Economia

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Senado aprova MP que aumenta salário mínimo e amplia isenção do IR

(Agência Brasil) O plenário do Senado aprovou ontem (24), em votação simbólica, a Medida Provisória (MP) 1.172/23 que aumenta o salário mínimo de R$ 1.302 para R$ 1.320 e amplia a isenção da tabela do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF). Agora, o texto segue para sanção presidencial. O reajuste do salário mínimo já estava valendo desde o dia 1º de maio, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a MP. Foi incluída ainda nesse texto a ampliação da isenção do IRPF. Quem ganha até R$ 2.640 ao mês não terá que pagar imposto de renda.  Até então, a isenção era para quem recebe até R$ 1.903,98 mensais.  Um destaque do líder da oposição senador Rogério Marinho (PL-RN) queria retirar do texto o artigo que define que a política de valorização real do salário mínimo seja permanente. O relator da matéria senador Jaques Wagner (PT-BA) rebateu que “todos os anos com ganho real implica um volume maior de dinheiro no bolso do trabalhador e, portanto, movimenta mais o comércio, movimenta mais a economia brasileira, trazendo prosperidade para todas as famílias”. Após o debate, o senador Marinho retirou o destaque da pauta reconhecendo que não haveria maioria para mudar o texto. Segundo a MP aprovada, a valorização do salário mínimo será a soma do índice da inflação do ano anterior com o índice do crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região) de dois anos anteriores.

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Descontentamento da população de menor renda reflete barreiras de crédito e endividamento

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) no Brasil registrou um aumento de 1,8% entre julho e agosto, segundo cálculos da CNC. No entanto, a pesquisa realizada pela Fecomércio-PE, com foco em Pernambuco, revelou um crescimento ainda mais expressivo, atingindo 2% nesse período. Os resultados indicam melhorias nas avaliações do emprego, perspectivas profissionais, nível de consumo atual, expectativas de consumo e apropriação de bens duráveis no estado. Panorama do Emprego e Perspectivas Profissionais em Pernambuco A pesquisa destaca que 23% dos pernambucanos se sentem mais seguros em relação ao emprego comparado ao ano anterior. Enquanto 37,7% daqueles com renda acima de 10 salários-mínimos compartilham essa confiança, 34,8% dos entrevistados com renda inferior a 10 salários-mínimos também se sentem em situação semelhante. As perspectivas profissionais permanecem divididas entre uma melhora (37,6%), piora (34,5%) ou incerteza (28%). Observa-se que a população com renda mais alta demonstra maior otimismo em relação ao emprego, com 52,7% acreditando em boas perspectivas profissionais. Desafios de Acesso ao Crédito e Comportamento de Consumo em Pernambuco As diferenças entre faixas de renda também se refletem no acesso ao crédito e nos padrões de consumo. Enquanto 44,1% da população com renda acima de 10 salários-mínimos percebeu maior facilidade no acesso ao crédito comparado a 2022, 29,5% da população de renda mais baixa sente o contrário. Isso influencia as decisões de consumo, onde 45,9% das famílias com renda até 10 salários-mínimos estão comprando menos em comparação ao ano passado, ao passo que 42,3% daqueles com renda superior a 10 salários-mínimos aumentaram suas compras. A pesquisa também revela um cenário desafiador para empresas de comércio e serviços devido à desigualdade de renda, afetando as perspectivas de consumo.

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Câmara aprova arcabouço fiscal sem Fundeb e Fundo do DF

Novas regras vão substituir o teto de gastos, em vigor desde 2016 – Foto: Lula Marques/Agência Brasil (Da Agência Brasil) O Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) ficarão fora do novo arcabouço fiscal. Por 379 votos a 64, os deputados aprovaram nesta terça-feira (22) à noite a emenda do Senado que retirou os dois fundos das novas regras fiscais. Com a conclusão da votação, o texto vai para sanção presidencial. Assim que for sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o novo marco fiscal extinguirá o teto federal de gastos que vigorava desde 2016. O fim do teto estava previsto pela Emenda Constitucional da Transição, aprovada no fim do ano passado, mas dependia da aprovação do arcabouço fiscal para entrar em vigor. Retirada dos fundos A exclusão dos dois fundos foi fruto de acordo costurado entre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), líderes da base governista, técnicos do Ministério da Fazenda e o relator do projeto de lei complementar na Câmara, deputado Cláudio Cajado (PP-BA). O parlamentar havia dito ser contrário às mudanças inseridas pelos senadores no novo marco fiscal, mas reconheceu que a maioria dos partidos votaria pela retirada dessas despesas do novo marco fiscal. Inflação O único ponto em que não houve acordo entre o governo e os deputados foi na mudança do período de cálculo da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para corrigir o limite de gastos. As despesas serão corrigidas pelo IPCA acumulado entre julho de dois anos antes e junho do ano anterior. O Senado havia aprovado a mudança do período de apuração para a inflação de janeiro a dezembro do ano anterior, com os seis primeiros meses do ano pelo IPCA efetivamente apurado e os seis meses restantes com a projeção do índice. A princípio, a rejeição da mudança do Senado retira R$ 32 bilhões do Orçamento de 2024 porque está prevista uma alta da inflação no segundo semestre deste ano. No entanto, no fim da tarde, o presidente da Câmara, Arthur Lira, confirmou que houve um acordo para incluir esse montante na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 como despesas condicionadas (que só podem ser realizadas se houver espaço fiscal). O projeto da LDO do próximo ano só será votado após o novo arcabouço. Ciência e tecnologia O Plenário rejeitou destaque do PDT que queria excluir as verbas para ciência e tecnologia do novo arcabouço fiscal. A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, chegou a comparecer ao plenário da Câmara em defesa da aprovação da proposta. Outro destaque rejeitado, apresentado pelo MDB, criava o Comitê de Modernização Fiscal, que pretende aprimorar a governança das finanças federais e aumentar a transparência do Orçamento.  Novas regras fiscais Aprovado no fim de maio em primeira votação na Câmara, o novo arcabouço fiscal teve de ser votado novamente pelos deputados porque os senadores introduziram várias mudanças no texto no fim de junho. A princípio, a segunda votação na Câmara estava prevista para a primeira semana de julho, mas foi adiada por causa da aprovação da primeira fase da reforma tributária na Casa e do projeto que muda o sistema de votação no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A votação deveria ter ocorrido na semana passada, mas foi adiada por causa de declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a concentração de poderes na Câmara dos Deputados. A reunião de líderes, em que os acordos foram fechados, só ocorreu na noite desta segunda-feira (21).

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Workshop de Logística acontece amanhã no Cone Multimodal

A edição 2023 do Workshop de Logística promete agitar o Cone Multimodal no Cabo de Santo Agostinho (PE) amanhã (24). O evento, realizado pelo Grupo Painel Logístico de Mídia & Eventos em parceria com o Cone Multimodal, reúne empresários, industriais e entidades da sociedade civil interessados em explorar o cenário atual e futuro da logística. Com a promessa de apresentar soluções inovadoras e conteúdo relevante, o workshop é uma oportunidade de reunir os principais players do setor. São esperados mais de 500 participantes. Experiência Abrangente de Logística O congresso será marcado pela apresentação de “Cases de Sucesso” de renomadas empresas como Via, Pepsico, Grupo Matheus, Iquine e Suape, entre outras. Além disso, um showroom de soluções logísticas estará disponível para os participantes, proporcionando uma experiência prática e interativa. A expectativa é proporcionar um ambiente de interatividade e inovação, com lançamentos de equipamentos, tecnologias e serviços. O diretor executivo do Grupo Painel Logístico, Deivid Roberto, destaca: “Tudo em um só lugar e com muitas oportunidades de negócios”. Oportunidades e Interação O Workshop de Logística atua como uma vitrine de negócios itinerante. Esta edição marca a terceira vez em que Pernambuco recebe o evento, fortalecendo a conexão entre os profissionais do estado e as tendências logísticas. O evento conta com a presença de palestrantes, como o presidente da ANS, Paulo Rebello, e a interação com empresas como a Prestex, a Elo Logística e a FTLOG. As inscrições estão abertas e podem ser feitas através do link: https://shre.ink/9LiP. Detalhes do Evento: Data: 24/08/2023 Horário: Das 8h30 às 17h Local: CONE MULTIMODAL Endereço: Rod. Br-101 Sul, Cabo de Santo Agostinho – PE

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Bruno Bezerra

“Temos um robusto ecossistema empreendedor cercado por péssimas estradas”

Conhecido pela determinação de seus empreendedores, o Polo de Confecção do Agreste superou mais uma dificuldade ao atravessar o complicado período da pandemia. Hoje o setor se recupera da crise sanitária e econômica e investe em novas tecnologias, principalmente na venda pela internet e, segundo Bruno Bezerra, presidente da CDL (Câmara de Diretores Lojistas) de Santa Cruz do Capibaribe, são boas as perspectivas para o segundo semestre. Mas o polo ainda enfrenta desafios como os transtornos logísticos provocados pela situação das rodovias na região, o antigo problema do abastecimento de água, além de dificuldades na área da segurança. Outro tema que tem trazido dor de cabeça aos empresários do ramo de confecções no Agreste é a isenção concedida pelo Governo Federal nas importações de compras de até US$ 50. Nesta entrevista a Cláudia Santos, Bruno Bezerra analisa as dificuldades e os progressos do setor e como o anúncio do PAC e o fato de a governadora Raquel Lyra ser do Agreste e conhecer a realidade local podem ajudar a solucionar os gargalos do setor. Como está a conjuntura atual do Polo de Confecções, neste pós-pandemia? No decorrer de uma jornada empreendedora de aproximadamente 60 anos, um dos grandes diferenciais do Polo de Confecções do Agreste Pernambucano tem sido uma incrível capacidade de adaptação para melhor posicionar-se diante de adversidades e oportunidades. Foi assim durante a pandemia e tem sido assim no pós-pandemia. Este ano, por exemplo, depois de décadas, mudamos os dias de funcionamento do Moda Center, a nossa principal feira, que acontece em Santa Cruz do Capibaribe, cidade-mãe do Polo de Confecções do Agreste. Antes era realizada sempre às segundas e nos períodos de alta temporada (maio, junho e novembro/dezembro) aos domingos e segundas. Atualmente a feira acontece às sextas. Uma mudança necessária para ganharmos competitividade e nos adaptar a uma nova dinâmica logística do mercado, além de promover a qualidade de vida dos nossos empreendedores. Outro ponto relevante no pós-pandemia tem sido a profissionalização do processo de digitalização das empresas do polo. Nossos empreendedores entenderam a importância estratégica de dominar as vendas digitais e aliar o físico com o digital no negócio. Como tem sido esse investimento das empresas nas vendas digitais e quais os resultados? Muitas empresas do Polo de Confecções estão conseguindo um excelente nível de maturidade digital. Isso acontece quando o empreendedor de curiosidade aguçada decide investir tempo e recursos financeiros na preparação das equipes e na adequação da estrutura para dominar as vendas online, além de se manter atualizado com as mudanças que acontecem cada vez mais rápido. Os resultados têm sido os melhores possíveis, sobretudo porque os empreendedores não precisam deixar as vendas presenciais por causa das vendas online. Eles estão entendendo que não é um contra o outro, é um com o outro, é o digital como mais um canal de vendas. Qual foi o crescimento de vendas e/ou faturamento do setor no ano passado e quais as perspectivas para este ano? São períodos complicados para termos como referência, pois em 2021 e 2022 houve uma forte influência da pandemia no ambiente de negócios. Já em 2023 houve uma mudança de Governo Federal, depois de uma das mais polarizadas eleições para presidente da República, o que gerou um cenário de incerteza que praticamente paralisou o mercado. A partir do início do segundo semestre de 2023, começamos a ter mais clareza da situação. Esperamos ter boas rodadas de negócio no mês de agosto e um excelente período de alta temporada nos meses de novembro e dezembro. Qual a perspectiva do setor em relação à gestão da governadora Raquel Lyra, que é do Agreste Pernambucano? A expectativa é a melhor possível. Pela primeira vez na história temos uma governadora que é do Agreste Pernambucano e conhece bem o potencial do Polo de Confecções. Contudo, temos também desafios gigantescos. Se levarmos em consideração que a maior parte dos insumos vem de fora de Pernambuco e a maioria também dos clientes que compram no polo vem de outros estados, podemos afirmar que nosso negócio é essencialmente de logística. Hoje temos no Polo de Confecções do Agreste Pernambucano um robusto ecossistema empreendedor cercado por péssimas estradas de todos os lados (do território pernambucano). O problema do abastecimento d’água que se arrasta por décadas e dificulta a promoção de um real desenvolvimento socioeconômico. Sem falar na falta de segurança que afasta compradores do Polo de Confecções com a violência nas cidades que formam o polo e, especialmente, com os assaltos que acontecem constantemente nas estradas que levam até as feiras de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru. O setor já levou essas questões para a governadora? E como o setor avalia o anúncio do PAC que entre outros investimentos prevê adequação da BR 104 (Caruaru – Divisa PB) e a primeira etapa da Adutora do Agreste Pernambucano? Constantemente essas questões são levadas para o Governo do Estado, agora em agosto tivemos reunião com a secretária de Defesa Social para tratar da questão da segurança. A questão da BR-104 em 2024 completará 15 anos. Uma situação lamentável, uma vergonhosa debutante que promove prejuízos ao nosso ambiente de negócios e vem tirando a vida de muitas pessoas com diversos acidentes ao longo de todos esses anos. A questão da água é um apelo de décadas. Durante todo esse tempo nunca desistimos de gritar, por mais que todos parecessem surdos. Como sempre, nos resta continuar trabalhando duro no fortalecimento do Polo de Confecções do Agreste Pernambucano, um dos mais robustos ecossistemas de negócios da América Latina. Por mais que a jornada até aqui diga que não, é nosso dever abraçar a esperança, ainda mais agora com o anúncio do PAC. Vamos seguir cobrando o retorno dos impostos que pagamos, para que nossos governantes façam o que precisa ser feito para melhorar a infraestrutura do Polo de Confecções. Que Deus nos abençoe nessa missão. O setor tem sofrido o impacto do e-commerce internacional que agora tem isenção de imposto de importação em compras até US$ 50? A isenção de imposto

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Mercado eleva previsão da inflação de 4,84% para 4,9% este ano

De acordo com o Boletim Focus do Banco Central, as previsões do mercado financeiro para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apontam um aumento de 4,84% para 4,9% em 2023. Essa estimativa se situa acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O Banco Central ainda alerta para uma probabilidade de 61% de a inflação ultrapassar esse teto. Taxa de Juros em Transformação: Selic em Foco A taxa básica de juros, a Selic, desempenha um papel crucial no controle da inflação. O mercado projeta que a Selic termine 2023 em 11,75% ao ano, representando uma queda significativa em relação à atual taxa de 13,25%. Essa tendência de redução foi iniciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) como resposta à queda na taxa de inflação, marcando uma mudança de direção após um período de aumentos consecutivos. Cenário Econômico e Projeções Futuras As projeções para o crescimento econômico brasileiro em 2023 permaneceram estáveis em 2,29%. Para 2024, a expectativa é de um crescimento de 1,33% no Produto Interno Bruto (PIB), representando uma perspectiva moderada de recuperação. Em relação ao dólar, a previsão é de que a moeda americana encerre o ano a R$ 4,95, com uma leve valorização para R$ 5,00 no final de 2024.

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Assaí Atacadista abre 335 vagas para sua nova unidade no Recife

O Assaí Atacadista está ampliando sua presença com a abertura de uma nova unidade em Benfica, zona oeste da capital. Com 335 vagas disponíveis, incluindo posições técnicas, operacionais e de liderança, a empresa busca diversidade e inclusão ao oferecer todas as vagas para pessoas com deficiência. Os interessados podem se candidatar até 08 de setembro pelo site https://expansaoassaibenfica.gupy.io/, participando de um processo seletivo que combina etapas presenciais e online. As vagas abertas são diversas, abrangendo áreas técnicas, operacionais e de liderança. Desde Chefe de Seção até Operador(a) de Empilhadeira, a gama de posições disponíveis oferece oportunidades para diferentes níveis de experiência. Importante ressaltar que todas as vagas são elegíveis a pessoas com deficiência, refletindo o compromisso da empresa com a diversidade e inclusão.

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Taxa de desemprego em Pernambuco é a maior do Brasil

Novos dados da PNAD Contínua, compilados pelo IBGE, revelaram que Pernambuco assumiu a posição alarmante de líder nacional em desemprego. Enquanto a taxa de desemprego no Brasil registrou uma ligeira queda para 8%, retomando o nível do primeiro trimestre de 2015, o estado enfrenta uma taxa de 14,2% de desemprego entre a população acima de 14 anos em busca de trabalho. É notável que todos os estados apresentaram redução na taxa de desemprego, exceto o Amapá e Pernambuco. INDÚSTRIA DA TRANSFORMAÇÃO TEVE MAIOR DÉFICIT As análises do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) referentes a abril destacam um impacto significativo na indústria de transformação, resultando em um déficit de 5.864 postos de trabalho no estado. No mesmo período, a agropecuária também sofreu uma diminuição de 1.258 empregados. Apesar de perspectivas ligeiramente otimistas nos números de junho do Caged, a recuperação não foi suficiente para reverter a tendência negativa do saldo de empregos ao longo do trimestre. FATORES PARA DESAQUECIMENTO O economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima, aponta o desaquecimento da economia, especialmente na indústria, durante o segundo trimestre de 2023, influenciado por fatores como as taxas de juros elevadas. O setor de turismo também sofreu uma queda significativa, com uma redução de 7,4% nos empregos somente em abril, comparado ao mesmo período do ano anterior. O endividamento das famílias, evidenciado pelos dados da PEIC/CNC, restringiu o consumo no varejo e serviços, levando a um quadro de inadimplência. Diante desse cenário, a reversão desse panorama preocupante exige atenção e a implementação de medidas adequadas.

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Quais as perspectivas do Novo PAC para o Estado de Pernambuco?

*Por Rafael Dantas O anúncio do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) promete para Pernambuco um volume de R$ 91,9 bilhões, a serem executados nos próximos quatro anos. Frente aos baixíssimos indicadores de investimento das últimas gestões do Governo Federal, o otimismo da classe política e empresarial é grande. Porém, há um conjunto de peças colocadas nesse tabuleiro econômico e político que precisam se acertar para que o Estado colha os frutos desses empreendimentos. A cautela se dá, principalmente, pelo fato de o PAC ter um histórico recente de baixa execução de projetos. No entanto, ao menos no plano de jogo – dos projetos apresentados – o programa indica estar no caminho certo. No conjunto de investimentos anunciados no PAC, há algumas peças chaves montadas pelo Governo Federal em comunicação com o Governo do Estado. Um terço de todos os recursos previstos para Pernambuco (R$ 30,9 bilhões) estão nas pastas que englobam infraestrutura, mobilidade e cidades. Somente no Programa Água para Todos, por exemplo, estão previstos R$ 10,3 bilhões para a revitalização das bacias hidrográficas, em projetos de preservação, conservação e recuperação. Para virar o tabuleiro da estagnação econômica e da baixa competitividade no Estado, entre as obras previstas mais importantes para Pernambuco estão a Transnordestina, os investimentos de recuperação e adequação das rodovias, as adutoras, a retomada das obras da Refinaria Abreu e Lima e o Minha Casa Minha Vida. Para o Metrô do Recife está previsto apenas um estudo para a requalificação. Sobre o esperado Arco Metropolitano aparece nas planilhas do programa uma alínea de construção da variante do Contorno de Recife (BR-101/408). Além das obras já anunciadas em âmbito nacional, a partir do próximo mês o Governo Federal promete lançar editais para outros projetos prioritários de estados e municípios que somam R$ 136 bilhões. As áreas beneficiadas nessa nova fase são desde a urbanização de favelas, construção de unidades de saúde básica, creches, entre outras. Há uma expectativa, portanto, de que o Estado ou os municípios pernambucanos consigam novos projetos aprovados nessa outra fase do PAC. DO MARKETING À EXECUÇÃO DAS OBRAS O economista Sérgio Buarque descreve o PAC como uma coleção de projetos e intenções, muitos deles já existentes ou antigos, empacotados com um grande marco de marketing do Governo Lula. Ele considera positivo o fato de o programa estar mais aberto a concessões e PPPs (parcerias público-privadas), mas avalia que essa postura não se reflete nos projetos que foram pensados para Pernambuco. A efetividade desses anúncios é a grande dúvida que ele levanta, a partir do histórico do programa. “O PAC é uma coleção de projetos e intenções. Agora, isso lembra o que todo governo faz no primeiro ano, que é o plano plurianual, que vai para a aprovação do Congresso, e está previsto de ser realizado precisamente em quatro anos. A diferença é que eles empacotaram e fizeram marketing. Isso não é ruim. Mas está criando expectativas muito grandes de coisas que a gente não tem muita certeza de como é que vão ser, porque o Governo Federal tem limitações e porque boa parte do que está pensado depende da disposição dos empreendedores privados”, ressalva o economista. Do montante de R$ 1,7 trilhão projetado de investimento para todo o País, dos cofres do Orçamento Geral da União estão previstos R$ 371 bilhões. O restante está na conta das empresas estatais, com R$ 343 bilhões; de financiamentos, R$ 362 bilhões; e do setor privado, R$ 612 bilhões. Sérgio Buarque lembra que a parcela de recursos anunciada pelo Governo Federal de investimentos diretos representa pouco mais de 20% do total do PAC. No entanto, esse montante por ano é muito superior à média executada pelo Brasil nos últimos anos. Ele considera que a implementação dos projetos requer um esforço financeiro substancial para alcançar o volume destinado ao Orçamento Geral da União, bem como segurança jurídica e incentivos para envolver o setor privado. TRANSNORDESTINA DE VOLTA A PERNAMBUCO Alguns dos projetos que voltam a surgir no PAC 3, estiveram presentes nas edições anteriores, a exemplo da própria Transnordestina. Iniciada em 2006, a concessão se arrasta há 17 anos na gestão da iniciativa privada. Mesmo com aportes diretos do Governo Federal e financiamentos públicos para a execução do empreendimento, a TLSA retirou o trecho Salgueiro-Suape da ferrovia em dezembro. Como já previsto nas últimas semanas, a linha pernambucana da Transnordestina voltou ao mapa de investimentos. Não se pode falar ainda num xeque-mate do retorno das obras da ferrovia em direção à Suape. Porém, o trecho local voltou ao tabuleiro e precisa avançar novas casas para ser executado. “É fundamental essa integração ferroviária. Tivemos problemas na execução dessa obra, que é antiga. Foi uma vitória, porque ela estava no limbo. Pernambuco foi aglutinando forças e a gente conseguiu botar a classe política no palco e a classe empresarial na plateia para requerer que, imediatamente, a Transnordestina entrasse no PAC e, depois, no PPA. No PAC entrou, no PPA é o próximo passo”, projeta o consultor Francisco Cunha. Após a formulação de um manifesto com assinaturas de mais de 30 organizações e as articulações empresariais para que o pleito chegasse ao Governo Federal, a próxima batalha, na avaliação do consultor, é garantir um cronograma para que as intenções saiam do papel. “Vamos agora voltar às reuniões para ver como a gente amplia a pressão. Fizemos um gol, mas ainda tem um longo caminho pela frente.” São esperadas novas definições sobre os recursos, o modelo de execução e gestão, além dos prazos para cada etapa das obras do empreendimento tão aguardado pelo setor produtivo de Pernambuco. As expectativas é de que seja executado inicialmente pela Infra S/A, com investimentos na ordem de R$ 4,5 bilhões. Além das palavras do presidente Lula e do ministro de transportes Renan Filho, o consultor destaca ainda a presença de dois pernambucanos à frente da Sudene e do Banco do Nordeste como fatores positivos para o avanço da linha ferroviária em Pernambuco. Para o economista Sérgio Buarque, tanto na Transnordestina (Salgueiro-Suape), como nos demais

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O que já foi anunciado sobre a Transnordestina após lançamento do PAC?

Um dos maiores pleitos pernambucanos para o Programa de Aceleração do Crescimento era a realização da linha Salgueiro – Suape da Transnordestina. O trecho, que foi excluído do projeto em dezembro, ainda no Governo Bolsonaro, entrou na lista de obras previstas no Novo PAC. Mas sem muitos detalhes. Em entrevistas, no entanto, o ministro dos Transportes Renan Filho vem clareando os próximos passos para que a ferrovia saia do papel. INVESTIMENTO Em coletiva, ele mencionou que enquanto os trajetos ligando Eliseu Martins (PI) a Salgueiro, localizado no interior pernambucano, e de Salgueiro ao Porto de Pecém, no Ceará, serão executados através de financiamento privado avaliado em cerca de R$ 7 bilhões, o trecho que interliga Salgueiro ao Porto de Suape tem um custo estimado de R$ 4 bilhões, será construído com recursos provenientes do OGU. A novidade da coletiva foi a informação de quanto do recurso está previsto dentro do PAC. O ministro falou das cifras de R$ 450 milhões para o próximo ano. RENAN FILHO “O trecho de Pernambuco será inserido no PAC e tocado com recursos do OGU. Nesse primeiro momento, até que a gente consiga [os recursos], o governo tem a inserção para o próximo ano de R$ 450 milhões para iniciar a obra”, afirmou Renan Filho. Os investimentos anunciados, então, são relevantes para destravar a retomada das obras, o que já é uma grande notícia para o projeto que estava sem nenhuma previsão. Porém, ele representa ainda menos de 15% do orçamento para sua conclusão. A consolidação desse anúncio no Plano Plurianual e na Lei Orçamentária Anual de 2024 são os próximos passos.

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