Economia

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Longe da elite: especialistas falam sobre futuro do futebol pernambucano

*Por Rafael Dantas O futebol pernambucano inicia a temporada com mais desafios do que motivos para comemorar. Sem nenhum clube na elite do Campeonato Brasileiro e com o Santa Cruz sem classificação para nenhuma divisão e fora da Copa do Nordeste, o ano de 2024 começa com um retrato da perda de protagonismo do Estado na região. Além dos eternos rivais baianos e cearenses, os clubes alagoanos também estão melhor posicionados na principal competição nacional neste ano. Uma crise com impactos que vão além das quatro linhas do campo, segundo especialistas. Apesar da dificuldade em encontrar saídas neste breu de problemas, há algumas luzes no fim desse túnel. Com impacto no comércio, no turismo e em uma série de serviços conectados ao esporte, o futebol brasileiro movimenta muito dinheiro todos os anos. Uma pesquisa encomendada em 2019 pela Confederação Brasileira de Futebol indicou que a modalidade movimenta 0,72% do PIB nacional. Na cadeia impulsionada pela indústria do chamado esporte bretão estão a transmissão de jogos, a comercialização de produtos esportivos, todo o trabalho de formação de atletas, de marketing, entre outros. “O futebol brasileiro é também uma indústria que movimenta bilhões de reais, gera milhares de empregos e contribui de forma significativa para a economia do Brasil. Para entender a dimensão do setor, é preciso analisar a cadeia produtiva do futebol, seus atores, interações e movimentação financeira”, informou o estudo Impacto do Futebol Brasileiro, produzido pela consultoria EY. As repercussões sociais e econômicas que impressionam o mundo e o País também têm efeitos em solo pernambucano, segundo o secretário-executivo de esportes do Governo do Estado, Luciano Leonídio, “o futebol é um mercado que tem um grande volume de recursos, em que a economia gira em diversos segmentos e isso impacta em qualquer lugar do planeta. Não seria diferente aqui no nosso Estado. Não só em relação ao turismo, mas na relação com o transporte, alimentos, dentre outras questões. Certamente o impacto é extremamente positivo”. O afastamento das grandes competições nacionais e a perda de protagonismo nos torneios regionais, no entanto, podem fazer o Estado perder parte desse potencial que não é apenas esportivo. O futebol pernambucano era um dos únicos do País que mantinha os três grandes clubes locais com as maiores torcidas dentro do Estado. Isto é, ao contrário do que ocorre em outros estados nordestinos, o pernambucano torce para times de Pernambuco. Clubes nacionais, como o Flamengo e o Corinthians, tinham torcidas menores que o Sport, o Santa Cruz e o Náutico. O mais recente estudo publicado pelo Instituto Múltipla, porém, já posicionou o Flamengo à frente do Timbu entre os torcedores locais. A pesquisa sinalizou também uma redução do número de tricolores. “O enfraquecimento do futebol pernambucano pode gerar a consequente perda da reserva de mercado que nossos clubes ainda têm no Estado. Aliás, o fato de os clubes do interior não terem condições financeiras para serem competitivos a nível estadual, somado aos problemas estruturais do desenvolvimento desigual do nosso País, já tem como consequência direta a influência cada vez maior de clubes do Rio de Janeiro e de São Paulo, como algumas pesquisas evidenciam. Pernambuco ainda é um bastião de resistência, em que pese a disputa cada vez mais dura no interior”, afirmou Emanuel Leite Júnior, pesquisador pernambucano associado à Faculdade Internacional de Futebol da Universidade em Tongji, na China. Além da concorrência com os clubes do eixo Sul-Sudeste, as novas gerações também estão consumindo cada vez mais o futebol europeu. “O fenômeno de ver crianças falando em “meu City”, “meu PSG”, “meu Real”, “meu Barça” é preocupante. Nossos clubes, que já competiam pela atenção e atração de consumidores com os maiores clubes do Rio de Janeiro e de São Paulo, agora competem com os clubes mais ricos da Europa. Portanto, a decadência do futebol pernambucano pode fazer com que nos tornemos meros consumidores (massificado pela alta exposição midiática, fruto da hegemonia cultural) ao invés de produtores da indústria futebolística”, alertou. CRISE DO FUTEBOL LOCAL Para os especialistas, existem tanto fatores internos (da gestão dos nossos clubes), como externos (do cenário nacional da modalidade) que explicam o insucesso que o futebol pernambucano atravessa há alguns anos. Antes do apito inicial de qualquer campeonato no País, há uma diferença abissal de receitas entre os clubes do Sudeste e Sul, em relação ao Norte e Nordeste. Para Emanuel Leite Júnior, esse é um dos motivos que está na raiz da crise. Ele avalia que o insucesso dos clubes pernambucanos é resultado de uma combinação de fatores, sendo o primeiro grande obstáculo estrutural relacionado às desigualdades regionais no Brasil. O modelo de acumulação de capital, influenciado pela falta de um projeto nacional de desenvolvimento, criou assimetrias que afetam diversas áreas, incluindo o futebol. A estrutura do Campeonato Brasileiro, especialmente após o surgimento do Clube dos 13 (que privilegiou poucos clubes com cotas mais robustas dos direitos de transmissão), agravou as desigualdades, refletindo no desempenho esportivo pífio dos clubes nordestinos. “A primeira medida para reverter essa crise deve ser estrutural, algo que ultrapassa a questão exclusiva do futebol pernambucano. O futebol brasileiro é desigual, refletindo as assimetrias regionais do desenvolvimento concentrado em poucos estados do Brasil. Um país com a dimensão do nosso não pode ter um Campeonato Brasileiro restrito a apenas 20 clubes”, afirmou Emanuel. O pesquisador sugere que o modelo de disputa brasileiro deveria se inspirar no adotado pela NBA (basquete) ou NHL (hóquei no gelo) da América do Norte. As competições seriam divididas em quatro conferências regionais e os campeões de cada conferência já estariam classificados para a Copa Libertadores e fariam as semifinais e finais do Brasileirão, para definirem o Campeão Nacional. “Com isso, garantir-se-ia o acesso de clubes de outras regiões ao elevado faturamento que uma competição como a Libertadores proporciona. E não me refiro apenas aos direitos de transmissão, mas ao aumento do poder de barganha e atração para negociar com patrocinadores”. Ainda para atacar as desigualdades futebolísticas do Brasil, Emanuel sugere que para o desenvolvimento mais justo, a modalidade deveria migrar para

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Museu Cais do Sertão recebe investimentos que ultrapassam R$ 5 milhões

Empetur e Setur-PE celebram liberação de recursos para requalificação, trazendo modernidade e interatividade ao icônico museu pernambucano (Foto: Nelson Kon / ArchDaily Brasil) A Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e a Secretaria de Turismo e Lazer (Setur-PE) celebram a liberação de investimentos superiores a R$ 5 milhões para a requalificação do Museu Cais do Sertão, após a obtenção do convênio com o Porto Digital. O recurso, antes travado desde 2018, foi desbloqueado pelo Ministério da Cultura no final de 2023. As intervenções planejadas incluem a aquisição de equipamentos audiovisuais mais modernos, fortalecendo a proposta do museu como um espaço cultural interativo e tecnológico. Além disso, está prevista a ampliação do acervo, agregando novas peças à exposição permanente “O Mundo do Sertão”. Além dos investimentos em equipamentos, foram realizados serviços de reparação na infraestrutura elétrica e hidráulica, substituição de condensadoras de ar-condicionado central e reforço nos sistemas de segurança e prevenção contra incêndios. Com previsão de liberação parcial das instalações em 30 dias, o término do plano de trabalho está estimado para 13 meses, visando proporcionar uma experiência cultural requalificada e moderna aos visitantes. Em 2023, o Museu Cais do Sertão registrou um aumento de 40% no público em relação a 2022, atingindo 69.239 visitantes e realizando 63 eventos culturais, incluindo atividades sociais. iFood reforça compromissos no Fórum Econômico Mundial para apoiar entregadores O iFood, uma das principais plataformas de entrega de alimentos, formalizou parceria com o Fórum Econômico Mundial, ao anunciar quatro compromissos relacionados aos entregadores cadastrados na plataforma, destacando seu empenho em garantir suporte jurídico e psicológico para aqueles que enfrentarem discriminação. Até 2025, a meta é proporcionar acesso a esses recursos a 100% dos trabalhadores afetados, além de promover a conscientização sobre esses serviços, ampliando o atual percentual de 24%. Além disso, a iniciativa visa oferecer treinamentos, cursos e trilhas educacionais, assegurando que todos os entregadores possam concluir o ciclo educacional básico até o próximo ano. O Fórum Econômico Mundial, começa hoje (15) e segue até o dia 19, em Davos, na Suíça. O evento contará com a presença do CEO do iFood, Fabricio Bloisi, e da vice-presidente de Impacto Social, Luana Ozemela. ACLF anuncia novo empreendimento do Minha Casa Minha Vida A ACLF Empreendimentos inicia o ano de 2024 com um marco no mercado imobiliário ao lançar o Alameda dos Corais, dentro do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). O empreendimento estará disponível para vendas a partir do próximo dia 20/01 e está situado na Praia de Conceição, em Paulista, a poucos metros do litoral e oferece uma variedade de opções de lazer. O empreendimento será um condomínio com 5 torres de 15 pavimentos cada, sendo 60 apartamentos por torre, 4 apartamentos de 50 metros quadrados por andar, dois quartos e uma suíte, além de 2 elevadores por torre. Estacionamento para moto, carros e um bicicletário.

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FMI revela que inteligência artificial deve afetar 40% dos empregos no mundo

O avanço crescente da Inteligência Artificial (IA) pode impactar significativamente quase 40% dos empregos em todo o globo, alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI). a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, instou os governos a implementarem redes de segurança social e programas de reciclagem para mitigar os efeitos adversos da IA. Georgieva expressou preocupação sobre a possível intensificação das disparidades sociais devido à IA, enfatizando a necessidade de medidas proativas por parte dos formuladores de políticas para evitar que a tecnologia amplifique as tensões sociais. Estas questões serão destaque no Fórum Econômico Mundial (WEF) em Davos, na Suíça. O impacto da Inteligência Artificial na força de trabalho humana é um fenômeno que deve ser cuidadosamente gerenciado, conforme observações da chefe do FMI. À medida que a IA se torna cada vez mais integrada por trabalhadores e empresas, espera-se que seus efeitos se manifestem tanto de forma benéfica quanto prejudicial. Kristalina Georgieva destacou que, em grande parte, os efeitos negativos serão mais pronunciados nas economias avançadas em comparação com os mercados emergentes, destacando a vulnerabilidade dos trabalhadores de colarinho branco em relação aos trabalhadores manuais. O alerta da chefe do FMI ecoa posicionamentos anteriores de especialistas, ressaltando a necessidade urgente de ações preventivas para atenuar os desafios que a IA pode impor à estabilidade social e econômica. As discussões sobre essas questões cruciais estão programadas para ocupar posição de destaque durante o Fórum Econômico Mundial, onde líderes globais buscarão abordagens estratégicas para lidar com o impacto da IA nas dinâmicas do emprego.

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54% dos brasileiros tem o dinheiro como sua maior preocupação

O Peso do Bolso: Como as preocupações financeiras afetam a saúde mental dos brasileiros Um recente levantamento realizado pela “Fintech Onze”, em parceria com a seguradora “Icatu”, trouxe à tona uma realidade alarmante: 54% dos brasileiros consideram o dinheiro como sua principal fonte de preocupação. Em um contraste marcante, as inquietações relacionadas à família atingem 17%, à saúde 13% e ao trabalho 8%. Os resultados não apenas revelam uma priorização expressiva das questões financeiras, mas também apontam para possíveis implicações negativas na saúde emocional e física. André Minucci, mentor de empresários, destaca a íntima conexão entre saúde mental e bem-estar financeiro. O especialista ressalta a necessidade de abordar proativamente esse tema, alertando que a preocupação prolongada com questões financeiras pode ter impactos significativos na capacidade das pessoas de enfrentarem os desafios cotidianos. Desdobramentos das Preocupações Financeiras: Uma Análise Profunda O estudo destaca a urgência de uma abordagem holística que integre questões financeiras e bem-estar emocional. Ao compreender as nuances dessa interconexão, a sociedade pode trabalhar em direção a soluções eficazes, promovendo uma vida equilibrada para todos os brasileiros. “A incapacidade de cumprir com obrigações financeiras, como pagar contas ou dívidas, pode gerar um estado constante de ansiedade e estresse”. Dicas para Enfrentar Preocupações Financeiras:

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Grande Recife registra a segunda menor inflação do país em 2023

Análise revela nuances na inflação da Região Metropolitana do Recife O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Grande Recife, ao encerrar o ano de 2023, apresentou uma acumulação de 3,18%. A taxa posiciona a RMR com o segundo menor índice entre as 16 capitais e regiões metropolitanas sob pesquisa. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Comparativamente a 2022, quando a inflação na Região Metropolitana do Recife (RMR) atingiu 5,80%, observa-se uma desaceleração significativa. Destaques da inflação por setor

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Armazém da Criatividade, em Caruaru, abre inscrições para programas de inovação

O Armazém da Criatividade inicia o ano com grande atividade, anunciando a abertura de inscrições para programas por meio de editais públicos. Com foco em empreendedorismo, inovação aberta e equidade de gênero, o Armazém oferece oportunidades que abrangem setores como economia criativa, moda, tecnologia da informação e comunicação, reafirmando seu compromisso em impulsionar negócios e talentos na região do Agreste pernambucano. As inscrições para esses programas devem ser realizadas exclusivamente no site do Armazém da Criatividade. Na área de empreendedorismo, o Armazém da Criatividade oferece vagas para os programas Mind The Bizz e Agreste Moda. O primeiro é um projeto de formação empreendedora voltado para startups, projetos criativos e empreendimentos em estágio inicial, abrangendo diversas áreas como economia criativa, educação, cidades inteligentes e finanças. O Agreste Moda, por sua vez, foca no setor de moda e confecções, priorizando negócios nascentes na produção local de confecções no Agreste. Ambos os programas buscam qualificar potenciais empreendedores, destacando propostas de valor alinhadas às tendências de mercado. No campo de inovação aberta, o programa de estágio Observatório do Amanhã está com inscrições abertas. Direcionado a estudantes de ciência da computação, sistemas da informação, engenharia de computação, engenharia de software, análise e desenvolvimento de sistemas, o estágio tem a duração de 5 meses e oferece a oportunidade de contribuir para projetos inovadores em um ambiente dinâmico. Os requisitos incluem estar matriculado a partir do 4º semestre, residir em Caruaru e ter disponibilidade para participar ativamente no horário das 8h às 12h. No âmbito da equidade de gênero, o projeto Clube de Programação M.I.N.As é destacado. Realizado em parceria com o programa Mulheres em Inovação, Negócios e Artes (M.I.N.As), o clube é oferecido gratuitamente e busca formar professoras e alunas da rede de ensino público em linguagem de programação. Destinado a meninas e mulheres interessadas em iniciar ou transitar na carreira de programação, o projeto visa ampliar a presença feminina na ciência, tecnologia e inovação. Para se inscrever no Mind The Bizz, acesse: Inscrições – Mind The Bizz Para se inscrever no Agreste Moda, acesse: Inscrições – Agreste Moda Para se inscrever no Observatório do Amanhã, acesse: Inscrições – Observatório do Amanhã Para se inscrever no Clube do Programação para mulheres, acesse: Inscrições – Clube de Programação M.I.N.As – Para Mulheres Para se inscrever no Clube do Programação para estudantes, acesse: Inscrições – Clube de Programação M.I.N.As – Para Meninas do Ensino Médio

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Governo deve investir de R$ 70 bi a R$ 80 bi em ferrovias e rodovias

(Da Agência Brasil) O ministro dos Transportes, Renan Filho, disse que a expectativa do governo é investir entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões em ferrovias e rodovias até 2026. Para 2024, a previsão é entregar e iniciar cerca de 60 projetos no segmento rodoviário, além da realização de 13 leilões de rodovias, com potencial de injetar R$ 122 bilhões em investimentos privados. A afirmação foi feita ontem (10) durante entrevista coletiva para apresentar o balanço das ações da pasta. “A retomada dos investimentos no Brasil já repercutiu de maneira considerável na melhoria da nossa malha viária, e também permitiu que obras de infraestrutura, que vinham andando muito lentamente no país anteriormente, em razão do baixo volume de investimentos, se aproximassem da necessidade de recursos que o cronograma físico-financeiro das obras exige”, disse. “Com as condições promovidas pelo arcabouço fiscal, esperamos investir de R$ 70 bilhões a 80 bilhões em recursos públicos no setor até 2026. Além disso, desenvolvemos uma carteira de projetos atrativos para aproximar ainda mais o setor privado neste ano”, complementou Renan Filho. Entre as obras listadas estão a restauração de trechos críticos da BR-364/AC, a adequação da BR-135/PI, na divisa com a Bahia, e a duplicação da BR-222/CE, de Caucaia a Pecém. Também está prevista a adequação da travessia urbana de Dourados, na BR-463/MS, a construção da BR-447/ES, que dá acesso ao Porto de Capuaba, e a duplicação da BR-470/SC, que dá acesso aos portos catarinenses. O ministro disse ainda que o governo pretende atingir um índice de condição da malha rodoviária de 80% até o final de 2024. Atualmente o índice está em 67%. “Demos um salto de 15 pontos percentuais em um ambiente que vinha tendo queda de 2016 a 2022. Essa é a demonstração de que o investimento que fizemos foi bastante relevante, e nossa meta é avançar ainda mais, em 80% da malha boa, atingindo o melhor nível de toda a série histórica”, destacou. “Para este ano, o Ministério dos Transportes tem a possibilidade de otimizar 14 contratos rodoviários, que podem gerar um investimento adicional de R$ 110 bilhões em investimentos. Essa é uma solução inovadora que significa fortalecer os investimentos, equilibrar os contratos, dar condições ao setor privado para fazer o que tinha pactuado, somando esforços com o aumento do investimento público”, defendeu Renan Filho. Ao apresentar o balanço, o ministro destacou que, no ano passado, a pasta executou R$ 14,5 bilhões que foram utilizados, entre outros projetos, na recuperação, pavimentação e duplicação de cerca de 4,6 mil quilômetros de rodovias federais. Ele também disse que mais de 1,1 mil contratos em rodovias foram retomados. Outros destaques do ano foram dois leilões rodoviários e R$ 30,4 bilhões em investimentos e serviços operacionais nos 19 trechos de estradas que compõem os sistemas rodoviários. Em relação aos projetos ferroviários, o ministro disse que o governo pretende que, até 2026, os investimentos no segmento somem R$ 94,2 bilhões, de acordo com o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre os projetos, estão os estudos para concessões: Malha Oeste; Corredor Arco-Norte (Ferrogrão); Ferrovia Centro-Atlântica; Malha Sul; Corredor Leste-Oeste; Estrada de Ferro Rio-Vitória (EF -118 ) Corredor Nordeste (FTL).

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CESAR assina parceria de inovação com o Banco do Nordeste

O CESAR, consolidado centro de inovação e educação instalado no Porto Digital, anuncia uma parceria estratégica de três anos com o Banco do Nordeste (BNB). O objetivo central desta colaboração é impulsionar o BNB rumo ao futuro da tecnologia bancária, concentrando esforços em inovações como Open Finance e Fluxos de Crédito, mediante a aplicação de Inteligência Artificial e outras tecnologias avançadas. A iniciativa se destaca como um marco no cenário de inovação e é conduzida por meio do Hub de Inovação do BNB, fortalecendo o protagonismo criativo e inovador das empresas na região Nordeste. Mais de 25 projetos inovadores do BNB serão beneficiados por essa parceria, que será desenvolvida em conjunto pelas equipes do BNB e do CESAR, envolvendo profissionais especializados, como designers, especialistas em experiência do usuário (UX), engenheiros de software e gerentes de projetos. Luiz Claudio Bacellar, Gerente de Negócios do CESAR “O setor bancário está experimentando uma transformação digital acelerada, e os experimentos do DREX capitaneados pelo BACEN confirmam isso. Os bancos brasileiros registram um crescimento histórico de 30% no número de transações financeiras e observamos que 8 em cada 10 movimentações bancárias ocorrem nos canais digitais, sendo 2/3 através do mobile banking. Nossa parceria estratégica posiciona CESAR e BNB como líderes nesse cenário, alinhados com a crescente preferência dos usuários por soluções bancárias móveis.”. Paulo Câmara, presidente do BNB “Estamos comprometidos em criar soluções inovadoras que atendam às necessidades específicas dos nossos clientes, impulsionando o desenvolvimento econômico e proporcionando uma experiência bancária mais avançada e acessível para todos.”.

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Hub de veículos do Complexo de Suape cresceu 42% em 2023

O Hub de Veículos no Complexo Industrial Portuário de Suape celebra um aumento expressivo de 42% na movimentação de automóveis de janeiro a dezembro de 2023 em comparação com o ano anterior. Com um total de 80.647 unidades transitando pelo porto, o hub se destaca como o mais movimentado do Norte/Nordeste. Diretor-presidente da estatal portuária, Marcio Guiot “É um setor em franca expansão, consolidando a posição estratégica de Suape no país e no mercado internacional. Estamos investindo na dragagem do porto, em inovação e em tecnologia, para proporcionar, cada vez mais, celeridade aos processos internos das operações de carga e de entrada e saída das embarcações. As expectativas são as melhores possíveis. Com isso, vamos diversificar ainda mais os tipos de mercadorias que chegam ou saem de Suape” O diretor-presidente da estatal portuária, Marcio Guiot, enfatiza que as obras, tanto no canal externo quanto no canal interno, visam aumentar a capacidade de atracação de embarcações, permitindo a chegada de navios de até 366 metros de comprimento. A conclusão da última etapa da dragagem do canal externo, prevista para abril deste ano, posicionará Suape como destaque no cenário portuário mundial, atraindo navios petroleiros do tipo Suezmax e fortalecendo sua presença no mercado internacional. Megaoperações e Recordes Marcam o Ano no Porto de Suape O Porto de Suape registrou alguns feitos em 2023, destacando-se pelo maior embarque de veículos em uma única operação em seus 45 anos de existência, ocorrido em 15 de maio. O navio Grande Guinea, de bandeira italiana, movimentou três mil unidades da Stellantis com destino ao Porto de Veracruz, no México. Em agosto, outra megaoperação envolveu o Canadian Highway, de bandeira panamenha, que realizou o embarque e desembarque de veículos, consolidando Suape como um hub automotivo de relevância no cenário internacional.

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Mercado eleva para 1,59% projeção de expansão da economia em 2024

(Da Agência Brasil) A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu, passando de 1,52% para 1,59%. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos. Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) – é de crescimento de 2%, a mesma projeção para 2026. O Focus continua trazendo as previsões para 2023, já que os números ainda estão sendo consolidados. O mercado estima que o PIB de 2023 fique em 2,92%. O resultado do quarto trimestre, com o consolidado do ano, será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1º de março. Superando as projeções, no terceiro trimestre do ano passado a economia brasileira cresceu 0,1%, na comparação com o segundo trimestre de 2023, de acordo com o IBGE. No ano, a alta acumulada foi 3,2%. Com o resultado, o PIB está novamente no maior patamar da série histórica, ficando 7,2% acima do nível pré-pandemia, registrado nos três últimos meses de 2019. A previsão de cotação do dólar está em R$ 5 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda americana fique neste mesmo patamar. Inflação Nesta edição do Focus, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – para 2024 se manteve em 3,9%. Para 2025 e 2026, a projeção da inflação também permaneceu no mesmo patamar, em 3,5% para os dois anos.  A estimativa para 2024 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.  Para 2025 e 2026, as metas de inflação estão fixadas em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.  Para o mercado financeiro, a inflação do ano passado deve ficar em 4,47%. Os dados de 2023 serão divulgados pelo IBGE na próxima quinta-feira (11). Em novembro de 2023, o aumento de preços dos alimentos pressionou o resultado da inflação. O IPCA ficou em 0,28%, segundo o IBGE. O percentual foi maior que a taxa de setembro, que teve alta de 0,24%.  A inflação acumulada em 2023 atingiu 4,04%. Nos últimos 12 meses, o índice consolidado está em 4,68%.  A meta definida pelo CMN para 2023 é 3,25%, também com tolerância de 1,5 ponto percentual. Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de o índice oficial superar o teto da meta em 2023 é 17%. Taxa de juros Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 11,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre de 2023, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas. O comportamento dos preços fez o BC cortar os juros quatro vezes no semestre passado, em todas as reuniões do Copom. Em ata divulgada, o colegiado informou que continuará a promover novos cortes de 0,5 ponto nas próximas reuniões, mas não detalhou quando vai parar de reduzir a taxa Selic. Segundo o BC, o momento dependerá do comportamento da inflação no primeiro semestre de 2024.   Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9% ao ano. A primeira reunião do Copom neste ano ocorre em 30 e 31 de janeiro e os analistas esperam que a Selic seja reduzida a 11,25%. Para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano, nos dois anos. De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano, até agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano.  Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.  Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

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