Planejamento, controle do fluxo de caixa e acesso ao crédito aparecem como fatores decisivos para reduzir a alta taxa de fechamento de empresas no país
O Nordeste vem se consolidando como uma das regiões mais dinâmicas do empreendedorismo brasileiro. Segundo dados do Sebrae, a região já concentra 19,1% dos MEIs abertos no país, ocupando a segunda posição no ranking nacional. Apesar desse avanço, o desafio da sustentabilidade dos negócios permanece: cerca de 60% dos estabelecimentos fecham as portas no Brasil, conforme levantamento do IBGE, o que reforça a importância de um planejamento financeiro estruturado.
Para enfrentar esse cenário, estabelecer metas financeiras claras é apontado como um passo estratégico para pequenos e médios empreendedores. Mais do que uma lista de desejos, as metas funcionam como um instrumento de organização e direcionamento, transformando intenções em um plano concreto de crescimento e equilíbrio entre expectativas e realidade econômica.
"Entre os principais pontos para análise, entender o seu segmento e os recursos disponíveis para investimento é fundamental. A partir daí, será possível entender que tipo de metas construir e como equilibrar a expectativa do negócio com a realidade econômica", explica Karoline Crocia, gerente de agência na Sicredi Recife. Segundo ela, "para um crescimento sustentável e mais estruturado, organizar metas é bem mais do que projetar, funcionando como guia para trilhar um caminho organizado e consciente".
Entre as orientações práticas, a especialista destaca o controle rigoroso do fluxo de caixa, com o registro detalhado de entradas, saídas e investimentos, além da adoção de metodologias como a SMART, que propõe metas específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais. Outro ponto é a busca por oportunidades de crédito voltadas para MEIs, como linhas de capital de giro e serviços financeiros oferecidos por cooperativas de crédito.
Nesse contexto, Karoline ressalta o papel do cooperativismo no fortalecimento da economia local. "A Sicredi Recife possui R$ 3,1 bilhões em resultados que podem gerar rentabilidade extra aos associados e beneficiar as comunidades onde atuam. Isso porque, no modelo do cooperativismo, os recursos da cooperativa são reinvestidos na região, desenvolvendo a economia local", conclui.


