Economia

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Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros promete atingir a marca de 10% do PIB em 2030

Com o consumidor no centro da estratégia, o PDMS reúne 65 iniciativas que balizarão as ações no setor pelos próximos anos e impactarão toda a sociedade O Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros, Previdência Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização (PDMS), lançado pela CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), apresenta metas claras e propõe mudanças para o ecossistema do seguro que impactarão no desenvolvimento sustentável do setor e, consequentemente, na sociedade brasileira. Fruto do esforço conjunto da CNseg, suas federações associadas (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap), a Fenacor e diversas empresas do mercado de seguros brasileiro, o Plano tem dois objetivos principais aumentar a parcela da população atendida em 20% pelos diversos produtos do mercado de seguros, previdência aberta, saúde suplementar e capitalização, e elevar o pagamento de indenizações, benefícios, sorteios, resgates e despesas médicas e odontológicas dos atuais 4,6% do PIB para 6,5% do PIB. O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, estima que, como consequência da implementação do Plano, em termos de receita, o mercado atinja 10% do PIB nacional em 2030. “O Plano foi criado a partir da percepção de que o mercado de seguros pode gerar mais reservas para a poupança nacional e direcionar mais recursos para importantes projetos nacionais, ao apoiar iniciativas públicas e privadas. Assumimos riscos das mais diversas atividades econômicas e oferecemos proteção aos indivíduos e às empresas”, ressalta Oliveira. No PDMS, foram definidos quatro eixos de trabalho – imagem do seguro, canais de distribuição, produtos e eficiência regulatória – divididos em 65 iniciativas, que irão balizar as ações nesta indústria de 2023 a 2030, tanto no âmbito do setor público quanto no do privado. O crescimento da indústria de seguros, apontado como um dos principais motivadores da criação do PDMS, já pode ser notado em um levantamento produzido pela Confederação Nacional das Seguradoras, explica Alexandre Leal, diretor Técnico e de Estudos da CNseg e responsável pela coordenação geral do PDMS. “Os dados mostram um aumento no pagamento de indenizações, benefícios, resgates e sorteios (sem Saúde e sem DPVAT), que somaram mais de R$ 219,4 bilhões em 2022, volume 15,5% superior a 2021. Quando falamos em arrecadação, o setor viu em 2022 a demanda avançar 16,2% em relação ao ano anterior, com mais de R$ 355,9 bilhões em arrecadação (sem Saúde e sem DPVAT)”, disse. De acordo com Ronaldo Dalcin, presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne), o PDMS vai levar o setor de seguros ao verdadeiro patamar de importância que ele de fato tem na economia e na sociedade. “Contudo, é importante reforçar que, por mais que o Plano tenha uma estruturação lógica realizada a partir de um estudo muito bem consolidado, ele de fato só terá êxito se houver o engajamento praticamente diário de todas as pessoas que fazem parte desse ecossistema segurador”, completa. Segundo o representante do Norte e Nordeste, é preciso que corretores, seguradores e todas as entidades de classe de fato se envolvam nas estratégias do Plano e, mais do que isso, propaguem todas as ações para que elas cheguem de uma forma positiva para o seu público-alvo.

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Transnordestina e Suape: uma ligação essencial

*Por Mauricio Oliveira de Andrade A Ferrovia Transnordestina concebida para ligar Eliseu Martins, no serrado piauiense, aos portos de Pecém, no Ceará, e de Suape, em Pernambuco, inicia em 2006 e se arrasta há 17 anos com obras atrasadas, sobrepreços e muitas controvérsias, culminadas com o aditivo assinado pela ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) com a TLSA (Transnordestina S.A.) no final de 2022, excluindo a meta de construir o ramal até Suape. Essa decisão dita técnica, embora contestada por muitos técnicos pela maior distância de Salgueiro a Pecém, baseou-se em relatório de consultoria contratada pela VALEC, que apesar da óbvia necessidade de ampla divulgação, permanece em sigilo. Consultas a publicações na imprensa do Ceará na época da decisão destacam como razões a liberação pelo Governo do Estado para a União de todas as terras desapropriadas, o licenciamento ambiental e o projeto executivo de todo o traçado da ferrovia totalmente solucionado, não havendo qualquer óbice para uma rápida execução das obras. Mesmo que essas razões tenham peso na decisão, uma ferrovia representa uma infraestrutura com vida útil e utilização no longo prazo que naturalmente requer decisões que considerem os benefícios e os custos de investimento e de operação e não apenas o tempo de construção. Em megaprojetos como a Transnordestina, além da complexidade da gestão por múltiplos agentes políticos e privados com interesses às vezes conflitantes ou concorrentes, há uma tendência à subestimação dos custos e dos prazos devidos a planejamentos não realistas, em que riscos econômicos e de engenharia são subavaliados e desprezados. A transparência do planejamento que envolve conhecimentos interdisciplinares é essencial para evitar esses problemas. Além disso, a vigilância política dos governantes locais dos passos do projeto deve ser extremamente atenta para evitar manobras que busquem soluções aparentemente mais rápidas, mas que não atingem as metas do projeto em termos de redução de custos de transportes e de propiciar o desenvolvimento regional integrado. A Transnordestina, como originalmente concebida, baseava-se no conceito de corredor econômico com metas de acelerar o desenvolvimento regional com redução de desigualdades pelo aumento da eficiência das cadeias de produção industrial, mineral e agrícola, decorrentes de melhores e mais econômicas condições de transporte para conectar oferta e demanda. Assim a integridade do projeto da Transnordestina com o corte do ramal de Suape atinge fortemente a economia pernambucana e nordestina ao alijar o principal complexo industrial-portuário do Nordeste em movimentação de granéis líquidos, de cabotagem e de contêineres de se beneficiar da integração logística por meio ferroviário. Não se concebe um Hub-Port desconectado de uma rede ferroviária de alcance nacional e regional e de um terminal multimodal de cargas. Condições adequadas de acessos rodoviários e ferroviários são essenciais para o desenvolvimento do Porto de Suape, que ainda tem muita capacidade de expansão revelada pelos diversos investimentos em projetos âncora em andamento. Sem esses acessos, ficará estrangulado e muito aquém do seu potencial. Apesar de todos esses problemas surgiu em 2022, a opção do Ramal de Suape vir a ser construído pela mineradora Bemisa, que detém direitos de exploração de minério de ferro no Piauí, com aporte privado da ordem de R$ 10 bilhões para a ferrovia e o terminal de granéis sólidos. Essa iniciativa, oportunizada por mudanças na legislação que permitem autorizações de ramais ferroviários, demonstra a atratividade e a viabilidade econômica de um ramal para Suape. No entanto, esse projeto ainda encontra muitas barreiras a superar, tanto de engenharia, pois ainda não dispõe de um projeto executivo, como de regulação econômica, pois há problemas a resolver de direito de passagem no trecho da concessão (TLSA), além da liberação dos trechos com execução parcial a leste de Salgueiro pela concessionária anterior. Desse contexto, fica a seguinte indagação: qual deve ser a estratégia de Pernambuco para superar esses obstáculos econômicos, políticos e legais para realizar conexão Salgueiro-Suape? Acho que a resposta deve ser, em primeiro lugar, tentar politicamente fazer o Governo Federal mudar a decisão anterior. Esse é um trabalho das representações políticas do executivo e legislativo, das entidades empresariais e profissionais, das universidades e das organizações sociais. No entanto, não basta fazer dessa reivindicação, apenas um discurso político, mas de convencimento das vantagens econômicas do ramal, com dados e estimativas de demanda de carga por setores econômicos e o potencial de geração de crescimento econômico e de sustentabilidade fiscal dos investimentos públicos. Decisões politicas precisam ser embasadas em razões técnicas e econômicas. No entanto, a manifestação de interesse da Bemisa deve ser também objeto de ações de superação de dificuldades técnicas e regulatórias. Nas duas situações, é fundamental o envolvimento do Governo de Pernambuco para agilizar as definições de traçado e as desapropriações que são indispensáveis para qualquer uma das soluções. O que fundamentalmente não se deve aceitar é a perda da oportunidade de inserir Pernambuco nas rotas logísticas principais do Brasil. *Por Mauricio Oliveira de Andrade, Professor Associado da UFPE e membro do CTP (Comitê Permanente) do Crea-PE

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iLika UFPE e Hebron Farma assinam cooperação para produção de cosméticos

A empresa pernambucana Hebrom Farma e o Instituto Lika (iLika) da Universidade Federal de Pernambuco assinaram um acordo de cooperação técnico-científica para a produção de cosméticos. O contrato foi assinado pelo reitor Alfredo Gomes; pelo presidente da Hebron Farma, Josemar Henrique Júnior; e pela secretária-executiva da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco (Fade), Maira Galdino da Rocha Pitta. “O iLika já tem mais de 30 anos de atuação, trabalhamos tanto no desenvolvimento como na melhoria de alguns fármacos. A nova parceria que estamos formalizando hoje com a Hebron é relacionada a um projeto específico, para produção de cosméticos, e conta com a participação da Universidade Federal de Pernambuco (UFRPE)”, explicou o professor José Luiz de Lima Filho, diretor científico do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami. Josemar Henrique Júnior destacou que a Hebrom nasceu da pesquisa e desde sua fundação empresa busca fazer parcerias com universidades. “As universidades públicas brasileiras têm excelentes pesquisas e, por meio das parcerias, o setor privado pode levar os produtos para o mercado”, afirmou o presidente da empresa.

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Suape movimenta 4 milhões de toneladas no primeiro bimestre, aumento de 10%

(Do Complexo de Suape) O Porto de Suape teve crescimento de 10% na movimentação de cargas no primeiro bimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 4 milhões de toneladas. Os bons ventos que sopram em direção ao quinto atracadouro público mais movimentado do Brasil (24,7 milhões de toneladas em 2022) se devem à diversificação das operações. Como resultado dessa boa performance, ocorreram no período 253 atracações, 10% a mais do que foi registrado em janeiro e fevereiro de 2022. A movimentação de granéis líquidos (derivados de petróleo), por exemplo, subiu 13,36%, e o transporte de cargas conteinerizadas, 6,82%. O saldo positivo de Suape contrasta com os dados nacionais divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários antes do feriadão: queda de 3,07%  em relação a 2022 e movimentação de 174,46 milhões de toneladas de janeiro a fevereiro de 2023.  O decréscimo foi impulsionado pela diminuição da movimentação de minério de ferro (-4,2%), soja (-19,165) e adubos (-24,97%), itens que não embarcam ou desembarcam no porto pernambucano. O diretor-presidente de Suape, Marcio Guiot, pontua que a administração prevê crescimento de 8% em relação a 2022. “Os derivados de petróleo continuam sendo o nosso ponto alto, porém, estamos trabalhando, incansavelmente, para ampliar o leque de cargas, atraindo novos players para Suape, um porto-indústria com localização privilegiada e dotado de modernas instalações, podendo movimentar os mais diversos tipos de mercadorias”, afirma. O atracadouro é o líder nacional na movimentação de granéis líquidos, responsáveis por 72,1% do volume de cargas transportadas em 2022. O diretor de Gestão Portuária, Nilson Monteiro, acrescenta que o contínuo embarque e desembarque de automóveis é outra operação que vem trazendo grande movimento ao atracadouro. O Hub de Veículos, impulsionado a partir de novembro de 2021, registrou aumento de 10% no número de automóveis comparado a 2022. “Movimentamos 9.172 unidades nesse período, incluindo veículos fabricados na Argentina e no Uruguai e distribuídos para outros países da América Latina e Estados Unidos desde Suape”, explica. AÇÚCAR O embarque de açúcar ensacado para outros Estados e países é outra operação que vem se intensificando em Suape. Para se ter uma ideia do incremento no transporte desse tipo de carga, a estatal movimentou 57% a mais no primeiro bimestre deste ano, um total de 71 mil toneladas do produto. “Suape está situado a poucos quilômetros das principais usinas produtoras de açúcar da Zona da Mata Sul de Pernambuco, fato que facilita o escoamento da produção. Além disso, a estrutura dos nossos cais otimizam o transporte da carga, trazendo mais competitividade à indústria açucareira do Estado”, enfatiza Monteiro. O PORTO Os produtos derivados de petróleo são movimentados no porto externo, nos quatro Píeres de Granéis Líquidos (PGL). Na área, também fica o Cais de Múltiplos Usos, que está sendo reformado para receber as operações de regaseificação de GNL. As mercadorias conteinerizadas e os demais tipos de carga são operadas nos cinco cais do porto interno, sendo dois deles terminais alfandegados arrendados ao Tecon Suape.

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Ministério fará novos estudos para ferrovia em Pernambuco

Os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão e o deputado federal Carlos Veras saíram ontem (11) de uma reunião com o Ministro dos Transportes, Renan Filho, com a garantia de que serão realizados novos estudos para assegurar a construção do trecho Salgueiro Suape da ferrovia em Pernambuco. O senador Humberto Costa saiu otimista com o encontro, com a expectativa de destravar o investimento na ferrovia em Pernambuco. “Foi uma visita muito importante. É fundamental esse compromisso do ministério e do presidente Lula em garantir a Transnordestina no seu eixo até Suape. Estudos estão sendo feitos para assegurar a viabilidade da obra”. O parlamentar destacou ainda que outras obras de infraestrutura devem ganhar atenção do Governo Federal no Estado. “Além disso, o governo Lula está trabalhando para realizar uma série de ações para garantir a melhoria das estradas em Pernambuco. Nós, da bancada federal do PT de Pernambuco, saímos extremamente animados. Ele, mais uma vez, vai dar a prioridade que o Nordeste e Pernambuco precisam e vai recolocar o nosso estado na rota do crescimento econômico”. Na reportagem Cresce mobilização política por ramal da Transnordestina até Suape, o senador já havia destacado que havia uma decisão do Governo Federal em garantir o ramal para o Estado. No entanto, os estudos técnicos, financiados pela Infra SA, que balizaram a decisão de remover Pernambuco da Transnordestina permanecem em sigilo, conforme nota do próprio Ministério dos Transportes enviada à Algomais. “Mesmo que a contratante seja uma empresa pública – a antiga Valec; atual Infra S.A., após incorporação da EPL –, os referidos estudos contêm informações consideradas estratégicas e comerciais do empreendimento e negócio Transnordestina Logística S.A., da Infra S.A. e demais acionistas/partes interessadas. Desta forma, eles têm caráter sigiloso e não estão disponíveis ao público. Cabe ao Estado respeitar e preservar as informações, dada a sua relevância econômica e devido à natural disputa entre empresas concorrentes que atuam no mercado. Tal medida se baseia no Decreto n° 7.724/12 e nas leis n° 13.303/2016 e n° 6.404/76”, informou o Ministério dos Transportes no final de março. Com o anúncio do senador, Pernambuco tem agora a expectativa de visualizar um novo estudo técnico com informações da viabilidade do ramal ferroviário para o Estado, que é considerado pelos especialistas do setor como o mais competitivo no Nordeste. OUTRAS OBRAS DE INFRAESTRUTURA Em conversa com os parlamentares pernambucanos, o ministro garantiu recursos para as obras de duplicação de rodovias, como as BRs 104 e a 423, que liga Sâo Caetano a Garanhuns e cujos trabalhos devem começar até o fim deste ano. Acerca da BR-232, Renan Filho afirmou que o ministério estuda expressivas e significativas propostas, mas não adiantou eventuais definições. “Depois de quatro anos de paralisia, o governo Lula volta a apostar no país, no seu desenvolvimento. O presidente está trabalhando para garantir obras, emprego e a melhoria da qualidade de vida da população. Somente em infraestrutura, o governo Lula está investindo R$ 21 bilhões, mais do que tudo o que foi gasto nos quatro anos do governo do genocida. Deste montante, R$ 3,3 bilhões vão para as rodovia”, afirmou.

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Saulo Suassuna Filho: “Eu e meu pai nos completamos na empresa”

Aos 2 anos de idade, Saulo Suassuna Filho frequentava os canteiros de obras, levado por seu pai, Saulo Suassuna, sócio de um grande construtora. O garoto tomou gosto pelo ambiente e munido de lápis e papel já projetava edifícios nos seus traços infantis. O tempo passou e essa parceria entre ambos se consolidou quando o pai se desligou da empresa para fundar com o filho a Suassuna Fernandes Engenheira. A construtora que conta com 300 funcionários, foi a primeira a erguer um empresarial em Casa Forte, bairro do Recife. Os “Saulos” perceberam a demanda do morador local em ter um escritório próximo da residência. Hoje eles atuam no sofisticado mercado de imóveis de alto padrão na região que abrange, além de Casa Forte, Jaqueira e Parnamirim. Também desenvolvem empreendimentos planejados em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Ceará, em parceria com outras empresas. Nesta entrevista a Cláudia Santos, concedida no seu escritório também em Casa Forte, Saulo Filho, hoje com 43 anos, fala da trajetória da Suassuna Fernandes, da relação com o pai e sócio, da Molegolar – a tecnologia que criou para adaptar os empreendimentos à demanda do mercado – e das mudanças que a pandemia trouxe para o setor. Ciente da bem-sucedida vivência que teve com o pai, Saulo Filho, mantem, no seu escritório, uma mesa com quatro cadeiras infantis onde suas três filhas brincam de projetar prédios. É a terceira geração da empresa que está a caminho. Como surgiu a Suassuna Fernandes? Meu pai era sócio de uma grande incorporadora junto com meu tio e mais dois outros sócios. Eles tinham um acordo no qual a segunda geração não poderia trabalhar na empresa com a primeira geração. Exatamente para que a gestão não ficasse muito diversa, não tivesse um conflito de gerações. Meu pai resolveu, então, montar a Suassuna para que tivéssemos um caminho próprio. Ele se desligou da outra empresa, recebeu a participação dele e a gente começou a Suassuna. Isso aconteceu em 2002. Eu estava me formando em engenharia civil. Como começou a empresa? Meu pai teve um escritório na Praça de Casa Forte, e o nosso primeiro empreendimento foi também na praça. Adquirimos um terreno para fazer o primeiro prédio comercial da região. Na época muitos escritórios funcionavam na Ilha do Leite e no Derby, onde havia muitos empresariais. Nossa ideia era evitar que as pessoas que moravam aqui tivessem que se locomover para essas outras regiões que dispunham de prédios comerciais, para trabalhar. Pensamos nos moradores que não queriam perder tanto tempo no trânsito. Naquela época já começaram os engarrafamentos, as pessoas já não conseguiam almoçar em casa. Nós, hoje, atuamos na região de Casa Forte, Jaqueira e Parnamirim, que tem a renda per capita mais alta do Nordeste, segundo o IBGE. Nossos clientes são profissionais liberais, que é o perfil das pessoas que moram no entorno. Mas há empresas também, cujos gestores não querem se instalar em outros locais porque moram nas proximidades. Pensando nesse público, construímos cinco empreendimentos na Praça de Casa Forte que chamamos empresarial boutique, que, assim como os hotéis boutiques, são menores (até porque os terrenos aqui são pequenos), mais exclusivos, mais charmosos. Depois desses, começamos a fazer os residenciais. Como foi a receptividade do público-alvo? Foi um sucesso de vendas. Retivemos 50% das unidades para locação para incorporar à parte patrimonial da empresa e vendemos a outra parte. Desde o primeiro empreendimento, nossa proposta foi a de fazer um acabamento diferenciado. Isso fez com que tivéssemos uma percepção do valor do metro quadrado mais alta no mercado. E, na entrega, comprovamos aquilo que tínhamos prometido: um imóvel acima da média do mercado. Os outros lançamentos seguiram essa mesma lógica. Também nesta região? Sim: Casa Forte, Jaqueira, Parnamirim. Temos vontade de ir para Boa Viagem, muitos amigos e clientes pedem isso. Mas somos muito criteriosos para a escolha do terreno e é muito difícil encontrar uma área com as características que buscamos na Zona Sul, em termos de nobreza da localização. Quando você chega na primeira e na segunda paralelas à orla, é muito difícil encontrar um terreno em que o visual não esteja comprometido, nem se consegue ver o mar de tanto prédio que há na frente. Se conseguirmos encontrar um terreno que tenha uma qualidade de vista condizente com o nosso produto, aí podemos pensar. Os terrenos que trabalhamos têm uma vista muito livre. Como é a sua relação com um pai que ao mesmo tempo é um sócio? É uma mistura de ídolo, de professor, de sócio, de pai mesmo, de amigo. Temos uma relação muito boa. Desde criança ele me colocou nesse meio de obra, nunca pensei em fazer outra coisa. Desde os 2 anos de idade ele me leva para as obras para brincar, para desenhar plantas de apartamentos. Ele me incentivou muito, sempre queria ouvir minha opinião. Às vezes, ele estava discutindo alguma coisa com as pessoas na obra e eu, pequeno, ouvindo e prestando atenção na conversa sem entender muita coisa. E ele perguntava: “o que você acha?” Ele queria que eu tivesse uma opinião desde cedo e isso foi muito importante para minha formação profissional e pessoal. Até porque você vai ganhando confiança naquilo e vai aprendendo, se interessando. Temos perfis bem complementares. *Leia a entrevista completa na edição 212 da Revista Algomais: assine.algomais.com

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Lula e João Campos assinam processo para operação de crédito de R$ 2 bilhões

A Prefeitura do Recife conseguiu dar um novo passo para a liberação de R$ 2 bilhões em operações de créditos para investimentos. Ontem (10), o Governo Federal validou um contrato de R$ 1,5 bilhão (sendo R$ 200 milhões em contrapartida da própria PCR) para investimentos em infraestrutura, através do ProMorar, e outro de R$ 500 milhões para eficiência fiscal, que também deve ser revertida em investimentos. As duas operações de crédito foram formalizadas através do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O processo agora segue para validação no Senado Federal e a expectativa é já cumprir toda a parte burocrática, tendo acesso a parte dos recursos ainda no primeiro semestre de 2023. O ProMorar Recife receberá investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão e tem o objetivo de realizar obras de infraestrutura em 40 comunidades, incluindo as mais atingidas pelas chuvas do mês de maio. Estão previstas intervenções integradas nas áreas de saneamento, pavimentação, proteção de encostas, construção de espaços de convivência e obras de macrodrenagem na bacia do Tejipió.

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Indústria pernambucana cresce 17,3% no mês de janeiro

(Do IBGE) Pernambuco (17,3%) está entre as maiores altas da indústria no mês de janeiro. No País, a variação foi negativa em 0,3% em janeiro, na série com ajuste sazonal, oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE neste indicador apresentaram taxas negativas.Os maiores recuos foram registrados no Rio Grande do Sul (-3,4%), São Paulo (-3,1%) e Mato Grosso (-2,0%). Rio de Janeiro (-1,0%), Santa Catarina (-1,0%), Pará (-0,4%), Paraná (-0,3%) e Bahia (-0,2%) completaram o conjunto de locais com resultados negativos. Já Espírito Santo (18,6%) e Pernambuco (17,3%) apontaram expansões de dois dígitos e as mais elevadas nesse mês. Região Nordeste (6,1%), Goiás (2,5%), Amazonas (2,4%), Ceará (1,5%) e Minas Gerais (0,6%) mostraram os demais resultados positivos nesse indicador. A partir desse resultado, indústria pernambucana eliminou, parte da perda de 26,2% acumulada nos últimos quatro meses do ano passado. A variação percentual acumulada no ano com base no igual periodo do ano anterior foi de -2,8%, a variação acumulada nos últimos doze meses foi de -1,6%, a variação percentual mês/mês imediatamente anterior com ajuste sazonal (Base: mês imediatamente anterior) foi 17,3%. As seções e atividades industriais que tiveram as maiores variações positivas foram fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (73,3%), fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (30,6%) fabricação de bebidas (22,5%). Já as maiores baixas foram fabricação de produtos de minerais não metálicos (-43,2%), fabricação de produtos e minerais não metálicos (-31,1%), metalurgia (-23%), fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-9,2%).

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Arcabouço e resolução de impasses desafiam política fiscal em 100 dias

Equipe econômica teve de encontrar espaço para acomodar medidas (Da Agência Brasil) A tentativa de recuperar o emprego e a renda em um cenário de juros altos. Tudo em meio ao compromisso de manter as contas públicas sob controle nos próximos anos. Na economia, os 100 primeiros dias de governo foram marcados pelo desafio de equilibrar demandas por crescimento econômico e por responsabilidade fiscal vindas de diferentes setores da sociedade. No Ministério da Fazenda, a palavra de ordem que dominou os 100 primeiros dias de governo não foi outra: novo arcabouço fiscal. Originalmente previsto para agosto, segundo a Emenda Constitucional da Transição, o envio ao Congresso das regras que substituirão o atual teto de gastos foi antecipado para abril, a fim de permitir o envio do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 dentro do novo modelo. Apresentado no fim de março, o novo arcabouço combina uma regra de crescimento de gastos atrelada ao crescimento da receita líquida e uma banda de metas de resultado primário. O texto será concluído até esta terça-feira (11), quando deverá ser enviado ao Congresso. Até agora, especialistas questionam dois pontos: a necessidade de elevar as receitas para cumprir as metas ambiciosas e o caráter pró-cíclico das novas regras, com o governo gastando menos quando a economia cresce pouco. Nos próximos dias, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciará um pacote para reforçar a arrecadação em até R$ 150 bilhões sem elevar alíquotas, revisão desonerações e tributando setores novos, como o de apostas esportivas. Em evento recente com representantes do mercado financeiro, Haddad disse que não apenas o arcabouço fiscal, mas também a reforma tributária, são necessários para o país voltar a crescer. “Com o combate às distorções tributárias e a criação de um imposto sobre valor agregado, o país chegará a 2024 com um choque de crescimento, projetando também um cenário internacional mais favorável. Chegaremos até o fim do ano com as reformas necessárias para o Brasil ter crescimento sustentável a partir do ano que vem”, declarou o ministro. Minipacotes Antes mesmo do arcabouço fiscal, o governo emitiu sinais de que pretende reduzir o déficit primário (resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública), apresentando uma série de minipacotes. Em janeiro, o Ministério da Fazenda apresentou um pacote para reforçar o caixa e reduzir o déficit dos R$ 231,5 bilhões originalmente previstos no Orçamento deste ano para algo em torno de R$ 100 bilhões. As medidas envolveram a reversão de desonerações decididas pelo governo anterior e principalmente a mudança no sistema de votação do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão que julga recursos administrativos de contribuintes que devem à Receita Federal. O governo pretende arrecadar R$ 73 bilhões apenas com a retomada do voto de desempate do Ministério da Fazenda. A retomada do sistema de votação no Carf enfrenta obstáculos no Congresso e no Supremo Tribunal Federal. No entanto, em fevereiro, o governo e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciaram um acordo para reduzir as resistências no Judiciário. Avaliações Para a professora emérita de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) Virene Matesco, o desenho no novo arcabouço fiscal é razoável. Para ela, o governo conseguiu fazer muita coisa, considerando a falta de informações recebidas do governo anterior durante a transição e a tentativa de golpe em 8 de janeiro. “Esses 100 dias não foram normais, foram muito tumultuados na questão política. A política fiscal é a mãe de todas as políticas. Se ela não estiver muito bem ancorada, o resto fica solto. A proposta do Haddad é boa, bem desenhada que, se aprovada e cumprida, o Brasil em 2024 já entra com credibilidade”, diz. Professor do Departamento de Economia e de pós-graduação da Universidade Federal Fluminense (UFF) André Nassif também elogia o novo arcabouço fiscal. “O que temos dúvida é quando a trajetória de crescimento da dívida pública vai se reverter, mas ela vai em algum momento”, acredita. “Tenho impressão de que a questão fiscal está relativamente encaminhada, embora a gente ainda precise ver o projeto de lei.” Nassif também avalia que os Ministérios da Fazenda e do Planejamento conseguiram fazer muito nos 100 primeiros dias. Ele lembra que, mesmo antes da divulgação do arcabouço, a equipe econômica teve de tomar medidas para elevar a arrecadação e criar espaço fiscal para acomodar decisões do governo. Impasses No fim de fevereiro, o governo teve de resolver um impasse em relação aos combustíveis e reonerou parcialmente a gasolina e o etanol por quatro meses. Para evitar que o repasse de preço aos consumidores fosse maior, a Petrobras absorveu parte do reajuste. Para impedir perdas de arrecadação em relação ao plano anunciado em janeiro, o governo taxou, também por quatro meses, as exportações de petróleo cru. Nestes 100 dias, a equipe econômica também teve de adiar despesas ou arranjar recursos para cumprir medidas decididas pelo governo. Por falta de recursos no Orçamento, o aumento do salário mínimo para R$ 1.320 foi adiado para maio. O dinheiro virá da revisão de cadastros irregulares no Bolsa Família. O Ministério da Fazenda teve de encontrar soluções para cumprir uma promessa de campanha: a correção da tabela do Imposto de Renda e a elevação da faixa de isenção para R$ 2,6 mil. Os recursos virão da regulamentação das apostas esportivas online, que deverão pagar Imposto de Renda, com as empresas devendo pagar outorgas ao governo.

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Com vagas sobrando, especialista dá dicas de como migrar para a área de TI

Empresas precisam estar dispostas a abraçar os candidatos e colaboradores que passam por esse processo de migração de carreira Salários competitivos e o aumento da demanda no setor de Tecnologia da Informação estão atraindo interesse não só de quem está desempregado, mas também de quem pensa em mudar de carreira para uma mais promissora. De acordo com pesquisa da Land, empresa de recrutamento, 78% dos colaboradores de outras áreas das empresas gostariam de migrar para TI. A área, segundo pesquisa da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), demandará cerca de 420 mil profissionais até 2024. “A transição de carreira nada mais é do que o movimento que uma pessoa faz em sua profissão, mudando sua área de atuação, seja por insatisfação com seu trabalho, por ausência de oportunidade no mercado, falta de perspectiva de crescimento ou fatores diversos. Os motivos que podem levar um indivíduo a buscar uma nova carreira ou área de atuação são muitos e bastantes individuais”, destaca a gestora de Pessoas da Procenge, Cíntia Fonseca. Para Cintia, outro fator que também têm influenciado essa migração de área é que os profissionais de tecnologia já perceberam que cursos mais objetivos, que aliam às competências técnicas e comportamentais exigidas no dia a dia pelas empresas, somados à experiência prática realizando projetos reais para grandes corporações, são mais que suficientes para entrar na área. “O diferencial do setor de TI é que devido ao déficit de profissionais no mercado e a necessidade de inclusão, escolas de tecnologia oferecem alguns cursos com diversos certificados dentro de uma única formação”, diz a gerente da área de Pessoas. O que fazer – Para quem quer fazer a transição de carreira para o setor de TI, Cíntia aconselha que o ideal seja não sair por aí buscando vagas sem saber nada da área desejada. “Partir de cara para uma pós-graduação pode ser desafiador. O aconselhável é começar com cursos fundamentais”, afirma, acrescentando que estudar o mercado, pensar nas estratégias que o farão migrar de maneira segura, fazer networking, estar disposto a tentar novos horizontes e abraçar novas oportunidades dentro daquilo que se espera para o novo contexto são pontos positivos. Para que o profissional de Recursos Humanos entenda seu momento profissional, Cintia Fonseca diz que é indispensável que o candidato deixe claro que está em transição de carreira. “Mesmo que ainda não tenha experiência na área, adicione as experiências que mais podem agregar valor e contribuir para o novo cargo, fazendo o link entre as carreiras. Surpreenda o recrutador ao mostrar que entende o perfil da vaga, sabe o que a empresa está buscando e entende como suas soft skills podem colaborar para a função”, detalha a gestora. Apoio A gestora de Pessoas salienta que também é importante que as empresas estejam dispostas a abraçar os candidatos e colaboradores que passam por esse processo de transição, orientando-os e dando oportunidades para o desenvolvimento dessas pessoas. Segundo Cíntia, as empresas precisam estar dispostas a apoiar os colaboradores em seus propósitos e processos de desenvolvimento profissional. “Capacitar e acreditar no time é a forma de troca genuína e retenção de talentos. Alinhar essas expectativas de forma honesta e transparente desde o primeiro contato é fundamental para não gerar frustrações. Assim, menores são as chances de ter um profissional insatisfeito e, por consequência, improdutivo”, salienta. Amanda Suamy, engenheira de software formada inicialmente em Ciência Contábeis, sempre teve curiosidade em saber mais sobre os sistemas auxiliares de suas atividades. Desde o início da graduação em ciências contábeis, ela teve a oportunidade de atuar na área utilizando ERP (Enterprise Resource Planning) e a forma de integração de um sistema de gestão sempre despertou sua curiosidade. Iniciando na Procenge como estagiária da controladoria, Amanda pode ver de perto como um ERP é construído, emergindo ainda mais em sua busca por entender esse produto. “Em 2019, ingressei na Procenge no setor de controladoria. Fazer parte de uma organização que desenvolve o seu próprio sistema de gestão fez com que eu tivesse outra perspectiva, então comecei a perceber como as coisas funcionavam nos bastidores”, conta. Durante a pandemia, assim como muitas outras pessoas, Amanda abraçou sua paixão pela tecnologia e buscou se aperfeiçoar na área de desenvolvimento de produto, em busca da transição de carreira: “Nesse período tive certeza de que queria atuar no desenvolvimento do produto e comecei a investir na área. Não foi fácil conciliar a área contábil com o estudo na área de desenvolvimento, mas valeu a pena cada minuto que dediquei”, reconhece. Enxergando a oportunidade de migração interna, Amanda não perdeu tempo em apostar nessa e, desde então, atua no time de desenvolvimento de software da Procenge, agradecendo a oportunidade que a empresa deu para que pudesse realizar a mudança “Em 2021, eu conquistei essa migração de área internamente. Agradeço a empresa por ter apostado em mim e me dado a oportunidade”, finaliza.

Com vagas sobrando, especialista dá dicas de como migrar para a área de TI Read More »