Economia

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Serrambi receberá empreendimento com investimento de R$ 20 milhões

A Praia de Serrambi, localizada em Ipojuca, está prestes a receber um novo empreendimento imobiliário de alto padrão, liderado pela GRS Empreendimentos. Com um investimento que supera os R$20 milhões, o residencial consiste em 56 unidades, distribuídas em 7 pavimentos, incluindo um Rooftop. Este será o primeiro empreendimento no Nordeste a oferecer dois barcos novos e equipados para uso dos moradores. As obras já estão em andamento, criando 130 empregos, entre oportunidades diretas e indiretas, e a previsão de conclusão da construção é para 2027.

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Mesmo sob ameaça, modelos de negócios arrogantes não enxergam a comunidade

*Por Bruno Queiroz Ferreira Decisões recentes do poder público podem afetar o modelo de negócios de Airbnb e Uber, duas das principais plataformas de internet, que servem de exemplo para outras iniciativas digitais no mundo. Acostumados a atuar livremente na última década, esses aplicativos mantêm postura arrogante e preferem o enfrentamento no lugar do diálogo e da colaboração com a comunidade. No caso do Airbnb, a Prefeitura de Nova Iorque implantou novas regras para o uso da plataforma na cidade. Desde setembro, os anfitriões só podem alugar o imóvel se residirem nele. Imóveis exclusivos para ofertar o serviço de aluguel temporário não serão mais permitidos. Os proprietários também precisam estar presentes na residência durante toda a estadia dos visitantes. E o serviço somente pode ser prestado a uma pessoa por vez. Além disso, a prefeitura passou a exigir um cadastro dos proprietários para disponibilizar o imóvel na plataforma do Airbnb ao custo de US$ 145, que precisa ser renovado a cada dois anos. E os infratores das novas regras terão que pagar multas que variam de US$ 1 mil a US$ 7.500. Medidas duras que tentam regular o mercado de aluguel temporário, que estava prejudicando fortemente o segmento tradicional de hotéis e criando uma “bolha” imobiliária nas áreas mais nobres da cidade. A ação da Prefeitura de Nova Iorque parece estar dando certo para conter o desequilíbrio de mercado. Tanto que, após um mês de implantação, houve uma redução de 75% da operação do Airbnb na cidade que nunca dorme, de acordo com informações do Financial Times, jornal norte-americano especializado em economia. Um grande baque no Airbnb, que tem em Nova Iorque uma de suas principais praças de operação. Aqui no Brasil, na semana passada, o Uber também foi atingido por medidas legais. A Quarta Vara do Trabalho de São Paulo condenou a plataforma de transporte a pagar R$ 1 bilhão em danos morais coletivos e a assinar as carteiras de trabalho de todos os motoristas. A ação foi proposta pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) após denúncia feita pela AMAA (Associação dos Motoristas Autônomos de Aplicativos) relacionada às condições de trabalho. Até o ministro do Trabalho entrou na questão. Luiz Marinho disse: “Se a Uber quiser sair do Brasil, o problema é só da Uber, porque outros concorrentes ocuparão esse espaço, como é no mercado normal”. Outras plataformas, como o Ifood, têm reclamações semelhantes de restaurantes e entregadores. Tanto no caso do Uber quanto no caso do Airbnb as ações do poder público de conter os excessos não foram tomadas de um dia para outro. São parte de um longo processo de entendimento do problema e de suas consequências. A questão central das medidas da Prefeitura de Nova Iorque e da Justiça do Trabalho no Brasil é que modelos digitais de negócios do tipo “arrasa quarteirão”, como Airbnb e Uber, não dialogam com o poder público e com a comunidade. Sem desmerecer as inovações e benefícios que trazem para os consumidores, a atuação centrada apenas no lucro é arrogante e desconexa com valores modernos, como sustentabilidade econômica e proteção social. Esse tempo de “terra sem lei”, no qual as plataformas cresceram e se estabeleceram na última década, parece estar chegando ao fim. A regulamentação em bases equilibradas beneficia todos os lados. As plataformas precisam entender que é melhor colaborar do que ficar à margem da legalidade, mesmo que essa postura continue aumentando os lucros. Até porque, pior do que adotar a política do enfrentamento, é ser visto pelos consumidores como serviços danosos à cidade ou aos trabalhadores, por exemplo. Quando se chega nesse ponto, é muito difícil reverter. E todos saem perdendo: mercados, empresas, trabalhadores e clientes. Por fim, vale dizer que modelos de negócios bem-sucedidos no futuro serão aqueles com foco no ser humano e não mais aqueles com foco exclusivamente no retorno financeiro.

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No Dia das Crianças em Pernambuco, o PIX lidera as preferências de pagamento

O comércio de Pernambuco se prepara para uma das datas mais relevantes do ano, o Dia das Crianças, e, de acordo com um recente estudo da plataforma TIM Ads, o PIX deve dominar as preferências de pagamento. Dos 3,4 mil clientes que participaram da pesquisa no estado, 37% indicaram que planejam utilizar o método de pagamento rápido para comprar presentes. Em seguida, 33% mencionaram a utilização de dinheiro em espécie. As compras estão previstas, em sua maioria, para lojas físicas, uma vez que 56% dos entrevistados afirmaram que darão preferência ao comércio tradicional, sendo os brinquedos (40%) o item principal escolhido para presentear as crianças. A pesquisa também revela que 39% dos entrevistados planejam gastar até R$ 100 em presentes para o Dia das Crianças, enquanto 24% têm um orçamento de até R$ 300. Doze por cento dos participantes pretendem desembolsar até R$ 800, e outros 12% estão dispostos a gastar mais de R$ 800 com mimos para os pequenos. Além disso, os brinquedos se destacam como os presentes favoritos, mencionados por 40% dos entrevistados, seguidos por roupas (25%) e calçados (13%). Jogos e dispositivos móveis também estão entre as opções populares, com 10% e 9% de preferência, respectivamente.

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Mariana Carvalho Vice governadoria

Copergás fará investimentos de R$ 100 milhões em expansão

O estado de Pernambuco está se preparando para uma expansão de sua rede de gás natural. A governadora Raquel Lyra anunciou um investimento de R$ 100 milhões destinado à ampliação da rede de distribuição da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) em um total de 76 quilômetros. Com a previsão de conclusão das obras até 2024, essa expansão permitirá que o gás natural seja disponibilizado para indústrias, comércios e residências em toda a região. ABRANGÊNCIA A ampliação vai englobar a área do projeto Janga-Pau Amarelo, em Paulista; o Bolsão Ibura/Ipsep, no Recife; o Bolsão Jardim Atlântico/Peixinhos, em Olinda; a implantação do projeto de Biometano na Muribeca, Jaboatão dos Guararapes; além dos reforços de rede em Camaragibe-Carpina, do Cabo-Suape e Cabo-Jaboatão, bem como o remanejamento de redes na BR-232, em Moreno. Raquel Lyra, governadora “Esta expansão vai garantir mais investimentos para a indústria, além do comércio e residências. Nosso propósito é aliar o trabalho desenvolvido pela Copergás com o desenvolvimento econômico de Pernambuco, fazendo com que a companhia faça parte cada vez mais da nossa agenda de sustentabilidade. A Copergás representa um enorme potencial para o nosso Estado”

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Pernambuco atrai R$ 422 milhões e prevê novos 2.096 empregos

O Governo de Pernambuco anunciou a atração de investimentos no valor de R$ 422 milhões, prevendo a criação de 2.096 novos empregos. Esses aportes significativos resultam da aprovação de 78 projetos industriais, atraídos por dois programas de incentivos fiscais, o Prodepe e o Proind. Esses projetos estão distribuídos entre o interior do estado, com 40 empreendimentos, e a Região Metropolitana do Recife (RMR), com 38 projetos. A aprovação desses projetos, bem como de centrais de distribuição de importadoras, foi realizada durante a 123ª reunião do Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic). Esse órgão é coordenado pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), que está vinculada à Secretaria de Desenvolvimento do Estado (Sdec). Investimentos e empregos no Prodepe No âmbito do Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe), aproximadamente R$ 270 milhões serão direcionados para o estado, com a expectativa de criação de 996 empregos diretos por meio de 31 projetos industriais aprovados. Desses projetos, 20 serão implantados no interior do estado, enquanto 11 estão destinados à Região Metropolitana do Recife (RMR). Entre os empreendimentos de destaque incluem-se a Marilan em Igarassu, Cristalcopo em Pombos, PanCristal em Surubim, Ventisol em Vitória de Santo Antão e VN Eletrodomésticos em Pombos. Proind e seus Impactos No Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (Proind), outros 47 projetos receberam aprovação, totalizando investimentos que ultrapassam R$ 152 milhões e a previsão de criação de 1.100 novos postos de trabalho. Dessas iniciativas, 27 se concentram na Região Metropolitana do Recife, enquanto 20 se expandirão para o interior do estado. Entre os investimentos estão a Arcelormittal e RAA Indústria de Paletes em Caruaru, Colchões Castor em Pombos, EPS Nordeste Indústria em Escada, Indústria de Papel Leão e Salmeron Energia em Igarassu, Petropack em Petrolina, Reciclart Sacolas em Arcoverde e Bom Leite em São Bento do Una. Guilherme Cavalcanti, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco Hoje Pernambuco se apresenta nessa arena da atração de investimentos com a proposta de valor de simplificar a vida do investidor e construir a relação com o setor empresarial em bases de diálogo e transparência”

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Impacto da reforma tributária assombra o setor de tecnologia no Recife e no País

A Federação Nacional das Empresas de Tecnologia da Informação (Fenainfo) fez uma apresentação durante uma audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal nesta semana. A entidade divulgou um manifesto que aborda a Reforma Tributária e seus possíveis impactos no setor de serviços, com foco especial no segmento de Tecnologia da Informação (TI). IMPACTOS E ARTICULAÇÃO PARA PROMOVER MUDANÇAS NO TEXTO O presidente da Fenainfo, que representa mais de 121 mil empresas de TI, Gerino Xavier, destacou durante a reunião, presidida pelo senador Eduardo Braga, a preocupação com o impacto negativo que o atual texto da reforma pode ter no setor. A mudança resultará em uma perda de competitividade, na saída de empresas do mercado e em um aumento no desemprego, caso as alíquotas de impostos subam de 5,65% para mais de 25%, como está sendo proposto. Hoje (10), a Fenainfo e as demais entidades que representam o setor (ABES, ABRANET,  ASSESPRO, BRASSCOM , ACATE e SEINESP) promovem, no Restaurante dos Senadores, um café da manhã com parlamentares para discutir o documento. PRESIDENTE DA FENAINFO “No setor de TI, a competição global é fortíssima. Nós concorremos com o mundo inteiro. Nosso maior insumo é a mão de obra especializada e acreditamos que este aumento significativo na nossa carga tributária inviabiliza muitos negócios e pode gerar desemprego no setor e aumento nos preços dos serviços” Gerino Xavier

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Arena de Negócios será o espaço das startups no REC’n’Play 2023

O REC’n’Play está inovando em sua edição de 2023 ao criar um espaço dedicado exclusivamente ao empreendedorismo nas áreas de tecnologia, inovação e economia criativa. Pela primeira vez, o festival, conhecido como “Carnaval do Conhecimento”, apresenta a Arena de Negócios REC’n’Play, que tem como objetivo reunir o ecossistema empreendedor e fomentar a colaboração e o crescimento de startups promissoras por meio de parcerias com grandes corporações e empresas de inovação. “Com a Arena, queremos fortalecer esse ambiente de negócios e potencializar a transformação do mercado nacional. Principalmente, conectando startups e empresas para impulsionar a inovação”, explica o responsável pela atividade durante o REC’n’Play, Johnny Laranjeira, superintendente de Empreendedorismo do Porto Digital.  Pitchs Reversos Um dos destaques da programação da Arena de Negócios será o momento dos Pitchs Reversos, onde representantes de grandes corporações irão apresentar desafios para as startups presentes. Até o momento, 72 startups confirmaram sua participação na programação, que acontecerá no Cais do Sertão durante os quatro dias do REC’n’Play (de 18 a 21 de outubro). No sábado (21), último dia do festival, estão previstas diversas oficinas. O espaço também contará com estandes do Porto Digital Europa, Softex, ADEPE e Secretarias Estaduais de Ciência e Tecnologia, Mulher e Educação, apresentando suas iniciativas que impactam a inovação.

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Nordeste lidera o crescimento da energia solar no Brasil

De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Nordeste do Brasil se destacou como a região que mais aumentou sua produção de energia solar no país. A Energy Brasil, uma empresa especializada em soluções de energia solar, tem uma forte presença nesse mercado local, com um total de 47 franquias na região que contribuem significativamente para o faturamento global da empresa. Projetos de energia solar financiados pelo Banco do Nordeste (BNB) e pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) na região desde 2015 contribuíram para evitar a emissão de 52 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, o equivalente a 19 anos sem carros circulando na cidade de São Paulo. O setor solar do Nordeste tem experimentado um crescimento expressivo nos últimos anos, com recordes em geração, investimentos e projetos. Em setembro de 2023, a região atingiu um pico de 4,6 GW (gigawatts) de capacidade de energia solar instalada. Os estados do Piauí e da Bahia se destacam com usinas solares de grande porte e milhares de sistemas solares instalados em residências, comércios, indústrias e propriedades rurais. Em 2022, o crescimento da produção de energia na categoria de geração distribuída na região foi de impressionantes 71%. Para Túlio Fonseca, CEO da Energy Brasil, uma empresa que atua como um ecossistema integrado de eficiência energética, o crescimento notável do setor no Nordeste é resultado da combinação de diversos fatores favoráveis, como o clima, a geografia, a economia e a política. Ele ressalta que a energia solar é uma alternativa limpa, renovável e econômica para os consumidores e para o país, e acredita que o setor continuará crescendo nos próximos anos. O potencial da região, aliado às condições climáticas favoráveis e ao apoio do Banco do Nordeste, que disponibilizou cerca de R$ 10 bilhões em crédito para fontes renováveis neste ano, são fatores que contribuem significativamente para esse crescimento contínuo da energia solar no Nordeste.

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PPA de Pernambuco prevê R$ 24,7 bilhões para investir nos próximos 4 anos

(Com informaçõa do Governo de Pernambuco | Foto: Miva Filho) O planejamento para os próximos quatro anos do Governo do Estado de Pernambuco prevê uma mudança radical no modelo da despesa pública estadual, triplicando a previsão de investimentos realizados pelo Estado para um montante de R$ 24,7 bilhões para o período de 2024-2027 – considerando as despesas de capital do orçamento fiscal mais os investimentos das estatais. Os dados compõem o projeto de Plano Plurianual 2024-2027 enviado pela governadora Raquel Lyra, para apreciação da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe). Pernambuco sem fome O projeto de Plano Plurianual (PPA) submetido à Assembleia Legislativa já contempla a implementação de programas-chave da atual gestão, notadamente o “Pernambuco Sem Fome”. Este programa, que se destina a enfrentar a grave questão da insegurança alimentar no Estado, está previsto para receber um aporte significativo de recursos, totalizando R$ 1,93 bilhão, dos quais R$ 469,5 milhões serão disponibilizados já em 2024. Educação Pública No caso do “Juntos Pela Educação”, o investimento previsto em despesas de capital, que engloba equipamentos e obras, é de R$ 3,6 bilhões, com R$ 1,1 bilhão destinado especificamente para o ano de 2024. Além disso, há a previsão de aportes adicionais de R$ 1,9 bilhão em despesas de custeio, que incluem, por exemplo, o apoio aos municípios na manutenção de creches e no transporte escolar, totalizando um investimento total de R$ 5,5 bilhões. Segurança Pública No âmbito do programa “Juntos Pela Segurança”, estão previstos investimentos de R$ 962,6 milhões em despesas de capital, com R$ 245,9 milhões destinados ao ano de 2024. Governadora Raquel Lyra “O PPA desenha o que a gestão planeja para o Estado e é a peça orçamentária que inicia todo o processo, portanto precisa estar muito conectado com o que a gente se propôs a fazer, além de seguir as demandas que a população, através do Ouvir para Mudar, colocou como prioridade. Eu tenho certeza que esse PPA é histórico, pois viabilizará o maior conjunto de investimento público de Pernambuco. As nossas prioridades, como o combate à fome, o acesso à água, à creche e à moradia, o investimento nas polícias e a requalificação de hospitais e da malha rodoviária, estão todos colocados de forma bastante clara em programas e recursos, que são o norte da mudança que estamos fazendo”.

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Entenda o que é e para que serve o mercado de carbono

(Da Agência Brasil) O mercado de carbono foi criado para forçar as economias a reduzirem as emissões de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), que são responsáveis pelo aquecimento da terra e impulsionam a atual crise climática marcada por eventos extremos de calor, chuvas e secas. Os gases do efeito estufa lançados na atmosfera vêm aumentando desde a Revolução Industrial (séculos 18 e 19), principalmente por meio da queima de combustíveis fósseis. Essa é uma das principais preocupações de cientistas, sociedades e governos que vêm mobilizando os encontros sobre o clima desde a Eco 92, que ocorreu no Rio de Janeiro, passando pelo Protocolo de Quioto, em 1997, até o Acordo de Paris, de 2015. Nesse último encontro, 195 países se comprometeram a combater o aquecimento global “em bem menos de 2º C acima dos níveis pré-industriais”. Já o Brasil se comprometeu a reduzir, até 2030, em 43% a emissão dos gases do efeito estufa em relação aos níveis de 2005. O mercado de carbono, portanto, faz parte da estratégia de mitigar os efeitos da mudança climática. Mas como ele faz isso? O pesquisador Shigueo Watanabe Jr, do Instituto Talanoa, explicou que o mercado de carbono força a indústria a trocar seus equipamentos para máquinas que emitam menos carbono, ou não emitam. O Instituto Talanoa compõe o Observatório do Clima e trabalha com o tema das mudanças climáticas. “Eu quero que alguém troque a sua caldeira a gás por uma caldeira elétrica. Mas ninguém é bonzinho. Então, a ideia do mercado de carbono é começar a cobrar pelas emissões de gases da maneira que esse preço vai subindo até que o industrial vai olhar e ver que está pagando mais pela emissão de carbono do que ele pagaria por uma caldeira nova”, explicou. O mercado de carbono fixa cotas para emissão de gases do efeito estufa. Com isso, quem emitiu menos do que o permitido ganha créditos, que podem ser vendidos paras as empresas que ultrapassaram a meta. Watanabe explicou que a venda de créditos de carbono é para induzir as indústrias a reduzirem as emissões para ganhar dinheiro. “Quem for mais eficiente e sair na frente vai ser mais barato porque ele vai poder ganhar um pouco de dinheiro com isso. O custo da transição energética toda acaba saindo mais barato para sociedade”, destacou. Existem dois tipos de mercado de carbono, o voluntário, que depende da iniciativa própria das empresas, e o regulado, imposto por decisão dos Estados nacionais e considerado mais eficiente. Agricultura e pecuária Nesta semana, a Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou o projeto que cria o mercado de carbono regulado no Brasil, excluindo a agropecuária dos setores que serão obrigados a se submeter as regras desse mercado. O texto agora deve ser analisado pela Câmara dos Deputados. Como a pecuária é responsável por 25% das emissões de gases de efeito estufa, segundo estudo da consultoria legislativa da Câmara dos Deputados, a exclusão do setor gerou críticas de ambientalistas. O pesquisador do Instituto Talanoa, entretanto, argumentou que esses setores não estão incluídos nos mercados de carbono hoje regulados pelo mundo. Sobre a pecuária, sustentou que não tem como reduzir substancialmente as emissões sem reduzir o tamanho do rebanho. “O cara não tem como trocar. Não tem vaca elétrica. O mercado de carbono não serve para a pecuária. Não é nenhum problema técnico, é que não tem como fazer essa substituição”, destacou. A emissão de metano da pecuária ocorre por meio dos gases que o gado libera. Sobre a agricultura, Watanabe explicou que o setor emite carbono por dois mecanismos principais: por meio da aplicação de fertilizantes fósseis e devido às plantações alagadas de arroz, comuns no Rio Grande do Sul. Nesses casos, ele defende a adoção de medidas distintas que possam transformar essas práticas. “O governo tem que arrumar meios e oferecer condições para que esses outros setores regulem suas emissões. É só que este mercado de carbono do projeto de lei não é um instrumento adequado para fazer isso”, concluiu.

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