Inteligência Artificial Deve Transformar 22% Das Ocupações Até 2030 E Criar 78 Milhões De Empregos - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco
Inteligência Artificial deve transformar 22% das ocupações até 2030 e criar 78 milhões de empregos

A Inteligência Artificial (IA) e as tecnologias de automação devem provocar uma reconfiguração profunda no mercado de trabalho global nos próximos anos. Segundo o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial, cerca de 22% das ocupações serão transformadas até 2030. A previsão combina a eliminação de 92 milhões de postos tradicionais com a criação de 170 milhões de novas vagas impulsionadas pela economia digital, resultando em saldo positivo de 78 milhões de empregos.

O estudo indica que 43% das tarefas empresariais devem ser automatizadas até 2027, consolidando o conceito do “profissional aumentado” — aquele que utiliza a tecnologia para ampliar sua capacidade analítica e criativa. Para Marcelo Cordeiro, coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão, as mudanças devem impactar diretamente a formação profissional no Brasil a partir de 2026. “O profissional que esse cenário demanda precisa unir conhecimentos técnicos e digitais, com forte capacidade analítica e comportamento adaptável”, afirma.

Entre as habilidades mais valorizadas e melhor remuneradas até 2030 estão pensamento analítico e criativo, alfabetização em IA e Big Data, além de liderança e influência social — competências consideradas essenciais para a gestão de equipes híbridas formadas por pessoas e algoritmos. “Os futuros profissionais terão que dominar ferramentas como Business Intelligence (BI) e saber analisar dados de forma crítica. A demanda não é mais por executores de tarefas, mas por colaboradores capazes de trabalhar em conjunto com as tecnologias para otimizar processos e gerar melhores resultados”, explica Cordeiro.

As áreas com maior potencial de crescimento e remuneração incluem especialistas em IA, analistas de dados, profissionais de sustentabilidade, engenheiros de energias renováveis, criatividade e especialistas em cibersegurança. Construção civil, agronegócio, logística, tecnologia, educação, saúde e varejo também aparecem entre os setores em expansão, embora funções administrativas de escritório e caixas de bancos e comércios enfrentem tendência de declínio salarial. “Em um mercado dinâmico, ganharão destaque profissionais com alta adaptabilidade, criatividade, capacidade de liderança e comunicação clara. Saber trabalhar em equipes multidisciplinares já é igualmente essencial”, reforça o coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado, Marcelo Cordeiro.

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