Economia

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Cenário de juros altos: vale a pena investir em imóveis?

Vale a pena investir em imóveis mesmo com o cenário de juros altos? Segundo o diretor da Incorporadora e Construtora OR, Pedro Pessoa, a resposta pode surpreender. Embora a taxa de juros esteja em níveis elevados, quem compra um imóvel na planta não precisa financiar imediatamente, mas sim quando o empreendimento for entregue. E até lá, existe a perspectiva de juros mais baixos. Pessoa explica que a perspectiva da Selic para o próximo ano é de 10%, em contraste com a atual taxa de 13,75%. Portanto, um cliente que adquirir um apartamento na segunda fase do Residencial Verano, por exemplo, só começará a financiar em junho de 2024, quando o empreendimento estiver pronto. Nesse período, espera-se que os juros estejam mais favoráveis. Além disso, é importante considerar a tendência de valorização dos imóveis. Quando os juros estiverem mais baixos, o valor dos imóveis já terá aumentado. Pessoa analisa que esperar por um cenário futuro com juros mais baixos pode resultar em imóveis mais valorizados, tornando a compra menos acessível. “Se o cliente pensar apenas na taxa atual de juros, pode estar perdendo a oportunidade de comprar um imóvel com um valor de metro quadrado menor enquanto ele está na planta ou em construção. Se for esperar um cenário futuro para comprar uma unidade com uma taxa de juros mais baixa pode ser que nem tenha mais condições de comprar porque os imóveis estarão mais valorizados”, explica. O mercado imobiliário também está apresentando uma retomada na valorização dos imóveis, especialmente no Recife, uma das capitais com maior valor de aluguel por metro quadrado.

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Amcham Recife realiza o CEO Fórum 2023 com foco na “Liderança Consciente”

Nesta segunda-feira (19 de junho), a Amcham Recife sediará a edição 2023 do CEO Fórum, o principal encontro de líderes empresariais do Brasil. O evento reunirá mais de 200 executivos no Teatro do Shopping Rio Mar. O evento discutirá o tema “Liderança Consciente” e seus impactos no futuro do trabalho. Entre os participantes confirmados estão João Carlos Paes Mendonça, do Grupo JCPM, Marcelo Silva, conselheiro de grandes empresas, e Alcione Albanesi, presidente do Amigos do Bem. Além disso, o encontro contará com a presença do presidente da Terphane, José Bosco Silveira Jr, do CEO do Grupo Tigre, Otto von Sothen, e João Pedro Paro do Pacto Pelo Esporte. A mediação será conduzida pela jornalista Jô Mazzarolo. Amcham Brasil lançará pesquisa inédita sobre futuro da liderança e trabalho. Resultados mostram que 54% dos executivos priorizam o desenvolvimento de pessoas, seguido por fortalecimento de relacionamentos (44%) e adoção de novas tecnologias (39%). “A pesquisa identificou um caminho de transição para uma liderança mais flexível, colaborativa e criativa, e com menor ênfase em gestão e execução. Isso não significa negligenciar a organização e a realização. Esses aspectos continuam sendo importantes, mas a liderança baseada em estruturar rígidas não será mais suficiente para lidar com mudanças rápidas do mundo complexo e tecnológico de hoje”, aponta Alessandra Andrade, superintendente da Amcham no Nordeste.

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Festas juninas movimentam cadeias produtivas e têm impacto positivo na economia

Região já começou a se preparar para a festa, que promete movimentar milhões de reais e gerar emprego e renda Antes mesmo de o mês começar, o Nordeste brasileiro já estava pronto para celebrar uma das tradições mais queridas do país: as festas juninas. Além de ser um momento de grande representatividade para a cultura local, essas festividades também desempenham um papel fundamental no impulsionamento do crescimento econômico regional, movimentando diversas cadeias produtivas relacionadas à cultura. O professor do curso de Administração da Estácio, Diêgo Pinheiro, explica que a movimentação econômica relacionada a esse período inicia muito antes e se prolonga para até depois do mês de junho. “Em alguns casos, essa cadeia produtiva começa a reforçar suas atividades logo depois do Carnaval. Começa a produção das indumentárias e os setores alimentícios e de bebidas já começam a prever uma produção que vá atender a essa demanda sazonal. Em julho, que é um período de férias escolares, essa movimentação econômica tende a ficar fortalecida, inclusive com resquícios de algumas festas e arraiais que persistem nessa época”, afirma. A confecção de indumentárias, os setores hoteleiros, de alimentos e de bebidas estão entre os mais influenciados pelas festas juninas, mas os impactos positivos, de acordo com o especialista, vão além desses setores. “O festejo junino promove resultados que geram emprego e renda não só para a cadeia envolta nos arraiais, mas para diversos outros setores, desde o produtor rural de milho, por exemplo, até os produtores de bebidas alcoólicas e não alcoólicas”, explica. Outro setor beneficiado nessa época é de artesãos e pequenos empreendedores. “A maior parte das indumentárias e roupas típicas produzidas vem de artesãos e pequenos costureiros locais”, analisa. TURISMO Os setores turísticos e hoteleiro da região nordestina também veem como extremamente positiva a realização da festa. No ano passado, a cidade de Caruaru (PB), por exemplo,  recebeu mais de um milhão de visitantes só no Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga, um dos principais pólos do evento. A ocupação hoteleira ultrapassou os 90%, segundo dados locais. A economista e docente dos cursos de gestão da Wyden, Eliane Alves, pontua que o São João é a época mais esperada pelo nordeste. “A expectativa é de um fôlego financeiro importante para a economia local, especialmente para o setor de serviços e o comércio”, analisa. A especialista ressalta ainda que, diante de um cenário econômico em recuperação, a expectativa para a festa se torna ainda mais alta. “Diante de um cenário econômico nacional que ainda se mostra um tanto truncado no que diz respeito à geração de empregos e de aquecimento do consumo, as festas juninas são com certeza um momento de expectativas positivas para a economia local e regional”, conclui.

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S&P eleva perspectiva de nota da dívida do Brasil para positiva

(Com informações da Agência Brasil) A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) alterou a perspectiva da nota de crédito do Brasil de estável para positiva. Essa mudança indica a possibilidade de um aumento na nota do país nos próximos dois anos. Atualmente, o Brasil possui a classificação BB-, três níveis abaixo do grau de investimento. A S&P justificou a melhora da perspectiva com base na estabilidade das políticas monetária e fiscal, que podem impulsionar o crescimento econômico e limitar o crescimento da dívida pública. A S&P destacou que essa melhoria na perspectiva é o primeiro passo para uma possível elevação da nota da dívida pública brasileira. Para isso, a agência espera que o país adote uma política econômica pragmática e implemente reformas adicionais, como a reforma tributária. A última vez em que a S&P havia alterado a perspectiva da nota do Brasil foi em 2019, mas a pandemia de COVID-19 trouxe estabilidade em 2020, sem mudanças na classificação de risco.

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Grupo empresarial anuncia investimento de R$ 120 milhões em energia solar

A Rov Solar, lançada pelo Grupo Raça sediado em Vitória de Santo Antão, entra no mercado de energia solar em Pernambuco. Com mais de 30 anos de experiência na distribuição de alimentos e atendendo a 90 municípios do estado, o grupo, que é o quinto maior atacadista de Pernambuco, utilizará sua expertise em logística nessa nova empreitada. A empresa planeja investir R$120 milhões nos próximos dois anos na operação de sua usina de energia solar em Vitória de Santo Antão, que ocupará uma área de 27 hectares. A primeira fase terá uma capacidade de 10 MW e começará a operar em breve, seguida pela segunda fase com mais 10 MW no segundo semestre. A meta é alcançar uma capacidade total de 30 MW até 2024. A empresa utilizará a tecnologia de inversores da SolarEdge, líder mundial no segmento. Através de monitoramento remoto e análise de dados (B.I.), a SolarEdge irá supervisionar as 18 mil placas instaladas na usina solar de Vitória. A Rov Solar se destaca pela individualização do monitoramento das placas, diferentemente dos sistemas convencionais, que possuem fileiras de placas fotovoltaicas encadeadas. Esse modelo reduz perdas de desempenho, otimizando a geração de energia. “Estamos usando a combinação dos dois melhores produtos em energia fotovoltaica do mundo. No que se refere à tecnologia, não temos nenhuma modéstia em dizer que estaremos entre as três usinas solares mais bem equipadas do Nordeste”, afirma Bruno Amaral, engenheiro e Diretor Técnico da ROV. Os parques solares da Rov Solar beneficiarão associações, cooperativas, consórcios ou condomínios parceiros da Rov Solar, possibilitando a alocação da energia elétrica gerada para clientes finais vinculados aos parceiros da Rov Solar, que podem ser pessoas físicas e jurídicas com contas de energia a partir de R$1 mil.

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Recife Outlet dobra as vendas após conclusão das obras na BR 232

O Recife Outlet, outlet de alto padrão em Pernambuco localizado em Moreno, comemora um aumento de 100% nas vendas nos últimos dois meses, após a conclusão das obras na BR 232. O centro de compras, que abriga mais de 60 lojas de grifes nacionais e internacionais, registrou um crescimento de 50% em abril e 70% em maio. A expectativa é dobrar as vendas de junho em relação ao ano passado, com um aumento de 66% já no início deste mês. A finalização das obras de triplicação da rodovia melhorou o acesso ao outlet, proporcionando um tráfego mais fluído. O Recife Outlet, que segue o modelo americano de open mall, oferece descontos de até 80% durante todo o ano e está aberto diariamente, das 9h às 21h. Além disso, novas marcas como Hugo Boss e Reebok devem chegar ao local até o final de julho, juntamente com a inauguração de um posto de gasolina e uma rede de fast food no segundo semestre.

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Prol Educa. Petrus Vieira Manuella e Petrrus Nascimento

Inovação da periferia: Prol Educa transforma realidade por meio da educação

A Prol Educa, iniciativa criada por três jovens da periferia no Conjunto Muribeca, em Pernambuco, nasceu com a missão proporcionar oportunidades educacionais para jovens em situação vulnerável. Desde sua fundação em 2015, a startup já impactou mais de 20 mil alunos em oito estados brasileiros, por meio do acesso a escolas particulares. Com investimentos recentes de organizações como Anjos do Brasil, GVAngels, Investe Favela e Google Black Founders Fund, a startup planeja expandir sua atuação para todo o país. Atualmente avaliada em R$ 5 milhões, a empresa trabalha em parceria com mais de mil instituições para preencher vagas com bolsas de estudo ou valores acessíveis. Leia também Um dos diferenciais desse negócio está na origem dos seus fundadores. Todos jovens da periferia e que tiveram a oportunidade de ter acesso à educação de qualidade por meio de bolsas de estudo. “Sou morador da mustardinha, fui aluno de escola pública e ganhei bolsa de estudo na melhor escola do meu bairro. Depois estudei logística, mas minha grande formação foi o empreendedorismo social. O Prol Educa é um trabalho de inclusão social, empoderamento, enfrentamento da desigualdade e acesso à educação às famílias de classe C e D que não poderiam pagar mensalidades integrais. Trazer a tecnologia junto à educação que transforma a vida nos motiva a cada dia. A favela é potência, não é carência”, afirma Pettrus Nascimento, CEO da Prol Educa. Estão também à frente da startup Petrus Vieira e Manuella Nascimento, que são do Conjunto Muribeca, onde o projeto deu os primeiros passos. A estratégia da Prol Educa é garantir a adesão e a permanência dos estudantes nas escolas particulares. Para isso, a startup firma parcerias com instituições e estabelece medidas como a proibição de transferência ou desistência de curso, bem como o pagamento pontual das mensalidades. Com mais de 80% das instituições parceiras sendo escolas, a iniciativa também abrange cursos técnicos, escolas de idiomas e graduações. A startup encontra-se incubada na FOZ – Centro de Inovação em Saúde e Educação desde 2019, recebendo suporte técnico-gerencial e mentorias. A maioria das instituições parcerias, que recebem os estudantes, são com escolas (80%). No entanto, a startup também oferta vagas no seu portfólio de oportunidades em cursos técnicos (10%), de idiomas (5%) e graduações (5%). Com as mensalidades e matrículas dos alunos envolvidos no projeto, mais de R$ 8 milhões entraram no caixa dessas escolas. A solução muda a vida dos alunos e representa uma nova receita para os colégios, cursos e faculdades. Além de obter resultados significativos, a startup busca constantemente melhorar seus processos, identificar oportunidades e atrair investidores. “Desde que a Prol Educa entrou na FOZ, é nítida a evolução, o amadurecimento e o crescimento do negócio. Isso não seria possível se os fundadores não fossem pessoas comprometidas com o propósito da startup. Isso faz a diferença. Ao conversar com qualquer um dos fundadores é possível observar que o intuito de levar uma educação de qualidade para jovens é maior do que qualquer ambição financeira ou profissional. Nosso maior orgulho é enxergar um potencial nesses empresários e ver, a cada dia, eles se esforçando e batalhando para conquistar seus objetivos”, afirmou Philippe Magno, diretor da FOZ. Após seus 7 primeiros anos de atividades, a Prol Educa tem ambições elevadas para o futuro: “Nosso próximo passo é escalar em todo territorio nacional”, projeta Pettrus Nascimento.

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Número de famílias endividadas se mantém estável em maio

(Com informações da Fecomércio-PE | Imagem: Freepik) De acordo com a pesquisa realizada pela Fecomércio Pernambuco, em maio houve uma queda de 0,24% no número de consumidores endividados no estado, em comparação com o mês de abril. Aproximadamente 81,5% das famílias pernambucanas ainda estão endividadas, um valor próximo à média nacional de 78,3%. Já entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, 18,2% são incapazes de pagar suas dívidas no próximo mês. O endividamento em Pernambuco apresentou queda nos últimos meses, mas ainda existem 426.148 pessoas endividadas no estado. Entre elas, 32,6% estão inadimplentes. O cartão de crédito é a principal fonte de dívidas, responsável por 93,8% dos casos. O carnê também é uma opção comum, especialmente para consumidores que preferem evitar o uso do cartão. Além disso, o financiamento de carros é adotado por famílias de renda mais alta, e espera-se que essa prática aumente com as medidas de incentivo do governo para a compra de veículos. Gráfico: Porcentagem (%) de endividados em Pernambuco. Apesar de três meses consecutivos de queda no endividamento, ainda existem 426.148 pessoas endividadas em Pernambuco. Aqueles que estão com dívidas em atraso representam 32,6% dos entrevistados, totalizando 170.561 inadimplentes. O aumento do desemprego no estado tem impactado os rendimentos familiares, levando ao aumento no número de endividados, enquanto os consumidores desempregados evitam contrair mais dívidas. De acordo com a PEIC/CNC, o cartão de crédito é o principal tipo de endividamento, abrangendo 93,8% dos endividados. A ampla aceitação dos cartões de crédito incentiva seu uso pelos consumidores, especialmente para despesas de maior valor. O carnê é o segundo tipo de dívida mais comum em ambas as faixas de renda, devido à facilidade oferecida pelos varejistas, atraindo consumidores que preferem evitar o uso do cartão de crédito. Em alguns casos, essa opção pode até oferecer juros zero, o que incentiva ainda mais os clientes a optarem por essa forma de pagamento. Além disso, o financiamento de carros é o terceiro tipo de endividamento mais comum entre as famílias de renda mais alta. Com as medidas do governo federal para subsidiar a compra de carros até R$120 mil, com descontos entre R$2 mil e R$8 mil, espera-se um aumento nessa prática nos próximos meses. O atraso médio nos pagamentos das dívidas em Pernambuco é de 59 dias, enquanto no Brasil é de 63 dias. Cerca de 33% dos entrevistados relataram ter um tempo de comprometimento das dívidas entre 3 e 6 meses. É crucial destacar que o pagamento de juros, mora e multa é inevitável em caso de atrasos. Quanto mais rápido a dívida for quitada, melhor para o orçamento familiar, pois haverá mais renda disponível para consumo ou poupança. Portanto, é essencial reduzir ao máximo o tempo de atraso das dívidas, garantindo uma saúde financeira mais sólida aos lares. Outro aspecto relevante, que dialoga com o problema da dívida, é o efeito da inflação. Os dados do Boletim Focus mostram que há uma expectativa de queda na inflação até o fim do ano, o que pode contribuir para o aumento do poder de compra dos consumidores. O economista da Fecomércio, Rafael Lima, destaca: “Os dados sobre inflação do boletim Focus do Banco Central do último mês trazem otimismo principalmente para as famílias de renda mais baixa, que é o grupo mais lesado com a inflação. A redução da taxa de inflação pode corresponder a um aumento de renda disponível, que ajuda no consumo e a quitar dívidas. Em contraponto, o alto desemprego em Pernambuco reflete principalmente nas famílias que não terão condições de pagar as dívidas contraídas, sendo enquadrados como inadimplentes”.

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Ecossistema de inovação precisa dos olhares da periferia e do interior

*Por Rafael Dantas Inovação virou palavra de ordem nos últimos anos, um motor para o crescimento econômico e para transformações sociais. É a semente dos novos negócios para resolver problemas do mundo real. Porém, para conhecer as dores de um grupo mais amplo de pessoas e enxergar soluções a partir de outras lentes, nasce nos ecossistemas que fomentam as startups uma atenção maior aos inovadores que vêm das periferias ou de fora dos grandes centros urbanos. O caminho nessa cena da inovação para quem nasceu nos subúrbios ou no interior ainda não é fácil. De acordo com pesquisa realizada pela FGV, os negócios sociais estabelecidos fora da periferia apresentam um capital inicial médio 37 vezes maior do que os empreendimentos iniciados dentro dela. “Isso é um dado muito alarmante no sentido de gerar oportunidades ou mesmo de sobrevivência dos negócios. Porém, por outro lado, temos na periferia uma coisa que é fundamental, principalmente em inovação, que é ter conhecimento e vivência dentro do problema que você tenta resolver”, destaca Philippe Magno, diretor da FOZ, o Centro de Inovação em Saúde e Educação da FPS e do Imip. Apesar desse cenário nacional, estão surgindo em Pernambuco iniciativas importantes com essa proposta de valorizar as outras vozes que estão se propondo a protagonizar mudanças na sociedade. Dentro desse perfil, a recém-inaugurada no Recife Startupbootcamp, terceira maior aceleradora do mundo, iniciou sua operação com uma promessa bem clara: “Vamos priorizar negócios com pessoas pretas, periféricas e do interior”, declarou o head da empresa no Brasil, Edgar Andrade, em entrevista à Algomais. Também de Pernambuco, o ITCBIO (Instituto Tecnológico das Cadeias Biossustentáveis) tem trabalhado com vários negócios inovadores dos diversos territórios pelo Agreste, Sertão e Zona da Mata, como o Lactoquito. A própria FOZ, também apoia iniciativas que vêm das periferias da cidade, a exemplo do Prol Educa. Philippe Magno considera que as periferias do Brasil tem muito a ensinar aos negócios tradicionais sobre as verdadeiras faces do Brasil. “Cada cantinho do Brasil, cada interior, cada periferia têm realidades distintas. Neles temos um laboratório cheio de oportunidades. Onde tem problema, tem oportunidade de inovação. Essas pessoas são um capital humano muito rico, repleto de inteligência para inovar. A vivência delas é um laboratório constante de criatividade e de soluções. Como em uma startup de saúde, a presença de um profissional do setor é fundamental, entendo que para resolvermos problemas sociais a vivência de quem sofre esse problema é fundamental. Quem sofre com as dores tende a conhecer muito mais sobre as formas de solucionar esses problemas”, declarou Philippe. ABRINDO PORTAS NA EDUCAÇÃO Dentro da FOZ está um dos negócios com esse perfil, construído por gente que sofreu a dor da dificuldade de acesso à educação, o Prol Educa. Em sete anos de atividades, a startup já beneficiou mais de 20 mil famílias, conectando estudantes de baixa renda a escolas privadas com vagas ociosas. As crianças e adolescentes cadastrados, dentro do perfil alvo do projeto, recebem bolsas de estudo ou têm acesso a preços menores das mensalidades. “Sou morador da Mustardinha, fui aluno de escola pública e ganhei bolsa de estudo na melhor escola do meu bairro. Depois estudei logística, mas minha grande formação foi o empreendedorismo social. A Prol Educa é um trabalho de inclusão social, empoderamento, enfrentamento da desigualdade e acesso à educação para famílias de classe C e D que não poderiam pagar mensalidades integrais. Trazer a tecnologia junto à educação que transforma a vida nos motiva a cada dia. A favela é potência, não é carência”, afirma Pettrus Nascimento, COO (diretor de operações) da Prol Educa. Estão também à frente da startup Petrus Vieira e Manuella Nascimento, que são do Conjunto Muribeca, onde o projeto deu os primeiros passos. Já são mais de mil instituições parceiras da Prol Educa, que foi criado por esses jovens que tiveram a oportunidade também de serem beneficiados com bolsas no seu período escolar. A maioria das parcerias é com escolas (80%), mas a startup também oferta vagas em cursos técnicos (10%), de idiomas (5%) e graduações (5%). Com as mensalidades e matrículas dos alunos envolvidos no projeto, mais de R$ 8 milhões entraram no caixa dessas escolas. Além de ser incubada na FOZ, a Prol Educa recebeu investimentos do Anjos do Brasil, da GVAngels, do Investe Favela e da Google Black Founders Fund. Após um período difícil de travessia na pandemia, com os sistemas educacionais em grave crise, a startup está avançando na região Nordeste em 2023 e mira um voo nacional nos próximos anos. UM HUB PARA INOVAÇÕES DA PERIFERIA O ecossistema de inovação do Porto Digital passa a contar com o HUB.Periférico. Instalado em um prédio cedido pela Santa Casa de Misericórdia, no Porto Digital, o espaço se propõe a ser uma aceleradora dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nas favelas e periferias. Liderado por Daniel Paixão, 22 anos, que iniciou sua trajetória de empreendedorismo social em Maranguape I, em Paulista, o empreendimento tem como principal foco ser um hub de alta performance periférica, atuando com educação, tecnologia, empreendedorismo e desenvolvimento de soluções sustentáveis, para transformar as vulnerabilidades desses territórios em oportunidades dignas. “O Recife Antigo era ocupado com prostituição, usuário de drogas e, no passado, com escravização. Quando unimos pessoas negras e de periferia para construir o HUB.Periférico, entendemos que estamos construindo um processo de reparação histórica, política e de ocupação de um espaço aonde a gente também está para desenvolver as nossas próprias resoluções a partir do que a gente acredita”, declarou Daniel Paixão, que é universitário de jornalismo. O insight dessa iniciativa foi ainda em Paulista, antes da pandemia. Mas sem adesão e apoio, Daniel e outros jovens envolvidos no projeto apostaram no Recife. Na prática, o HUB.Periférico vai desenvolver no Porto Digital programas de educação laboratorial, programas de inovação periférica, hackathons e apoiar outros projetos pilotos com raízes nas periferias urbanas de Pernambuco e do Brasil. O jovem empreendedor acredita nos valores que nascem nas periferias, mas avalia que ainda há um processo em amadurecimento do Estado e dos

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Dólar cai para R$ 4,86 e fecha no menor nível em um ano

(Com informações da Agência Brasil) O mercado financeiro viveu mais um dia de otimismo, com o dólar apresentando queda e fechando no menor nível em um ano. A bolsa de valores também teve um desempenho positivo, subindo pela sétima vez seguida e atingindo o maior patamar desde novembro. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,867, com uma diminuição de R$ 0,01 (-0,2%). Embora tenha começado o dia em alta, chegando a R$ 4,90 por volta das 10h45, a cotação recuou influenciada pelo mercado externo, mesmo com exportadores aproveitando para comprar divisas. Com esse resultado, o dólar atingiu o menor valor desde junho do ano passado, quando estava em R$ 4,79. Ao longo do mês, a moeda norte-americana acumula uma queda de 4,06% e, em 2023, a queda é de 7,82%. No mercado de ações, o índice Ibovespa da B3 fechou aos 117.336 pontos, registrando uma alta de 0,27%. O indicador alcançou o maior nível desde novembro do ano passado, pouco tempo após as eleições presidenciais. Diversos fatores, tanto internos quanto externos, contribuíram para o clima favorável no mercado financeiro. No Brasil, a Taxa Selic em 13,75% ao ano tem incentivado a entrada de capital estrangeiro, atraídos pelos altos rendimentos. Já nos Estados Unidos, aumentaram as expectativas de que o Federal Reserve (Banco Central norte-americano) interrompa o ciclo de aumento de juros na próxima reunião.

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