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Dólar cai para R$ 4,73 e fecha no menor valor em 15 meses

(Da Agência Brasil) Influenciado pelo mercado externo, o dólar aproximou-se de R$ 4,70 e fechou no menor valor em 15 meses. A bolsa de valores teve a terceira alta consecutiva e superou os 121 mil pontos. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (24) vendido a R$ 4,733, com queda de R$ 0,047 (-0,99%). A cotação chegou a operar em alta no início do dia, mas passou a despencar após a abertura dos mercados norte-americanos. Na mínima do dia, por volta das 12h30, chegou a R$ 4,72. Com o desempenho desta segunda-feira, a moeda norte-americana está no menor nível desde 20 de abril do ano passado, quando tinha fechado em R$ 4,61. A divisa acumula queda de 1,19% em julho e de 10,36% em 2023. O euro comercial fechou a R$ 5,23 e atingiu o menor valor desde o último dia 30. No mercado de ações, o dia também foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 121.342 pontos, com alta de 0,94%. O indicador chegou a abrir próximo da estabilidade, mas disparou influenciado por ações de mineradoras e de petroleiras, os papéis mais negociados. A bolsa brasileira está no maior nível desde 1º de abril do ano passado. O mercado financeiro global vive dias de expectativa, com a reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) nesta terça (25) e quarta-feira (26). O órgão poderá executar o último aumento dos juros básicos da maior economia do planeta, encerrando um ciclo de alta que começou em abril do ano passado. Países exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional), como o Brasil, foram beneficiados pela valorização de preços de grãos no mercado externo, após o fim do acordo de exportação de cereais da Ucrânia. Apesar da restrição na oferta global de trigo, o bloqueio resulta em aumento no preço de bens primários.

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Acesso ao crédito continua desafiador para os pernambucanos de baixa renda

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou um crescimento de 2,16% em Pernambuco entre junho e julho, indicando sinais de melhora em diversos aspectos como emprego, perspectiva profissional, renda, nível de consumo e momento para compras de bens duráveis. No entanto, um recorte local feito pela Fecomércio Pernambuco revelou que, apesar dessas melhorias, o acesso ao crédito ainda é um desafio significativo para a população de baixa renda. Enquanto 42,3% da população com renda acima de 10 salários-mínimos consideram que o acesso ao crédito ficou mais fácil em comparação com o ano passado, apenas 32,7% da população de renda mais baixa compartilha da mesma visão. Esse cenário pode impactar diretamente nas perspectivas de compras das famílias com poder aquisitivo reduzido. De fato, 47,1% das famílias com renda até 10 salários-mínimos estão comprando menos em relação ao ano passado, enquanto 44,5% da população que recebe mais de 10 salários-mínimos estão comprando mais. Essa diferença de acesso ao crédito também se reflete nas expectativas de consumo das famílias. Enquanto 38,5% das famílias de menor renda indicam um consumo menor em comparação com o ano anterior, 49,1% das famílias com renda mais alta esperam que o consumo seja igual ao do ano passado. Essa desigualdade de renda no estado antecipa um cenário desafiador para as empresas do setor de comércio e serviços, uma vez que 51,4% dos pesquisados consideram este um momento desfavorável para a compra de bens duráveis. Esse sentimento é ainda mais predominante entre a população de menor renda, com 52,9% concordando com essa afirmação. As dificuldades de acesso ao crédito são agravadas pelas elevadas taxas de juros e pelo comprometimento de uma parcela significativa da renda com o endividamento, o que impacta diretamente na capacidade de consumo e na qualidade de vida da população de baixa renda. Essa questão precisa ser abordada com atenção pelas autoridades e instituições financeiras, a fim de promover maior inclusão e oportunidades econômicas para todos os pernambucanos.

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Bancos renegociam cerca de R$ 500 milhões em dívidas pelo Desenrola

(Da Agência Brasil) Mais de 2 milhões de registros de clientes de bancos que tinham dívidas bancárias de até R$ 100 foram desnegativados nos últimos cinco dias, a partir do Programa Desenrola Brasil. O montante de renegociação somou cerca de R$ 500 milhões em volume financeiro em mais de 150 mil contratos de dívidas. Os dados foram divulgados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).  Os clientes poderão aderir ao programa até o dia 31 de dezembro. “Os números reforçam o compromisso dos bancos brasileiros com o sucesso do programa Desenrola Brasil”, apontou a entidade, em nota. A Febraban, no documento, salientou que cada banco tem uma estratégia de negócio e, por isso, adota políticas próprias para adesão ao programa. “As condições para renegociação das dívidas, nessa etapa, serão diferenciadas e caberá a cada instituição financeira, que aderir ao programa, defini-la”, explicou a entidade.  A Febraban ratificou que apoia o programa idealizado pelo governo federal para “reintroduzir pessoas com restrição de crédito na economia”. Um dos exemplos foi divulgado, na sexta (21), pela Caixa Econômica Federal, que havia informado ter renegociado mais de R$ 51 milhões em dívidas nos primeiros dias do programa Desenrola Brasil. O banco divulgou que há espaço para aumentar o número de renegociações uma vez que tem 13 milhões de clientes com dívidas. Banco do Brasil Além do que foi divulgado pela Febraban em relação às instituições financeiras associadas, o Banco do Brasil (BB) anunciou que terminou a primeira semana do Desenrola Brasil com renegociações de R$ 1 bilhão em dívidas. A instituição financeira apontou que 75,8 mil clientes refinanciaram débitos entre 17 e 21 de julho. Além das pessoas físicas com renda de até R$ 20 mil, o Banco do Brasil teve como foco as renegociações para os demais públicos inadimplentes, micro e pequenas empresas e pessoas físicas em geral. No caso do Banco do Brasil, clientes interessados em negociar dívidas podem usar o aplicativo ou o site da instituição. Pessoas físicas, podem entrar no endereço da página na internet. As empresas devem fazer o pedido no site.

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Ramal de Suape da ferrovia mais próximo da realidade

União de políticos de diferentes correntes partidárias, da classe empresarial e da sociedade civil organizada começa a dar resultados e cresce a perspectiva de que a obra será realizada com verbas públicas, podendo ter participação da Bemisa numa segunda etapa *Por Rafael Dantas O projeto da Transnordestina percorreu alguns passos, de volta, em direção a Pernambuco. Após a remoção da linha Salgueiro-Suape, em dezembro do ano passado, uma forte articulação empresarial e política está construindo uma alternativa para a retomada das obras. O primeiro vagão a voltar aos trilhos é sobre o financiamento. As sinalizações do Governo Federal são de que o empreendimento em solo pernambucano seja anunciado no PAC 3 – Programa de Aceleração do Crescimento e entre no PPA (Plano Plurianual), que define o orçamento para os próximos anos. Enquanto não acontece o anúncio oficial, o movimento em defesa do transporte sobre trilhos no Estado segue avançando. Nesta semana, 32 organizações empresariais assinaram na sede da Fiepe o documento Pela garantia de conclusão da Transnordestina até o Porto de Suape. É uma locomotiva da sociedade que tem posicionado esse empreendimento como uma prioridade para a economia regional. “A perda desse trecho significa para nós uma mutilação tão grande quanto foi a perda da Comarca das Alagoas e da Comarca do São Francisco, quando das revoluções de 1817 e 1824. Estamos hoje neste momento especial de fazer essa mobilização para que o trecho Salgueiro-Suape seja recolocado no desenvolvimento de Pernambuco”, disse no evento Francisco Cunha, consultor da TGI Consultoria e presidente do comitê de Business Affairs da Amcham Recife, antes da leitura que fez do manifesto das entidades. O tom histórico dado à essa luta estava representado na mesa da Fiepe que reuniu opositores políticos que formaram um consenso em torno da pauta. “A perseverança necessária e a mobilização das bancadas, da sociedade civil e do Governo do Estado fez a gente ser reincluído na fala. A gente precisa agora é ser reincluído no orçamento, para recomeçar a obra com orçamento público pela Infra S.A., que faz ferrovias pelo Brasil”, afirmou a governadora Raquel Lyra (PSDB-PE). A esperança de que o pleito dos empresários será atendido, veio com a fala do senador Humberto Costa (PT-PE). “A decisão sobre a continuidade da Transnordestina está tomada. O presidente nos disse isso”, garantiu durante o evento na Fiepe. “Agora, no final do mês, ou no máximo no começo de agosto, será lançado o novo PAC. A retomada da Transnordestina está garantida ali. Agora, a gente só tem condições de abrir mão de estarmos nos reunindo quando isso estiver devidamente garantido, viabilizado e no orçamento”, ressalvou o senador. Além da sinalização de Humberto Costa de que o empreendimento estará contemplado no PAC, o superintendente da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento Econômico do Nordeste), Danilo Cabral, anunciou que no Plano de Desenvolvimento Regional do órgão o trecho pernambucano também está contemplado. “A Sudene, cumprindo seu papel, aprovou, na semana passada, o Plano Regional de Desenvolvimento para o Nordeste. A Transnordestina hoje não significa mais Suape-Salgueiro, significa Pecém. O trecho Suape-Salgueiro vai receber outro nome. Mas a gente reposicionou a ferrovia no nosso plano para, inclusive, fazer parte do próximo PPA. A Sudene é parte obrigatória da solução da questão da Transnordestina. Essa é uma obra da unidade dos pernambucanos, da mesma forma como foi Suape”, comparou Danilo Cabral. Ele lembrou que a superintendência tem mais de R$ 3 bilhões já investidos na atual obra da ferrovia. Outras fontes de financiamento, que foram acessadas pela Transnordestina SA, também estão na mira para a retomada das obras da linha pernambucana, segundo a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. “O Fundo de Desenvolvimento do Nordeste também é um dos caminhos para buscarmos os recursos. Aliás, o presidente Lula determinou que é preciso revisitar todos os fundos disponíveis para que não sirvam só para o superávit primário. Mas precisam servir para investir no setor produtivo, gerador de produção de riquezas. Acredito que vamos ganhar mais uma batalha, que é do povo brasileiro”. NOVO COMANDANTE DA LOCOMOTIVA À VISTA Nas últimas semanas cresceram as menções sobre a Infra S.A. (antiga Valec) como a empresa que fará a retomada das obras até que se encontre um parceiro privado para assumir a concessão. Caso não seja viabilizada uma parceria público-privada para o empreendimento, o Governo Federal seguirá como responsável pela construção do trecho pernambucano. A escolha pela Infra S.A. será mais um vagão sendo colocado no trilho de retomada das obras do empreendimento no Estado, que ficou sem direção após a amputação do trecho pela TLSA. A empresa, inclusive, é acionista minoritária do trecho que segue para Pecém, com 36,47% do capital social constituído da Transnordestina S.A. Foi por intermédio da Infra S.A., vinculada ao Ministério dos Transportes, que foi demandado o estudo sigiloso da Mckinsey sobre a ferrovia na região. “Nossa expectativa é que todo esse esforço do povo pernambucano seja transformado no compromisso do Governo Federal de reiniciar as obras do trecho Salgueiro-Suape já a partir do ano que vem com recursos públicos do orçamento da União, através da Infra S.A. E garantir que para cada dormente que seja instalado, cada metro de trilho colocado lá, ela se torne ainda mais viável para atrair também investimentos privados que podem concluir a obra. Que possamos ver a Transnordestina se tornando realidade na sua visão de integração regional, que uniu o Piauí, o Ceará e Pernambuco”, afirmou o deputado Pedro Campos (PSB-PE). Na semana passada, o atual presidente da companhia, Jorge Bastos, esteve na Paraíba, onde defendeu pretender retomar as obras da malha ferroviária local, ligando-a à Transnordestina. O Estado vizinho também sofreu a interrupção das operações ferroviárias de carga, após a privatização da antiga RFFSA (Rede Ferroviária Federal). A construção da linha Salgueiro-Suape é condição necessária para reativação de ramais ferroviários para Paraíba e Alagoas. Esse interesse dos estados vizinhos pela conexão com o tronco Salgueiro-Suape da ferrovia é outro ingrediente que contribui para a mobilização política e empresarial pela retomada do trecho, que tem relevância regional. A

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Bancos alertam para golpes no Programa Desenrola Brasil

(Da Agência Brasil) A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou alerta para golpes envolvendo o Programa Desenrola Brasil, que entrou em vigor no último dia 17, que tem como principal objetivo reintroduzir pessoas com restrição de crédito na economia, permitindo melhores condições de renegociação de dívidas bancárias. Segundo a entidade, criminosos podem aproveitar o programa para aplicar golpes por meio de links falsos e da engenharia social, que usa técnicas para enganar o usuário para que ele forneça dados confidenciais, além de realizar transações financeiras para o golpista. Nessa primeira fase do programa, as instituições financeiras limpam o nome das pessoas com débitos de até R$ 100. A dívida não é perdoada. Apenas o devedor deixa de ficar com o nome sujo e pode contrair novos empréstimos e fazer operações como fechar contratos de aluguel. Há ainda a possibilidade de renegociação de débitos com bancos por devedores com renda de até R$ 20 mil. O Desenrola só abrange dívidas contraídas até 31 de dezembro do ano passado. “É muito importante que o cliente não clique em links recebidos por aplicativos de mensagens, de redes sociais e patrocinados em sites de busca. Faça você mesmo o contato com o seu banco. Fique atento para que não sejam aceitas propostas de envio de valores com a finalidade de garantir melhores condições de renegociação das dívidas. Reforçamos que somente é possível renegociar as dívidas nos canais oficiais dos bancos”, disse, em nota, Adriano Volpini, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da Febraban. A Febraban orienta que as pessoas interessadas em renegociar as dívidas dentro do Desenrola Brasil busquem informações apenas dentro dos canais oficiais dos bancos que aderiram ao programa, como nas agências, no internet banking ou em seus aplicativos bancários. Se for negociar no internet banking, a entidade orienta que, para o acesso, o próprio usuário digite o endereço da instituição financeira. Se o cliente desconfiar de alguma proposta ou do valor, ele deve em contato com o banco nos seus canais oficiais. Além disso, somente após a formalização de um contrato de renegociação é que o usuário pode ter os valores debitados da conta, nas datas acordadas. Outro alerta é, em caso de boletos, checar na hora do pagamento se está sendo feito realmente para a instituição financeira com a qual o cliente tem a pendência. A Febraban acrescenta que não envia comunicado para renegociar dívidas no Desenrola. Caso receba qualquer mensagem com o logotipo da entidade ou de bancos, o cliente deve descartá-la e entrar em contato com os canais oficiais da instituição financeira, como agência, internet banking e aplicativo bancário.

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“A redução da Selic permitirá que investimentos voltem a ser viáveis”

Bernardo Peixoto, presidente do Sistema Fecomércio-PE afirma, a partir dos dados do setor, que o comércio teve um primeiro semestre difícil, enquanto o setor de serviços cresceu nos primeiros meses do ano. Nessa entrevista, ele aponta as agendas econômicas estratégicas para o setor que estão no radar e destaca os benefícios que a reforma tributária deve trazer para a economia. No curto prazo, é a redução da taxa de juros uma das principais demandas para a reativação mais forte da atividade econômica no País. Vocês têm números do desempenho dos setores do comércio e dos serviços em Pernambuco no primeirosemestre? Qual o balanço do período? Houve uma retração nos números do desempenho do setor de comércio no primeiro semestre em Pernambuco. De acordo com o IBGE, de janeiro a abril de 2023, houve um recuo de 3,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Uma das principais influências para essa queda acumulada, especialmente no comércio varejista ampliado, está na relação negativa entre o consumo de bens duráveis, o endividamento e a inadimplência das famílias, juntamente com o aumento dos preços dos automóveis nos primeiros meses do ano. Por outro lado, no setor de serviços, há um contraste, com um crescimento de 6,8% entre janeiro e maio de 2023 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Após uma leve desaceleração em abril, os dados mais recentes de maio mostram uma reaceleração nesse setor, que é o que mais emprega no país. Como as principais agendas econômicas nacionais, como a aprovação do arcabouço fiscal e da reforma tributária, podem impactar a economia pernambucana? As principais agendas econômicas em nível nacional impactarão positivamente a economia pernambucana. O arcabouço fiscal determina as expectativas de gastos do governo nos próximos anos e indicou o grau de responsabilidade fiscal do Governo Federal. A economia pernambucana, assim como a de outros estados, é influenciada por tais expectativas. Isso ocorre porque o gasto descontrolado do governo pode gerar inflação, aumento da taxa de juros da economia, câmbio desvalorizado e, por fim, atrapalhar a atividade econômica. Enquanto isso, a reforma tributária simplifica a tributação da população brasileira, que contará ao final desse período de transição com apenas dois impostos, um de caráter federal e outro de gestão estadual e municipal. A reforma tributária ainda precisa de leis complementares, mas a facilidade com que passou na Câmara indica que há um forte alinhamento das forças políticas em construir um robusto sistema tributário que desonere principalmente a classe mais baixa da população. Quais as conquistas que a reforma tributária traz? A reforma tributária traz uma série de conquistas significativas para os empreendedores do setor de comércio. Entre os benefícios, destacam-se: Alíquotas diferenciadas: A reforma tributária propõe alíquotas diferenciadas para vários segmentos do setor de serviços. Isso significa que empresas desse ramo poderão contar com uma tributação mais adequada à sua realidade, considerando suas particularidades e necessidades específicas. Não cumulatividade plena dos impostos: A proposta de reforma tributária visa a implementação da não cumulatividade plena dos impostos. Essa medida tem como objetivo evitar a incidência múltipla de tributos sobre uma mesma operação, o que reduzirá os custos para as empresas do comércio. Geração de créditos para empresas do Simples Nacional: A reforma tributária também prevê a possibilidade de geração de créditos por parte das empresas enquadradas no Simples Nacional. Isso permitirá que essas empresas tenham mais flexibilidade financeira e possam compensar impostos pagos em outras etapas da cadeia produtiva. Fim da guerra fiscal entre os estados: A proposta de reforma tributária tem como objetivo acabar com a guerra fiscal entre os estados. Esse conflito ocorre quando os estados concedem benefícios fiscais para atrair empresas, o que acaba gerando desigualdades e distorções no sistema tributário. Com o fim da guerra fiscal, as empresas do comércio terão um ambiente mais equilibrado e justo para competir. Estímulo ao investimento e segurança tributária: A reforma tributária visa a estimular o investimento por meio da criação de um ambiente mais seguro e previsível em termos tributários. Com regras mais claras e estáveis, as empresas do comércio terão maior segurança jurídica para realizar investimentos e expandir suas operações. Essas conquistas da reforma tributária são de extrema importância para o setor de comércio e serviços, uma vez que proporcionam vantagens competitivas, reduzem a burocracia e os custos operacionais, estimulam o crescimento econômico e oferecem um ambiente mais favorável para os empreendedores. A Federação de Comércio de Bens e Serviços tem uma postura favorável e encoraja a implementação da reforma tributária. Acreditamos que uma reforma tributária bem-sucedida trará benefícios substanciais para o setor do comércio, promovendo uma simplificação do sistema tributário, reduzindo a carga tributária e gerando um ambiente mais favorável aos negócios. Essas mudanças serão fundamentais para estimular o crescimento econômico, impulsionar o empreendedorismo e aumentar a competitividade das empresas do comércio, permitindo uma maior geração de empregos e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país. A Federação está engajada em colaborar com os debates e contribuir com propostas construtivas para aprimorar o processo de reforma tributária, visando sempre o fortalecimento do setor e a melhoria do ambiente de negócios como um todo. Há algum programa do Governo Federal ou do Estado aprovado ou anunciado neste semestre com potencial de dinamizar o comércio e os serviços? Com certeza, a recente portaria que regulariza o programa do governo federal “Desenrola” promete retirar boa parte da população da inadimplência. Atualmente, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência da CNC, 8 a cada 10 famílias pernambucanas estão endividadas e há cerca de 162 mil pernambucanos inadimplentes. O retorno dessa população, antes restrita de consumir a prazo por conta do nome sujo, para o comércio de bens e serviços é um importante incremento no volume de vendas dos setores. É um projeto promissor e é esperado que haja forte aderência popular. Para o setor, quais as principais medidas são esperadas para melhorar o desempenho no segundo semestre? A redução da taxa SELIC seria uma delas? A redução dos juros do cartão de crédito na modalidade rotativa já está no radar

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Fazenda aumenta previsão de crescimento do PIB para 2,5% este ano

(Da Agência Brasil) A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda elevou de 1,9% para 2,5% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). A estimativa para a inflação caiu. As previsões estão no Boletim Macrofiscal. Segundo o Ministério da Fazenda, a revisão no crescimento foi motivada pelo aumento de 1,9% do no primeiro trimestre e pela expectativa de queda dos juros no segundo semestre por causa da desaceleração da inflação. A estimativa de crescimento para 2024 foi mantida em 2,3%. As projeções de crescimento melhoraram para todos os setores. Para o agropecuário, a projeção passou de 11% para 13,2%. Para a indústria, a estimativa avançou de 0,5% para 0,8%, enquanto a projeção para serviços passou de 1,3% para 1,7%. No início do mês, o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, anunciou que a projeção para o PIB deste ano ficaria entre 2,5% e 3%. Na ocasião, ele ressaltou que, no início do ano, o mercado financeiro previa expansão de apenas 1% para a economia brasileira neste ano. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, usou as redes sociais para celebrar os novos números. Destacando o trabalho do ministro da Fazenda, afirmou que “o Brasil está de volta”. Inflação A projeção de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,58% para 4,85%. A estimativa está acima da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior é 4,75%. Para 2024, a estimativa caiu de 3,63% para 3,3%. Segundo a SPE, a expectativa de inflação para 2023 foi revisada para baixo com base na forte desaceleração do IPCA em abril e maio. Também contribuíram para a queda na projeção o reajuste autorizado para plano de saúde levemente inferior ao projetado; a redução nos preços da gasolina, diesel e gás de botijão nas refinarias; e as revisões nas tarifas de energia elétrica residencial e de ônibus urbano. Para 2024, a projeção menor reflete a queda do dólar para abaixo de R$ 5, a queda no preço das commodities (bens primários com cotação internacional), além dos menores reajustes previstos para preços monitorados. De acordo com a SPE, a revisão para o próximo ano ocorreu tanto por causa da desinflação esperada para 2023 como por causa das condições projetadas para a demanda externa. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do salário mínimo e corrigir aposentadorias, deverá encerrar este ano com variação de 4,48%, segundo a previsão da SPE, contra 5,34% previstos no boletim anterior, divulgado em maio. A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui o setor atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, caiu de inflação de 2,06% para deflação de 2,21%. Médio prazo Após a melhora das projeções para este ano, a SPE espera leve desaceleração para 2024. Segundo o órgão, isso ocorrerá por causa da diminuição da demanda internacional, que fará o Brasil exportar um pouco menos, e pelo menor crescimento projetado para o setor agropecuário, que se acomodará no próximo ano após crescer mais de 10% este ano. Mesmo com a desaceleração, a SPF projeta que o crescimento do PIB será mais bem distribuído entre os setores da economia em 2024, com a indústria e os serviços melhorando em relação a este ano. “Esses setores devem se beneficiar com a melhoria no ambiente de negócios e redução de incertezas decorrentes da aprovação das reformas fiscal e tributária”, ressaltou o relatório. Outro fator que impedirá uma desaceleração maior no próximo ano será a recuperação da demanda doméstica. O consumo será impulsionado pela queda nos juros e pela adoção de medidas de estímulo, como o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as políticas sociais. “O consumo e o investimento devem ganhar novo impulso com a redução dos juros e da inadimplência e com o novo PAC, focado na transformação energética. A redução da desigualdade, resultante de políticas de valorização do salário mínimo e igualdade salarial entre mulheres e homens, do novo Bolsa Família e do programa Minha Casa, Minha Vida também devem ajudar a elevar a absorção doméstica, garantindo crescimento sustentável e inclusivo”, concluiu a SPE.

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Dólar cai para R$ 4,78 e aproxima-se da mínima do ano

(Da Agência Brasil) Em meio às expectativas sobre os juros no Brasil e no exterior, o dólar caiu para abaixo de R$ 4,80 e voltou a aproximar-se da mínima do ano. O otimismo não se manifestou na bolsa de valores, que caiu pelo segundo dia seguido. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (19) vendido a R$ 4,786, com queda de R$ 0,023 (-0,48%). A cotação iniciou o dia em leve alta, mas inverteu o movimento e passou a cair após a abertura do mercado norte-americano, até fechar próxima da mínima do dia. Em queda após três dias seguidos de alta, a moeda norte-americana aproxima-se da menor cotação do ano, registrada em 26 de junho. Naquele dia, a divisa encerrou vendida a R$ 4,767. O dólar acumula queda de 0,08% no mês e recua 9,36% em 2023. A euforia no mercado de câmbio não se repetiu no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 117.552 pontos, com queda de 0,25%. O indicador chegou a cair 1% às 13h. Apesar de uma recuperação durante a tarde, a bolsa não conseguiu reverter a queda. O mercado foi influenciado tanto por fatores domésticos como externos. Mesmo com a possibilidade de o Banco Central (BC) reduzir a Taxa Selic (juros básicos da economia) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no início de agosto, os juros brasileiros permanecem altos e continuam a atrair capitais estrangeiros. No exterior, a divulgação de índices de inflação menores que o esperado nos Estados Unidos e em outras economias avançadas reduzem a pressão para que os Bancos Centrais desses países elevem os juros. Na próxima semana, o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) decide os juros da maior economia do planeta. O mercado aposta numa elevação de 0,25 ponto percentual, que seria a última do ciclo de alta que começou em 2022.

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Novo Atacarejo abre sua quarta unidade no Recife

Nesta quinta-feira (20/07), a rede nordestina Novo Atacarejo inaugura sua quarta loja no Recife, localizada na Guabiraba, Zona Norte da cidade. A nova unidade, que está gerando 300 empregos diretos e cerca de 500 indiretos, abrirá as portas às 9h, na Avenida da Recuperação, 4889. Essa inauguração faz parte do plano de expansão da rede, que já abriu cinco lojas este ano, sendo quatro em Pernambuco e uma na Paraíba. Com a abertura dessa nova unidade, o Novo Atacarejo passará a ter 23 lojas em operação, atendendo 19 cidades e gerando, em média, seis mil empregos.

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Primeira etapa de condomínio logístico da Feijão Turquesa será inaugurado ainda em 2023

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Agropecuária e Pesca do Paulista, Raimundo Lopes, e o o superintendente de licenciamento da SEMA, Silvio Batista, se reuníram com a diretora de Marketing Imobiliário da Turquesa, Lays Benjamim para discutir detalhes do licenciamento. Foto: Armando Fuentes A implantação do condomínio logístico da Feijão Turquesa avança em Paulista. Nesta segunda-feira (17.07), representantes da empresa se reuniram com representantes da gestão municipal na sede da Secretaria Executiva de Meio Ambiente (SEMA), localizada no Centro Administrativo da Prefeitura, em Maranguape I, para discutir os detalhes do licenciamento. O empreendimento está previsto para ser realizado em quatro etapas e ocupará uma área de 70 mil metros quadrados. Com galpões logísticos destinados a empresas que se instalarão na cidade, o condomínio oferecerá estacionamento para carretas e espaços administrativos. Estima-se que a construção do empreendimento gere cerca de 2 mil novas vagas de empregos diretos. Durante a reunião, a diretora de Marketing Imobiliário da Turquesa, Lays Benjamim, informou que a primeira fase será concluída ainda em 2023, enquanto as demais serão executadas ao longo de 2024. O novo condomínio logístico ocupará uma área de aproximadamente oito hectares.

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