Dia do Baobá será celebrado pela Fundaj neste sábado (19)

Rafael Dantas
Publicado em 18 de junho de 2021
Dia do Baobá será celebrado pela Fundaj neste sábado (19)

Com tronco largo, vida longa e fonte de inspiração para ritos e lendas, o baobá é uma árvore que conta muita história sobre nossa tradição. A planta de origem africana se aclimatou no Brasil e foi trazida pelos escravos, com sementes escondidas no cabelo, para que eles pudessem celebrar suas raízes. Neste sábado (19), a Fundação Joaquim Nabuco vai celebrar o Dia do Baobá para que o simbolismo por trás da árvore continue sendo repassado para as próximas gerações.

“O baobá tem uma representatividade muito importante para a nossa história. Ele é um símbolo de resistência do povo negro no Brasil e conservação da ancestralidade. A árvore mãe da África faz parte da nossa identidade e, por isso, deve ser celebrada e, principalmente, preservada”, destaca Antônio Campos, presidente da Fundaj.

A programação será transmitida pelo YouTube da Fundaj, a partir das 9h, iniciando com o plantio de uma muda de baobá no jardim do campus Casa Forte. Em seguida, o público poderá acompanhar o lançamento da exposição fotográfica “Pernambuco, jardins de baobás”. Para encerrar a programação, o Educativo do Engenho Massangana preparou um vídeo para mostrar o baobá do museu, que foi plantado pela família de Joaquim Nabuco, e falar um pouco mais sobre a sua história e como ele está ligado à ancestralidade e construção de identidade do Nordeste.

Em algumas regiões do território africano, o baobá é conhecido como a árvore mãe porque possui elementos úteis para a sobrevivência do ser humano. Suas folhas são nutritivas e, por isso, utilizadas para fazer saladas e sopas, os seus troncos conseguem armazenar litros de água e o pó originado das folhas secas e trituradas é fonte para medicamentos que podem combater anemia, raquitismo, diarréia, reumatismo e asma.

De acordo com uma antiga lenda africana, se um morto for sepultado dentro de um baobá, sua alma irá viver enquanto a planta existir, o que pode durar até seis mil anos. Outra mitologia conta, ainda que se uma pessoa der nove voltas de costas no baobá, é possível esquecer todo o passado. No Recife, ainda existem alguns baobás que sobreviveram ao desmatamento e degradação ambiental, mas a árvore ainda não é vista como símbolo de conservação e história.

“Uma nova forma de racismo parece estar em andamento, impune entre nós. Há cerca de um ano derrubaram, com o uso de uma serra elétrica, um dos raros baobás do Rio de Janeiro, em Niterói”, lamenta o chefe de gabinete da Fundaj, Marcus Prado, e comenta sobre a importância de se preservar a memória que a árvore representa.

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