Como inovar em um ambiente de transformação digital? (por Bruno Queiroz) – Revista Algomais – a revista de Pernambuco
OBSERVATÓRIO DO FUTURO

OBSERVATÓRIO DO FUTURO

Bruno Queiroz Ferreira

Como inovar em um ambiente de transformação digital? (por Bruno Queiroz)

As empresas devem ser capazes de se adaptar às mudanças e fazer com que a inovação seja o meio para o seu crescimento contínuo. Num ambiente de transformação digital, essa demanda é ainda mais latente, pois a tecnologia e a necessidade do cliente mudam com muita velocidade. Nesse sentido, existem vários caminhos para inovar.

Uma maneira tradicional é criar uma equipe interna para implantar a inovação. A grande dificuldade enfrentada por esse modelo é o conflito de interesses. Para inovar, é preciso pensar de modo diferente, mudar conceitos, rever regras e quebrar paradigmas. Isso não é uma tarefa fácil. A resistência interna, normalmente simbolizada na desconfiança e na perda de status de membros da empresa, será sempre um obstáculo a ser vencido.

Uma forma de evitar o conflito de interesses, é criar unidades apartadas da estrutura principal da empresa, com autonomia operacional e orçamento próprios para tocar as inovações. Esse modelo vem sendo muito adotado porque gera resultado mais rapidamente. Tanto que essa unidade, com muita frequência, acaba se tornando uma empresa independente e é preciso tomar cuidado para não entrar em choque com o negócio da sua criadora. Tem que haver uma sinergia estratégica para evitar o fogo amigo. A não ser que a estratégia seja a de substituição, quando o novo se torna mais promissor do que o antigo. Nesse caso, a transição precisa ser bem planejada para evitar perdas de receita e abertura de espaço para os concorrentes.

Contudo, nos modelos de inovação por meio de equipe interna ou de unidade independente, as ideias estão limitadas a um grupo de pessoas. A depender da complexidade, do tamanho e da abrangência da inovação, esses modelos podem não ser os melhores. Um caminho, então, é compartilhar com o mercado as necessidades de inovação e realizar parcerias para resolvê-las.
Tem sido cada vez mais comum a criação de concursos de inovação com foco em segmentos de mercado (bancário, agronegócio, saúde etc). Em um primeiro momento, pode parecer se expor demais. Por outro lado, o resultado é que a contribuição da comunidade é sempre maior do que a de um pequeno grupo. Empresas como Itaú, Bradesco e Braskem têm feito isso em parceria com aceleradoras de startups, que normalmente são adquiridas e incorporadas ao negócio principal ao longo do tempo.

Por último, o caminho mais rápido de todos os modelos: aquisição de empresas que já inovaram e possuem um grande potencial de crescimento de mercado. Para isso, é preciso capital intenso, pois negócios com esses atrativos são muito valorizados. Grandes empresas – como Facebook (Instagram e Whatsapp), Google (Android e Youtube), Microsoft (Skype e Linkedin) – seguiram este caminho com muito sucesso.

BrunoQueirozAlgoMais

*Bruno Queiroz é presidente da Abradi e sócio|diretor da Cartello

 
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