Estimativa do IPCA recua para 3,99%, enquanto PIB segue com previsão de crescimento modesto
O mercado financeiro reduziu novamente a projeção para a inflação brasileira em 2026. Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4% para 3,99%, mantendo a tendência de desaceleração observada nas últimas quatro semanas.
A projeção mantém a inflação dentro do intervalo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para os anos seguintes, o mercado prevê inflação de 3,8% em 2027 e de 3,5% em 2028 e 2029. A primeira divulgação oficial do IPCA de 2026 será feita pelo IBGE no próximo dia 10 de fevereiro, com os dados referentes a janeiro.
No campo da política monetária, a taxa Selic segue em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006. Apesar do alívio nas expectativas inflacionárias e da queda do dólar, o Comitê de Política Monetária manteve os juros pela quinta reunião consecutiva. A sinalização, no entanto, é de que os cortes possam começar em março, caso o cenário permaneça favorável.
De acordo com o Focus, a expectativa é que a Selic termine 2026 em 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, as projeções indicam novas reduções, para 10,5% e 10%, respectivamente, chegando a 9,5% em 2029. Juros mais altos têm sido usados como instrumento para conter a demanda e controlar os preços, ainda que com impacto sobre o ritmo da atividade econômica.
Em relação ao crescimento econômico, o mercado manteve a previsão de alta de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A mesma taxa é esperada para 2027, enquanto para 2028 e 2029 a projeção sobe para 2%. Já a cotação do dólar deve encerrar este ano em R$ 5,50, patamar que também é esperado para o fim de 2027.


