Crítica Literária: Entre flores e versos

*Por Paulo Caldas

Norberto Scopel é um desses economistas nascidos escritores. Coisas que trazem no DNA, embora por boa parte da vida se vistam da sisudez das projeções estatísticas e gráficos, mãos dadas à aridez dos números.

Os que aderem de vez à prática da escrita e tornam-se amantes do ideal romântico, caso de Norberto Scopel, seguem à moda antiga, conforme a canção, mandando flores e versos, dançando rostos colados e coração pulsando. Sem esquecer as palavras doces, ditas baixinho, ao pédo ouvido.

A sorte é que a Economia não se fixou de vez, não se arraigou na sua personalidade e, curado, deixou o romantismo assumir corpo e interior. Ao abraçar a literatura, Norberto passou um trote em Adam Smith, John Keynes, Henry Kissinger e outros mais. Assim deu vazão à demanda reprimida e foi tecer o seu ideal, ganhou experiências e tornou a escrita sólida e gentil.

“Cinquenta poemas de amor e uma paixão” é o resultado desses tempos em que a literatura tomou os espaços da economia e neste livro consolida a virtude de Norberto em semear, fazer crescer e colher flores e versos dedicados ao amor maior: Lígia.

O projeto visual é de Bel Caldas e a produção gráfica da Bagaço Design. Os exemplares podem ser adquiridos com o autor pelo fone: 9920-5060.

*Paulo Caldas é escritor

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