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Psicólogos rechaçam a “cura gay”

Nos últimos meses, o assunto da homossexualidade e transexualidade invadiu a mídia, as redes sociais e até a novela do horário nobre da TV Globo. Muito desse debate foi impulsionado pela liminar concedida pelo juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara do Distrito Federal, que tornou legalmente possível que psicólogos ofereçam terapias de reversão sexual, popularmente conhecidas como “cura gay”. Para psicólogos ouvidos nesta reportagem, a medida constitui-se num retrocesso, já que desde 1973 a Associação Americana de Psiquiatria (APA) retirou a homossexualidade do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DMS). Trata-se da “Bíblia da psiquiatria”, que classifica as patologias mentais e é um manual seguido no mundo inteiro, daí a sua importância. Em 1985 foi a vez do Conselho Federal de Psicologia fazer o mesmo. “Se não é doença, não há motivos para se propor a cura”, salienta o psicólogo e professor da UFPE Luís Felipe Rios. Ele ressalta que a terapia de reversão sexual foi foco de uma revisão de estudos sobre o tema realizada pela Associação de Psicologia Americana. A conclusão mostrou que tais pesquisas não comprovaram cientificamente a eficácia do tratamento. “Além de não curar, a terapia de conversão sexual, segundo a revisão, aumentava casos de depressão e outros transtornos como o pânico e também de suicídio nas pessoas que realizaram o tratamento”, alerta o professor. Segundo Rios, ser homossexual, heterossexual, travesti ou transexual são construções sociais determinadas pelo modelos culturais aos quais o indivíduo está inserido. “Portanto, não se tratam de patologias ou de escolha”, rechaça o professor. Para esclarecer essa ideia, Rios faz uma comparação com a condição da mulher décadas atrás, quando se dizia que ela não podia votar porque isso era contra a natureza dela. Hoje, há um consenso de que esse pensamento não passava de preconceito e era uma convenção cultural. “O processo de construção nos faz identificarmos com o gênero feminino ou masculino”, explica. Na nossa sociedade ocidental, continua o psicólogo, se a criança nasceu homem deve se identificar com estereótipos masculinos como gostar de brincar de bola, de futebol e ser mais agressivo, e meninas, com identidades femininas, como ser dócil e brincar de boneca. Porém, nem toda criança se constrói dessa forma. Não se sabe até o momento os motivos que levam algumas pessoas a se identificarem com o gênero que a sociedade determinou e outras não. Alguns acreditam que a causa seja genética, outras áreas, como a psicanálise, afirmam ser uma forma subjetiva de cada indivíduo se identificar com padrões masculinos e femininos. Um homem trans, por exemplo, nasceu mulher, mas não se identifica com o gênero feminino e se enxerga homem. Já a mulher trans é o oposto, nasceu homem mas se identifica com o gênero feminino. Mas não é o que pensa a APA. Embora tenha deixado de caracterizar a homossexualidade como doença, recentemente, na última revisão do DSM, a associação retirou a classificação da transexualidade como transtorno de identidade de gênero, mas classificou-a de distrofia de gênero. “No fim das contas a mudança não se concretizou numa efetiva despatologização”, diz Tarso Benício, 35 anos, presidente da Associação de Homens Trans e Transmasculinidade. Mas é baseado no diagnóstico de distrofia de gênero que a população transexual pode ter acesso à cirurgia de transgenitalização (retirada do pênis e reconstrução das partes íntimas, retirada do pomo de Adão para mulheres trans, e retirada das mamas, útero e ovários para homens trans). Desde 1997, o Conselho Federal de Medicina reconhece e autoriza a operação. Em 2008 o Ministério da Saúde (MS) determinou que o SUS oferecesse a cirurgia nos Hospitais das Clínicas em todos os Estados. Mas, para ter direito ao procedimento é preciso ser atendido por uma equipe multidisciplinar durante dois anos. “Por que para termos acesso à cirurgia temos que ser classificados como doentes? Nossa condição é a mesma da gravidez que não é doença, mas requer procedimentos médicos”, compara Tarso. Para atender essa demanda, em 2010, o MS instituiu a Política Nacional de Saúde Integral à População LGBT. O intuito é oferecer um cuidado mais abrangente e voltado especificamente para essa população. Foi com essa filosofia que surgiu, no Recife, há três anos, o Espaço de Cuidado e Acolhimento Trans, que funciona no HC da UFPE. “Mais do que dar acesso à cirurgia, buscamos oferecer um atendimento integral a essas pessoas, com uma equipe multidisciplinar que inclui psicólogas, assistente social, ginecologistas e urologistas”, informa Suzana Livadias, coordenadora do serviço. A cada 15 dias, são realizadas rodas de conversas com as pessoas atendidas, em que são abordados temas relacionados aos problemas que elas enfrentam. “Não é um grupo terapêutico, mas tem resultados terapêuticos”, resume Suzana, ressaltando as dificuldades que essa população enfrenta. “São seres humano que são colocados num lugar de inumanidade. O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo, são indivíduos alijados do mercado de trabalho e que, por causa do preconceito, são obrigados a abandonar a escola”. O Espaço do HC é um dos cinco serviços voltados para a população trans em todo o Brasil. “É importante que haja outros espaços como este, a demanda é grande e o HC não dá conta. Acompanhamos 250 pessoas e existem mais 200 em fila de espera”, alerta Suzana. Laura Martins, 30 anos, é uma das pessoas que estão na fila. Mulher trans, veio em busca de acesso à hormonioterapia para ter características femininas no seu corpo. Esse é outro atendimento importante, porque muitas, como Laura, acabam tomando hormônio por conta própria, o que traz sérios riscos à saúde. “Vim aqui porque me disseram que eu posso ter até trombose”, conta Laura, que também pretende fazer a cirurgia de transgenitalização. “Futuramente eu quero tirar meu órgão sexual, é o meu desejo desde criança”. Um desejo que segundo Suzana deveria ser atendido sem as exigências do MS. “A gente entende que, para outra parcela da população isso não é exigido, como aquelas que não estão satisfeitas com seu corpo e fazem plástica ou uma lipoaspiração”, compara. *Por Cláudia Santos, editora

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Petrobras reduz preços da gasolina e diesel nas refinarias

A Petrobras reduziu hoje os preços da gasolina e do diesel nas refinarias em todo o país. Segundo nota divulgada pela empresa, o diesel teve redução de 1,3%, enquanto a gasolina caiu 0,38%. No sobe e desce dos preços dos dois produtos nas refinarias, em sintonia com a nova política da estatal de acompanhar as oscilações dos preços das duas commodities no mercado internacional – onde os aumentos e redução são quase que diários – esta é a sexta queda de preços anunciada pela Petrobras somente este mês para o óleo diesel. Desde o último dia 1º, o diesel cobrado nas refinarias fecha os primeiros 17 dias do mês com queda acumulada de preços de 1,3%. Com quatro reduções e sete altas desde o último dia 1º, a gasolina fecha o mesmo período com alta acumulada de 3,7% nas refinarias. (Agência Brasil)

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Eletrobras tem queda no lucro líquido, com R$ 550 milhões no terceiro trimestre

A Eletrobras apresentou lucro líquido de R$ 550 milhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 37% em relação ao lucro registrado no mesmo período do ano passado. De acordo com a empresa, o resultado sofreu influência de receitas financeiras com indenizações pela renovação antecipada de linhas de transmissão de energia elétrica. Já o lucro gerencial, que exclui os chamados fatores extraordinários, alcançou R$ 449 milhões, aumento de 267% em comparação a igual período do ano passado. No ano, o lucro é de R$ 2,272 bilhões. O presidente da estatal, Wilson Ferreira Júnior, classificou o resultado como “muito bom”. A receita, segundo Ferreira Júnior, cresceu 16%, atingindo R$ 7,574 bilhões. A receita líquida de geração subiu 9% na comparação com o ano passado, e a de transmissão cresceu 19%. Entrada de obras, reajuste indexado à inflação e melhora de resultados no mercado livre explicam os aumentos, disse o presidente. Wilson Ferreira Júnior informou que, para preparar as empresas do grupo para privatização, foram investidos pela Eletrobras, até setembro último, R$ 3,7 bilhões. Ele estima que os investimentos da companhia fecharão o ano em torno de R$ 5 bilhões. O valor é inferior aos R$ 8,7 bilhões investidos no ano passado. “Vai passar de cinco. Vai ser menos do que no ano passado”. Ele lembrou que, ao assumir a empresa, em julho de 2016, havia se comprometido a reduzir os investimentos em 35%. O presidente da Eletrobras comunicou ter encerrado no terceiro trimestre o Plano de Aposentadoria Extraordinária (PAE), que permitirá à empresa economia de R$ 877 milhões por ano. O PAE teve adesão de 2.108 empregados. A companhia fechou o trimestre com dívida bruta de R$ 44,7 bilhões, R$ 0,9 bilhão a menos que em igual período de 2016. A relação entre dívida líquida e o EBITDA (geração líquida de caixa) caiu 4,1 vezes, aproximando-se da meta de quatro vezes definida no plano de negócios. Ferreira Júnior informou que, ainda este mês, deverá ser apresentado ao Conselho de Administração da companhia a venda de participação em 77 das 178 sociedades de propósito específico (SPEs), em que a Eletrobras tem participação minoritária. A expectativa é que a operação gere retorno contábil de R$ 4,6 bilhões. O presidente da Eletrobras acredita que a companhia deverá pagar dividendos sobre os resultados de 2017. “Acho que sim, no ritmo que está”, disse referindo-se ao resultado apresentado no ano. (Agência Brasil)

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Ministério da Agricultura vai lançar aplicativo para conectar produtores rurais

O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prepara o lançamento de um aplicativo para celular que vai conectar produtores, legisladores, veterinários e demais pessoas ligadas à pecuária ao maior banco de dados sobre a saúde animal no Brasil. Desenvolvido em parceria da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) com o Departamento de Saúde Animal (DSA) do ministério, o aplicativo, chamado Saúde Animal, vai oferecer informações sobre doenças, vacinas, trânsito de animais e ainda receber denúncias sobre situações irregulares ou suspeitas em qualquer lugar do pais. Em entrevista à Agência Brasil, o diretor do DSA, Guilherme Marques, um dos criadores do projeto, explica que a equipe partiu da necessidade de atualização do Manual Veterinário de Colheita e Envio de Amostras, feito em 2010. “A grande dificuldade era, por incrível que pareça, de custos, porque o manual foi impresso em cores em papel resistente a água, o que não era barato. Além do que, hoje em dia, as pessoas não carregam mais informações impressas. Elas carregam o celular, mesmo na roça. Então pensamos num aplicativo que pudesse inclusive funcionar offline”. explica. Falando com Lia Ainda em fase de testes, o aplicativo vai funcionar tanto no sistema Android quanto no IOS e já tem uma atendente virtual, chamada Lia, que responde em português, espanhol ou inglês a perguntas dos usuários. “Por enquanto – explica Marques – ela ainda não sabe muita coisa, porque o banco de dados ainda não tem tudo. Mas as informações vão sendo passadas por produtores, veterinários, técnicos e processadas no DSA. A ideia é que os dados sejam atualizados constantemente”. Para acessar as informações, o usuário terá que se cadastrar e a partir dai ficará conectado com a atendente virtual, que poderá responder às suas perguntas. Isso é importante para a localização do usuário, pela qual o aplicativo identifica a região e pode oferecer o conteúdo mais adequado. As notificações de doenças, ou de suspeitas de doenças, poderão ser feitas off line e a assistente Lia avisa que elas serão transmitidas ao sistema assim que o usuário se conectar a uma rede. Apesar da quantidade e da complexidade do conteúdo, o aplicativo é leve suficiente para não sobrecarregar a memória dos smartphones. Público-alvo Segundo Guilherme Marques, o aplicativo deve atingir, em todo o Brasil, um público-alvo de 5 milhões de produtores rurais, 120 mil veterinários e mais 18.700 servidores públicos e auxiliares técnicos da saúde animal. “Toda e qualquer produção de conhecimento e tecnologia precisa estar numa base de dados por duas razões principais: primeiro, melhorar o conhecimento e o nível de educação no meio agropecuário; e, segundo, permitir a maior participação do produtor na formulação das politicas públicas”. disse Marques. O novo aplicativo será lançado oficialmente no próximo dia 4 de dezembro, durante o Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal – Endesa 2017 – em Belém, estado do Pará, com a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. (Agência Brasil)

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Petrobras produziu 2,77 milhões de barris de petróleo e gás por dia em outubro

A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras atingiu a marca de 2,77 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em outubro. Deste total, 2,67 milhões foram produzidos no Brasil e 104 mil no exterior. De acordo com a Petrobras, a produção média de petróleo no Brasil foi de 2,16 milhões de barris por dia (bpd). A produção de gás natural no país, excluído o volume liquefeito, foi de 80,3 milhões de metros cúbicos por dia, representando uma diminuição de 1,5% em relação a setembro. A redução deveu-se às paradas para manutenção das plataformas Cidade de Anchieta e Cidade de Caraguatatuba. Na camada pré-sal, a produção de petróleo e gás natural operada pela Petrobras foi de 1,63 milhão de barris óleo equivalente por dia, volume 2,9% abaixo do mês anterior. Esse resultado também deveu-se às paradas para manutenção das mesmas plataformas. (Agência Brasil)

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Petrobras lucra R$ 266 milhões no terceiro trimestre

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 266 milhões no terceiro trimestre de 2017. O resultado ficou um pouco abaixo do trimestre anterior, que teve R$ 370 milhões de lucro, mas representa um dado positivo na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a estatal registrou prejuízo de R$ 16,4 milhões. No acumulado do ano, contando os três trimestres até setembro, o lucro líquido da estatal soma R$ 5,031 bilhões. No mesmo período de 2016, a companhia havia registrado prejuízo de R$ 17,3 bilhões. De acordo com a Petrobras, o resultado do lucro líquido este ano até agora foi determinado por maiores exportações líquidas de petróleo e derivados a preços mais elevados; menores margens e volume de vendas de derivados no Brasil; menores gastos com pessoal e com baixas de poços secos e/ou subcomerciais; ganho com a venda da NTS (subsidiária da estatal) no segundo trimestre de 2017; redução do impairment [desvalorizações] dos ativos e maiores gastos com adesão a programas de regularização de débitos federais. O fluxo de caixa livre foi positivo pelo décimo trimestre consecutivo e atingiu, nos nove meses deste ano, R$ 37,4 bilhões, o que representa alta de 26% relativo ao ano anterior. “Isso é muito importante. É uma mudança bastante grande comparativamente aos exercícios anteriores”, destacou o presidente da estatal, Pedro Parente. Produção e dívida A produção total de petróleo e gás natural nos nove meses atingiu 2776 mil barris de óleo/ dia, sendo 2.660 mil barris/dias no Brasil, 3% acima do registrado nos no mesmo período do ano passado. O perfil da dívida da companhia também teve avanços. Segundo a Petrobras, o alongamento do prazo médio de 7,46 anos em 31 de dezembro de 2016 passou para 8,36 anos em 30 de setembro deste ano. Além disso, houve redução no custo da dívida que saiu de 6,2% ao ano para 5,9% ao ano no mesmo período de comparação. O endividamento líquido em dólares caiu 9%, passando de US$ 96,4 bilhões em 31 de dezembro de 2016 para US$ 88,1 bilhões em 30 setembro de 2017. A Petrobras afirmou que as vendas de derivados no mercado brasileiro sofreram impacto da retração da demanda e pela concorrência mais acirrada, atingindo 1.959 mil barris por dia, o que significou queda de 6% em comparação com os nove primeiros meses de 2016. Na exportação, a empresa manteve a posição de exportadora líquida com saldo de 385 mil barris por dia. Segundo a estatal, o resultado foi influenciado pelo aumento em 39% das exportações de petróleo e derivados e da redução em 19% das importações, em comparação aos nove primeiros meses de 2016. Já nas importações, a diminuição foi impactada pelo aumento da participação de óleo nacional na carga processada. O indicador de segurança (TAR), que avalia o nível de acidentes com empregados, chegou ao fim do período com 1,09 acidentado registrável por milhão de homens hora. “Continuamos mantendo uma redução consistente daquele indicador taxa de acidentados registráveis por milhões de homens hora. O máximo aceitável para este ano seria de 1,6 e a meta para o final de 2018 é de 1,4. O que naturalmente sugere que quando divulgarmos a revisão do nosso plano estratégico, até o fim do ano, vamos ver a redução da métrica para 2018”, disse Parente. (Agência Brasil)

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Inovações no combate ao câncer de próstata

O câncer de próstata é uma das doenças que mais assusta e mata os homens no País. No Brasil foram mais de 61 mil novos casos diagnosticados no ano passado e aproximadamente 13 mil mortes. Apesar dos números, graças aos avanços na medicina em aproximadamente 90% dos casos da enfermidade detectados na sua fase inicial se alcança a cura, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Nesta edição em que também participamos da campanha do mês Novembro Azul, apresentaremos como a maior precisão dos diagnósticos e o desenvolvimento de medicamentos e de novos equipamentos tecnológicos aplicados à urologia alavancaram as chances de sucesso dos tratamentos e reduziram os efeitos indesejados da cirurgia. De acordo com o médico oncologista Eduardo Inojosa, responsável técnico e oncologista da Oncoclínica Recife, o aumento do índice de homens com câncer de próstata se deve principalmente ao envelhecimento da população. “O primeiro fator de risco é a idade. A maioria dos pacientes de câncer de próstata está acima dos 60 anos. Envelhecendo aumenta a chance de incidência da doença. Existem outros fatores, como os hereditários, mas não são tão comuns. É uma enfermidade que não está relacionada diretamente com os hábitos de vida”, diz Inojosa. Não existem evidências científicas consolidadas de fatores comportamentais que podem acelerar esse câncer que não a idade. O que a ciência já comprovou é que a incidência na população negra é mais elevada que a média. Uma mudança significativa, ocorrida nas últimas décadas, em relação ao diagnóstico é o fato dos pacientes buscarem o diagnóstico mais cedo e a maior popularização dos exames. O urologista do Hospital Esperança Misael Wanderley, que é doutor em cirurgia de câncer de próstata, afirma que os homens que são dignosticados com o tumor estão chegando aos centros médicos, em sua maioria, na fase inicial da enfermidade. “Entre 70% e 80% dos pacientes chegam ao hospital com a doença ainda localizada e apenas 30% quando o estágio está mais avançado, com as células cancerígenas já fora da próstata. No passado era o inverso. Isso se deve principalmente ao maior rastreamento dos casos, com o uso da ferramenta do teste de PSA (Antígeno Prostático Específico) no diagnóstico”, avalia. Mudanças tecnológicas significativas tornaram mais eficaz a detecção do tumor. Além do toque retal e do PSA, outra ferramenta que já está em uso de forma complementar é a ressonância magnética multiparamétrica. “Hoje conseguimos com imagem detectar áreas suspeitas da doença, aumentando assim o espectro de possibilidades de diagnóstico. Se houver algum indicativo no toque ou no PSA, podemos lançar mão desse exame antes de encaminhar o paciente para a realização da biópsia”, explica o especialista. O engenheiro eletricista Hamilton Vilela, 56 anos, foi diagnosticado após anos fazendo os exames de rotina. Os números do PSA, em 2013, subiram abruptamente em uma das coletas, voltando a reduzir no teste seguinte. Com o PSA levemente ascendente durante três anos, em 2016, após o toque retal, ele foi encaminhado para realizar o exame da ressonância magnética prostática, que indicou 80% de chances de ter a doença. “Em janeiro fiz a biopsia e em fevereiro o resultado foi confirmado. Meu urologista me tranquilizou. Mas não é fácil ouvir sobre a doença. Fomos tratando e planejando a cirurgia”. No final de abril Hamilton foi submetido à cirurgia de remoção do tumor com uso de robôs. Em cerca de 30 dias já voltou à sua rotina normalmente, sem nenhuma sequela. “Não senti absolutamente nada com a cirurgia. O incômodo foi apenas no pós-operatório, devido à sonda na uretra. A recuperação foi extremamente rápida. Em um mês voltei a trabalhar”, comemora. TERAPIA O tratamento do câncer de próstata também teve aperfeiçoamentos significativos nos últimos anos, tanto para os pacientes que foram diagnosticados na sua fase inicial, como para aqueles que chegaram ao serviço médico com a doença mais desenvolvida. “Nos pacientes em estágios mais avançados, as medicações que surgiram nos últimos anos, aumentaram a sobrevida e melhoraram a qualidade de vida, pois têm menos efeitos colaterais”, afirma Diogo Sales, que é oncologista clínico no Imip e na Multihemo e também tutor do curso de medicina na Faculdade Pernambucana de Saúde. Ele explica que a chamada terapia alvo molecular age mais especificamente sobre as células cancerígenas do que os tratamentos convencionais, evitando os efeitos adversos. “São drogas bastante seguras, que têm se mostrado mais toleráveis ao organismo, evitando efeitos da quimioterapia que fazem mal aos pacientes, como a baixa nos leucócitos, a redução das defesas do organismo, queda dos cabelos, diarreias e especialmente a infecção, que pode levar o paciente ao óbito”. Já para os pacientes que são diagnosticados na fase inicial da doença, as chances de cura são bastante elevadas. “Mesmo quando é preciso fazer a retirada de toda a próstata é possível fazer de forma mais precisa e menos invasiva. Os avanços nesse tratamento permitiram aumentar a possibilidade de erradicar a doença com o mínimo de efeitos colaterais possível”, explica Misael. O urologista explica que os métodos clássicos realizados para o combate ao câncer de próstata, além da retirada da glândula, são a aplicação de alguma energia (radioterapia ou outras), o uso de drogas, que é a quimioterapia, a hormonioterapia (que objetiva reduzir o nível dos hormônios masculinos no corpo) e a imunoterapia (que promove a estimulação do sistema imunológico). “Esse último tem avançado no tratamento dos cânceres em geral, com algumas aplicações no câncer de próstata, mas ainda está engatinhando”, explica. Para os pacientes que precisam fazer remoção da próstata, a grande novidade é o uso da operação robotizada. “Com o uso das novas tecnologias é possível fazer a cirurgia de forma mais precisa e menos invasiva, aumentando a possibilidade de erradicar a doença com o mínimo de efeitos colaterais possível”, destaca Misael Wanderley. As principais decorrências negativas do procedimento cirúrgico são a perda da ereção e a incontinência urinária. A incidência de ambas foi significativamente reduzida com o uso das novas tecnologias. O servidor público Marcos Alexandre Tavares, 53, foi diagnosticado com o tumor em agosto do ano passado.

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InBetta amplia investimento em Pernambuco com mais R$ 60 milhões na unidade do Paulista

O Grupo InBetta, sediado no Rio Grande do Sul, anunciou ontem (13.11) a ampliação dos investimentos em Pernambuco, onde tem uma fábrica em construção no município do Paulista. A previsão é investir mais R$ 60 milhões, somando-se aos investimentos já comprometidos de R$ 100 milhões. “Está se confirmando o que eu disse no último mês de março, quando do lançamento da pedra fundamental da unidade da empresa no Paulista: Pernambuco será a grande âncora do Grupo InBetta no Brasil”, comemorou o governador Paulo Câmara. Paulo foi informadora ampliação dos investimentos pelo vice-governador e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry, que está em visita à sede da InBetta. O comando da empresa estará no próximo dia 12 de dezembro, no Palácio do Campo das Princesas, para a formalização da expansão do empreendimento em Pernambuco. A expectativa é de que a primeira etapa da fábrica entre em operação em março do próximo ano. A InBetta vai adquirir mais 6 hectares de área, totalizando um parque fabril de 34 mil m². O governador lembrou que teve a oportunidade de visitar a empresa, no início do ano. “O Grupo InBetta conhece e confia na nossa forma de trabalhar e, por isso, vai fazer de Pernambuco o seu grande polo de distribuição para todo Norte e Nordeste”, disse Paulo Câmara. De acordo com o vice-governador Raul Henry, essa ampliação contemplará novas linhas de produção, automatização e modernizações, que produzirão além de produtos inicialmente planejados, novos produtos, destinados para a região. Considerado como o maior projeto já aprovado pela empresa gaúcha, o empreendimento irá gerar – na etapa inicial – mais de 300 empregos diretos e outros 1,2 mil indiretos, dando prioridade à mão de obra local. Quando concluída, a unidade irá produzir bens de consumo, higiene, material de limpeza doméstica e industrial, ferramentas e utensílios, produtos que serão distribuídos para todo o Nordeste. A primeira etapa da unidade vai ocupar uma área de 33 mil m², localizada às margens da PE-22, em Maranguape 2. As empresas InBetta, possuem importantes marcas como Bettanin, Atlas, Sanremo, Primafer, Ordene e SuperPro, que juntas, produzem mais de 4.500 diferentes produtos, totalizando cerca de 50 milhões de unidades produzidas por mês, comercializadas em todo o Brasil e exportadas para mais de 50 países. (Governo do Estado de Pernambuco)

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Tecnologia em prol da cidade

As novas tecnologias estão mudando todos os setores econômicos e muito do cotidiano dos indivíduos do mundo inteiro. As inovações digitais invadiram os hospitais, as salas de aula, a indústria, mudaram o comércio, além de impactarem uma diversidade de serviços. Elas também têm sido empregadas na busca de soluções para as cidades. De acordo com Roberto Montezuma, nosso entrevistado do mês, as cidades são a maior invenção do homem. Mas, ao mesmo tempo, é nelas que está concentrada uma série de problemas que aguardam alternativas para tornar a vida urbana mais agradável e eficiente para as pessoas e para o desenvolvimento econômico municipal. Um desafio para todos os centros urbanos, que vão concentrar dois terços da população mundial até 2050, segundo a ONU. E também para o Recife, que conta com um parque tecnológico de ponta na sua região central. Para Sílvio Meira, presidente do Conselho do Porto Digital, apesar dos países conterem as cidades, são nelas, no entanto, onde a vida acontece e onde atualmente se dá, de forma mais acentuada a competição global econômica. “Estamos vivendo numa época de ‘microeconomificação’ do mundo, no sentido de que a cidade passa a ser pensada e repensada como centro da atividade criativa, econômica e logística”, conceitua. Se as cidades passam a ter cada vez mais um papel central nas decisões econômicas e é nelas onde acontece um processo contínuo de concentração populacional, como usar os avanços tecnológicos para melhorar a qualidade de vida urbana? As respostas estão sendo construídas em várias frentes. Talvez passe despercebido para você, mas os sistemas de compartilhamento de bicicletas é um exemplo de como a tecnologia está no cotidiano das cidades. Outro case é o monitoramento eletrônico para fiscalização de excesso de velocidade ou para o apoio da segurança urbana. Segundo Guilherme Cavalcanti, diretor executivo da Agência Recife para Inovação e Estratégia (Aries) as contribuições se dão em diferentes estágios. “Antes de ser uma plataforma de automação para trazer benefícios na rotina da cidade, a primeira contribuição que a tecnologia pode trazer é habilitar o cidadão à participação nas decisões do município”. Ele cita o aplicativo Colab, desenvolvido por uma empresa pernambucana, como a ferramenta mais característica dessa contribuição e menciona como alguns representantes do poder público, como os vereadores Jayme Asfora e Ivan Morais, já usam as redes sociais para dar voz aos munícipes. O diretor da Aries sinaliza que a segunda contribuição é de permitir a produção e o acesso cada vez maior de informações para o uso das políticas públicas. Na experiência recifense, por exemplo, a última pesquisa de Origem-Destino, que serve como base para o desenvolvimento das políticas de mobilidade urbana, foi realizada pelo Instituto Pelópidas Silveira por intermédio de uma ferramenta digital. “Gerar dados mais precisos sobre a cidade dá uma maior capacidade de eficiência para a gestão pública”. A terceira forma das novas tecnologias impactarem a experiência de vida na cidade é aumentando a interatividade e até proporcionando diversão às pessoas nos espaços públicos. “Existem experimentos recentes, como a prototipação de mobiliários urbanos interativos, como o Playable City, que foi uma parceria do poder municipal com o C.E.S.A.R. Há também a experiencia do L.O.U.Co (Laboratório de Objetos Urbanos Conectados) no Porto Digital. Mas isso é apenas a ponta do iceberg de como vamos usar as tecnologias”, afirma. O L.O.U.Co, por exemplo, tem a proposta de conectar jovens empreendedores para encontrar soluções para os problemas estruturais da cidade e propor melhorias urbanas com uso de tecnologia da informação. Já o Playable City está ligado à proposta de tornar a cidade um espaço “jogável” ou “brincável”. Ele ressalta que, a partir do momento em que a cidade tem uma maior capacidade de processar informações, poderá trabalhar questões como o gerenciamento remoto do parque de iluminação pública e até a sincronização de semáforos, a partir de dados coletados em aplicativos de mobilidade. Com a proposta de tornar a cidade mais interativa, com o uso das novas tecnologias, o C.E.S.A.R. criou o projeto Playtown. O objetivo é democratizar a inovação que faz parte do DNA do Bairro do Recife, promovendo experiências de forma lúdica e moderna. “Levantamos problemas e dificuldades da cidade e criamos alternativas de forma a tornar os espaços urbanos mais interativos e divertidos para seus cidadãos e encaminhamos os projetos para o poder municipal”, afirma Filipe Pessoa, executivo-chefe de Empreendedorismo do C.E.S.A.R.. Uma das propostas é a criação de uma rua interativa que captaria o sentimento da população a partir de totens. “As pessoas são convidadas a responder nesses totens como está o seu humor. À medida em que votam, a iluminação da rua vai mudando. Essa era uma forma lúdica de incluir um componente de tecnologia na rotina da cidade”, explica. O uso das tecnologias a favor das cidades tem vários cases de sucesso. O ranking Connected Smart Cities, que avalia a integração entre a tecnologia e inovação com a mobilidade, urbanismo, economia, educação entre outros temas, apontou o Recife como a 10ª cidade mais inteligente e conectada do País em 2017, sendo a melhor da região Nordeste. A liderança é da capital do Estado de São Paulo entre mais de 500 municípios. EXPERIÊNCIAS DIGITAIS A tecnologia em prol da cidade será um dos temas que vai permear o evento Rec’n’Play. Promovido pelo Porto Digital, do dia 30 deste mês a 3 de dezembro, em parceria com a Ampla Comunicação, o projeto pretende ofertar à capital pernambucana um festival tecnológico de porte internacional que dialogue com a cidade. “Vamos tratar de conectividade, criatividade e conexões em comunidades digitais num lugar onde o Recife é mais digital: o Bairro do Recife. Vamos fazer um conjunto de experiências criativas em educação, negócios e entretenimento, como um festival, aberto e disperso pela ilha. Com isso, vamos abrir o digital para a cidade”, afirma Sílvio Meira. Planejado em seu primeiro ano para acontecer apenas no Bairro do Recife, o evento deve se espalhar pela cidade nas próximas edições, de acordo com os organizadores. A iniciativa é arrojada e pretende entrar no calendário internacional

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Shoppings preveem aumento de 7% nas vendas de Natal, diz Abrasce

A Associação Brasileira dos Shopping Centers (Abrasce) prevê alta de 7% nas vendas deste final de ano em comparação com o ano passado. O índice é resultado de pesquisa feita entre os associados em todo o país. O setor comemora a expectativa, já quem em 2016 a ampliação das vendas no período natalino foi de apenas 0,3% sobre 2015, ou seja, de estagnação. De acordo com o levantamento, as categorias que devem ter maior influência no crescimento das vendas serão vestuário, eletroeletrônicos e calçados. Como resultado da perspectiva de ampliação no faturamento, os lojistas preveem alta de 5% nas contratações temporárias. Os números do ano também são positivos. O índice acumulado até setembro apontou alta de 5% nos negócios. O desempenho melhor no segundo semestre aponta que deve ser atingida a meta estabelecida para 2017, de crescimento de 5% a 7% nas vendas. Para a direção da Abrasce, o resultado confirma a tendência de melhora consistente da economia. “A retomada gradativa da confiança do consumidor no segundo semestre deu um fôlego maior ao varejo”, define Glauco Humai, presidente da associação. Na avaliação da Abrasce, a melhora dos índices de emprego e de confiança do consumidor, aliadas à redução da taxa de juros e da inflação, também indicam 2018 melhor. (Agência Brasil)

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