Fecomércio PE projeta retração de 3,6% nas vendas da data e estima movimentação de R$ 11,08 bilhões na economia estadual durante o mês de agosto
O comércio de Pernambuco deve movimentar cerca de R$ 226,5 milhões com as vendas do Dia dos Pais em 2026, de acordo com levantamento do Hub do Comércio da Fecomércio PE. A projeção considera exclusivamente o impacto da data sobre o varejo estadual e aponta uma retração real de 3,6% em relação ao resultado registrado no ano passado. Segundo o estudo, o desempenho reflete um cenário de maior restrição ao crédito e de cautela das famílias no consumo.
Economia de agosto
Além da estimativa para o Dia dos Pais, a pesquisa calcula que a economia pernambucana deverá movimentar R$ 11,08 bilhões ao longo do mês de agosto, com arrecadação aproximada de R$ 2,46 bilhões em ICMS. O levantamento foi elaborado a partir de modelos econométricos que utilizaram dados do Banco Central, IBGE, Secretaria da Fazenda de Pernambuco e Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, reunindo séries históricas de arrecadação de ICMS, transações via PIX, atividade econômica regional, indicadores de crédito e pesquisas de intenção de consumo.
Expectativa para o varejo
Para o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac Pernambuco, Bernardo Peixoto, o Dia dos Pais continua sendo uma data relevante para o comércio. “O Dia dos Pais abre o ciclo das principais datas comerciais do segundo semestre e continua sendo uma grande oportunidade para diversos segmentos do varejo. Mesmo diante de um cenário de maior restrição ao consumo, a data mantém capacidade de estimular as vendas e contribuir para a atividade econômica em Pernambuco. O planejamento das empresas com as estratégias comerciais adequadas pode favorecer o desempenho dos negócios”.
Crédito e inadimplência
O estudo aponta que a expectativa de retração nas vendas está associada às condições de crédito enfrentadas pelas famílias. Entre os fatores analisados, a atividade econômica regional apresentou influência positiva sobre a movimentação do comércio, enquanto o avanço da inadimplência das pessoas físicas reduziu o potencial de consumo. Segundo o economista da Fecomércio PE, Rafael Lima, “As projeções apontam que a atividade econômica e a inadimplência das pessoas físicas são os fatores que mais explicam a movimentação do comércio. À medida que cresce a restrição ao crédito, parte das famílias reduz ou adia gastos, o que contribui para uma expectativa de movimentação inferior à registrada no ano passado. Embora o cenário projetado indique retração em relação ao ano anterior, a data permanece entre as mais relevantes do varejo nacional, especialmente para segmentos como vestuário, calçados, perfumaria, eletroeletrônicos, acessórios e artigos de uso pessoal”.


