PIB alcança R$ 12,7 trilhões e é impulsionado principalmente pela agropecuária
A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025 e alcançou a sexta posição no ranking de crescimento entre os países do G20, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e consolidados pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O Produto Interno Bruto (PIB) somou R$ 12,7 trilhões no ano, marcando o quinto ano consecutivo de expansão da atividade econômica.
A lista é liderada pela Índia, seguida por Indonésia e China. O Brasil aparece à frente dos Estados Unidos, maior economia do mundo, e de países como Japão e Alemanha, que registraram crescimento inferior a 1%.
Confira o ranking dos países que mais cresceram em 2025:
1º) Índia: 7,5%
2º) Indonésia: 5,1%
3º) China: 5%
4º) Arábia Saudita: 4,5%
5º) Turquia: 3,6%
6º) Brasil: 2,3%
7º) EUA: 2,2%
8º) Canadá: 1,7%
9º) União Europeia: 1,6%
10º) Reino Unido: 1,4%
11º) Japão: 1,1%
12º) Coreia do Sul: 1%
13º) França: 0,9%
14º) Itália: 0,7%
15º) México: 0,6%
16º) Alemanha: 0,4%
Agropecuária lidera o crescimento
Pela ótica da produção, a agropecuária foi o principal motor do PIB brasileiro em 2025, com expansão de 11,7%, influenciada pelo aumento da produção e da produtividade de culturas como soja e milho. O setor de serviços avançou 1,8%, enquanto a indústria cresceu 1,4%, com destaque para a extração de petróleo e gás, que teve alta de 8,6% nas indústrias extrativas.
O desempenho do campo respondeu por 32,8% do crescimento total da economia no ano, consolidando seu papel como um dos pilares da atividade produtiva nacional.
Consumo e investimentos
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,3%, impulsionado pela melhora do mercado de trabalho, ampliação do crédito e programas de transferência de renda. O consumo do governo teve alta de 2,1%, enquanto os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, avançaram 2,9%, apoiados pela importação de máquinas, desenvolvimento de software e expansão da construção.
Apesar do resultado positivo, os dados indicam desaceleração em relação a 2024, quando o crescimento havia sido de 3,4%. A perda de ritmo é associada ao ciclo de juros elevados adotado para conter a inflação ao longo de 2025.
Perspectivas para 2026
A Secretaria de Política Econômica projeta crescimento de 2,3% para 2026, com desaceleração da agropecuária e maior contribuição da indústria e dos serviços. A expectativa é de que a redução da taxa básica de juros estimule setores como construção e produção industrial, além de favorecer o consumo e a expansão do crédito.
