Economia

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Produtores de uvas do Vale do São Francisco vão ampliar exportações para os EUA

Produtores de uvas do Vale do São Francisco estão se preparando para expandir suas exportações para os Estados Unidos, após as consequências do furacão Hilary terem afetado a produção de frutas no país norte-americano. Com a expectativa de um aumento de cerca de 35% em relação à última grande safra de 2021, quando o Vale exportou 14.39 mil toneladas de uvas para os EUA, os produtores se reuniram em Petrolina, Pernambuco, para discutir estratégias com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Durante a reunião no Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), os fruticultores e o governo federal reconheceram a necessidade de mais auditores fiscais federais agropecuários para analisar e liberar as frutas, expressando preocupações sobre a possibilidade de um colapso nas exportações. O auditor fiscal Antônio Romão Almeida destacou que há 1,2 mil cargos vagos da carreira, esperando ser preenchidos com o concurso público anunciado em junho deste ano. O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, Jailson Lira, revelou que os clientes americanos já demonstraram interesse com preços atrativos e pedidos antecipados de uvas. “Temos 21 empresas credenciadas para exportação visando o mercado americano e já estamos prontos também para o pleno atendimento à fiscalização exigida pelo Departamento de Agricultura dos EUA, principalmente no que diz respeito ao tratamento de frio, da temperatura dos palites e no estufamento e lacramento dos containers”. Os Estados Unidos respondem por 95% de todas as exportações de uva do Brasil.

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Petrobras bate recorde de utilização de refinarias

(Da Agência Brasil) As refinarias da Petrobras atingiram em agosto um recorde de capacidade. O Fator de Utilização Total (FUT) alcançou 97,3%, o maior desde dezembro de 2014, informou nesta sexta-feira (8) a companhia. A produção de diesel total no mês passado foi de 3,78 bilhões de litros, a maior do ano. A produção de diesel S10, produto mais moderno, sustentável e com baixo teor de enxofre, chegou a 2,37 bilhões de litros. Segundo a companhia, se destacaram na produção mensal recorde de S10 as Refinarias Alberto Pasqualini (Refap), com 258 milhões de litros; Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), com 329 milhões de litros; e Refinaria Paulínia (Replan), 609 milhões de litros. As refinarias são instalações que transformam o petróleo bruto, extraído dos campos, em diversos produtos, como diesel, gasolina, querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo, lubrificantes, entre outras substâncias que servem de matéria-prima para outros produtos. Oferta no mercado nacional O comunicado da estatal afirma que “os resultados são importantes para o amortecimento da volatilidade de preços do mercado externo”. Segundo o diretor de Comercialização, Logística e Mercados, Claudio Schlosser, “a ampliação da produção de diesel S10 em nossas refinarias contribui para a nossa estratégia comercial, que prevê a prática de preços competitivos de maneira rentável e sustentável”. Para o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, “a otimização dos processos está permitindo ampliar a produção nas unidades e a oferta de derivados no mercado nacional com rentabilidade”. Desde maio deste ano, a Petrobras vem identificando recordes sucessivos de atingimento de capacidade das refinarias. A companhia explica que o cálculo do FUT leva em consideração “o volume de carga de petróleo processado e a capacidade de referência das refinarias, dentro dos limites de projeto dos ativos, dos requisitos de segurança, de meio ambiente e de qualidade dos derivados produzidos”. O parque nacional de refino da Petrobras é composto por 10 refinarias: Abreu e Lima (PE), Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (CE), Refinaria Capuava (SP), Refinaria Duque de Caxias (RJ), Refap (RS), Refinaria Gabriel Passos (MG), Refinaria Presidente Getulio Vargas (PR), RPBC (SP), Replan (SP) e Refinaria Henrique Lage (SP). Além disso, está em construção o Polo GasLub Itaboraí (RJ). 

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Tambaú Alimentos lança novo produto e prevê crescimento de 15% no segmento

A Tambaú Alimentos está introduzindo um novo produto no seu portfólio: cogumelos champignon em conserva, disponíveis em embalagens pouch. A categoria é atualmente a que apresenta maior crescimento dentro da empresa. As projeções apontam para um aumento de 15% com o novo produto. “A Tambaú é uma marca bem enraizada na cultura e na tradição da culinária brasileira, principalmente no Norte e Nordeste. E faltava entrar no segmento cogumelo pouch para levar ao consumidor uma opção de qualidade e de sabor para o preparo de todos os tipos de pratos”, afirma Igor Gonçalves, diretor comercial da marca. A marca já atuava com o produto, mas na linha food service, com embalagem de 2 kg voltada para bares e restaurantes. O champignon é o cogumelo mais consumido no Brasil pelas classes A e B. Bompreço tem novo conceito para unidade dos Aflitos, no Recife O Bompreço, do Grupo Carrefour Brasil, inaugurou no Recife, um novo conceito de supermercado: o Nova Geração. A artesanalidade e o frescor são as algumas das propostas do projeto, além de um novo layout 360º, estações de sushi, pizzas de fermentação natural, pães frescos de padaria própria e confeitaria fina. O estabelecimento, a Unidade dos Aflitos, é uma das quatro lojas que o Grupo Carrefour Brasil investiu neste novo conceito, junto com o Bompreço Chame Chame (Salvador), Carrefour Bairro São Bernardo (ABC Paulista) e o supermercado Nacional XV de Novembro (Curitiba). “A bandeira Bompreço, por exemplo, traz complementaridade ao Grupo Carrefour Brasil, principalmente por potencializar a presença da companhia no Nordeste do Brasil, que é uma das regiões onde o Carrefour mais cresceu no último ano. Além de representar uma importante tradição local e ter uma identificação da população com a marca por conta do seu tempo de existência e apelo emocional”, completa Daniela Heldt, diretora de operações de Supermercados do Grupo Carrefour Brasil. Assitur anuncia para dezembro o 2º Salão de Turismo do Vale do São Francisco Previsto inicialmente para acontecer em outubro, o 2º Salão de Turismo do Vale do São Francisco, foi adiado e será realizado no período de 7 a 10 de dezembro próximo na Orla Bossa Nova, em Juazeiro/BA.  “Referência de um setor que movimenta a economia com a geração de empregos e renda, o 2º Salão de Turismo do Vale do São Francisco, vai promover o desenvolvimento regional, impulsionando atividades culturais, sociais e econômicas, além de gerar oportunidades de empreendedorismo, a exemplo do espaço Mulheres em Movimento”, afirmou o presidente da Associação de Turismo Integrada da Ride (Assitur), Gilberto Pires. Simpósio sobre vinhos, espaços dedicados à gastronomia e ao turismo, seminários, caravanas de visitas técnicas e apresentações de artistas da região estão na programação do evento.

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Modelos de negócios bem-sucedidos devem ter foco na sustentabilidade e no ser humano

*Por Bruno Queiroz Ferreira Diferentemente de décadas atrás, as mudanças estão “atropelando” a estratégia das empresas em todos os segmentos. E, por muitas vezes, seus gestores não percebem que o modelo de negócios pode estar no centro dessa questão. Mas o que é o modelo de negócio? Para que serve? Por que precisa ser revisto? Com que frequência? Como atualizar o modelo de negócios? Antes de tudo, é preciso esclarecer a diferença entre plano de negócio e modelo de negócio. De maneira prática, o plano de negócios tem o objetivo de demonstrar a viabilidade financeira de um projeto/produto/serviço. É um instrumento de apoio aos gestores para avaliar riscos de novos investimentos, por exemplo. Já o modelo de negócio é mais abrangente. Como o próprio nome sugere, é o responsável por dar uma forma ao negócio. Define o propósito da empresa, o nicho de mercado a ser explorado, o problema que resolve, os diferenciais de atuação, o perfil do público que será atendido, a linha de produtos e serviços, os canais de relacionamento e distribuição, entre outros aspectos. Por que o modelo de negócios precisa ser revisto? As mudanças tecnológicas, econômicas, ambientais e sociais vêm acontecendo de forma mais rápida e intensa na última década. Inteligência artificial, moedas digitais, mudança climática, envelhecimento acelerado e hábitos das novas gerações são algumas dessas mudanças que impactam diretamente o comportamento dos consumidores. Com isso, as premissas que deram origem ao modelo de negócio podem perder o sentido rapidamente também. É preciso, portanto, fazer ajustes para se adaptar à mudança da demanda ou trocar o modelo por completo para explorar novas oportunidades e novos nichos de mercado. Um modelo de negócio não dura para sempre. Além disso, com o modelo de negócio inadequado, o investimento em inovação no produto, no processo produtivo e na forma de gestão não gera o mesmo resultado se ele estivesse atualizado. Pode, inclusive, não gerar nenhum resultado ou acelerar o fim da empresa, pois desperdiça esforços que poderiam ser usados na direção correta. Dois casos atuais exemplificam a importância do modelo de negócio atualizado. As principais companhias petrolíferas, no lugar de investir no desenvolvimento de combustíveis livres de emissão de carbono, ainda focam na prospecção de novos campos de petróleo e na ampliação da produção de gasolina e diesel, que terão forte redução de demanda nas próximas décadas. Por outro lado, as montadoras estão acelerando a transição do motor à combustão para o motor elétrico e do modelo de compra (posse) para compartilhamento (uso) dos automóveis, influenciada por legislações ambientais rigorosas e pela menor necessidade de deslocamento proporcionada pela aumento da velocidade da internet e pelo avanço tecnológico dos celulares. Com que frequência o modelo de negócios precisa ser revisto? Cada mercado tem uma dinâmica própria, podendo ser mais ou menos afetados por fatores tecnológicos, econômicos, ambientais e sociais, por exemplo. Nesse sentido, o modelo de negócios tem que evoluir na mesma velocidade que as mudanças impactam o segmento de atuação da empresa. E como atualizar um modelo de negócios? A melhor forma é entender as mudanças que estão ocorrendo. Estudar o futuro e suas possibilidades, portanto, permite se antecipar e agir estrategicamente diante delas. Um bom modelo de negócio é aquele que atende as demandas do presente e, ao mesmo tempo, permite a transição para as necessidades do futuro. Para concluir, vale dizer que modelos de negócios bem-sucedidos no futuro serão aqueles com foco na sustentabilidade e no ser humano. Isso porque, nas próximas décadas, o planeta precisará ser regenerado e a evolução da tecnologia, como IA e computação quântica, eliminará muitos empregos, causando grande desequilíbrio social. Oportunidades que podem ser exploradas em vários segmentos.

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Coco Bambu investe R$ 45 milhões e gera 200 empregos no Recife

O Recife se prepara para receber o maior restaurante do Brasil da rede Coco Bambu, que será inaugurado no último trimestre de 2023. Com um investimento de R$ 45 milhões, o empreendimento, localizado no Derby, ocupará seis andares em uma área de 6 mil metros quadrados e gerará 200 postos de trabalho. O novo Coco Bambu tem capacidade para 450 lugares, com área de expansão futura para mais 150 assentos. Além disso, oferecerá salões de eventos para até 80 pessoas, um espaço kids com monitores para até 100 crianças e será pet-friendly. O restaurante ocupará dois dos seis andares do edifício, que terá outros três andares destinados a estacionamento de veículos e um andar com rooftop reservado para futuras expansões.A rede Coco Bambu planeja continuar sua expansão pelo Brasil, com previsão de abrir 10 novas unidades até o final de 2023, chegando a um total de 110 unidades em todos os estados do país até 2025. Atualmente, a marca já possui um restaurante para 700 pessoas no Shopping Recife. Porto de Galinhas premia agentes de vendas em Famtour O Porto de Galinhas CVB e a Integração Trade encerraram com êxito um famtour especial e premiaram os dez principais agentes de vendas da campanha “Integra + Porto de Galinhas”. Cerca de 70 agentes de viagens participaram desse evento realizado na semana passada, de 27 a 31 de agosto. A programação incluiu diversas atividades, como jantar de boas-vindas com apresentação do Maracatu Alfaias da Praia, capacitações, visitas técnicas e passeios pelas Piscinas Naturais e Pontal de Maracaípe. Essa parceria estratégica tem gerado frutos para o setor. Prefeitura do Recife reduz em 70% tempo com serviços com tecnologia da SoftExpert Com o objetivo de aderir ao conceito de Governo 4.0 e promover a transformação digital, a Prefeitura do Recife enfrentou o desafio de substituir métodos tradicionais, como papel, caneta e carimbo, por soluções tecnológicas baseadas em nuvem. Para dar início a esse processo, a Prefeitura estabeleceu um conselho de transformação digital, no qual a SoftExpert, uma empresa especializada em software para a gestão integrada de conformidade, inovação e transformação digital, forneceu um conjunto de soluções. Mais de 100 processos foram automatizados. Através da integração entre a solução SoftExpert Suite e outros sistemas, como o Conecta Recife, um aplicativo que centraliza os serviços oferecidos pelo órgão, a Prefeitura experimentou uma significativa evolução em sua jornada de transformação digital, resultando em uma redução de tempo de até 70% em alguns serviços. “Todos os documentos eram consultados fisicamente pelos servidores nos arquivos de cada setor, o que dificultava a localização e o acesso às informações. Além disso, não existia integração entre os segmentos, o que ocasionava falhas de comunicação. Sem uma ferramenta de gestão de processos com geração de alertas e pendências, também não havia controle das atividades, com responsáveis e prazos definidos. Por isso, precisávamos de uma solução para facilitar a vida do cidadão, uma vez que oferecemos mais de 600 serviços para cerca de 1,6 milhão de habitantes”, afirma Rafael Figueiredo Bezerra, diretor de Tecnologia do Município do Recife.

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Mercado de jogos online em alta no Brasil e no Recife

A ascensão dos jogos online é uma tendência global que está ganhando destaque em várias regiões, incluindo a Ásia, África e América Latina. Projeções indicam um crescimento significativo no mercado de jogos de apostas online na Ásia, com uma estimativa de crescimento de 7,36% entre 2023 e 2027. Da mesma forma, o continente africano também está testemunhando um aumento notável na popularidade dos jogos de apostas online. No Brasil, os resultados da 10ª Pesquisa Game Brasil (PGB), divulgados recentemente, mostram que os jogos eletrônicos se estabeleceram como uma das principais formas de entretenimento, com mais de 82% dos entrevistados considerando-os uma fonte importante de diversão. Mais de 51% dos jogadores brasileiros preferem jogar por meio de smartphones, e a pesquisa revelou que a maioria dos gamers no país, cerca de 54,1%, pertence aos grupos étnicos pretos e pardos. A plataforma pernambucana MC Games.bet, sediada no Recife, registrou um crescimento acelerado nos últimos cinco meses, com um aumento de mais de 1000% no número de jogadores. O CEO Felipe Bandeira acredita que esse é um momento propício para o mercado de apostas, especialmente após a regulamentação através de Medida Provisória. “O mercado de apostas, que já conta com a regulamentação aprovada através de Medida Provisória, está em alta e atraindo um grande público. Por isso, é muito importante inovarmos no setor para mantermos a curva de ascensão”, afirmou o empresário. A plataforma planeja lançar um grupo VIP nos próximos dias, oferecendo vantagens aos jogadores mais engajados, como kits exclusivos e atendimento personalizado. O jogo Fortune Tiger continua sendo um dos mais populares na plataforma MC Games.bet, impulsionado por sua alta porcentagem de retorno equivalente de apostas. Além disso, o estudo da PGB destaca que o setor de games no Brasil é visto como uma oportunidade de carreira por 58,3% dos jogadores, com ênfase em áreas como criação de conteúdo, publicação, programação, efeitos visuais e arte relacionados a jogos.

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Para onde vamos? A falta que faz o planejamento

*Por Rafael Dantas Parceria com a Pernambuco, o Nordeste e o Brasil perderam a capacidade de planejamento que tiveram no passado. O papel que instituições como o Condepe (Instituto de Desenvolvimento de Pernambuco), a Fidem (Fundação de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife) ou mesmo a Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) tiveram no passado já é pouco conhecido pelas novas gerações. Se no presente colhemos alguns frutos do que foi pensado décadas atrás, no futuro há um grande mar de incertezas diante das tendências globais e de desafios novos e antigos com que convivemos no Estado. Na reunião de agosto da Rede Gestão, organização formada por 32 empresas e instituições especializadas em consultoria e prestação de serviços, o consultor Francisco Cunha realizou um levantamento histórico da capacidade de planejamento do Estado e apontou uma constatação preocupante: “Existem razões históricas que tornaram o Brasil um País sem planejamento, mas faço um destaque especial em Pernambuco. Embora se tenha preservado a capacidade formulativa privada, a estrutura de planejamento pública hoje é uma pálida sombra do que já foi”. ORIGEM PROMISSORA DO PLANEJAMENTO DO ESTADO Após uma longa trajetória de construção de instituições que deram suporte ao planejamento de longo prazo do Nordeste e de Pernambuco – como o Condepe, a Fidem e a Sudene – planejar o crescimento passou a ser tratado como sinônimo de burocracia. Curiosamente, muitos dos eixos que estão na agenda do dia de desenvolvimento econômico local foram gestados nesse período mais profissionalizado que desenhou os rumos do Estado. O Porto de Suape e todo o seu complexo industrial, por exemplo, foram “profetizados” pelo padre dominicano francês Louis-Joseph Lebret na década de 1950. Ele veio a Pernambuco, na ocasião, não pela sua trajetória religiosa, mas pela sua vertente de planejador de referência internacional. O ponto inicial que começou a mover o esforço por construir uma estrutura de planejamento em Pernambuco, no entanto, foi até anterior à vinda do padre. Em 1948, Pernambuco e o Nordeste viviam uma situação inusitada de ter a disponibilidade de energia após o início das operações da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco). Na sequência das discussões sobre para onde a região caminharia com esse novo cenário nasceram o Banco do Nordeste (1952) e a Codepe – Comissão de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (1952). Foram os estudos e relatórios publicados por Lebret e as instituições, entre meados dos anos 1950 e 60, que apontaram os polos de desenvolvimento espalhados pelo território pernambucano. É identificada a necessidade de conexão ferroviária com o interior produtivo. O próprio padre Lebret indica que Pernambuco precisaria de um porto ao sul, devido à limitação geográfica de expansão industrial no Recife. Estão entremeados nesses insights as sementes de projetos estruturadores como a Transnordestina, o Complexo de Suape e dos programas de incentivo à industrialização de cidades protagonistas do Agreste e Sertão pernambucanos. O economista Sérgio Buarque considera que a capacidade de planejamento que foi construída no País décadas atrás foi sendo enfraquecida diante da prioridade das gestões com os temas de curtíssimo prazo. “Isso é uma tendência do Brasil inteiro dos governantes serem atropelados pelas emergências e terem uma visão imediatista. Não conseguem planejar, menos ainda planejar no longo prazo. Tem uma frase famosa de um intelectual francês que eu gosto de citar, que diz assim: ‘quando é urgente já é tarde demais’. Além disso, muitos governantes não acreditam no planejamento”. Particularmente sobre Pernambuco, o economista descreve que o enfraquecimento do planejamento acontece com o esvaziamento da estrutura da Condepe-Fidem nas últimas três décadas. “Não houve uma renovação de quadros técnicos, que foram envelhecendo. Há ainda os baixos salários. Essa instituição teve uma importância grande em Pernambuco. Em paralelo, nos últimos anos, surge um sistema bem estruturado, que é a Seplag (Secretaria de Planejamento). É um centro de excelência, mas para gestão e monitoramento. Com muito pouco de planejamento”. Com uma estrutura decadente, o Condepe-Fidem resiste com quadros antigos, comprometidos e qualificados, mas muito esvaziado. Ainda no ano passado, em uma entrevista a Algomais, a então presidente Sheilla Pincovsky falou da iminência de aposentadoria de vários técnicos da instituição. Um cenário que se não for revertido de forma ágil, parte da memória desse período mais robusto de planejamento pode ser perdido, sem uma passagem de bastão para um novo momento da agência. “Apesar do pioneirismo da atividade de planejamento estratégico público, Pernambuco foi perdendo ao longo do tempo essa capacidade. Isso se deu pelo envelhecimento das estruturas e pela perda de capacidade formulativa pública, confundida em determinado momento com capacitação em gestão”, avaliou Francisco Cunha. Para exemplificar isso, ele usou a ilustração de um hardware, a estrutura física ou institucional, sem software que faria operá-la, que está muito ligado aos recursos humanos”. “Apesar do pioneirismo da atividade de planejamento estratégico público, Pernambuco foi perdendo ao longo do tempo essa capacidade”Francisco Cunha PREJUÍZOS DE HOJE DA FALTA DE PLANEJAMENTO Durante a apresentação na reunião da Rede Gestão, Francisco Cunha destacou como Pernambuco perdeu algumas oportunidades, conectadas com as novas tendências do Século 21, por uma ausência de planejamento que as colocasse no horizonte do Estado. Uma dessas situações foi não ter avançado na conquista de um cabo submarino nos últimos anos. Hoje, todas essas infraestruturas chegam ao Brasil pelo Ceará e se conectam com São Paulo e o Rio de Janeiro. Um deles tem uma conexão com Salvador, mas nenhum com Pernambuco. Outra macrotendência global que tem fortes implicações em Pernambuco são as mudanças climáticas. Com o risco de avanço do mar no litoral e a previsão de desertificação de parte do interior do Estado, qual o planejamento do Estado para enfrentar esses problemas e surfar nas oportunidades que podem surgir com essa transição? Essa é uma pergunta com algumas sinalizações de estudos técnicos, como o Plano Estadual de Mudanças Climáticas, mas com baixa aplicação. “Uma parte disso que está se tentando executar hoje é a agenda do Século 20. Já tem alguma coisa do Século 21 surgindo com o Porto Digital, mas a gente está muito atrasado. O

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Haddad prevê crescimento de 3% do PIB brasileiro em 2023

(Da Agência Brasil) O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo federal, o Banco Central e o Congresso Nacional precisam andar juntos para que os resultados econômicos brasileiros sejam produtivos. Durante evento promovido pela XP, o ministro destacou principalmente o papel do Congresso Nacional nessa trajetória de crescimento econômico.  “O Congresso tem um papel-chave. Se o Congresso somar forças e aprovar medidas na direção correta, afastar pauta bomba, o populismo, afastar o risco e aprovar uma agenda consistente, penso que vamos terminar o ano muito bem”, disse o ministro. “Se os resultados legislativos vierem na direção correta, teremos um segundo semestre alvissareiro e que trará ganho”, completou.  Para o ministro, essa parceria funcionou bem no primeiro semestre. “Até aqui, o Congresso tem sido bastante parceiro”, falou ele.  Haddad classificou também como normais as divergências entre o governo e o Banco Central a respeito da política de juros. “Isso acontece no mundo inteiro. O ideal é o diálogo permanente e tentar harmonizar as políticas”, destacou.  Durante o evento, o ministro da Fazenda voltou a fazer críticas às desonerações que foram feitas nos últimos anos e ressaltou a intenção do governo em “revisitar” parte delas. “Quando se faz uma aposta e não se colhe frutos disso, você tem que rever  essa política. Tivemos uma série de políticas que deveriam ter sido revistas há muito tempo”, falou.  Ele também voltou a falar hoje que prevê que o Brasil cresça 3% neste ano. “Esse ano está acontecendo um milagre. Vamos crescer 3%”.  Haddad participou hoje do evento Expert XP, que foi realizado na São Paulo Expo, na capital paulista. No evento, Haddad falou sobre a visão do Ministério da Fazenda sobre o futuro do país. 

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Suape lança plataforma de inovação aberta para auxiliar empresas do complexo

Nesta quinta-feira (31), o Complexo Industrial Portuário de Suape lançou a plataforma Suape Open Innovation, visando promover a inovação aberta e acelerar o desenvolvimento das empresas por meio de parcerias com outras corporações e Instituições Científicas e de Inovação Tecnológica (ICTs). Esse modelo de gestão permite o compartilhamento de experiências e conhecimento, impulsionando o crescimento e a competitividade das empresas. No evento de lançamento, que reuniu diversos players do segmento portuário e logístico, também foi apresentado o programa Desenvolve.aí, uma iniciativa da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) em parceria com o Porto Digital. O programa tem como objetivo identificar desafios e oportunidades de mercado que podem ser solucionados por meio da inovação. Moda Pernambucana: Mahlima inaugura primeira loja física no Recife A moda autoral pernambucana está prestes a ganhar um novo marco com a inauguração da primeira loja física da Mahlima, uma marca que celebra a riqueza do regionalismo local e a cultura de Recife. O evento aguardado com grande expectativa ocorrerá nesta quinta-feira (31), às 19h, na Sala 5 do Shopping Parnamirim. Desde sua criação, a Mahlima tem desafiado os padrões convencionais da indústria da moda, incorporando elementos da identidade regional, tradições culturais e técnicas artesanais pernambucanas em suas criações. A marca é conhecida por sua produção consciente e coleções limitadas que valorizam a individualidade das clientes, em um cenário onde a moda fast fashion predomina. A inauguração promete ser uma celebração da moda feminina pernambucana e da cultura local, contando com a presença da fundadora, Aline Lima, e apresentando as novas coleções da marca. Roz Joias, marca autoral pernambucana, lança a coleção “Cores do Cerrado” A Roz Joias, uma marca autoral pernambucana de joalheria fundada por Marília Villar e Priscila Gouveia, está lançando sua nova coleção intitulada “Cores do Cerrado”. Com a inspiração vinda da rica biodiversidade do Cerrado brasileiro, a coleção incorpora elementos representativos da região em suas joias autorais, utilizando pedras naturais como água-marinha, quartzo verde, fluorita e pérola. A Roz Joias não apenas participará da 31ª edição da CasaCor Brasília, na loja colaborativa do Sebrae, mas também realizará o lançamento da nova coleção em Boa Viagem, Recife, no dia 05 de setembro.

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População ocupada em serviços cresce 11% e retoma patamar pré-pandemia em PE

A Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2021, divulgada pelo IBGE, revelou que a população ocupada no setor de serviços em Pernambuco cresceu 11% entre 2020 e 2021, atingindo 395.158 pessoas. Esse aumento representa um retorno ao patamar pré-pandemia. A pesquisa analisou 15 atividades de serviços, com destaque para os serviços profissionais, administrativos e complementares, que empregaram 48,4% do total. Além disso, o número de unidades locais do setor aumentou 34,5%, chegando a 35.706 em 2021, o melhor resultado desde 2007. A receita bruta de serviços em Pernambuco em 2021 foi de R$ 50,4 bilhões, colocando o estado em 10º lugar no ranking nacional. A população ocupada no setor de serviços em Pernambuco teve um crescimento significativo de 11% entre 2020 e 2021, alcançando 395.158 pessoas, marcando o retorno ao nível pré-pandêmico. A pesquisa também apontou que os serviços profissionais, administrativos e complementares foram os principais responsáveis por empregar 48,4% do total de trabalhadores no setor. Além disso, houve um aumento notável de 34,5% no número de unidades locais do setor em 2021, chegando a 35.706, o melhor resultado desde o início da série histórica em 2007. A receita bruta de serviços em Pernambuco em 2021 alcançou R$ 50,4 bilhões, posicionando o estado como o 10º colocado no ranking nacional. Esse montante é cerca de um terço do total gerado pelos serviços profissionais, administrativos e complementares. Embora Pernambuco tenha experimentado um aumento de 25,6% em relação a 2020 e um impressionante crescimento de 79,8% em relação a 2012, o estado teve uma leve queda em sua participação na receita bruta de serviços do Nordeste, passando de 22,2% em 2012 para 21,9% em 2021. Em 2021, o setor de serviços em Pernambuco pagou aproximadamente R$ 10,3 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, classificando o estado como o 10º maior pagador no país. Os serviços profissionais, administrativos e complementares concentraram 46,3% desse valor. No entanto, houve uma diminuição na média salarial, que era de 1,9 salário mínimo em 2012 e caiu para 1,8 salário mínimo em 2021, apesar do aumento geral dos salários.

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