A cultura perde mais um artista para a Covid-19

*Por Caio Mateus Pessoa, especial para a Revista Algomais

O cantor, músico, cartunista, desenhista Lailson faleceu ontem (26). De acordo com informações da filha Isabela Cavalcanti, a morte foi causada por complicações do Coronavírus. Lailson era conhecido como cartunista dos jornais do Recife, mas também contribuiu com o Pasquim e a versão brasileira da MAD. No entanto, Holanda tinha outra paixão, a música. Ele gravou com Lula Côrtes o disco “Satwa”, em 1973.

Em entrevista para a Algomais, em junho deste ano, Lailson disse que o tempo que morou nos Estados Unidos o inspirou quando via a capa dos artistas e ele mesmo realizou a arte do disco com Lula. Ainda segundo o artista, a música era uma namorada que parecia ir e voltar, mas ela sempre estava ali presente. A psicodelia daquela época não lotava os teatros e muitos dos artistas faziam “arte pela arte”, não como forma de produto.

Ainda na entrevista, ele falou da sua participação na Feira Experimental de Nova Jerusalém que foi um grande marco para a psicodelia pernambucana nos anos de 1970. Esta última declaração de Lailson foi para falar de um parceiro e contemporâneo da psicodelia pernambucana da década de 70, Flaviola. Só neste ano, já somam três grandes nomes deste gênero que faleceram em decorrência da Covid-19: Lailson de Holanda, Flaviola e Paulo Raphael (guitarrista do Ave Sangria e de Alceu Valença).
*Caio Mateus Pessoa é jornalista

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