Economia

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Golpes bancários se espalham e destroem vida financeira de vítimas

(Da Agência Brasil) Era tarde de quarta-feira, por volta das 13h30, em meados de outubro de 2023, em Brasília, quando a professora aposentada Maria Zélia*, de 76 anos, recebeu uma ligação de um número de telefone usado pelo banco onde movimentava seu dinheiro há 20 anos. Do outro lado da linha, alguém que se identificava como gerente bancário. Segundo esse interlocutor, havia suspeita de fraudes na sua conta. O suposto gerente indagava sobre transferência monetária eletrônica para uma pessoa que Maria Zélia não reconhecia. Ele também informava da compra em um supermercado que a correntista não frequentava, em valor improvável (R$ 4.350), e de um recente saque poupudo (R$ 4.900). Após negar todas as presumidas operações, Maria Zélia foi orientada a procurar uma agência do banco no Núcleo Bandeirante, região administrativa do DF a quase 18 quilômetros de sua casa, no início da Asa Norte, bairro próximo à região central da capital. A justificativa era para verificação dos cartões de crédito e débito e para vistoria do celular. O propósito, alegou o suposto gerente, era checar se o aparelho havia sido acessado remotamente. Maria Zélia informou que não era possível se deslocar. O aparente gerente então se prontificou a enviar um funcionário para buscar os cartões – que deveriam ser cortados sem danificar o microchip eletrônico – e o telefone celular. Tudo deveria ser entregue em envelope. O gerente garantiu que o aparelho retornaria uma hora depois de ser examinado e afirmou que um antivírus seria instalado no dispositivo. Por volta das 14 horas o dito funcionário enviado se apresentou no prédio de Maria Zélia. A correntista desceu de seu apartamento aos pilotis do edifício para entregar apenas os cartões, mas foi convencida a entregar também o aparelho ao falsário. Uma hora depois, ela não recebeu nenhuma ligação de retorno. Foi aí que desconfiou que tinha caído em um golpe. Após perceber a fraude, ligou para o canal oficial do banco pedindo que bloqueasse os cartões e o aplicativo da instituição financeira. Mas, além daquele banco, Maria Zélia mantinha no aparelho o app de outro banco, pelo qual recebe sua aposentadoria. Nesse caso, ela não conseguiu que as atendentes da segunda instituição detivessem qualquer operação. O golpe resultou em um prejuízo de R$ 180 mil. O valor soma transferências via PIX, uso de saques indevidos de aplicações, compras com os cartões e empréstimos consignados concedidos pelos bancos, que foram desviados pelos estelionatários. O crime cometido contra Maria Zélia é um dos tipos de fraude mais recorrentes, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Apesar de ter entregue os cartões e o telefone na mão dos criminosos, ela não forneceu suas senhas de segurança para movimentar as contas. Mesmo sem a senha, houve movimentação financeira sem que os bancos interferissem “Nenhum alerta foi acionado pela inteligência dos bancos, nada inusual foi detectado, nada foi feito. Levaram tudo, um tanto mais e pior, a saúde mental e emocional de minha mãe”, enfatiza Antônio Pereira*, publicitário e empresário, filho de Maria Zélia. “Clientes que sempre sentiram seguros depositando o patrimônio de uma vida em instituições seculares, veem, agora, ondas de golpes de todos os tipos acontecer com seu patrimônio, antes a salvo”, acrescenta Pereira. Ocorrências A reportagem tentou ouvir diretamente fontes do Banco Central e levantar dados e informações sobre a ocorrência desses tipos de crime. A autarquia, no entanto, informou por e-mail que não cabia a ela responder. “As autoridades de segurança pública são as responsáveis por atender a sua solicitação”. Walter Faria, diretor adjunto de Operações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou à Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados que “em 2022, a Polícia Federal, em parceria com o sistema financeiro, realizou mais de 50 operações de combate a fraudes eletrônicas. Houve mais de 100 prisões preventivas e mais de 60 prisões temporárias.” A Polícia Federal não deu retorno aos pedidos de informação sobre esses crimes à Agência Brasil. Registros administrativos coletados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto às secretarias estaduais de Segurança contabilizam mais de 200 mil ocorrências de estelionato eletrônico. O dado não traz, no entanto, os números de seis estados (Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo). Pesquisa realizada para Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) para o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) projeta que 7,2 milhões de consumidores sofreram alguma fraude em instituições financeiras nos 12 meses anteriores à aplicação do levantamento (feito no final de julho e começo de agosto de 2023). Na rodada anterior da pesquisa, feita em 2022, o número apurado foi de 8,4 milhões de consumidores. As projeções de cada ano são superiores à população da cidade do Rio de Janeiro (6,2 milhões de habitantes, conforme o Censo Demográfico de 2022). Se os números projetados nas duas pesquisas forem somados, temos um total de 15,6 milhões de consumidores lesados – número bem superior à cidade mais populosa do Brasil – São Paulo, com 11,4 milhões de habitantes. Confiança nos bancos A insegurança e a perda de confiança em bancos e instituições financeiras pode ser crítica para o setor. “O volume de fraudes e golpes começou a prejudicar a própria percepção do consumidor financeiro sobre a segurança e a confiabilidade do sistema financeiro”, admitiu Belline Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, em audiência na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados em 26 de outubro do ano passado. A economista Ione Amorim, coordenadora de Projetos do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), segue na mesma linha e alerta que as falhas de segurança e de confiabilidade do sistema financeiro podem prejudicar a evolução digital das transações monetárias. “Não é possível que a gente consiga pensar em moeda digital se não tiver uma regulamentação que venha fortalecer, que venha trazer o mínimo de segurança para que as pessoas possam transacionar recursos financeiros”, disse referindo-se ao Drex, projeto de moeda digital de Banco Central. Para o promotor de Justiça do Estado de Minas Gerais, Glauber Tatagiba, golpes bancários são “o principal

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Soluções para o desenvolvimento de Pernambuco passam pelo semiárido

A instalação de uma conexão rodoferroviária e investimentos em energia renovável é biotecnologia aplicada à seca são caminhos possíveis para desenvolver a região que representa cerca de 90% do território de Pernambuco *Por Rafael Dantas Pernambuco construiu uma robusta trajetória econômica a partir do litoral, na Região Metropolitana e Zona da Mata, e encaminhou o desenvolvimento em direção ao Sul, com o Complexo de Suape e, ao Norte, com o polo automotivo de Goiana. Mas tem um forte déficit de investimentos no seu interior. Mesmo com experiências exitosas na economia, como na fruticultura irrigada do Vale do São Francisco e na indústria de confecções, o futuro do Sertão e do Agreste, imersos em grande parte no Semiárido, precisa ser uma das prioridades para o Estado nas próximas décadas. Essa foi uma das constatações da mais recente reunião da Rede Gestão, que tem discutido um novo modelo de desenvolvimento para o Estado no âmbito do projeto Pernambuco em Perspectiva — Estratégia de Longo Prazo. Diferente das abordagens tradicionais sobre o Semiárido, o engenheiro agrônomo e professor da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco – Campus Serra Talhada), Geraldo Eugênio, destacou as oportunidades que estão no horizonte de cidades promissoras do interior, como Serra Talhada. Ao mesmo tempo em que abrange potenciais relevantes para o Século 21, como a geração de energias renováveis e mão de obra qualificada em decorrência da interiorização das universidades, ele destaca que a região inevitavelmente continuará a conviver com desafios históricos naturais como é o caso da escassez hídrica. “Se existe uma realidade incontestável é que a seca é nossa irmã. A única certeza que tenho é da seca, que ela vem. Pode demorar um ano ou dois, mas vem. No final do ano passado, os principais laboratórios do mundo da meteorologia atentaram para o fato que virá um ciclo de El Niño e que a gente entrará em um novo período de seca. Se houve um alerta, temos que estar preparados. Seca é para ser gerida como qualquer empreendimento”, explicou o docente. No entanto, além da necessidade de preparar a região para os novos ciclos de maior escassez de água, Geraldo aponta para um novo horizonte. Diante do cenário de aquecimento global, as lições do semiárido mais populoso do mundo podem trazer oportunidades para Pernambuco e para além das nossas fronteiras. “Nós temos um planeta em processo acelerado de mudanças climáticas. Onde é que está a chave dessa história em relação ao futuro da agricultura mundial? Nas áreas áridas e semiáridas”. O docente destaca que essas regiões não abrigam apenas plantas retorcidas e pequenos animais, mas alguns conhecimentos fundamentais para o mundo mais quente e seco com o qual passamos a conviver. “São milhões de anos de evolução, aonde os genes que fazem com que a vida ocorra mesmo com sete, oito ou nove anos de seca, estão ali. Temos o Semiárido de um milhão de quilômetros quadrados, eu imagino que podemos ter um grande Centro de Biotecnologia Aplicada à Tolerância à Seca e à Alta Temperatura. Isso é mais que fundamental”, afirmou Geraldo Eugênio. “O grande diamante dessa história são os genes que conferem às plantas resistência às mudanças climáticas, à falta d’água. Na agricultura mundial, quem cultiva trigo, cevada, soja, está necessitando disso”. Além da organização desse centro, ele faz ainda duas propostas relacionadas à escassez hídrica. A primeira é a criação de uma Instituição de Gestão das Secas. Essa entidade abrigaria informações históricas relacionadas ao fenômeno natural, bem como sobre as intervenções que foram feitas. Outra defesa do pesquisador é acerca da conexão em rede com organizações de outros lugares áridos e semiáridos do mundo. “Da mesma forma que temos uma coalizão mundial para a Amazônia, obrigatoriamente estaríamos à frente em uma Coalizão Internacional para o Semiárido visando à mitigação e à solução das mudanças climáticas. De seca entendemos e estamos com o produto que o mundo vai precisar”, alertou o professor da UFRPE. BASE INTELECTUAL DA REGIÃO Para fixar essas iniciativas num planejamento estratégico para o Estado, diante de uma oportunidade global, Pernambuco não precisaria dar os primeiros passos mas, sim, aprofundar os investimentos em ciência na região. Serra Talhada, no coração do Sertão do Pajeú, por exemplo, já possui a Universidade Federal Rural de Pernambuco desde 2006. A UPE também está na região desde 2013. A reitora eleita para os próximos anos da UFRPE, Maria José de Sena, que participou da reunião, destaca que o mais difícil já foi alcançado, que é a formação e fixação de pesquisadores na região. “Tem solução, tem perspectiva. É preciso que o Estado como um todo, Pernambuco e o Brasil, entenda o potencial que temos no Semiárido desse País. Sou uma esperançosa. Lá já existe uma semente plantada, com uma raiz profunda, que é uma UFRPE, que é uma UPE e outras instituições. O intelecto já tem. Temos 200 professores doutores e pós-doutores lá”. Perto de iniciar o seu terceiro mandato na reitoria, a partir do mês de maio, ela promete intensificar a atuação na região. “O Brasil não está discutindo ainda a seca que está vindo aí. Mas o mundo já está. Parece até que não estamos acreditando no que a ciência está dizendo. Vamos ser bastante agressivos, vamos dizer que é preciso aproveitar esse potencial. Temos grandes possibilidades de desenvolvimento no Sertão do Pajeú. O mais difícil e caro já temos, que é o bojo intelectual. Quando investimos em educação, investimos em perspectiva”, declarou Maria José de Sena. O conjunto de pesquisas desenvolvidas e de profissionais formados na região em menos de duas décadas tem transformado a cidade. Além do polo educacional, que atrai jovens da região, outros setores passaram a receber investimentos mais robustos, como o da saúde. INFRAESTRUTURA PARA INTEGRAÇÃO COM O INTERIOR Enquanto a pauta da biotecnologia associada ao semiárido é uma agenda quente do Século 21, Pernambuco tem ainda o desafio de superar gargalos básico de infraestrutura, como estradas e conexão ferroviária. Em sua apresentação, o professor Geraldo Eugênio sugere uma visão ousada, de estado, para avançar com

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É urgente recuperar a capacidade pública de planejamento em Pernambuco

A partir a década de 1950, mais precisamente a partir de 1952, Pernambuco iniciou a instalação de uma capacidade pública de planejamento que terminou por se tornar referência no Brasil, influenciando, inclusive, a própria criação da Sudene que se deu em 1959. Em 1952, o então governador Agamenon Magalhães, criou a Codepe – Comissão de Desenvolvimento de Pernambuco que, em 1954, convidou o padre dominicano francês Louis-Joseph Lebret, economista, criador do Movimento Economia e Humanismo, para fazer um estudo que viria a se tornar pioneiro no Nordeste e, mesmo, no Brasil. O Padre Lebret, como ficou conhecido, depois de um diagnóstico aprofundado, elaborou o relatório Estudo sobre o Desenvolvimento e Implantação de Indústrias, Interessando a Pernambuco e ao Nordeste. Neste documento que se tornaria lendário, o Padre Lebret reconhece a vocação portuária de Pernambuco, sugere a ampliação do Porto do Recife para o sul, recomenda a industrialização do Estado com a implantação de estaleiro, polo metalmecânico, produção farmoquímica e, até, uma refinaria e uma montadora de veículos. Além disso, reforçou a importância da rede rodoferroviária, e a necessidade do reforço econômico e urbano das cidades médias do Estado para evitar a explosão demográfica do Recife (ou seja, que ele chegasse “ao limiar da monstruosidade de um milhão de habitantes”), coisa que, infelizmente, não se conseguiu impedir. De quebra, ainda fez uma proposta de zoneamento urbano para o Recife e de urbanização dos morros para moradia operária. Esse “empurrão” formulativo funcionou como uma espécie de alavanca para a transformação da Codepe em Condepe – Instituto de Desenvolvimento de Pernambuco e, posteriormente, em 1973, a criação da Fidem – Fundação de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife, fortemente influenciada pela teoria regional/metropolitana desenvolvida pelo engenheiro Antônio Bezerra Baltar, amigo e discípulo do Padre Lebret. Na esteira e como âncora deste movimento de organização da capacidade pública de planejamento para o desenvolvimento foi que surgiu o complexo industrial-portuário de Suape que abrigou inúmeras indústrias, os estaleiros, a refinaria, o polo petroquímico- têxtil e só não a montadora automobilística por conta de falta de espaço de qualidade suficiente para a implantação das extensas áreas requeridas pelo projeto. O Porto de Suape representou e representa ainda uma espécie de síntese virtuosa desta capacidade de planejamento instalada em meados do Século 20 que perdurou até o início do Século 21 quando, nos governos Jarbas Vasconcelos e Eduardo Campos, foram implantados os projetos-âncora finais do desenho esboçado meio século antes. A partir daí, junto com o esgotamento do modelo industrial- -portuário desenhado para o Estado, deu-se a perda acelerada da capacidade de planejamento desenvolvida, numa espécie de envelhecimento da estrutura junto com falta de renovação e o desmantelamento das estruturas de planejamento para o desenvolvimento em todos os níveis. A começar pelo nível federal que culminou, no governo passado, com o desaparecimento do próprio ministério do Planejamento, passando pelo nível regional que foi vítima da criminosa extinção da Sudene e de sua recriação como uma pálida imagem do que já foi, chegando no nível municipal com o esvaziamento dramático das estruturas que chegaram a existir na segunda metade do Século 20. No nível estadual, a fusão do Condepe com a Fidem, no início do Século 20, configurou-se como uma espécie de tentativa um tanto quanto desesperada de interromper a decadência e retomar a capacidade formulativa o que, infelizmente, não aconteceu. Hoje, nos deparamos com o esgotamento do modelo de desenvolvimento (tanto nacional quanto estadual), com o desafio das mudanças climáticas num estado pequeno e socialmente dos mais injustos do País, que tem quase 90% do seu território no semiárido em expansão, além de historicamente mutilado como nenhum outro no Brasil (com a perda das comarcas das Alagoas e do São Francisco como punição pelas revoluções de 1817 e 1824). E, como se não bastassem essas mazelas, ainda se coloca pela frente a necessidade de enfrentamento da disrupção digital, turbinada pela inteligência artificial, que promete destruir incontáveis postos de trabalhos num estado já severamente penalizado por indicadores sociais dramáticos. Diante de tudo isto não há outra alternativa do que recuperar urgentemente a capacidade pública de planejamento para o desenvolvimento com o objetivo de enfrentar, de forma inteligente e criativa, as adversidades e aproveitar as oportunidades existente. Afinal, não há vento favorável para quem não sabe com clareza para onde quer ir (se o barco tiver poucos recursos num mar revolto, pior ainda!). Caso contrário, no médio prazo (que vai além de um ou dois períodos de governo) a tragédia está anunciada e contratada. Que o espírito do profeta Padre Lebret nos ilumine!

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Fred Leal CDLRecife

Carnaval já anima vendas no varejo e CDL prevê crescimento de até 10%

O anúncio da programação do Carnaval 2024 pela Prefeitura do Recife, nesta quarta-feira (17), trouxe entusiasmo ao varejo local. A festividade impulsiona as vendas no comércio, que se preparou com estoques e já observa uma movimentação significativa em setores como confecções, calçados, cosméticos, miudezas, artigos de decoração, acessórios e adereços diversos para a confecção de fantasias, além de alimentos e bebidas. De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Recife), Fred Leal, a expectativa é que a sazonalidade, combinada com o período de férias, impulsione os negócios do setor entre 5% e 10% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O Carnaval também estimula atividades em outros segmentos, como turismo, serviços de bares e restaurantes, mobilidade, artistas e entretenimento. Através da plataforma virtual Rota do Comércio (www.rotadocomercio.com.br), é possível encontrar, no Centro do Recife, lojas e produtos relacionados ao Carnaval. Basta digitar o nome da loja, nome da rua ou categorias no campo ‘Atividades’ para localizar pontos de venda, endereços, redes sociais, horários de funcionamento e contatos. Até o momento, estão mapeadas pelo menos 1.093 lojas em diversos segmentos nos bairros de Santo Antônio, São José e Boa Vista. FRED LEAL, PRESIDENTE DA CDL RECIFE “O comércio fornece desde o item pronto ou matéria-prima para quem quer entrar no clima e ir fantasiado a produtos e itens para atender, por exemplo, autônomos que vão produzir alimentos e profissionais que instalarão som, decoração e iluminação em eventos, além de serviços como o de estamparias para roupas e tecidos”.

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Refinaria Abreu e Lima promete ampliar em 40% produção nacional de diesel

Com um orçamento de US$ 17 bilhões ao longo de quatro anos, a Petrobras anunciou que a expansão da Refinaria Abreu e Lima, localizada em Pernambuco, visa aumentar em até 40% a produção nacional de diesel. As obras de ampliação, conforme detalhado pela estatal em uma coletiva de imprensa realizada ontem, resultarão em um acréscimo de até 13 milhões de litros diários na produção de diesel S10, caracterizado pelo baixo teor de enxofre. IMPULSO NA GERAÇÃO DE EMPREGOS A Petrobras também informou que as atividades relacionadas ao refino, transporte e comercialização, parte integrante do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do plano de negócios da empresa, têm a perspectiva de gerar até 30 mil empregos até o ano de 2028. Este projeto de expansão da refinaria contribuirá significativamente para as metas de crescimento estabelecidas pela companhia. RETOMADA DAS OBRAS A corporação anunciou que nos próximos meses serão iniciadas as obras de ampliação do Trem 1 nas instalações da refinaria. Previsto para ser concluído no primeiro trimestre de 2025, o projeto tem como objetivo aumentar a carga, otimizar o escoamento de produtos leves e expandir a capacidade de processamento do petróleo proveniente da camada pré-sal. Já no segundo semestre, terão início as obras do Trem 2, com previsão de conclusão apenas em 2028. Com essa iniciativa, a refinaria estará apta a processar um acréscimo de 260 mil barris de petróleo por dia. Numa fase subsequente da expansão, atualmente em progresso e estimada para ser concluída ainda este ano, a refinaria incorporará a primeira unidade SNOX no cenário do refino brasileiro. Essa instalação tem a capacidade de converter óxido de enxofre (SOx) e óxido de nitrogênio (NOx) em um novo produto destinado à comercialização. Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates “Considerando todos os projetos previstos de adequação e o aprimoramento do parque industrial e da cadeia de abastecimento e logística, a Petrobras estima um aumento de produção de diesel da ordem de 40% nos próximos anos”

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Serviços variam 0,4% em novembro, após três meses no campo negativo

(Da Agência Brasil) O volume de serviços prestados no país variou 0,4%, em novembro de 2023, quebrando uma sequência de três meses no campo negativo, período em que o setor havia acumulado uma perda de 2,2%. Três das cinco atividades analisadas pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) avançaram em novembro: outros serviços (3,6%), profissionais, administrativos e complementares (1%) e serviços prestados às famílias (2,2%). No acumulado do ano, até novembro, o setor de serviços registrou alta de 2,7%. O setor de serviços variou -0,3% na comparação com novembro de 2022. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  “As últimas três taxas negativas reduziram os ganhos, mas o resultado de novembro coloca o setor bem acima (10,8%) do patamar pré-pandemia”, observou, em nota, o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. Impacto O maior impacto sobre o resultado geral veio da atividade de outros serviços (3,6%), que cresceu pelo terceiro mês seguido, acumulando alta de 4,9% no período. “Esse setor foi impulsionado pelos serviços financeiros auxiliares, especialmente pelo aumento da receita das empresas de uso do dinheiro digital, como as de máquinas eletrônicas de cartões de crédito e débito. Essa atividade não só impactou o resultado de outros serviços como também posicionou o setor de serviços como um todo no campo positivo”, observou o pesquisador.  Já os serviços profissionais, administrativos e complementares (1%), que exerceram a segunda maior contribuição sobre a variação de 0,4% do setor, já haviam registrado alta de 1,1% em outubro, após uma queda de 1% em setembro. “Nesse segmento, os destaques foram as atividades jurídicas e as empresas de cartões de desconto e programas de fidelidade”, detalhou Lobo.   Os serviços prestados às famílias – com o avanço de 2,2% em novembro – recuperaram a perda registrada em outubro (-1,8%). “Nesse mês, a maior influência veio da alta de alojamento e alimentação, mas também houve avanço em outros serviços prestados às famílias, impulsionado, especialmente, pelo crescimento da atividade de espetáculos teatrais e musicais, em função dos shows da cantora Taylor Swift no país”, afirmou.  Queda As duas atividades de maior peso no setor de serviços ficaram no campo negativo. O volume dos transportes recuou 1%, quarta taxa negativa seguida do segmento, que acumulou uma retração de 5,3% nesse período. Em novembro, o transporte de passageiros caiu 2,9%, terceira taxa negativa seguida, enquanto o de cargas avançou 0,6%, após três meses seguidos de queda.  Aumento de 19,12% das passagens aéreas reduziu total de passageiros em aviões –  foto – Fernando Frazão/Agência Brasil “Os transportes representaram o impacto negativo mais importante no total do setor de serviços. Esse resultado foi influenciado especialmente pelo transporte aéreo, que caiu 16,1% em novembro, a retração mais intensa desde maio de 2022 (-18,6%). Essa queda ocorreu em decorrência dos preços das passagens, que subiram 19,12% naquele mês”, disse o gerente da pesquisa.  Os serviços de informação e comunicação, que representam cerca de 23% do total do setor, variaram -0,1%, após terem avançado 0,2% no mês anterior. “Em novembro, o segmento de telecomunicações caiu 3,2% e impediu um crescimento mais acentuado do setor de serviços como um todo”, analisou Lobo. Os serviços de tecnologia da informação (TI) cresceram 1,3% no mesmo período.

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Banco Central divulga edital de concurso para analista

(Da Agência Brasil) O Banco Central (BC) publicou nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União edital para o concurso público para cargo de analista. Serão 100 vagas para o provimento imediato, além de formação de cadastro reserva. As inscrições poderão ser feitas no período de 22 de janeiro a 20 de fevereiro de 2024. A taxa de inscrição é de R$ 150,00. A carga horária é de 40 horas semanais e o salário será de R$ 20.924,80. Os cargos disponíveis são de analista de economia e finanças e de tecnologia da informação. Para a disputa dos cargos é exigido diploma, devidamente registrado, de conclusão de nível superior em qualquer área de formação, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação. O Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) irá executar o certame. A primeira etapa terá as provas objetivas e discursivas, de caráter eliminatório e classificatório, previstas para ocorrer em 19 de maio de 2024, com aplicação em todas as capitais do país.  Também haverá a realização de sindicância de vida pregressa, de caráter eliminatório,. A segunda etapa será composta pelo Programa de Capacitação (Procap), de caráter eliminatório e classificatório, de responsabilidade do Cebraspe. A carga horária do programa será de até 160 horas, sendo 120 horas-aula a distância, quatro horas para a aplicação de provas e 36 horas para seminário de integração. Os candidatos serão lotados nos departamentos do BC, de acordo com critérios do banco, e terão exercício em Brasília (DF).

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Sudene assinou 87 convênios em 2023, com liberação de R$ 53 milhões

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) intensificou suas atividades de formalização de convênios em 2023, registrando um total de 87 acordos celebrados. Essa ação, voltada para promover o desenvolvimento regional, tornou-se mais expressiva no portfólio de serviços da autarquia. Os convênios administraram recursos que ultrapassaram os R$ 53 milhões, provenientes de emendas parlamentares tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado. Esses fundos foram direcionados para projetos de desenvolvimento local em Pernambuco, abrangendo a aquisição de equipamentos, serviços de pavimentação e melhorias na infraestrutura, como a requalificação de vias para otimização da mobilidade e escoamento de produção. MAIOR DESEMPENHO OPERACIONAL DESDE 2018 O desempenho operacional da Sudene em 2023 foi destacado como o melhor desde 2018, que teve a celebração de 76 convênios e recursos na ordem de R$ 39,7 milhões. Quando a Sudene é escolhida como executora de uma emenda parlamentar, diversas atividades técnicas e regulatórias são conduzidas pela autarquia, incluindo análises técnicas, aprovação de projetos, licitações, fiscalizações e medições de obras. A equipe também atua nas questões financeiras, como análise de prestação de contas e liberação de recursos, desempenhando um papel crucial no sucesso das iniciativas promovidas pela Sudene em parceria com os municípios. As emendas parlamentares, ferramentas utilizadas pelo Congresso Nacional para alocar recursos públicos a partir das indicações dos parlamentares, desempenham um papel essencial nesse contexto. Existem quatro tipos principais de emendas, incluindo as individuais, de bancada, de comissão e da relatoria, cada uma com seus respectivos propósitos e autores. Superintendente Danilo Cabral “A procura pela Sudene como instituição executora destas emendas comprova a nossa capacidade e compromisso na execução e fiscalização de ações que tragam melhorias para as atividades econômicas e o bem-estar social”.

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“Se a concessão da Malha Nordeste for suspensa, Natal, Cabedelo, Suape e Maceió teriam 0 km de ferrovia”.

A FTL, concessionária da malha ferroviária do Nordeste, entrou com um pedido junto à ANTT para devolver a concessão, mas o engenheiro e professor da UFPE e Unicap, Maurício Pina, alerta para os prejuízos que alguns Estados nordestinos terão caso o Governo Federal acate a solicitação. Um novo capítulo da novela do sistema ferroviário pernambucano surge com tons dramáticos. A empresa FTL (Ferrovia Transnordestina Logística) concessionária da Malha Nordeste (abrangendo Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas), entrou com um pedido junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para devolver a concessão. Caso o pedido seja aceito pelo Governo Federal, será mais um revés para Pernambuco, uma vez que a TLSA, concessionária da Transnordestina – que pertence ao memo grupo da FTL – já retirou os trechos Salgueiro-Petrolina e Salgueiro-Suape do trajeto dessa ferrovia. A medida, segundo o engenheiro Maurício Pina, professor da UFPE e da Unicap, também prejudicará outros Estados nordestinos. “Isso causaria sérios prejuízos aos portos da região, principalmente Suape, Cabedelo, Natal e Maceió. Não existe porto de grande porte no mundo que não seja alimentado por ferrovia. Querer imaginar que Suape seja alimentado por rodovia, como é hoje, é querer condená-lo a não se tornar um grande porto concentrador de cargas”. Nesta entrevista a Cláudia Santos, Pina, que também é membro titular das Academias Nacional e Pernambucana de Engenharia, faz um histórico da malha ferroviária do Nordeste Oriental, analisa os problemas advindos da concessão e defende que a União não aceite o pedido de devolução da concessionária. O senhor poderia fazer um histórico sobre as ferrovias do Nordeste? A Transnordestina, que seria a ferrovia mais importante do Nordeste, é considerada a obra inacabada mais antiga do País. Em 1847 o imperador Dom Pedro II determinou a abertura de uma ferrovia que ligasse o litoral da região aos Sertões e esse é o primeiro registro que se tem do que hoje é a ferrovia. Mas vamos dar um salto grande no tempo, em 1959 foi criada a Rede Ferroviária Federal mas, em 1997, foi realizado o leilão [para privatizar] a malha ferroviária do Nordeste, como foi feito também em outras regiões do País. O leilão, que abarcava todas as ferrovias situadas nos estados do Nordeste até Alagoas (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas), excluiu apenas Sergipe e Bahia cuja malha ficou com outra concessão. O leilão abrangeu uma extensão de ferrovias de 4.238 km e a empresa vencedora foi a CFN (Companhia Ferroviária do Nordeste). De início, ela já tomou partido e estabeleceu sua sede em Fortaleza, quando o natural seria se estabelecer no Recife porque a superintendência de Fortaleza (chamada de SR11) até 1988 era subordinada à Superintendência Regional da Rede Ferroviária no Recife, que era a SR1. O contrato de concessão estabelecia o prazo de 30 anos. Desde o final do Século 19, as ferrovias construídas no Nordeste se destinavam a ligar um local de produção até os portos. Então, por exemplo, havia uma ferrovia ligando o Recife a Caruaru que foi inaugurada em 1894 e depois ela foi sendo prolongada, chegou ao Sertão do Pajeú e era para ela ter continuado, mas parou em Salgueiro. Veja a lógica: havia uma ferrovia do Recife até Salgueiro, uma outra de Fortaleza até Missão Velha, no Ceará, e outra de Salvador até Juazeiro da Bahia. Eram três ferrovias que não se comunicavam. A primeira concepção do que se chamou de Ferrovia Transnordestina foi justamente a ligação de Salgueiro com Missão Velha para conectar a malha de Pernambuco com a malha do Ceará e a ligação de Salgueiro até Petrolina e, com isso, permitir em Juazeiro a ligação de Pernambuco com as ferrovias da Bahia. Essa concepção tem um detalhe importante que é a integração com a hidrovia do São Francisco, algo extraordinário. O São Francisco é uma dádiva da natureza para o Nordeste não só porque produz boa parte da nossa energia elétrica mas, também, porque o rio é navegável desde Pirapora, em Minas Gerais, até Petrolina. Se a ferrovia fosse implantada com essa concepção chegando até Petrolina, permitiria que toda a produção de grãos do Cerrado, no Oeste da Bahia, fosse escoada por hidrovia até Petrolina e de lá seguisse por trem até os portos de Suape ou até Pecém. Quais as linhas que foram privatizadas? Quando essa concessionária assumiu, em Pernambuco existiam três linhas férreas: a Linha Norte que saía do Recife, passava em Itabaiana, chegava em Campina Grande, seguia pelo Sertão da Paraíba e subia para Fortaleza, Teresina e São Luís. Havia a Linha Centro que parou em Salgueiro – que era para ter prosseguido até Petrolina – e havia a linha Sul que saía do Recife e ia até o Sul do País. Essa era chamada Estrada de Ferro do Recife ao São Francisco e o trecho inicial, que abrangia do Recife até o Cabo de Santo Agostinho, foi inaugurado pelo imperador Dom Pedro II, em 1858. Na década de 1970 foi construída uma ponte rodoferroviária sobre o Rio São Francisco, ligando Porto Real do Colégio, em Alagoas, até Propriá, em Sergipe. Com essa ponte, tínhamos a ligação completa do Recife até o Sudeste e o Sul do País. Havia vários estudos que recomendavam fortemente a Transnordestina, como o realizado em 1987 pela área de planejamento do Governo Federal, e em função dele, em 1990 as obras foram iniciadas. Mas, em 1992, elas foram paralisadas por falta de recursos, isso antes da concessão. A CFN assumiu a malha ferroviária do Nordeste no início de 1998, como vencedora do leilão realizado em 1997. Pelo contrato, ela era obrigada a fazer manutenção da via permanente da infraestrutura ferroviária. Mas a empresa não investiu na manutenção e em função disso passou a haver um desmonte da malha ferroviária. Dos 4.238 km que ela recebeu como concessão em 1998, apenas 2.750 km estavam em operação em 2000, ou seja, houve uma redução de 35%. Em 2006, o projeto passou a se chamar Nova Transnordestina e veio com

“Se a concessão da Malha Nordeste for suspensa, Natal, Cabedelo, Suape e Maceió teriam 0 km de ferrovia”. Read More »

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Boletim Focus reduz expectativa da inflação para 2024

(Da Agência Brasil) Os analistas e economistas do mercado financeiro reduziram a expectativa de inflação para este ano. A previsão agora é que o índice de preços em 2024 fique em 3,87%. Na semana passada a projeção era de 3,9%. Os números são do Boletim Focus, divulgados ontem (15), pelo Banco Central. Outro índice que caiu foi o dólar, que pode terminar o ano valendo R$ 4,95. Para a economia, a previsão de crescimento foi mantida em 1,59% e a taxa Selic continuou em 9%. Para o ano que vem, todos os índices foram mantidos pelos analistas consultados pelo Banco Central.

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