Fotografia documental de família retrata a vida como ela é

A pose correta, o sorriso congelado, o olhar direto para o fotógrafo, muitos registros de família são feitos dessa forma. Há, porém, um novo tipo de fotografia, ainda pouco conhecido pelo grande público, que vem ganhando mais espaço a cada dia: a fotografia documental de família, que busca registrar o cotidiano familiar como ele é. As brincadeiras entre irmãos, uma trela e até mesmo o choro, muitas vezes evitados nas fotos convencionais, fazem parte deste tipo de registro, no qual o fotógrafo não dirige a cena, nem interfere nela. Ele é apenas um observador da realidade e registra tudo o que acontece da forma mais autêntica e natural possível, transformando muitas vezes cenas simples, como um banho de chuveiro, ou uma brincadeira no balanço, em imagens poéticas.

A ideia é que o fotógrafo passe um período do dia ou em alguns casos até 24 horas na casa da família fotografada, registrando todos os momentos que fazem parte daquela dinâmica familiar. A mãe que amamenta um filho enquanto o outro brinca na cama, uma birra para comer e um afago discreto, nada passa despercebido pelas lentes do fotógrafo. Ele fará um recorte daquele momento familiar, que certamente terá um valor inestimável no futuro, quando as crianças de hoje se tornarem os adultos e idosos de amanhã.

Para ajudar a divulgar e a fortalecer esse tipo de fotografia, há dois anos, as fotógrafas Manu Rigoni e Giovanna Guiotti criaram o FDF Brasil, primeiro e exclusivo diretório para reunir fotógrafos dessa área, que atualmente conta com quase 100 membros, destes, cinco são pernambucanos.

 

Morando há três anos no Recife, Manu Rigoni ganhou no ano passado o primeiro lugar no Documentary Family Awards, o concurso internacional de maior prestígio na fotografia documental de família. O registro aconteceu no Recife, quando João, um bebê de cinco meses estava irritado com o calor típico do Nordeste e os pais decidiram levar para dar uma refrescada no chuveiro. Nesse momento de total intimidade entre mãe e filho, Manu fez o registro premiado.

Foto de Bruna ganhadora premio Doc F.

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Para dar mais visibilidade à fotografia documental de família, as fundadoras do FDF criaram neste ano o Prêmio Doc F, que teve mais de 2 mil fotos inscritas em quatro categorias: cotidiano, parto, longevidade e séries. O primeiro lugar geral ficou com a pernambucana Bruna Pontual, ela ganhou o concurso com a foto do primeiro parto normal que registrou, com cerca de 16 horas de duração, acompanhadas de perto pela fotógrafa e que no final rendeu uma imagem impactante e visceral do nascimento de Pilar.

Além de Bruna, as pernambucanas Carol Campos, Kallynny Bioni, Carol Frias e Carol Bradley também são membros do FDF e buscam na fotografia esse registro da realidade sem filtros. Ajustar a lente para buscar o belo no cotidiano e o extraordinário na simplicidade é o que motiva as pessoas que se dedicam a esse tipo de fotografia. Em vez do figurino e da maquiagem, quem é o protagonista na foto documental de família são os sentimentos, as emoções e as expressões registradas da forma mais autêntica possível.

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