Economia

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Pesquisa aponta que preço da cesta básica diminuiu em 15 capitais em 12 meses

Em 2023, o custo da cesta básica apresentou uma redução em 15 capitais brasileiras. As maiores diminuições acumuladas ao longo de 12 meses, de dezembro de 2022 ao mesmo mês de 2023, foram observadas em Campo Grande (-6,25%), Belo Horizonte (-5,75%), Vitória (-5,48%), Goiânia (-5,01%) e Natal (-4,84%). No Recife, a variação foi de -4,78%. Por outro lado, taxas positivas acumuladas foram registradas em Belém (0,94%) e Porto Alegre (0,12%). Os dados provêm do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), responsável por conduzir mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos em 17 capitais. NOTA DO DIEESE “A tendência, para o conjunto dos itens, foi de redução, movimento que, junto com a revalorização do salário mínimo e a ampliação da política de transferência de renda, trouxe alívio para as famílias brasileiras, que sofreram, nos últimos anos, com aumentos de preços dos alimentos, em geral, acima da média da inflação”. CESTA BÁSICA X SALÁRIO MÍNIMO Ao comparar o custo da cesta básica com o salário mínimo líquido – descontando o valor referente à Previdência Social –, a pesquisa revela que, em dezembro de 2023, o trabalhador remunerado pelo piso nacional destinou 53,59% de seu rendimento para aquisição dos mesmos produtos que, em novembro, requeriam 52,82%. Em dezembro de 2022, esse comprometimento era mais elevado, atingindo 60,22%.

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E-Log anuncia investimento de R$ 150 milhões em Pernambuco

Com um aporte previsto de R$ 150 milhões, a E-Log amplia suas operações em Pernambuco, diversificando sua atuação para incluir o setor de armazenagem e logística com o lançamento do E-Log Condomínio Logístico. Atualmente, a empresa encontra-se na fase de construção da segunda etapa desse empreendimento estrategicamente localizado às margens da BR-101, no município de Jaboatão dos Guararapes. A inauguração está programada para o primeiro trimestre deste ano, com uma expectativa de ocupação inicial superior a 80%. José Roberto, presidente da E-Log “A decisão de investir na construção de um condomínio logístico foi impulsionada por um cenário dinâmico e em constante transformação nos setores de comércio e distribuição. Este movimento é alimentado pela demanda crescente dos consumidores por entregas que sejam não apenas rápidas, mas também eficientes.” EMPREENDIMENTO Abrangendo uma área total de 90 mil metros quadrados, o condomínio será inaugurado com 14 módulos de galpões, projetados com flexibilidade em tamanho para se adaptarem às necessidades específicas de cada empresa que escolher estabelecer-se no local. As instalações serão totalmente equipadas para suportar operações de armazenagem, manuseio e distribuição. Em resposta à chegada de novas empresas no Porto de Suape, o grupo realizou uma estratégica aquisição de uma área de 160 mil metros quadrados. Este investimento não apenas impulsionará a expansão do Pátio, mas também aumentará sua capacidade de lidar com cargas diversas. Em um movimento estratégico adicional, a empresa adquiriu uma área significativa nas margens da BR-101, na cidade de Caaporã (PB), localizada na divisa entre Pernambuco e Paraíba.

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Brasil ampliou em 10,3 mil MW a geração de energia em 2023

Alavancada pela energia eólica e solar, a produção de energia elétrica encerrou o ano de 2023 registrando um aumento de 10.324,2 megawatts (MW), conforme divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Somente no mês de dezembro, foram adicionados 1,9 mil megawatts (MW) devido à entrada em operação comercial de 51 unidades geradoras em diversas regiões do país. Pernambuco registrou um crescimento de 834,5 MW em 2023, sendo o 4º Estado que mais avançou no País no período. EÓLICA E SOLAR LIDERAM A principal causa desse crescimento é atribuída à energia eólica, que apresentou um aumento significativo de 4.919 MW no ano anterior, com a inauguração de 140 unidades, correspondendo a 47,65% do incremento total. Em segundo lugar, destaca-se a energia solar, responsável por um aumento de 4.070,9 MW, resultado da entrada em operação de 104 centrais fotovoltaicas, representando 39,51% do acréscimo registrado. Completam esse ranking 1.214,9 MW gerados por 33 termelétricas, 158 MW de 11 novas pequenas centrais hidrelétricas e 11,4 MW de três novas centrais geradoras hidrelétricas. ENERGIA DO PAÍS EM NÚMEROS 83,78% das unidades de produção de energia brasileira são consideradas renováveis 55,19% de toda geração do País é de energia hídrica 14,4% é de energia eólica 8,43% é gerada a partir de biomassa 5,77% da geração é solar

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BC informa que teto para rotativo vale a partir desta quarta-feira

(Da Agência Brasil) O Banco Central (BC) esclareceu, nesta terça-feira (2), em Brasília, que o teto de juros para o rotativo e da fatura parcelada do cartão só entram em vigor nesta quarta-feira (3). Segundo o órgão, o feriado de 1º de janeiro adiou em um dia a entrada em vigor da medida, que limitou em 100% do valor total da dívida os juros e encargos das duas modalidades do cartão de crédito. O prazo da Lei do Desenrola, que instituiu o teto para as duas modalidades do cartão de crédito, terminaria em 1º de janeiro. Com o feriado, a data-limite para a apresentação e a aprovação de uma autorregulação do setor ficou para esta terça-feira (2). Como não houve acordo para a regulação própria, o teto entrará em vigor em 3 de janeiro. Instituído pela lei do Programa Desenrola, sancionada em outubro, o teto foi regulamentado no fim de dezembro pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A lei havia estabelecido 90 dias para que as negociações entre o governo, o Banco Central, as instituições financeiras, o Congresso Nacional e o Banco Central chegassem a um novo modelo para o rotativo do cartão de crédito. Caso contrário, valeria o modelo em vigor no Reino Unido, que estabelece juros até o teto de 100% do total da dívida, que não poderá mais subir depois de dobrar o valor. Logo após anunciar a decisão do CMN, no fim de dezembro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou que, durante esse período de 90 dias, as instituições financeiras não apresentaram nenhuma proposta. “Se vocês pensarem no Desenrola, esse era um dos grandes problemas do país. As pessoas [que renegociaram os débitos no programa] estavam, muitas vezes, com dívidas dez vezes superior à original”, disse o ministro. “Agora, a dívida não poderá dobrar”, comentou o ministro, na ocasião. Simulação Com o teto de juros do rotativo e da fatura parcelada, quem não pagar uma fatura de R$ 100, por exemplo, e empurrar a dívida para o rotativo, pagará juros e encargos de, no máximo, R$ 100. Dessa forma, a dívida não poderá ultrapassar R$ 200, independentemente do prazo. “Suponha que uma pessoa contrate uma dívida de R$ 1 mil no cartão de crédito e não pague. Ela estaria sujeita a quase 450% ou 500% de juros no ano [pelas regras anteriores]”, disse Haddad ao anunciar o teto das taxas. “Com essa medida, não vai poder exceder 100%.” Segundo os dados mais recentes do Banco Central, em novembro os juros do rotativo do cartão de crédito estavam, em média, em 431,6% ao ano. Isso significa que uma pessoa que entre no rotativo em R$ 100 e não quita o débito, deve R$ 531,60 após 12 meses. Portabilidade Além de oficializar o teto de juros, o CMN instituiu a portabilidade do saldo devedor do cartão de crédito e aumentou a transparência nas faturas, itens que não estavam na lei do Desenrola. Essas exigências, no entanto, só entrarão em vigor em 1º de julho. Por meio da portabilidade, a dívida com o rotativo e com o parcelamento da fatura poderá ser transferida para outra instituição financeira que oferecer melhores condições de renegociação. A medida também vale para os demais instrumentos de pagamento pós-pagos, modalidades nas quais os recursos são depositados para pagamento de débitos já assumidos. A proposta da instituição financeira deve ser realizada por meio de uma operação de crédito consolidada (que reestruture a dívida acumulada). Além disso, a portabilidade terá de ser feita de forma gratuita. Caso a instituição credora original faça uma contraproposta ao devedor, a operação de crédito consolidada deverá ter o mesmo prazo do refinanciamento da instituição proponente. Segundo o Banco Central (BC), a igualdade de prazos permitirá a comparação dos custos. Transparência Em relação à transparência, a partir de julho, as faturas dos cartões de crédito deverão trazer uma área de destaque, com as informações essenciais, como valor total da fatura, data de vencimento da fatura do período vigente e limite total de crédito. As faturas também deverão ter uma área em que sejam oferecidas opções de pagamento. Nessa área deverão estar especificadas apenas as seguintes informações: valor do pagamento mínimo obrigatório; valor dos encargos a ser cobrado no período seguinte no caso de pagamento mínimo; opções de financiamento do saldo devedor da fatura, apresentadas na ordem do menor para o maior valor total a pagar; taxas efetivas de juros mensais e anuais; e Custo Efetivo Total (CET) das operações de crédito. Por fim, as faturas terão uma área com informações complementares. Nesse campo, devem estar as informações como lançamentos na conta de pagamento; identificação das operações de crédito contratadas; juros e encargos cobrados no período vigente; valor total de juros e encargos financeiros cobrados referentes às operações de crédito contratadas; identificação das tarifas cobradas; e limites individuais para cada tipo de operação, entre outros dados.

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Fiepe emite posicionamento sobre Reoneração da Folha de Pagamento

A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) manifesta sua apreensão em relação à Medida Provisória 1.202, emitida pelo governo federal em 28 de dezembro de 2023, que revoga a decisão do Congresso Nacional de estender, até 2027, a desoneração da folha de pagamento de 17 setores econômicos. A entidade destaca que essa medida representa uma ameaça à economia, comprometendo a segurança jurídica e colocando em risco os 9 milhões de empregos gerados pela legislação em vigor. A MP cancela benefícios como a desoneração da folha em relação à contribuição previdenciária, ao mesmo tempo em que restringe as compensações de créditos provenientes de decisões judiciais já finalizadas. A FIEPE ressalta a importância de o governo considerar os impactos adversos dessa medida, respeitando as deliberações do Congresso e buscando soluções fiscais que minimizem os efeitos negativos sobre o emprego e a competitividade. POSICIONAMENTO DA FIEPE A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) expressa sua preocupação em relação à Medida Provisória 1.202, emitida pelo governo federal em 28 de dezembro de 2023, a qual revoga a decisão do Congresso Nacional de prorrogar, até 2027, a desoneração da folha de pagamento de 17 setores econômicos.  A medida impacta negativamente a economia, compromete a segurança jurídica e representa um risco para os 9 milhões de empregos gerados pela legislação vigente.  A referida MP cancela benefícios como a desoneração da folha de pagamento em relação a contribuição previdenciária, ao mesmo tempo em que limita as compensações de créditos resultantes de decisões judiciais já concluídas. Apesar do argumento do governo sobre a necessidade de novas normas para equilibrar as contas públicas, esta abordagem desconsidera a autonomia legislativa e não apresenta uma solução eficaz para o desequilíbrio fiscal.  É fundamental que o governo respeite as deliberações do Congresso Nacional e leve em consideração os impactos adversos gerados pela MP 1.202/2023. É necessário buscar alternativas de políticas fiscais que minimizem os efeitos negativos sobre o emprego e a competitividade. 

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Recife foi a terceira capital do Nordeste com maior receita no anuário MultiCidades

O anuário “MultiCidades – Finanças dos Municípios do Brasil” revelou que Fortaleza (CE), Salvador (BA) e Recife (PE) lideram as prefeituras com as maiores despesas e receitas na região Nordeste. Desenvolvido pela Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), o documento apresenta um ranking das 10 cidades com maior arrecadação e custos em 2022. Fortaleza desponta em primeiro lugar, com R$ 9,6 bilhões em despesas e R$ 9,7 bilhões em receita, seguida por Salvador, que teve um custo de R$ 8,7 bilhões e receita total de R$ 9,3 bilhões. Recife conquistou a terceira posição, com despesas de R$ 6,4 bilhões e arrecadação de R$ 6,9 bilhões. SAÚDE FINANCEIRA Apesar do aumento nas despesas em relação às receitas, o estudo indicou que os municípios brasileiros mantiveram suas contas equilibradas em 2022, conforme apontado pelos dados gerais do anuário MultiCidades. O crescimento das despesas em 16,2%, superando o aumento das receitas em 10%, impactou o indicador de liquidez. A economista Tânia Villela, editora do anuário, destacou que a receita total dos municípios atingiu R$ 1,028 trilhão, enquanto a despesa total municipal ficou em R$ 996,7 bilhões, excluindo juros e amortizações de dívidas. TÂNIA VILLELA “Em 2022, cerca de 70% dos municípios registraram suficiência financeira, um nível inferior ao observado em 2021 (75,5%), mas, ainda assim, foi o segundo maior percentual desde 2015. Ao mesmo tempo, expandiu-se o comprometimento da receita corrente com despesas correntes, incluindo os desembolsos com as amortizações de dívidas, que passou de 87,9%, em 2021, para 90,7%, em 2022. Esse indicador, apesar de não ser tão favorável como o de 2021, é o segundo melhor desde 2012”.

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10% dos contribuintes concentram 51% de toda a renda no país

Um relatório recente do Ministério da Fazenda, divulgado em 29 de dezembro, oferece uma análise detalhada sobre a disparidade na distribuição de renda e riqueza na população brasileira, com base nos dados do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referentes aos anos de 2021 e 2022. O estudo revela que apenas 10% dos declarantes de IRPF concentram mais da metade (51%) da renda total do país em 2022, destacando uma notável desigualdade. Declaração do IRPF e Concentração de Riqueza Em 2022, cerca de 38,4 milhões de contribuintes apresentaram declaração do Imposto de Renda, representando 35,6% da População Economicamente Ativa (PEA) do Brasil. O relatório destaca ainda a concentração de riqueza, indicando que os 10% mais ricos detêm impressionantes 58% da riqueza nacional. Questões como a isenção de Imposto de Renda sobre lucros e dividendos e as deduções concentradas em despesas médicas e previdência são abordadas, com os 10% mais ricos contribuindo significativamente para esses padrões de concentração. Desigualdade de Gênero e Variações Regionais Além disso, o estudo expõe a desigualdade de gênero na concentração de renda, com as mulheres representando 51% da população em idade ativa, mas apenas 37% dos declarantes de renda. O relatório também revela variações significativas nas médias de renda entre as unidades federativas, com o Distrito Federal liderando com a maior renda média, enquanto o Maranhão apresenta a menor renda média mensal. Essas análises ampliam a compreensão das disparidades socioeconômicas presentes no cenário fiscal brasileiro.

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Desafios e trunfos econômicos no radar de Raquel Lyra e João Campos em 2024

Iniciado o novo ano, a governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos têm motivos para comemorar do ano passado e desafios diferentes em 2024. Dois dos maiores trunfos dos executivos estão na captação de recursos e na geração de empregos. INVESTIMENTOS LOCAIS O Governo do Estado, além de ter emplacado vários projetos dentro do PAC (R$ 91,9 bilhões), conseguiu captar R$ 3,4 bilhões em operações de crédito. A capital pernambucana, também agraciada por investimentos federais, tem já o início do Pró-Morar Recife, que captou mais de R$ 2 bilhões para investir na melhoria das condições habitacionais mais precárias da cidade. No balanço de 2023, o Governo do Estado também comemorou a atração de R$ 2,6 bilhões de investimentos anunciados pela iniciativa privada em Pernambuco. EMPREGOS O Estado e a capital se destacaram na geração de empregos, que é um indicador muito sensível ao humor da população. Dados do Caged apontaram que 59.902 postos de trabalho foram criados em Pernambuco entre janeiro a novembro. No mesmo período, o Recife anotou mais de um terço desse montante, com 22.199 cargos gerados. Esse número cresceu muito em novembro, quando 60% dos postos gerados no Estado foram na capital. EM 2024 As estimativas econômicas são de um crescimento econômico menos acelerado em 2024 no País. Em geral, o Estado e a capital acompanham a curva do desempenho do País. Além de executar as obras com os recursos captados, a Prefeitura e o Estado tem o desafio de articular a vinda dos investimentos anunciados pelo PAC. Nas últimas edições do programa, muitos projetos anunciados não chegaram a sair do papel. Além disso, a atração de novos empreendimentos privados seguem no horizonte.

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Para atravessar a Era dos Extremos

*Por Rafael Dantas O ano de 2023 foi marcado por cenas que ilustram eventos de intensos conflitos no mundo, no Brasil e em Pernambuco: duas guerras com imagens chocantes, catástrofes naturais que inundaram várias cidades ou eventos climáticos que levam o Sertão à desertificação e, na política nacional, a destruição da Praça dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro. Inspirado na obra clássica do historiador britânico Eric Hobsbawm, A era dos extremos chegou, como atravessá-la foi o tema e a provocação da palestra do consultor Francisco Cunha na 25ª edição da Agenda TGI, para compreender o ano que passou e indicar perspectivas e desafios relevantes para 2024. O consultor da TGI elencou cinco fatores relevantes a serem observados para entender as tensões mais inflamadas do Brasil e do mundo: extremos da geopolítica, da política nacional, da segurança pública, do clima e da tecnologia. CONFLITOS GLOBAIS O mundo, que iniciou o ano ainda aflito pela invasão da Rússia na Ucrânia, assistiu ao atentado do Hamas em Israel e, na sequência, aos ataques à Faixa de Gaza. Além desses dois conflitos, que dominam o noticiário internacional, Francisco Cunha lembrou de outras guerras que seguem em curso pelo planeta, como em Burkina Faso, no Sudão, em Mianmar, na Somália e no Iêmen. “Essas são guerras que estão acontecendo. São extremos da geopolítica, mas temos também extremos de polarização, como da China e dos Estados Unidos”, afirmou Francisco Cunha. A tensão político-econômica entre as duas maiores potências do mundo foi chamada pelo consultor de Guerra Fria 2.0. A incerteza sobre o futuro político dos EUA, com a possibilidade de retorno de Donald Trump à Casa Branca, é uma das peças chaves do tenso tabuleiro internacional. Além dessa disputa, o consultor pontuou o avanço da Índia no cenário internacional. “A China tem uma disputa regional com a Índia, que já ultrapassou a China em população e se aproxima em renda per capita. Essa é uma realidade geopolítica, mais regional, que está dentro desse espectro mundial da chamada Guerra Fria 2.0”, analisou o consultor. Na América do Sul, duas novidades no tabuleiro geopolítico regional terão desdobramentos para 2024. O primeiro é a ascensão de Javier Milei à presidência da Argentina. Com uma campanha ilustrada pela motoserra, o político que se intitula anarcocapitalista foi eleito com um discurso que prometia mudanças bem heterodoxas, como a dolarização da economia e a extinção do Banco Central. O segundo é a ameaça de guerra entre a Venezuela e a Guiana pela região de Essequibo, que representa 70% do território guianês e é reivindicada pelo país do ditador Nicolás Maduro. ECONOMIA MUNDIAL PARA ALÉM DOS CONFLITOS Tanto a OCDE, como o FMI têm apontado um crescimento da economia mundial um pouco menor em 2024 comparado ao desempenho de 2023. As estimativas para o próximo ano são respectivamente de 2,7% (na projeção da OCDE) e 2,9% (segundo o FMI). Ao olhar o cenário internacional, Mauro Rochlin, coordenador do MBA de gestão estratégica e econômica de negócios da FGV, avalia que para o Brasil um dos grandes movimentos externos que podem trazer efeitos locais são os juros praticados pelos EUA. “No cenário internacional é importante observar o movimento da taxa norte-americana. Ela é o preço dos preços e se o Banco Central americano iniciar um ciclo de queda em maio, que o mercado agora passou a considerar, isso é positivo para o Brasil porque vai permitir que uma política monetária mais frouxa seja adotada aqui. Isso pode acelerar o ritmo de queda da taxa Selic, o que vai certamente estimular o consumo e o investimento”. O panorama da economia internacional não é animador para Rochlin. “O cenário externo não é dos mais auspiciosos, a gente vê a economia americana crescendo abaixo de 2% para ano que vem, economias europeias também, muitas, aliás, estagnadas. A China vem crescendo menos do que cresceu nas últimas décadas e, portanto, o cenário internacional também não favorece um crescimento maior”. Em um olhar mais estrutural de longo prazo, o economista Marcos Troyjo, que participou da I Conferência Internacional dos Guararapes, promovida pela Iperid (Instituto de Pesquisas Estratégicas em Relações Internacionais e Diplomacia ), destacou que é importante observar no crescimento populacional do mundo as oportunidades que surgem desse fenômeno. “Entre 2048 e 2050, a população mundial será de 10,5 bilhões de pessoas, o que significa que nós vamos ter um acréscimo líquido de 2 bilhões de pessoas sobre o nosso planeta. Imagina qual o tamanho do impacto sobre a demanda de alimentos, de água, por energia, por infraestrutura, resultante desse aumento populacional tão significativo que nós veremos nos próximos 25 anos”. O Troyjo, que é ex-presidente do Banco dos BRICS, destacou as oportunidades que esse fenômeno deve gerar para o Brasil, que é um grande produtor de alimentos. Troyjo também ressaltou o rearranjo da demanda desse comércio internacional, visto que além do avanço populacional da Índia, que já ultrapassou os chineses, outros players em ascensão nesse indicador são Nigéria e Paquistão. Apenas oito países — todos asiáticos ou africanos — devem concentrar metade do crescimento do número de habitantes até 2050. FOTOGRAFIAS DA TENSÃO POLÍTICA Entre as cenas de 2023, duas marcaram o mês de janeiro. A primeira, com a subida da rampa do Palácio do Planalto de representantes do povo brasileiro, para a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu terceiro mandato, após uma acirrada eleição. Uma semana depois, outra imagem do mesmo cenário tomou o mundo, com a depredação dos prédios da Praça dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro. “Estavam querendo promover um golpe de estado, numa invasão da sede dos três poderes”, declarou Francisco Cunha. Para contrastar com os atos de 8 de janeiro, Francisco Cunha lembrou o árduo percurso de reconquista da democracia no Brasil quando a população tomava as ruas para pedir Diretas Já e para participar da Constituição Cidadã de 1988. No ano em que o País comemorou os 35 anos da promulgação da sua Carta Magna, a tentativa de golpe falhou.

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Salário mínimo de R$ 1.412 entra em vigor a partir de hoje

(Com informações da Agência Brasil) A partir desta segunda-feira (1º), o salário mínimo oficial será de R$ 1.412. Este valor, que será aplicado a partir de fevereiro referente à folha de janeiro, representa um aumento de 6,97% em comparação ao salário de R$ 1.320 vigente de maio a dezembro de 2023. Aprovado no Orçamento Geral da União de 2024, o montante de R$ 1.412 é resultado da correção pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses encerrados em novembro, totalizando 3,85%, acrescido do crescimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. A nova política de valorização do salário mínimo, proposta pelo governo em maio, foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em agosto através de medida provisória. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste do salário mínimo beneficiará 59,3 milhões de trabalhadores, resultando em um acréscimo na renda anual de R$ 69,9 bilhões. A entidade estima que o aumento do consumo associado ao salário mínimo mais elevado levará a um acréscimo de R$ 37,7 bilhões na arrecadação do governo, considerando União, estados e municípios.

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