos locais no interior, especialmente nos setores agroindustrial e logístico, pode reduzir assimetrias regionais e promover maior dinamismo econômico.Por fim, é fundamental avançar na qualificação da gestão pública, com investimento contínuo na formação de gestores, fortalecimento de carreiras técnicas e institucionalização de práticas de gestão por desempenho. Sem capacidade estatal qualificada, reformas estruturais tendem a perder efetividade. Que exemplos nacionais ou internacionais de gestão pública poderiam inspirar um novo ciclo de desenvolvimento para Pernambuco e quais seriam os primeiros passos para essa mudança? A experiência internacional e nacional oferece referências importantes para a construção de um

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Rafael Cunha

Recife aposta em serviços digitais e inteligência artificial para transformar a gestão pública

Com mais de 800 serviços integrados, iniciativas como Conecta Recife, Super Visão e ClarIA sinalizam a transição para um modelo mais proativo, orientado por dados e centrado no cidadão A transformação digital tem reposicionado a gestão pública do Recife como referência em eficiência e inovação, com iniciativas que integram tecnologia, dados e foco no cidadão. À frente da Secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia, Rafael Cunha destaca o avanço de plataformas como o Conecta Recife — que já reúne mais de 800 serviços — e o uso crescente de soluções baseadas em inteligência artificial, como o Super Visão e o ClarIA. O movimento, segundo ele, não apenas reduz burocracia e custos operacionais, mas inaugura um novo modelo de gestão mais proativo, capaz de antecipar demandas e oferecer serviços personalizados à população. No caso do Recife, quais as principais iniciativas ou projetos da sua secretaria que são exemplos concretos de melhoria na eficiência administrativa e na entrega de serviços à população? No Recife, a principal expressão da nossa transformação digital é o Conecta Recife, que hoje se consolida como a maior política pública digital da cidade. Com mais de 800 serviços disponíveis, ele vai muito além de uma simples carta de serviços digital. O Conecta Recife representa uma mudança estrutural na forma como o poder público se organiza e se relaciona com o cidadão. Internamente, ele promove integração de sistemas, padronização de processos e redução significativa da burocracia, facilitando o trabalho do servidor e aumentando a produtividade da administração. Ao digitalizar fluxos, eliminar redundâncias e organizar dados de forma estruturada, conseguimos reduzir tempo de atendimento, retrabalho e custos operacionais. Para o cidadão, o impacto é ainda mais perceptível. O Conecta não apenas centraliza serviços, mas começa a evoluir para um modelo proativo, em que o próprio sistema consegue antecipar demandas e entregar valor antes mesmo da solicitação formal. Isso significa menos filas, menos deslocamentos e uma experiência muito mais simples, acessível e eficiente. Complementando esse ecossistema, temos iniciativas como o Super Visão, que utiliza processamento de imagens e sensores urbanos para fortalecer a fiscalização inteligente da cidade, ampliando a capacidade de monitoramento e tornando as ações mais rápidas e baseadas em dados. E também a ClarIA, que aplica inteligência artificial na rede de saúde para identificar, de forma preventiva, mulheres em situação de risco de violência. A ferramenta analisa padrões nos dados clínicos e pode apontar sinais com até 90 dias de antecedência em relação a uma possível agressão grave, permitindo uma atuação antecipada da rede de proteção. Isso representa uma verdadeira virada de chave no uso da tecnologia para políticas públicas sensíveis. Essas iniciativas, juntas, mostram que a tecnologia no Recife não é apenas um vetor de eficiência administrativa, mas um instrumento real de transformação da relação entre Estado e sociedade, com mais inteligência, mais cuidado e mais capacidade de entrega. O que está pensado ou planejado aqui na PCR sobre transformação tecnológica na gestão para os próximos anos? Estamos vivendo um momento muito importante com a estruturação da Política Municipal de Inteligência Artificial do Recife, que está prestes a ser formalizada pelo Executivo. Essa política consolida uma visão clara: a tecnologia deixa de ser apenas um instrumento de apoio e passa a ser um pilar estratégico da gestão pública e do desenvolvimento da cidade. No curto prazo, isso significa avançar em três frentes principais: Mais do que uma agenda interna, essa política posiciona o Recife como um ecossistema de inovação, envolvendo governo, academia, setor produtivo e sociedade. É uma diretriz que olha não só para a administração pública, mas para o futuro da cidade como um todo. Olhando para o futuro, sobre as tendências, como a gestão pública deve ser qualificada ou transformada pela inovação e pelo uso de novas tecnologias? A grande tendência é a hiperpersonalização dos serviços públicos, baseada no entendimento profundo da jornada do cidadão. Estamos caminhando para um modelo em que o poder público deixa de ser apenas reativo e passa a ser proativo, capaz de antecipar necessidades, ofertar serviços de forma personalizada e reduzir barreiras de acesso, principalmente para quem mais precisa. Nesse contexto, a tecnologia tem um papel fundamental. Não como fim, e sim bem utilizada como meio. As cidades que vão se destacar são aquelas que conseguirem usar a tecnologia para humanizar a gestão pública. Isso significa aproximar o Estado das pessoas, antecipar direitos, simplificar processos e gerar comodidade real no dia a dia. A inovação deixa de ser apenas eficiência e passa a ser também cuidado. No futuro, excelência na gestão pública será sinônimo de conhecer profundamente o cidadão e entregar valor antes mesmo que ele precise pedir.

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Imposto de Renda 2026: venda de imóveis exige atenção ao ganho de capital e pode gerar imposto de até 22,5%

Com mercado imobiliário aquecido, cresce o número de contribuintes que precisam declarar lucro com venda de imóveis e evitar problemas com a Receita Federal Quem vendeu imóvel em 2025 precisa redobrar a atenção na declaração do Imposto de Renda 2026. A Receita Federal já definiu as regras, e erros ou atrasos podem resultar em multas e juros. O ponto central está no chamado ganho de capital, o lucro obtido na venda, que pode gerar tributação com alíquotas entre 15% e 22,5%, dependendo do valor apurado. Na prática, o cálculo começa pela diferença entre o valor de aquisição e o valor de venda do imóvel. Apesar de ser um procedimento aparentemente simples, ele exige cuidado para evitar inconsistências. “Nesse caso, o ganho de capital é de R$ 400 mil. sobre esse valor se aplica a alíquota mínima de 15%, o que resultaria em um imposto de R$ 60 mil”, exemplifica o advogado patrimonial e especialista em negócios imobiliários Amadeu Mendonça. Além disso, o especialista destaca que a base de cálculo pode ser reduzida em algumas situações específicas. “Existem redutores aplicáveis à base de cálculo, principalmente para imóveis adquiridos há mais tempo. Em alguns casos, a redução é significativa”, afirma. Esses mecanismos podem diminuir de forma relevante o valor final do imposto devido. Quando há isenção do imposto A legislação também prevê hipóteses de isenção total ou parcial do imposto sobre ganho de capital. Um dos casos ocorre quando o imóvel foi adquirido antes de 1969. Outro cenário bastante comum envolve a venda de um imóvel residencial com reinvestimento do valor na compra de outro bem do mesmo tipo, dentro do prazo de 180 dias. “Quando o contribuinte vende um imóvel residencial e utiliza todo o valor da venda para comprar outro imóvel residencial no prazo de 180 dias, ele fica isento de 100% do imposto”, explica Amadeu. Nos casos em que o reinvestimento é parcial, a isenção ocorre de forma proporcional. “Apenas os 20% que não foram reinvestidos entram na base de cálculo do imposto. Ou seja, 20% de R$ 400 mil, que dá R$ 80 mil. Sobre esse valor se aplica a alíquota de 15%, gerando um imposto de R$ 12 mil, sem considerar eventual redutor”, detalha. Segundo o especialista, essa regra permite maior flexibilidade para reorganização financeira das famílias. “Muitas vezes a venda do imóvel acontece para reorganizar as finanças da família. Pode ser para pagar dívidas ou simplesmente para mudar para um imóvel menor. A legislação prevê essa possibilidade de isenção parcial justamente para esses casos”, argumenta. Mercado imobiliário impulsiona declarações O aumento da atenção ao tema também acompanha o aquecimento do mercado imobiliário brasileiro. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostram que 2025 foi um ano de recorde, com 426.260 unidades residenciais vendidas, crescimento de 5,4% em relação a 2024. O Valor Geral de Vendas (VGV) alcançou R$ 264,2 bilhões, alta de 3,5% no mesmo período. Com mais transações, cresce também o número de contribuintes obrigados a declarar operações imobiliárias. “Quem vende um imóvel precisa ficar atento à apuração do ganho de capital e ao recolhimento do imposto, quando devido. Fazer o cálculo correto evita problemas com o Fisco no momento da declaração”, alerta Mendonça.

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Menor que em 2025: Páscoa deve injetar R$ 410,9 milhões em Pernambuco

A Fecomércio-PE projeta que a Páscoa de 2026 movimente R$ 410,9 milhões na economia pernambucana, uma retração de 2,9% em relação ao ano anterior, sinalizando desaceleração no consumo. O estudo mostra a sensibilidade do período a variáveis-chave: cada ponto de alta na intenção de consumo adiciona R$ 4,02 milhões às vendas, enquanto o avanço do endividamento retira cerca de R$ 6,19 milhões por ponto percentual. A pressão inflacionária sobre itens típicos é outro vetor relevante, com destaque para o chocolate, que acumula alta de 26,3% em 12 meses, bem acima do índice geral de 3,81%. Esse fator tem levado o consumidor a substituir produtos. Apesar da moderação, a data segue estratégica para o varejo no primeiro semestre, sustentando o fluxo de caixa do setor mesmo em um ambiente mais restritivo. Turismo internacional dispara em Pernambuco O fluxo de passageiros internacionais no Aeroporto Internacional do Recife mais que dobrou no primeiro bimestre de 2026, com crescimento de 115% em relação ao mesmo período do ano anterior. O total de viajantes foi de 66,3 mil viajantes entre embarques e desembarques. O resultado reflete a intensificação das ações de promoção turística do Governo de Pernambuco, que ampliou sua presença em eventos e mercados estratégicos, além de investir na captação de novos voos. A Argentina lidera como principal emissor de turistas, concentrando mais da metade das chegadas internacionais. Os demais destaques são na sequência Portugal, Uruguai, Chile e Espanha. Lucro recorde e crédito em alta no BNB O Banco do Nordeste do Brasil fechou 2025 com lucro líquido de R$ 3,1 bilhões, um salto de 31,6% em relação ao ano anterior. O desempenho veio acompanhado de expansão na carteira de crédito, que alcançou R$ 68,4 bilhões em contratações, representando uma alta de 11,6%. Os desembolsos também avançaram, somando R$ 64,1 bilhões, crescimento de 5,8%. No microcrédito, um dos carros-chefes da instituição, os números reforçam a escala da operação: R$ 13,4 bilhões no Crediamigo e R$ 9,5 bilhões no Agroamigo. Já o agronegócio movimentou R$ 12,8 bilhões em financiamentos, com alta de 15,3%.  Drones reduzem em até 75% o tempo de pulverização no Vale do São Francisco O uso de drones agrícolas vem acelerando a transformação produtiva no Vale do São Francisco, com ganhos expressivos de eficiência, custo e produtividade na fruticultura, segundo a empresa GM Drone e Tecnologia. Em uma área de um hectare, a pulverização que antes levava mais de uma hora com trator agora é realizada em cerca de seis minutos, reduzindo também em até 25% os custos da operação. A tecnologia permite monitoramento detalhado das lavouras, identificação de pragas e mapeamento do solo com alta precisão. Expansão farmacêutica injeta R$ 3,2 milhões e reforça interiorização em Pernambuco O Grupo AMR Saúde acelera sua presença em Pernambuco com a abertura de 16 novas lojas, investimento de R$ 3,2 milhões e geração inicial de 112 empregos, com potencial de superar 180 vagas no médio prazo. O movimento ocorre em um mercado regional aquecido, onde o varejo farmacêutico nordestino movimenta R$ 28,6 bilhões e cresce acima da média nacional, consolidando o estado como principal base da rede na região, com 89 unidades. A estratégia aposta na interiorização e no ganho de escala das farmácias independentes, com faturamento médio de R$ 240 mil por loja, quatro vezes acima da média nacional do segmento. Senac Pernambuco é reconhecido com Selo ODS Educação pelo segundo ano consecutivo O Senac Pernambuco recebeu, pelo segundo ano seguido, a certificação do Selo ODS Educação, concedida pelo Instituto Selo Social a iniciativas alinhadas à Agenda 2030 da ONU. A premiação ocorreu na última quarta-feira (18), no Parque Dona Lindu, reunindo instituições de todo o país. Com 16 projetos aprovados, a Faculdade Senac PE se destacou por ações voltadas a áreas como educação de qualidade, redução das desigualdades e saúde e bem-estar, reforçando seu papel na formação de profissionais comprometidos com o desenvolvimento sustentável e o impacto social.

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Amarante investe R$ 260 milhões em resort de luxo na Rota Ecológica dos Milagres

Com diárias que chegam a R$ 13,5 mil, Salg Patacho Exclusive Resort marca entrada da empresa no segmento all inclusive de alto padrão no Brasil A empresa pernambucana Amarante anunciou um investimento médio de R$ 260 milhões no lançamento do Salg Patacho Exclusive Resort, novo empreendimento de luxo localizado na Praia do Patacho, em Porto de Pedras, na Rota Ecológica dos Milagres, em Alagoas. Com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2027, o projeto marca a entrada da empresa no segmento all inclusive de alto padrão no país. O resort contará com mais de 12 mil m² de área construída e 120 acomodações, distribuídas entre apartamentos, bangalôs e villas. As diárias partem de cerca de R$ 4.200 para apartamentos e podem chegar a R$ 13.500 nas villas mais exclusivas, que incluem piscina privativa, cozinha aberta, área de deck e até espaços dedicados a cinema. Algumas unidades também terão perfil dog friendly. A proposta do empreendimento aposta na experiência personalizada e no conceito de desaceleração, integrando arquitetura, design e natureza. “O Salg Patacho nasce com uma proposta inovadora e marca nossa entrada em um novo segmento. Queremos criar um refúgio contemporâneo, intimista, sofisticado e tranquilo, onde o hóspede possa desacelerar, investir no autocuidado e viver experiências personalizadas.”, explica o CEO da Amarante, Mário Vasconcellos. No campo da gastronomia, o modelo All Inclusive Unique reúne seis espaços com propostas distintas, incluindo restaurantes à la carte, rooftop, beach club e gastrobar, com cardápios assinados por chefs renomados e foco em insumos de alto padrão. A estrutura também inclui wellness com spa e academia, áreas de lazer, piscinas e programação pensada para experiências intimistas, em sintonia com o ambiente natural do litoral alagoano.

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Imposto de Renda 2026 traz novas regras, amplia isenção e acelera restituições

Mudanças no IRPF incluem prazo menor de declaração, pagamento via Pix e impacto direto na economia local As novas regras do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) já estão em vigor em 2026 e trazem mudanças que prometem mais agilidade e transparência no processo declaratório. Entre as principais novidades estão a ampliação da faixa de isenção, restituições mais rápidas via Pix, redução do prazo de envio e simplificação da declaração, com uso ampliado do sistema pré-preenchido. O calendário da Receita Federal prevê o início das entregas em 23 de março, com prazo final em 29 de maio. Segundo a especialista Cristiane Brito, gerente de Negócios da Sicredi Recife, o modelo busca facilitar a vida do contribuinte. “O sistema brasileiro utiliza a declaração pré-preenchida justamente para favorecer a inclusão de informações fiscais e agilizar o processo que pode ser feito via Gov BR ou aplicativo da Receita.” comenta. A expectativa é de que cerca de 44 milhões de brasileiros sejam obrigados a declarar neste ano. Para evitar problemas com o Fisco, é fundamental reunir a documentação necessária, como comprovantes de rendimentos, dados pessoais, informações de dependentes e registros de bens. “É necessário lembrar também dos documentos relacionados a gastos e bens dos dependentes, que costumam ser negligenciados na hora de reunir a papelada”, afirma Brito. O atraso na entrega gera multa de 1% ao mês sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 165,74. As restituições também passam por mudanças e serão pagas em quatro lotes, com início em 29 de maio. Outra novidade é o reembolso automático via Pix para contribuintes que tiveram imposto retido na fonte, mesmo sem obrigatoriedade de declarar. Já a nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil só será aplicada na próxima cobrança, referente ao ano-base de 2026. “A ação torna o processo de tributação mais transparente e equilibrado conforme os ganhos dos indivíduos. Só em Pernambuco, a estimativa do Governo Federal é de que 432 mil pessoas sejam beneficiadas diretamente pela isenção do imposto.” Além do impacto direto no bolso do contribuinte, as mudanças também podem estimular a economia. “Com essa novidade na isenção, em que alguns contribuintes deixarão de pagar o IR, ele poderá, por exemplo, investir esse recurso em poupança programada.”, destaca a especialista. Para quem ainda precisa declarar, há alternativas de gestão financeira, como parcelamento e antecipação da restituição. “Para quem precisa declarar seus rendimentos, a Sicredi Recife oferece benefícios como parcelamento em até 12x e restituição antecipada de até 90% do valor que volta para o contribuinte”, finaliza.

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