Economia

SUDENE CABRAL

Governo busca capitalizar o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste

Com o intuito de fortalecer sua capacidade de financiamento, o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, um dos principais instrumentos da atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), poderá receber um aporte financeiro dos Brics. A Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) publicou recentemente uma resolução que, com ressalvas específicas, autoriza a elaboração de um projeto a ser apresentado ao New Development Bank (NDB). Esse projeto visa à capitalização dos fundos regionais, entre eles o FDNE (Fundo de Desenvolvimento do Nordeste), o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e o Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). O Governo Federal, em colaboração com o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional e a Sudene, busca obter diretamente do NDB um montante expressivo: US$ 500 milhões destinados ao financiamento de projetos de infraestrutura no país. Perspectivas Segundo o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, a projeção é de que o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) disponha de R$ 1,1 bilhão até o ano de 2024. O FDNE desempenha um papel crucial como fonte de financiamento para projetos de infraestrutura, oferecendo taxas de juros mais atrativas em comparação com outros bancos de fomento. Atualmente, é um importante incentivador de iniciativas voltadas para energia renovável no Nordeste e norte de Minas Gerais. “Neste ano, autorizamos R$ 1,3 bilhão para o financiamento de projetos na nossa área de atuação. Mas liberamos R$ 2 bilhões, incluindo a parcela de R$ 811 milhões para a obra da ferrovia Transnordestina, superando o volume do exercício anterior”, destacou o superintendente. REGIONAL De acordo com o ministro Waldez Góes., a busca por financiamento de grandes projetos de infraestrutura deveria ser mais focada nos fundos regionais. “Isso demonstra o quanto o governo do presidente Lula está focado nessa estratégia de desenvolvimento regional”, frisou Waldez Góes. Ele destacou que o Fundo de Financiamento do Nordeste (FNE), outro instrumento da ação da Sudene, registra um crescimento de cerca de 10%. “É um crescimento real. A inflação acumulada deve girar em torno de 5% e nós estamos com um crescimento de 2023 para 2024 acima de 9%. Então, acho que os dois movimentos que estão acontecendo, tanto no Fundo Constitucional quanto na capitalização do Fundo de Desenvolvimento, são demonstrações claras do compromisso do governo Lula com a região”.

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Arrecadação de receitas federais tem queda de 0,39%

(Da Agência Brasil) A arrecadação total de receitas federais fechou o mês de novembro em R$ 179,39 bilhões, informou hoje (20), em Brasília, o Ministério da Fazenda. O valor representa queda de 0,39% em relação a novembro de 2022, descontada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Entre janeiro e setembro, o governo arrecadou pouco mais de R$ 2,08 trilhões. O ministério disse que o valor apresenta acréscimo de 0,66%, descontado o IPCA – a inflação oficial do país. Em relação às receitas administradas pela Receita Federal, o valor obtido em novembro atingiu R$ 172,5 bilhões, representando decréscimo real de 0,52%. No período de janeiro a novembro, o governo alcançou R$ 1,98 trilhão, registrando acréscimo real – medido pelo IPCA – de 0,55%. Segundo o ministério, o resultado pode ser explicado, principalmente, por alterações na legislação tributária e por pagamentos atípicos, especialmente do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), tanto em 2022 quanto em 2023. A pasta disse, ainda, que – descontados esses fatores – haveria crescimento real 2,9% no total obtido no período acumulado e um decréscimo real de 0,36% em novembro. No mês, o IRPJ e a CSLL recolheram, no conjunto,  R$ 27,7 bilhões, representando decréscimo real de 13,98%. Decréscimo “Esse desempenho é explicado pelo decréscimo real de 17,50% na arrecadação da estimativa mensal e de 23,59% no balanço trimestral. Cabe ressaltar que, no mês de novembro de 2022, houve pagamentos atípicos de R$ 2 bilhões”, informou o Ministério da Fazenda. O Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) do trabalho obteve R$ 15 bilhões, resultando em queda real 8,66%. O resultado está ligado ao recuo na arrecadação de Rendimentos do Trabalho Assalariado (-7,48%) e de Aposentadoria do Regime Geral ou do Servidor Público (-20,87%), conjugado com o acréscimo real no item Participação nos Lucros ou Resultados – PLR – (+14,09%). Crescimento real Em relação ao IRRF – Rendimentos de Residentes no Exterior – foram obtidos quase R$ 6,2 bilhões, representando crescimento real de 72,34%. O desempenho decorreu do acréscimo nominal de 2.482,23% na arrecadação do item Aplicações Financeiras e de 48,21% no item Royalties e Assistência Técnica. Já o IRRF – Rendimentos de Capital – somou R$ 97,8 bilhões, resultando em um crescimento real de 21,61%. O resultado pode ser explicado pelos acréscimos nominais de 48,23% no item Aplicação de Renda Fixa (Pessoa Física e Pessoa Jurídica), de 12,29% no item Fundos de Renda Fixa e de 30,05% nos Juros sobre Capital Próprio, disse o ministério. Em relação ao Imposto de Importação e o IPI-Vinculado arrecadou-se R$ 6,4 bilhões, com decréscimo real de 16,9%. Esse resultado é explicado pelas reduções de 11,17% no valor em dólar (volume) das importações e de 7,13% na taxa média de câmbio, combinadas com os aumentos de 6,76% na alíquota média efetiva do Imposto de Importação e de 7,13% na alíquota média efetiva do IPI-Vinculado. Variação no período Entre janeiro e novembro deste ano, a Receita Previdenciária totalizou R$ 538,3 bilhões, com crescimento real de 5,31%. Esse desempenho é explicado pelo crescimento real de 7,79% da massa salarial. Além disso, houve expansão de 34% nas compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em razão da Lei 13.670/18, que trata da compensação de créditos tributários. Já o IRRF – Rendimentos de Capital somou, no mesmo período, R$ 97,8 bilhões, resultando com um crescimento real de 21,61%. Segundo o Ministério da Fazenda, o resultado pode ser explicado pelos acréscimos nominais de 48,23% na arrecadação do item Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)”, de 12,29% nos Fundos de Renda Fixa e de 30,05% nos Juros sobre Capital Próprio. Em relação ao IRRF – Rendimentos de Residentes no Exterior, o período entre janeiro e novembro somou R$ 51 bilhões, representando crescimento real de 13,18%. O ministério também informou que esse desempenho decorreu dos acréscimos nominais de 73,53% no item Juros e Comissões em Geral, de 19,05% no item Royalties e Assistência Técnica, e de 170,26% no setor de Aplicações Financeiras.

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5 tendências de ESG para ficar atento em 2024!

Por Rafael Coutinho Dutra Nos últimos anos, os aspectos sociais, ambientais e de governança (ESG) ganham protagonismo nas decisões empresariais. Esse movimento é essencial para a sustentação de empresas que desejam um futuro sustentável e comprometido com as pessoas, com o planeta e com práticas conectadas aos desafios dos novos tempos. O termo ESG é jovem, surgiu há vinte anos, em 2004, em um material publicado pelo Banco Mundial em parceria com o Pacto Global das Nações Unidas (ONU) e instituições financeiras de nove países. O material tinha como direcionador a ideia que já está consolidada: “ganha quem se importa”. Essa revolução da sustentabilidade, e todos os outros aspectos ESG, destacaram-se, ainda mais, após a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela ONU em 2015. Os ODS são um conjunto de 17 metas prioritárias e 169 metas de alcance global para que “ninguém no mundo seja deixado para trás”. Esse conceito e o conjunto de ações que compõem a Agenda 2030 são compromissos ligados aos direitos humanos, erradicação da pobreza, luta contra a desigualdade e a injustiça. Não podemos deixar de destacar a importância da igualdade de gênero, o empoderamento das mulheres, as ações contra as mudanças climáticas e a promoção do crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, assim como o emprego pleno e produtivo. Para um futuro que já se fez presente, o trabalho decente para todos, a construção de infraestruturas resilientes, com a promoção da industrialização sustentável, e o fomento à inovação, precisam ocupar o topo dessa lista. Os ODS têm servido como um guia para as empresas que buscam integrar os aspectos ESG em suas operações e decisões. As organizações que adotam práticas ESG estão mais bem posicionadas para prosperar no futuro, demonstrando alinhamento com as principais tendências globais de gestão e de práticas. Uma consequência direta é a construção da reputação de sustentabilidade e responsabilidade, agora no presente, como um ativo importante. O hoje e o amanhã pautados pelos ODS. Consultorias de todo o planeta direcionam pesquisas para mapear como os empresários pensam o futuro dos seus negócios a partir das práticas de ESG. Em Pernambuco e no Brasil, proliferam cursos, workshops, palestras, reportagens especiais e eventos de grandes impactos. Os tomadores de decisões, que ocupam o topo da pirâmide empresarial, trilham um caminho ao transformar as ideias em ações, demonstrando que podem viver em equilíbrio permanente com o meio ambiente e com as pessoas. O maior retorno é que haverá chance de futuro para o planeta, o consumidor continuará a comprar e as empresas continuam produzindo sem comprometer seus resultados. Por isso, o motivo da paixão sobre esse assunto. Vamos, agora, prestar atenção a algumas tendências que podem se destacar dentro da imensidão de temas que recobrem o ESG, com foco na equidade, sustentabilidade e redução de emissões. >> 1. Equidade e inclusão A preocupação crescente com o envolvimento das mulheres no ambiente empresarial, de pessoas negras e profissionais com mais de 50 anos pautará o debate e as estratégias em 2024. As empresas que adotarem práticas de equidade e inclusão estarão mais bem posicionadas para atrair e reter talentos, além de atender às demandas de um mercado cada vez mais diverso. 2. Agenda das micro, pequenas e médias para a sustentabilidade As micro, pequenas e médias empresas, que juntas geram um grande impacto na economia brasileira, também devem se preocupar com a adoção de práticas sustentáveis e conexão com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 3. Redução de emissões de gases na origem A redução de emissões de gases do efeito estufa é outra tendência discutida já há uns anos e torna-se ponto crucial. As empresas devem focar nessa redução na fonte. Ou seja, na adoção de medidas para evitar a emissão de gases. 4. Inovação com foco sustentável A inovação é essencial para o sucesso das empresas e elas devem investir em pesquisas e desenvolvimento para criar produtos e serviços alinhados com os ODS. Haverá uma maior preocupação com embalagens retornáveis que permitam e o uso de materiais biodegradáveis. 5. Economia digital A digitalização de operações e o uso de tecnologias que permitem o reúso de água com o controle em tempo real do que está sendo consumido são exemplos desse movimento que não para. Além disso, o desenvolvimento também de aplicativos voltados para as questões ambientais. Empresários, atenção! Algumas estratégias são montadas considerando o cliente como centro do negócio, mas esses clientes compõem um grande ecossistema e são impactados de todas as formas pelos negócios que as empresas desenvolvem. No entanto, agora quem deve ficar no centro de qualquer negócio é o meio ambiente. A empresa deve ser fiel às suas ações e às suas palavras, e deve ser fiel ao que se propõe. Em 2024, as tendências ESG podem ser influenciadas por diversos fatores, como as demandas da sociedade, a cultura de um local, suas especificidades, a evolução tecnológica, a mídia e o entretenimento, as escolhas realizadas pelos consumidores e o comportamento dos influenciadores e líderes de opinião. No entanto, haverá, em 2024, de forma geral, uma divulgação (e a preocupação legítima) ainda mais acelerada com as premissas discutidas aqui, relacionadas nos ODS. Portanto, empresários, fiquem atentos às tendências de ESG para 2024 e comecem a agir agora! *Rafael Coutinho Dutra é professor de graduação e pós-gradução e Mestre em gestão empresarial (omestreemgestao@gmail.com | Instagram: @omestreemgestão)

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Tambaú lança campanha publicitária para o natal

A empresa pernambucana Tambaú Alimentos lançou sua primeira campanha publicitária de Natal em seus 61 anos de história. Sob o tema “Compartilhe o Sabor do Natal”, a iniciativa destaca os valores mais nobres associados a esta temporada, como amor, união e solidariedade. A empresa, reconhecida por seu compromisso com o bem-estar comunitário, enfatiza a importância de fazer o bem ao próximo e apoiar aqueles que mais necessitam. Multiplataforma A campanha, que se estende até o dia 25 de dezembro, destaca produtos que desempenham papéis destacados nas ceias e celebrações de fim de ano, incluindo Goiabada, Mostarda, Azeitonas, Molhos de tomate, Leite de coco e Catchup. A estratégia de mídia abrange comerciais veiculados na TV, backbus nos corredores nobres da Região Metropolitana do Recife, conteúdo nas redes sociais, ações de merchandising na TV, jingles nas rádios e parcerias com influenciadores digitais. Raissa Gonçalves, executiva de marketing da Tambaú “Realizamos campanhas publicitárias do começo ao fim: Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, Concurso Comida di Buteco, Festival de Comidas Gigantes, durante o São João de Caruaru, e agora fechando com chave de ouro, a campanha de Natal, que combina muito com a marca. Somos uma empresa que incentiva os consumidores a estarem na mesa compartilhando memórias. E nada melhor do que celebrar o Natal na presença da família e amigos”.

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Pesquisa: 62% dos recifenses pretendem comprar presentes de natal

Estudo da UniFAFIRE revelou que 39% destes estão dispostos a gastar até R$ 200 reais As datas comemorativas são oportunidades para impulsionar o varejo em épocas sazonais do ano e período natalino é um deles. Depois de um ano com tantas adversidades econômicas e um cenário com tantas lojas físicas fechadas, o setor ressalta a importância da data e vê o momento como uma possibilidade de potencializar as atividades do comércio. Tomando como base essa premissa e para entender um pouco mais acerca da perspectiva de consumo das famílias da Região Metropolitana de Recife (RMR) para a data, bem como, suas relações com as variáveis econômicas e sociais, como sexo, faixa de renda e nível de escolaridade, o Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFAFIRE) através do Núcleo de Inteligência de Mercado, acaba de concluir uma pesquisa sobre as Perspectivas de compras para o Natal. O estudo ouviu 533 pessoas em diversos espaços públicos do Recife, no período de 15 a 30 de novembro deste ano. Através de questionários estruturados, estudantes da Projetos Junior supervisionados pelos consultores, buscaram informações acerca da pretensão de compra dos recifenses, se irão ou não comprar algum presente, e o valor que pretendem destinar para essa aquisição. Do total de entrevistados, o estudo concluiu que aproximadamente 62,50%, ou seja, 333 pessoas responderam que irão comprar algum presente para o Natal e as cerca de 37,5% restantes disseram que não pretendem comprar nenhum presente para a data. A análise mostrou que 39% dos entrevistados estão dispostos a gastar entre R$ 101 e R$ 200, correspondendo a categoria mais citada na pesquisa. A participação das mulheres é maioria na avaliação e equivale a 65% da amostra. Para o economista Tarcísio Régis, que coordena o UniFAFIRE Inteligência de Mercado, mesmo o Estado tendo se destacado na geração de empregos ainda existe uma grande parcela de recifenses que está desempregada. No entanto, diz ele, a pesquisa mostra como é perceptível o esforço das pessoas para adquirirem os presentes de natal mesmo não estando com tanta disponibilidade financeira. “Isso é um bom indicativo para impulsionar o setor do varejo e promover uma recuperação na economia”, observa.

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S&P eleva nota da dívida do Brasil pela primeira vez em 12 anos

(Da Agência Brasil) Pela primeira vez em 12 anos, a agência de classificação de riscos Standard & Poor’s (S&P) elevou a nota da dívida soberana brasileira. O país saiu da nota BB-, três níveis abaixo do grau de investimento, para a nota BB, dois níveis abaixo. A S&P concedeu perspectiva estável, o que não indica alterações nos próximos meses. A última vez em que a S&P havia elevado a nota da dívida brasileira tinha sido em 2011, quando o Brasil passou da nota BBB- (grau de investimento, garantia de que o país não dará calote na dívida pública) para BBB (um nível acima do grau de investimento). Desde então, o país tinha sofrido sucessivos rebaixamentos, tendo perdido o grau de investimento em setembro de 2015. Desde junho deste ano, a S&P tinha indicado que elevaria a classificação do país, ao conceder perspectiva positiva para a nota brasileira. Em nota, a S&P atribuiu a melhoria da nota brasileira à aprovação da reforma tributária, ocorrida na sexta-feira (15). Segundo a agência, a conclusão das discussões em torno da modernização do sistema tributário brasileiro amplia a trajetória de implementação de políticas pragmáticas no país nos últimos 7 anos. A S&P, no entanto, adverte que continuam riscos para a economia brasileira, como as perspectivas de fraco crescimento econômico e de situação fiscal “débil”, o que justificou a perspectiva estável para a nota do país. “Isso reflete nossas expectativas de que o país fará progresso lento em enfrentar desequilíbrios fiscais e projeções econômicas ainda fracas, compensadas por uma forte posição externa e uma política monetária que está ajudando a reancorar as expectativas de inflação”, destacou o comunicado. Desde janeiro de 2018, a S&P Global enquadrava o Brasil três níveis abaixo do grau de investimento. Em julho deste ano, a Fitch elevou a nota da dívida brasileira para dois níveis abaixo do nível do grau de investimento. A Moody’s classifica o país nesse patamar desde fevereiro de 2016. Tesouro Em nota, o Tesouro Nacional informou que a elevação da nota brasileira confirma os esforços do governo federal para reequilibrar as contas públicas e fazer as reformas necessárias para a economia. Segundo o órgão, a melhoria na classificação do país resultará em queda dos juros e aumento do emprego no médio prazo. “O Ministério da Fazenda reitera seu compromisso com a agenda de reformas em curso, que contribuirá não apenas para o melhor balanço fiscal do governo, mas também levará à redução das taxas de juros e à melhoria das condições de crédito, ao mesmo tempo em que assegurará a estabilidade dos preços. Desta forma, serão criadas as condições para a ampliação dos investimentos públicos e privados e a geração de empregos, aumento da renda e maior eficiência econômica, elementos essenciais para o desenvolvimento econômico e social do país”, destacou o comunicado.

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Encontro do Turismo de Pernambuco comemora resultados do setor em 2023

Durante o Encontro do Turismo de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra apresentou o Observatório do Turismo de Pernambuco, uma plataforma destinada ao acompanhamento de dados do setor. Na mesma ocasião, foi relançado o passaporte do turismo de Pernambuco e foram concedidos prêmios a destacadas personalidades do trade turístico estadual que se destacaram ao longo do ano. O Observatório do Turismo de Pernambuco nasce como objetivo reunir dados e estatísticas para impulsionar o desenvolvimento do setor no estado. Sob coordenação da Secretaria de Turismo e Lazer (Setur) e da Empetur, a primeira fase do projeto envolveu a consolidação de dados referentes a 2023, já disponíveis para acesso no site da Empetur (https://www.empetur.pe.gov.br/observatorio/apresentacao-2). Foi apresentado também o novo modelo do Passaporte Pernambuco, uma iniciativa do Governo do Estado conhecida entre os turistas. O documento foi reformulado este ano, incorporando elementos da bandeira estadual e tecnologia com recursos imersivos através do Qrcode. A cerimônia também contemplou o reconhecimento de 10 iniciativas voltadas para o turismo sustentável, destacando empreendedores que contribuem para o setor turístico com um olhar atento ao meio ambiente, conforme enfatizado pelo presidente da Empetur, Eduardo Loyo. Aumento da movimentação de visitantes Durante o evento, o secretário de Turismo e Lazer, Daniel Coelho, destacou as realizações do Governo do Estado no setor em 2023, evidenciando o crescimento da ocupação hoteleira, a expansão da malha aérea e a expectativa de 20% a mais de movimentação para o verão. Ele enfatizou o lançamento do Observatório do Turismo como um compromisso do Plano de Governo, servindo como um portal transparente com dados acessíveis à população e aos interessados no setor de turismo. Raquel Lyra comemora desempenho do setor “A indústria do turismo está entre as estratégias capazes de dar a Pernambuco a liderança e torná-lo referência para todo o Brasil por meio de sua vocação. A história do País passa por aqui e nosso turismo fala com nossas tradições, belezas naturais e riquezas culturais tanto na Região Metropolitana, como no nosso interior. Estamos chegando na alta temporada e nesse período a receita turística pode chegar a R$ 2,4 bilhões, representando um aumento por volta de R$ 400 milhões em comparação ao ano passado. Já começamos a crescer este ano e temos ainda muito potencial, tanto com a qualificação profissional, como nos investimentos na segurança pública e infraestrutura das nossas estradas, permitindo que Pernambuco seja bom para visitar e melhor ainda para se viver”.

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Companhias aéreas anunciam plano com passagens a R$ 799 em 2024

(Da Agência Brasil) As três maiores companhias aéreas do Brasil – Azul, Gol e a Latam – anunciaram, nesta segunda-feira (18), em Brasília, oferta passagens entre R$ 699 e R$ 799 por trecho viajado em 2024. Juntas, irão disponibilizar mais de 25 milhões de bilhetes aéreos. A medida faz parte da primeira etapa do Programa de Universalização do Transporte Aéreo, detalhado pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, aos lados dos diretores das três empresas, como estratégia para redução dos preços de passagens aéreas e queda dos custos de operações no país, em 2024. Outras ações apresentadas pelas empresas estão: valores mais acessíveis para bilhetes comprados com até 14 dias de antecedência da data da viagem, inclusão de serviços de remarcação sem cobrança de taxa adicional, oferta de tarifas mais acessíveis para compras realizadas em determinados dias da semana; aumento no número de oferta de voos; ampliação da frota aérea, gratuidade no despacho de bagagens e marcação de assento para compras feitas em cima da hora e aumento na oferta de assentos. O ministro acredita que as medidas anunciadas tornarão os voos domésticos mais acessíveis aos passageiros. “Um conjunto de pacotes que vai beneficiar o consumidor final brasileiro. E a primeira etapa [do Programa de Universalização do Transporte Aéreo], ao longo de 2024, vamos, cada vez mais, ao lado das aéreas, ao lado de todo o governo, perseguir para que a gente possa ter uma redução nas tarifas no Brasil e fazer com que, ao final, o consumidor brasileiro viaje mais.” Para Silvio Costa Filho, os planos das aéreas são fruto do constante diálogo entre o governo federal e as empresas. “O governo não pode fazer qualquer intervenção, até porque são empresas privadas e nós temos o livre comércio. O que nós estamos fazendo é um trabalho de sensibilização.” Preço médio Os preços dos bilhetes aéreos com tarifas máximas, de R$ 699 e R$ 799 por trecho, ficaram, no entanto, acima da tarifa aérea real média em voos domésticos, divulgada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No último levantamento da agência reguladora, em setembro de 2023, o preço médio chegou a R$ 748, o maior do ano. O painel da Anac apresenta os dados das tarifas aéreas comercializadas desde 2002.  Questionado sobre como as tarifas anunciadas pelas companhias acima do recorde apurado pela Anac tornariam as passagens mais baratas, o ministro de Portos e Aeroportos entende que, ainda assim, a população poderá ser beneficiada. “A gente está perseguindo esse valor para que possa haver uma redução, mas sem dúvida alguma, a gente vai ter, sobretudo, comprando com antecedência, passagens mais baratas, nessa agenda que a gente tem trabalhado,” avalia o ministro. Planos das companhias aéreas As propostas das três companhias aéreas serão válidas a partir de 2024. Confira as principais medidas anunciadas. Azul •             oferta de 10 milhões de passagens por até R$ 799 por trecho, por ano, para compras com antecedência de até 14 dias; •             Marcação de assento e bagagem despachada gratuitamente para compras realizadas de última hora; O CEO da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, John Rodgerson, esclarece que um terço dos assentos dos voos da companhia estarão nesta condição. “Estamos animados para fazer esta contribuição como primeiro passo, antes de ter uma saída com a judicialização ou do combustível, outras coisas, porque a gente acredita no mercado livre, que se atacarmos o custo de juros neste país, se atacarmos o preço do combustível, a tarifa média, naturalmente, vai cair”. Gol •             15 milhões de passagens por até R$ 699 por trecho para compras com antecedência mínima de 14 dias; •             promoção com voos de R$ 600 a R$ 800, nas compras realizadas com 21 dias de antecedência da data do voo; •             despacho gratuito da bagagem para o passageiro que comprar o bilhete de última hora; •             tarifas de assistência emergencial com desconto de até 80% na tarifa disponível, quando ocorrer o falecimento de um familiar direto.   “A gente está aqui, justamente, para passar essa percepção, firmar compromissos para que a gente possa criar essa agenda positiva, para que a população brasileira saiba que tem um setor que quer, de fato, crescer, estar de portas abertas e dar acesso”, disse o CEO da Gol, Celso Ferrer. Latam •             campanhas publicitárias para ensinar os consumidores sobre como comprar passagens aéreas mais baratas, com planejamento; •             promoção com um destino semanal com tarifa abaixo de R$ 199; •             atualização do programa de fidelidade, que deixa de ter validade para uso das milhagens; •             aumento da oferta em 3 milhões assentos, com a média de 10 mil assentos diários nos voos da companhia. O CEO da LATAM Airlines Brasil, Jerome Cadier, anunciou ainda que no programa de milhas da companhia aérea os pontos não expirarão em dois anos. “Nossos pontos não irão caducar a partir de 2024, desde que usados com a LATAM”. Ele ainda enfatizou a necessidade de haver um trabalho educativo com passageiros no Brasil sobre compras de passagens antecipadas, pois, 6% dos bilhetes custam mais de R$2 mil porque, na maioria das vezes, as passagens são compradas a menos de 10 dias do dia de embarque. “Precisamos fazer um esforço coletivo, que o povo brasileiro possa tentar comprar as passagens com mais antecedência, porque quanto mais planejamento, previsibilidade, eles vão comprar passagens mais baratas no Brasil”, afirmou.

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Bolsa bate recorde e dólar cai após aprovação da reforma tributária

(Da Agência Brasil) Influenciado pela aprovação da reforma tributária no Brasil e pela alta na cotação internacional do petróleo, o mercado financeiro teve um dia de alívio. A bolsa de valores voltou a bater recorde, e o dólar caiu para o menor nível em 12 dias. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta segunda-feira (18) aos 131.084 pontos, com alta de 0,68%. O indicador superou o recorde da última quinta-feira (14), quando tinha fechado no nível mais alto em dois anos e meio. No mercado de câmbio, a sessão foi volátil. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,905, com queda de R$ 0,032 (-0,65%). A cotação operou com leve alta na maior parte das negociações, chegando a R$ 4,95 por volta das 10h30. No entanto, a partir das 15h, a moeda reverteu a trajetória e passou a cair, com a entrada de capitais do exterior. A moeda norte-americana está no menor nível desde 6 de dezembro. A divisa cai 0,2% em dezembro e 7,1% em 2023. Tanto fatores internos como externos contribuíram para o otimismo no mercado financeiro. No Brasil, a aprovação da reforma tributária e da medida provisória que limita as ajudas financeiras do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) compensaram as perdas dos últimos dias após a derrubada do veto da desoneração da folha de pagamentos. No mercado internacional, a alta da cotação do petróleo trouxe alívio para os países produtores de commodities (bens primários com cotação internacional), como o Brasil. O ataque a navios petroleiros no Mar Vermelho elevou o preço do barril do tipo Brent para US$ 78, contra US$ 73 registrados na semana passada. Isso elevou as ações de petroleiras, que são os papéis com maior peso na bolsa brasileira.

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Recife desponta com o maior PIB per capita do Nordeste, segundo o IBGE

Relatório divulgado pelo IBGE com dados de 2021 mostra o Recife como capital mais rica da Região na relação geração de renda x população. Tendência é de mais crescimento O Recife manteve sua posição como o município com o maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Nordeste, conforme apontado em um relatório recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados revelam um movimento significativo na economia da cidade, indicando que, em 2021, o PIB per capita da capital pernambucana alcançou R$ 33.094,37. Esse valor reverteu o resultado do ano mais crítico da pandemia, 2020, quando fechou em R$ 29.935,42, e superou o período pré-pandêmico, em 2019, que foi de R$ 32.494,86. PERSPECTIVAS A estimativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação é que os anos subsequentes, analisados pelo IBGE, testemunhem uma geração de riquezas ainda mais expressivas para o Recife. Isso se deve ao maior ciclo de investimentos da década, que abrangeu 2021, 2022 e 2023, com aporte de mais de R$ 1,5 bilhão. A secretária salientou que o investimento público desempenha um papel crucial no impulsionamento da economia das cidades, refletindo positivamente no indicador do PIB. COMPARAÇÃO REGIONAL E NACIONAL Em termos nominais, o Recife apresenta o terceiro maior PIB do Nordeste, totalizando R$ 54.970.305,43, ficando atrás apenas de Fortaleza e Salvador. A cidade registrou um aumento de R$ 4,65 bilhões na soma de todos os bens e serviços finais produzidos em 2021, com um crescimento de 9,26% em comparação a 2020. O setor de serviços lidera como o principal gerador de riqueza, representando 69,07% do valor total de produção, seguido por serviços públicos (17,05%) e indústria (13,75%). No ranking nacional, o Recife ocupa a 19ª posição entre todos os municípios brasileiros, contribuindo com 0,61% para a riqueza nacional. Joana Portela Florêncio, Secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife “Fazendo uma análise da economia do Recife, a gente percebe a importância de manter ações que garantam a solidez da economia, tanto com investimentos públicos quanto no fomento ao setor privado em todos os segmentos. É nesse cenário difícil que esse tipo de economia se mostra forte para reverter o quadro negativo e se recuperar mais rapidamente. Vale ressaltar que os dados são de 2021, quando a gestão municipal ainda não tinha acessado as operações de crédito para fazer os grandes investimentos que vêm sendo realizados na cidade. Ainda assim, continuamos sendo a cidade líder no Nordeste no PIB per capita”.

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