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Rafael Dantas

Mercado reduz previsão da inflação para 3,95% em 2026

Inflação dentro da meta
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, caiu de 3,97% para 3,95% em 2026. A estimativa consta no boletim Focus divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central, com base nas projeções de instituições financeiras. Para 2027, a expectativa é de inflação em 3,8%, enquanto para 2028 e 2029 a previsão é de 3,5% em ambos os anos.

Comportamento dos preços em 2025
Pela sexta semana consecutiva, o mercado reduziu a projeção da inflação para 2026, mantendo o indicador dentro do intervalo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Em janeiro, a alta da conta de luz e da gasolina fez o IPCA registrar variação de 0,33%, o mesmo índice de dezembro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a inflação acumulada em 2025 foi de 4,44%, dentro da meta estabelecida.

Juros e política monetária
Para atingir a meta de inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária. Apesar da desaceleração da inflação e do dólar, a taxa foi mantida inalterada pela quinta reunião seguida, no fim de janeiro. O Copom informou que pode iniciar a redução dos juros na reunião de março, caso o cenário econômico permaneça estável. A projeção do mercado é que a Selic termine 2026 em 12,25% ao ano, caia para 10,5% em 2027, para 10% em 2028 e chegue a 9,5% em 2029.

PIB e câmbio
As instituições financeiras mantiveram a previsão de crescimento da economia brasileira em 1,8% em 2026 e 2027. Para 2028 e 2029, a expectativa é de expansão de 2% ao ano. No terceiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto avançou 0,1%, resultado considerado estável pelo IBGE, impulsionado principalmente pela indústria e pela agropecuária. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está prevista para 3 de março. A cotação do dólar é estimada em R$ 5,50 ao final deste ano e no mesmo patamar para o fim de 2027.

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